Tag: Gilberto Tomazoni

  • JBS bate recorde de receita no 2º trimestre e anuncia troca de comando

    JBS bate recorde de receita no 2º trimestre e anuncia troca de comando

    A JBS N.V. confirmou nesta segunda-feira (10) uma mudança na liderança global da companhia. Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO Global a partir de janeiro de 2027, no lugar de Gilberto Tomazoni, que ocupava a posição desde 2018. O anúncio chega no mesmo dia em que a empresa divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026, com receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Wesley Batista Filho e Gilberto Tomazoni. Foto: Divulgação JBS

    A companhia definiu a mudança como parte de um processo de sucessão planejado. Tomazoni conduzirá a transição ao longo dos próximos cinco meses antes de assumir as funções de Vice Chairman do Conselho de Administração e Senior Advisor da JBS. Ele também seguirá como Chairman do Conselho da Pilgrim’s Pride Corporation e passará a presidir o Conselho do Instituto J&F, dedicado à formação de líderes empresariais.

    Trajetória

    Wesley Batista Filho ingressou na JBS em 2011 como trainee na unidade de bovinos de Greeley, no Colorado (EUA). Ao longo de 15 anos, ele liderou operações da companhia no Uruguai, no Paraguai e no Canadá, além de comandar a JBS Brasil, a Seara e, desde 2023, a JBS USA, a maior plataforma da empresa em receita, responsável por mais da metade do faturamento global do grupo.

    “Sinto-me honrado por assumir essa responsabilidade e dar continuidade ao extraordinário trabalho realizado por Tomazoni durante sua gestão como CEO”, afirmou Wesley Batista Filho em comunicado.

    Tomazoni, por sua vez, destacou a trajetória do sucessor dentro da companhia. “Wesley construiu uma trajetória de sucesso na JBS e conhece profundamente o nosso negócio. Tenho confiança de que ele é o líder certo para conduzir a JBS em seu próximo capítulo”, declarou o atual CEO.

    Durante os oito anos de Tomazoni à frente da JBS, a receita da companhia cresceu 73%, saindo de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões. Nesse período, a empresa expandiu sua atuação para novas categorias de proteínas, ampliou o portfólio de marcas de maior valor agregado, investiu em biotecnologia, alcançou grau de investimento e concluiu sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

    Receita recorde marca o segundo trimestre de 2026

    Os resultados financeiros divulgados nesta segunda-feira reforçam o momento da companhia. A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões entre abril e junho, avanço de 14% frente ao mesmo intervalo de 2025. O EBITDA ajustado somou US$ 1,257 bilhão no período, e a maior parte das unidades de negócio apresentou melhora sequencial de rentabilidade, mesmo com os desafios que ainda persistem no segmento de carne bovina nos Estados Unidos.

    “Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas”, afirmou Tomazoni sobre o desempenho trimestral.

    JBS
    Foto: divulgação JBS

    A alavancagem líquida da companhia fechou o trimestre em 3,10 vezes. Segundo a JBS, a empresa mantém liquidez robusta, com prazo médio da dívida acima de 15 anos e custo médio de 5,7% ao ano. “Temos uma estrutura de capital sólida e liquidez adequada para atravessar os diferentes ciclos de nossas operações”, disse Guilherme Cavalcanti, CFO Global da companhia.

    O fluxo de caixa livre somou US$ 130 milhões positivos, avanço de US$ 185 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025. Iniciativas de gestão do capital de giro, como desconto de recebíveis, adiantamentos ligados a exportações no Brasil e evolução da conta de fornecedores, impulsionaram o resultado.

