Tag: genética bovina

  • Henrique e Juliano levam vaca de R$ 3 milhões à Expo Rio Preto

    Henrique e Juliano levam vaca de R$ 3 milhões à Expo Rio Preto

    A Fazenda Terra Prometida, propriedade da dupla sertaneja Henrique e Juliano, participará da 63ª Expo Rio Preto, em agosto, levando cerca de 20 animais da raça Nelore para disputar o Ranking Nelore Ouro, um dos principais circuitos nacionais da pecuária de elite.

    Entre os destaques está a estreia em pista da vaca Beatrice FIV do HEJ, que ganhou notoriedade após ter 50% de sua participação comercializada por R$ 1,5 milhão durante o Leilão Terra Prometida 2026, quando tinha apenas cinco meses de idade.

    Os animais chegarão ao Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto (SP), no dia 31 de julho, dando início à preparação para as avaliações da feira.

    Genética de alto desempenho

    Segundo Luan Paulo Padun da Silva, diretor da Fazenda Terra Prometida e responsável por representar a propriedade nos eventos agropecuários, a participação na Expo Rio Preto faz parte da estratégia de fortalecer a marca entre os principais criatórios de Nelore do país.

    “Cada resultado é fruto de muito trabalho, seleção genética e investimento contínuo para alcançar alta performance e consolidar nossa marca como referência na pecuária brasileira”, afirmou.

    Criadores de Nelore de elite, os músicos investem em genética bovina e movimentam o mercado de leilões agropecuários

    A fazenda tem investido continuamente em melhoramento genético e na participação em exposições nacionais, consolidando sua presença no segmento de gado de elite.

    Expo Rio Preto reúne criadores de todo o Brasil

    A 63ª Expo Rio Preto será realizada entre 1º e 16 de agosto, no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto.

    Considerada uma das maiores feiras agropecuárias do estado de São Paulo, a exposição reúne criadores de diversas regiões do país e recebe julgamentos de importantes raças bovinas, além de leilões, exposições e atrações voltadas ao agronegócio.

    A feira terá entrada gratuita e é promovida pela Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, com apresentação da Faesp/Senar e correalização da Gaetan Shows e Eventos.

    Fazenda Terra Prometida pertence à dupla sertaneja

    Formada pelos irmãos Ricelly Henrique Tavares Reis e Edson Alves dos Reis Junior, a dupla Henrique e Juliano também mantém forte atuação no agronegócio.

    A Fazenda Terra Prometida está localizada em Porto Nacional (TO) e possui mais de 1.300 hectares destinados à criação de gado Nelore. O criatório investe em seleção genética e participa de exposições e leilões voltados ao melhoramento da raça, tornando-se uma referência no segmento da pecuária de corte.

  • Touros Angus passam por estudo para produção de carne mais macia

    Touros Angus passam por estudo para produção de carne mais macia

    A Associação Brasileira de Angus iniciará um estudo inédito para identificar quais touros da raça têm maior potencial para produzir animais cruzados de melhor qualidade com vacas zebuínas, principalmente Nelore.

    A iniciativa pretende aumentar a previsibilidade da qualidade da carne, elevar a eficiência da pecuária e ampliar o número de bovinos certificados pelo Programa Carne Angus.

    O projeto utilizará informações genéticas e dados de carcaça para entender como características desejáveis da raça Angus são transmitidas aos animais meio-sangue, hoje responsáveis pela maior parte dos abates certificados pelo programa.

    Pesquisa começa em julho

    A fase de campo terá início amanhã, 14 de julho, com a coleta de aproximadamente 6 mil amostras genéticas de fêmeas meio-sangue que passarão pela certificação.

    A expectativa da Associação Brasileira de Angus é divulgar uma primeira relação preliminar de touros melhoradores em 2027.

    Em uma etapa posterior, o projeto pretende ampliar as coletas para 10 mil animais e realizar análises físico-químicas em 3 mil amostras de carne.

