Tag: geração de empregos

  • Multinacional confirma investimento de R$ 140 milhões em MG

    Multinacional confirma investimento de R$ 140 milhões em MG

    A multinacional japonesa Sumitomo Corporation, por meio de sua subsidiária Agro Amazônia, anunciou um investimento de R$ 140 milhões para a construção de uma unidade de armazenamento e beneficiamento de sementes de soja em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, Minas Gerais. A comitiva do Governo de Minas, liderada pelo governador Romeu Zema, anunciou a novidade na última sexta-feira (20/6), durante visita oficial ao Japão.

    O projeto prevê a geração de 40 empregos diretos na região e será financiado integralmente com recursos privados. As obras têm conclusão prevista para o final de 2025, com início das operações em 2026. A expectativa é que a unidade atenda à crescente demanda do setor agrícola e fortaleça a cadeia produtiva do agronegócio mineiro.

    Na primeira fase, a planta terá capacidade para beneficiar 500 mil sacas de soja por ano. Epodendo atingir até 1 milhão de sacas em sua capacidade máxima. O investimento faz parte da estratégia de expansão da Agro Amazônia. O grupo já possui presença consolidada nas principais regiões agrícolas do Brasil e planeja ampliar sua rede para 120 filiais até 2028.

    Apoio institucional e articulação

    A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), por meio da agência Invest Minas, foi fundamental na articulação do acordo, apoiando a empresa nas tratativas com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), na obtenção de licenças ambientais junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG) e na negociação com a Cemig para antecipação do fornecimento de energia elétrica.

    Governador de Minas, Romeu Zema, com executivos da Sumitomo. Foto: Aluísio Eduardo / Digital MG

    Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, a escolha de Patos de Minas pela Sumitomo reforça o posicionamento de Minas Gerais como parceiro estratégico no agronegócio global, trazendo tecnologia, geração de empregos qualificados e impulsionando o desenvolvimento regional.

    Expansão e inovação no agronegócio

    A Agro Amazônia, fundada em 1983 em Cuiabá (MT), tornou-se subsidiária da Sumitomo Corporation em 2015, o que permitiu acesso a novos recursos e tecnologias. Recentemente, a empresa lançou uma nova marca de sementes de soja em parceria com a argentina GDM Seeds, um dos maiores grupos de genética de soja do mundo, ampliando sua atuação e contribuindo para o crescimento do setor.

    O governador Romeu Zema destacou que o novo investimento é resultado do esforço do governo em promover Minas Gerais internacionalmente. E atrair novos negócios para o estado. “A Sumitomo é uma empresa renomada que vem para somar e ajudar no desenvolvimento de Patos de Minas e de todo o estado. Estamos construindo uma maior cooperação com foco em melhorias para os mineiros”, afirmou Zema.

    A nova unidade reforça o compromisso do grupo Sumitomo com o desenvolvimento sustentável e tecnológico do agronegócio brasileiro, consolidando Minas Gerais como polo estratégico para investimentos internacionais no setor.

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  • Mercado de trabalho bate recorde de empregos no agro

    Mercado de trabalho bate recorde de empregos no agro

    O agronegócio brasileiro registrou 28,6 milhões de empregos no segundo trimestre de 2024, marcando um crescimento de 2,3%, ou aproximadamente 643 mil novas vagas, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

    Os dados são de pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

    Este número representa um novo recorde na série histórica iniciada em 2012. A participação do setor no total de ocupações do Brasil manteve-se em 26,5% entre abril e junho de 2024.

    Crescimento por setor

    Os pesquisadores do Cepea/CNA apontam que o aumento no número de empregos no agronegócio foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 8,3% nos agrosserviços, o que representa cerca de 815 mil novas vagas.

    Além disso, também registrou aumento de 4% (aproximadamente 179 mil pessoas) nas agroindústrias.

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    A expansão das atividades agroindustriais resulta em uma maior demanda por serviços, uma vez que operações industriais mais complexas requerem uma ampla gama de serviços.

    Perfil dos trabalhadores

    O agronegócio cresceu no segundo trimestre de 2024, impulsionado por trabalhadores com e sem carteira assinada, além de refletir o aumento do nível educacional dos empregados.

    Essa tendência vem sendo observada desde o início da série histórica, com destaque para a maior participação feminina na força de trabalho.

    A análise da série histórica revela uma transformação no perfil ocupacional do agronegócio, com uma substituição gradual de trabalhadores autônomos e auxiliares familiares por empregados formalmente registrados.

    Além disso, houve um aumento no nível médio de escolaridade dos trabalhadores. Isso é evidenciado pelo crescimento da participação de profissionais com ensino superior e médio, completo ou não.

    Recuperação no mercado de trabalho

    Em 2024, o Brasil tem mostrado sinais de recuperação no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego caindo gradualmente.

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou em torno de 7,9% no segundo trimestre de 2024.

    Isso representa uma redução em relação ao ano anterior, impulsionada pela recuperação econômica pós-pandemia e a retomada de setores como turismo e serviços.

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    Nos primeiros meses do ano, especialmente até abril, o país gerou mais de 556 mil novos empregos com carteira assinada. Os dados são de acordo com o Novo Caged.

    Ou seja, o setor de serviços liderou a criação de vagas, gerando cerca de 288 mil empregos. A indústria veio em seguida, com 114 mil novos postos, e a construção civil criou 87 mil vagas.

    Esses números também indicam uma recuperação estável do mercado de trabalho no Brasil, com destaque para o setor de serviços e uma queda contínua no desemprego.

    Além disso, as políticas governamentais também têm desempenhado um papel importante na recuperação do emprego. Portanto, os incentivos para a geração de empregos e programas de qualificação profissional tem contribuído para os bons números do setor.