    Unidades de negócio mostram avanço generalizado

    A diversificação geográfica e de proteínas sustentou o desempenho da companhia no trimestre, com destaque para os seguintes números por unidade:

    • JBS Beef North America: receita líquida recorde de US$ 7,8 bilhões (+14,2%), embora o EBITDA ajustado tenha permanecido negativo em US$ 100 milhões. Um resultado, ainda assim, melhor que o prejuízo de US$ 264 milhões do 2T25.
    • Pilgrim’s Pride: receita de US$ 4,6 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 360 milhões (margem de 7,8%), com demanda firme por frango nos EUA, na Europa e no México.
    • JBS Brasil: receita recorde de US$ 4,6 bilhões (+28%). E maior EBITDA ajustado da história da unidade para um segundo trimestre, de US$ 273 milhões (+22,1%), impulsionado pelas exportações.
    • Seara: receita de US$ 2,5 bilhões (+18,2%) e margem EBITDA ajustada de 12,3%, com volume superior a 1 milhão de toneladas no trimestre.
    • JBS USA Pork: receita de US$ 2,1 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 184 milhões (+38%), com margem de 8,9%.
    • JBS Austrália: receita de US$ 2,6 bilhões (+30%) e EBITDA ajustado de US$ 218 milhões, com margem de 8,5%.

    “Olhando para frente, continuamos focados em melhorar o desempenho operacional, fortalecer nosso portfólio de marcas e gerar fluxo de caixa,. Mantendo a flexibilidade necessária para atravessar diferentes ciclos de mercado”, concluiu Tomazoni.

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  • JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

    JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

    A JBS reportou uma receita líquida de US$ 21,6 bilhões no 1T26, um aumento de 11% em comparação ao 1T25. O lucro líquido totalizou US$ 221 milhões de janeiro a março deste ano. Os principais motores por trás desse desempenho foram as operações da JBS Brasil, apoiadas por uma forte demanda global. E o desempenho consistente da Seara nos mercados interno e externo.

    Os resultados demonstram a resiliência da estratégia global multiproteína e multigeográfica da Companhia. O desempenho das operações no Brasil e a força de outras unidades de negócio ajudaram a compensar os desafios enfrentados devido ao ciclo do gado na América do Norte. Durante o primeiro trimestre de 2026, a JBS reportou um EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão, com uma margem de 5,2%. No mesmo período, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 22,1%.

    “No primeiro trimestre de 2026, permanecemos firmemente focados na excelência operacional. Entendemos o ambiente em que operamos e os ciclos naturais de cada proteína, e gerimos o negócio com disciplina e responsabilidade. Por isso, adotamos uma abordagem de austeridade para reforçar a geração de caixa e garantir que extraiamos o valor máximo de nossos ativos e investimentos”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Ele também destacou que o trimestre foi particularmente pressionado pela operação de carne bovina da Companhia nos Estados Unidos.

    O consumo de fluxo de caixa durante o trimestre reflete a sazonalidade típica do período, marcada pela concentração de pagamentos a fornecedores. Outro fator que afetou o fluxo de caixa foi o aumento de 20% no Capex em comparação a 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões este ano.

    Dólar

    A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em um patamar equilibrado de 2,77x, dentro do intervalo da meta de longo prazo da JBS. De acordo com Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, a sólida posição financeira da Companhia oferece proteção contra a volatilidade.

    “Executamos nossa estratégia de Liability Management, estendendo o prazo médio de nossa dívida para 15,6 anos, com um custo médio atrativo de 5,7% ao ano e sem vencimentos significativos previstos até 2031”, afirmou Cavalcanti.

    Segundo o CFO, essa estratégia disciplinada de alocação de capital proporciona segurança e liquidez para navegar pela volatilidade dos ciclos operacionais, enquanto a JBS continua investindo em expansão.

    JBS Beef North America

    A operação de carne bovina nos EUA registrou receita de US$ 7,167 bilhões no 1T26. O EBITDA foi negativo em US$ 267 milhões, com uma margem de -3,7%. O negócio enfrentou uma “tempestade perfeita”: a menor disponibilidade de gado em meio a uma das fases mais agudas do ciclo pecuário impactou as operações e aumentou ainda mais os custos de aquisição de gado para processamento.