    Segundo Carolina Silveira, assistente de fomento e coordenadora da Instituição Científica Tecnológica (ICT) da Associação Brasileira de Angus, o objetivo é entender como ocorre a transmissão das características da raça pura para os animais oriundos do cruzamento industrial.

    “Todas as informações de carcaça que temos hoje dentro da raça Angus foram desenvolvidas com base na raça pura. Queremos entender como essas características passam para os bezerros quando ocorre essa heterose.”

    Tecnologia inédita para coleta das amostras

    O estudo utilizará um protocolo desenvolvido a partir da tecnologia TSU, permitindo retirar amostras diretamente do tecido muscular das carcaças resfriadas.

    A metodologia adapta uma técnica antes utilizada apenas para coleta de cartilagem da orelha e conta com o apoio da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS).

    Novas ferramentas para o melhoramento genético

    A base de dados permitirá desenvolver novas Diferenças Esperadas de Progênie (DEPs), indicadores utilizados para estimar o desempenho genético dos descendentes.

    Entre os objetivos futuros está a criação de uma DEP voltada especificamente para a maciez da carne.

    De acordo com Carolina Silveira, a demanda do consumidor por carnes mais macias, suculentas e padronizadas reforça a importância desse tipo de pesquisa.

    Ela destaca que já existem excelentes animais meio-sangue, mas a iniciativa fornecerá informações mais precisas para orientar a escolha dos reprodutores.

    Segundo a pesquisadora, essa padronização aumenta as chances de certificação dos animais nos programas de qualidade, o que pode elevar a remuneração recebida pelos pecuaristas.

    Benefícios também para a sustentabilidade

    Além do ganho em qualidade, o projeto também pode contribuir para uma produção mais sustentável.

    Animais geneticamente mais eficientes tendem a atingir o peso de abate mais cedo, reduzindo o consumo de insumos, produção de dejetos e emissão de gases.

    Programa Carne Angus busca reduzir desclassificações

    Em 2024, o Programa Carne Angus registrou 612,2 mil abates certificados, crescimento de 20% em relação ao ano anterior.

    Apesar do avanço, cerca de um em cada quatro animais deixa de ser certificado por problemas relacionados ao acabamento de carcaça ou à idade.

    Segundo o gerente nacional do programa, Maychel Borges, identificar os touros com melhor desempenho no cruzamento com raças zebuínas permitirá aumentar tanto a qualidade quanto o número de animais certificados.

    “Com esses dados em mãos, nós conseguimos melhorar o jogo e trazer bons frutos ao produtor, que é o grande objetivo do programa”, resume Borges.

  • “Isis Valverde”, a vaca de R$ 4 milhões

    “Isis Valverde”, a vaca de R$ 4 milhões

    Uma vaca que leva o nome de uma das atrizes mais conhecidas do Brasil acaba de chamar a atenção dentro e fora do agronegócio. A matriz Ísis Valverde FIV da RS, da raça Nelore, foi avaliada em cerca de R$ 3,9 milhões após a venda de metade de sua propriedade em um dos leilões mais concorridos da pecuária nacional.

    A negociação aconteceu durante a quinta edição do Leilão Fazenda Terra Prometida & Convidados Especiais, realizado em Porto Nacional (TO). Na ocasião, a dupla sertaneja César Menotti & Fabiano adquiriu 50% da vaca por R$ 1,98 milhão. Com isso, passou a dividir a propriedade do animal com Henrique & Juliano.

    Além disso, o negócio reforça um movimento que vem ganhando força nos últimos anos. Animais de genética superior deixaram de ser apenas campeões de pista para se transformar em ativos de alto valor dentro da pecuária brasileira. Hoje, eles representam investimentos capazes de gerar retorno durante muitos anos.