    Durante o período, a Companhia avançou em ajustes organizacionais e operacionais em sua plataforma de carne bovina nos EUA, com foco na simplificação da estrutura e na melhoria da eficiência em resposta ao ambiente mais adverso. A iniciativa também reflete um foco mais amplo na captura de sinergias entre os negócios, aumentando as eficiências e fortalecendo ainda mais a plataforma para o desempenho de longo prazo.

    Pilgrim’s Pride

    Com uma margem EBITDA de 9,9% no 1T26, a Pilgrim’s Pride também foi impactada por eventos climáticos extremos de inverno. Mesmo assim, a Companhia reportou receita líquida de US$ 4,529 bilhões durante o período. Além disso, a Companhia aproveitou a sazonalidade para realizar paradas de manutenção planejadas e modernizar as instalações de produção, melhorando seu mix de produtos para apoiar o crescimento e clientes estratégicos nos próximos meses.

    Na Europa, a operação manteve resultados estáveis em comparação ao ano passado, apoiada por seu portfólio equilibrado entre proteínas e ocasiões de consumo. No México, a operação expandiu seu portfólio de marcas em alimentos frescos e preparados.

    JBS USA Pork

    O negócio de suínos nos EUA registrou uma margem EBITDA de 13,5% e uma receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 2,032 bilhões. Os resultados consistentes refletem a excelência na execução, a forte demanda do consumidor doméstico por proteínas acessíveis e os esforços contínuos para expandir o portfólio de produtos de marca e de valor agregado.

    JBS Brasil

    Com receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 3,78 bilhões e uma margem EBITDA de 4,4%, a JBS Brasil foi um dos destaques do período. Os resultados foram impulsionados por volumes fortes, apoiados pela demanda global e pela diversificação geográfica dos destinos de exportação. No mercado interno, a Friboi continua aprofundando as parcerias com clientes-chave e focando na oferta de produtos de valor agregado.

    De acordo com o Cepea-Esalq, o preço médio do boi gordo durante o trimestre foi de R$ 338 por arroba, um aumento de 6% em relação ao 1T25. Como resultado, apesar da maior receita líquida, a rentabilidade foi pressionada pelos elevados custos do gado, refletindo a forte demanda internacional.

    Seara

    A Seara registrou uma margem EBITDA de 15,5% no 1T26. O crescimento sustentado das vendas nas exportações e no mercado interno, que gerou US$ 2,379 bilhões em receita líquida, reflete a disciplina operacional e a excelência comercial.

    Mesmo em meio a um ambiente operacional mais desafiador em mercados-chave resultante do conflito no Irã, a Companhia manteve seu ritmo de crescimento. A Seara continua investindo pesadamente nos fundamentos de sua marca, com foco na expansão de seu portfólio de valor agregado e na inovação.

    JBS Austrália

    A operação australiana manteve uma forte execução, reportando uma receita líquida de US$ 2,145 bilhões, sustentada por maiores volumes nos mercados interno e externo. Isso compensou os aumentos nos custos do gado de quase 30% nos últimos 12 meses.

    A margem EBITDA para o primeiro trimestre de 2026 foi de 6,2%, impulsionada pela execução operacional e maior produtividade, especialmente nos segmentos de salmão e suínos. A desvalorização do dólar australiano frente ao dólar norte-americano impactou a conversão dos resultados para dólares.

  • JBS registra receita recorde e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

    JBS registra receita recorde e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

    A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024. Em reais, o montante chega perto de meio trilhão. O lucro líquido cresceu 15% no período, consolidado em US$ 2 bilhões no ano. Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

    A performance do ano comprova a resiliência da estratégia global multiproteína e multiplataforma da Companhia, que resulta em disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado. A JBS reportou EBITDA ajustado IFRS de US$ 6,8 bilhões e margem EBITDA de 7,9% no consolidado de 2025.

    “Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita, o maior da nossa história, comprova a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada. Tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

    A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

    O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

    Alavancagem

    A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25. Além desse indicador, a JBS possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

    Para Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, os resultados de 2025 comprovam a eficiência da Companhia e a disciplina da alocação de capital. “Nossa estratégia permitiu manter nossa alavancagem entre 2x e 3x, e trabalhar com um perfil de dívida extremamente alongado. Isso nos traz segurança financeira e liquidez necessárias para atravessar a volatilidade dos ciclos e continuar entregando retornos sólidos aos nossos investidores.” No acumulado do ano, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 400 milhões.

    Unidades de negócios

    • Pilgrim’s Pride

    Com margem EBITDA de 15,2% no ano, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo apoiada na força de suas operações e uma gestão disciplinada. O portfólio in natura foi beneficiado por uma forte demanda no mercado americano e a diversificação por meio de ofertas de produtos com marca alcançou um feito histórico com a Just Bare, batendo US$ 1 bi em vendas. Nas operações da Europa e México os resultados continuaram a apresentar melhora, com otimização fabril, integração da gestão e um melhor mix de produtos.

    • JBS Austrália

    A JBS Austrália apresentou margem EBITDA de 11,3%, reflexo do crescimento dos volumes no mercado interno e externo. O segmento de carne bovina foi o principal motor da rentabilidade. A melhora de preços e volumes compensaram o aumento de 20% no custo de bovinos em 2025, de acordo com a Meat & Livestock Australia (MLA). Os segmentos de carne suína e salmão também apresentaram margens melhores, impulsionados pela execução operacional e maior produtividade.

    • Seara

    A Seara registrou margem EBITDA de 16,9% em 2025, impulsionado pelo maior volume de exportação de sua história, apesar das restrições temporárias em mercados-chave como China e Europa, e desempenho de vendas no mercado interno. O crescimento das vendas e volumes foi a resposta de uma forte execução comercial, a consolidação contínua da marca e a inovação constante, agregando maior valor ao portfólio. Entre as inovações com valor agregado, a marca lançou a linha Seara Protein, refeições congeladas com maior teor de proteína, linha de produtos para preparo na Air Fryer, além de snacks em parceria com a Netflix.

    • JBS Brasil

    Com margem EBITDA de 6,2% no ano, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou o maior volume de processamento de sua história. Reflexo da forte demanda e a expansão no mercado externo, como também a força da marca, uma sólida execução comercial, a melhoria nos níveis de serviço e a contínua oferta de produtos de valor agregado por meio do Friboi+ no mercado interno. A Friboi foi mais uma vez reconhecida como Top of Mind, vencendo na categoria de carnes pela sexta vez consecutiva. E na categoria churrasco pela segunda vez consecutiva, reforçando sua liderança no Brasil.

    • Beef North America

    Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 28 bilhões em 2025, sustentada pela demanda firme nos Estados Unidos. O setor de bovino segue com preços em patamares historicamente elevados, como reflexo da menor disponibilidade de animais em meio ao atual ciclo pecuário americano. O rebanho é o menor em 75 anos.

    Além disso, as importações de bovinos vivos do México sofreram restrições a partir de maio de 2025, por causa de questões sanitárias, impactando o abastecimento do mercado nos Estados Unidos.

    • JBS USA Pork

    A JBS USA Pork registrou receita líquida recorde no ano, de US$ 8,4 bi. O desempenho foi impulsionado por uma demanda sólida e pela expansão do portfólio de produtos de marca e de valor agregado no mercado interno e também na exportação. Durante o ano, a Companhia anunciou a expansão da produção de bacon pré-cozido e salsichas para café da manhã (breakfast sausage) por meio da aquisição de uma fábrica em Iowa, bem como da construção de uma nova unidade anunciada no mesmo estado.

    “A Companhia está entregando crescimento e valor, com disciplina financeira. A alta lucratividade é um reflexo do acerto da estratégia e da excelência da execução de nosso time”, afirmou Tomazoni.

  • JBS inaugura nova fábrica na Arábia Saudita

    JBS inaugura nova fábrica na Arábia Saudita

    A JBS ampliou sua atuação no Oriente Médio com a inauguração de uma nova fábrica em Jeddah. O investimento de US$ 85 milhões faz parte da estratégia da companhia de consolidar a Arábia Saudita como um centro global de produção e exportação de alimentos halal, atendendo à demanda crescente do Oriente Médio, Sudeste Asiático e outros mercados internacionais.

    A expansão é resultado de uma parceria entre a Seara, marca da JBS no país, e a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (Entaj). Juntas, as empresas lançam uma nova linha de frangos inteiros e cortes de aves, reforçando a oferta de produtos processados localmente.

    Com o novo projeto, a planta de Jeddah, em operação desde 2025, vai dobrar sua capacidade de produção até o final de 2026, exportando já para Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos. A iniciativa está alinhada ao programa Visão Saudita 2030, que busca fortalecer a produção nacional, garantir segurança alimentar e diversificar as exportações do país.

    A ampliação também traz impactos diretos no mercado de trabalho local, com a criação de 500 novos empregos. Assim. elevando o total de colaboradores da JBS na Arábia Saudita para cerca de 950 profissionais.

    Mercado prioritário

    “A Arábia Saudita é um mercado prioritário para a Seara”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni. “Ao investir na produção local, fortalecemos a segurança alimentar e ampliamos a capacidade halal. E também apoiamos a Visão 2030 com cadeias de abastecimento resilientes e o desenvolvimento de talentos locais.”

    Segundo João Campos, presidente da Seara, a nova parceria reforça a presença global da empresa. “A operação saudita representa um hub estratégico para a produção halal, aumentando a resiliência da cadeia de suprimentos e expandindo nossa atuação em todo o Oriente Médio, Norte da África e Ásia”, destacou.

    Atuando na Arábia Saudita há mais de 30 anos, a JBS exporta produtos de frango e bovinos seguindo rígidos padrões de qualidade e certificação halal. O complexo de Dammam concentra-se em carnes, linguiças, salsichas e mortadela. Enquanto Jeddah expande o portfólio com itens de valor agregado, voltados ao mercado local e à exportação.

    Com a expansão, a JBS alcança o terceiro lugar no market share de frango congelado da região, com 93% de reconhecimento de marca (awareness) no segmento de alimentos congelados no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG).

  • Conheça a empresa brasileira que mais paga salários e distribui riqueza

    Conheça a empresa brasileira que mais paga salários e distribui riqueza

    A JBS liderou o ranking nacional elaborado pela FGV e pela Abrasca, que avalia as companhias abertas com maior contribuição para a economia brasileira. O estudo inédito, intitulado “A Relevância das Companhias Abertas na Economia Brasileira — Criando Prosperidade para o Brasil”, apontou a empresa como a que mais distribui riqueza a fornecedores e mais paga salários e encargos aos colaboradores no país.

    Em 2024, a JBS destinou R$ 327 bilhões à sua cadeia produtiva e R$ 53 bilhões a profissionais em todo o Brasil. Esse resultado posicionou a companhia em primeiro lugar nos pilares “fornecedores” e “pessoal”. No ranking geral de riqueza distribuída à sociedade, que soma fornecedores, colaboradores e impostos, a JBS ficou em segundo lugar entre as 270 empresas analisadas.

    Modelo integrado

    Segundo o levantamento, o volume de recursos destinados a fornecedores reflete o modelo integrado de operação da JBS, que envolve milhares de produtores de grãos, pecuaristas, fabricantes de embalagens, operadores logísticos e prestadores de serviços industriais. Já no eixo de pessoal, o alto volume de pagamentos evidencia a demanda expressiva por mão de obra em suas atividades industriais, logísticas e administrativas.

    O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que os resultados reforçam o papel da companhia como motor de desenvolvimento nas regiões onde atua. “Nossa operação dinamiza economias locais e amplia oportunidades em mais de 130 municípios. Geramos renda, fortalecemos fornecedores e mostramos a relevância do setor de alimentos como vetor de crescimento do país”, afirmou o executivo.

    Tomazoni também ressaltou que o estudo da FGV/Abrasca reflete a missão da empresa de alimentar o mundo com produtos sustentáveis e de alta qualidade. “Buscamos ser os melhores em tudo o que fazemos, garantindo excelência para nossos clientes, solidez a fornecedores, rentabilidade aos acionistas e oportunidades aos colaboradores”, completou.

    Metodologia do estudo

    A análise da FGV utilizou a Declaração do Valor Adicionado (DVA) como base para medir a contribuição econômica das empresas, considerando indicadores de geração de riqueza, empregos e tributos. Para permitir comparações justas, a instituição criou uma taxonomia inédita que agrupa empresas em 14 setores.

    Entre as 270 companhias abertas avaliadas (de um total inicial de 372 listadas), os dados de 2024 mostraram um valor adicionado bruto (VAB) de R$ 2,1 trilhões, equivalente a 17,1% do PIB brasileiro. Ao todo, esse grupo distribuiu R$ 4,1 trilhões em riqueza à sociedade, sendo R$ 3 trilhões destinados a fornecedores.

    O estudo também revelhou que as companhias abertas empregaram 2,8 milhões de pessoas no país, com R$ 475,3 bilhões pagos em salários e benefícios, além de R$ 639,6 bilhões em tributos repassados ao governo — valor que representou 23% da arrecadação empresarial brasileira em 2024.

  • JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    A gigante global de alimentos JBS anunciou um investimento de US$ 70 milhões para expandir sua produção de frangos no Paraguai. O anúncio oficial ocorreu nesta quinta-feira (02/10) durante a visita do presidente paraguaio, Santiago Peña, à unidade da Seara, subsidiária do grupo, em Dourados, Mato Grosso do Sul.

    Este movimento marca a volta da JBS ao Paraguai após a empresa ter vendido seus abatedouros de bovinos no país para a concorrente Minerva, em 2017.

    Aquisição e expansão

    O primeiro passo deste novo ciclo de investimentos foi a aquisição da marca paraguaia Pollos Amanecer, que inclui uma fábrica de processamento localizada no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia, também conhecido como Campo 9, no departamento de Caaguazú. A unidade está situada em uma das principais regiões agrícolas do país, com fácil acesso a grãos e a menos de 200 km das três maiores cidades paraguaias: Assunção, Ciudad del Este e Luque.

    A JBS planeja realizar obras de ampliação e modernização na planta. Após a conclusão, a fábrica terá capacidade para processar 100 mil aves por dia. A empresa mantém o fornecimento ao mercado interno paraguaio e tem como novo objetivo iniciar as exportações para o mercado internacional.

    Geração de empregos e crescimento

    O investimento deve gerar cerca de 1.100 empregos diretos quando a fábrica estiver operando em sua capacidade total. O complexo produtivo será ampliado para incluir 28 granjas de material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

    Foto: divulgação JBS

    O plano de expansão é ambicioso. Atualmente a operação funciona com aves criadas em 19 galpões, e a meta é chegar a 139 galpões após a conclusão das obras.

    Estratégia global

    Em nota, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que o Paraguai oferece condições favoráveis para o desenvolvimento da avicultura. Ele afirmou que o investimento reforça a estratégia da companhia para aumentar sua competitividade e diversificação.

    “Estamos confiantes de que essa operação será um motor de crescimento para o país. Gerando emprego, renda e produtos de alta qualidade para o mercado global, acelerando a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, disse Tomazoni.

    Durante o evento, o acionista da J&F, Wesley Batista, reforçou a confiança no governo paraguaio e a visão de construir um complexo industrial integrado e relevante no país.