    O que faz a vaca valer milhões?

    infografico sobre a vaca Isis

    O preço de uma matriz como Ísis Valverde não está ligado apenas à aparência ou aos títulos conquistados. Na verdade, o maior patrimônio está na capacidade de transmitir características desejadas para as próximas gerações.

    Cada embrião produzido, cada prenhez comercializada e cada filho nascido carregam parte desse valor genético. Dessa forma, o retorno financeiro pode continuar por muitos anos, tornando o investimento altamente atrativo para criadores que buscam elevar o nível de seus rebanhos.

    Ísis Valverde reúne justamente esse conjunto de atributos. Até o momento, a Nelore conquistou oito títulos em exposições realizadas entre 2025 e 2026 e vem sendo apontada como uma das matrizes mais promissoras da raça. Ao mesmo tempo, seu padrão racial, equilíbrio morfológico, habilidade materna e potencial de transmissão genética explicam o interesse despertado entre grandes investidores.

    Genética movimenta cifras cada vez maiores

    A pecuária de elite vive um momento de expansão. Nos últimos anos, tornou-se comum a negociação de cotas de animais, em vez da venda integral, nos principais leilões do país.

    https://www.instagram.com/p/DYkV1FDx8My/

    Assim, diferentes criadores compartilham os direitos sobre matrizes e reprodutores de alto valor. Enquanto isso, o animal continua produzindo embriões e descendentes. Consequentemente, todos os sócios participam dos resultados econômicos gerados pela genética.

    Paralelamente, a tecnologia reprodutiva acelerou esse mercado. Técnicas como fertilização in vitro e transferência de embriões permitem multiplicar rapidamente os melhores indivíduos do rebanho. Com isso, o potencial de retorno sobre o investimento aumenta de forma significativa.

    Famosos ajudam a aproximar o público da pecuária

    A presença de artistas nesse segmento também ampliou a visibilidade da pecuária de elite. Henrique & Juliano estão entre os criadores que mais investem em genética Nelore. Agora, César Menotti & Fabiano passam a integrar esse mercado ao adquirir participação em uma das matrizes mais valorizadas do país.

    https://www.instagram.com/p/DYqpbUOOGSe/

    Como resultado, essa aproximação desperta a curiosidade de quem normalmente não acompanha os leilões rurais. Afinal, cifras milionárias, celebridades e animais campeões formam uma combinação que chama atenção até de quem está distante do campo. Além disso, esse movimento ajuda a aproximar o agronegócio de um público cada vez mais amplo.

    Mercado segue em crescimento

    A valorização da genética bovina acompanha uma demanda crescente por rebanhos mais produtivos, férteis e eficientes. Ao mesmo tempo, produtores buscam animais capazes de transmitir características superiores para as futuras gerações. Por isso, investir em genética deixou de ser apenas uma questão de prestígio e passou a integrar a estratégia econômica das principais fazendas do país.

    Nesse cenário, casos como o de Ísis Valverde tendem a se tornar cada vez mais frequentes. Em outras palavras, a Nelore representa muito mais do que uma campeã de exposições. Ela simboliza um modelo de negócio que reúne ciência, tecnologia, inovação e melhoramento genético para impulsionar a produtividade da pecuária brasileira.

  • Henrique e Juliano faturam com Nelore milionário e investem na pecuária

    Henrique e Juliano faturam com Nelore milionário e investem na pecuária

    A dupla sertaneja Henrique e Juliano transformou a paixão pelo campo em um negócio milionário. Proprietários da Fazenda Terra Prometida, em Porto Nacional (TO), os artistas investem na criação de gado Nelore de elite e já acumulam reconhecimento em exposições e leilões agropecuários.

    Além do sucesso na música, os irmãos apostam no melhoramento genético para ampliar a produtividade e a valorização do rebanho.

    “Nossa criação sempre foi muito pé no chão. Para que ter uma fazenda se ela não for produtiva? Foi pensando nisso que começamos a investir em genética para Nelore de elite. Tem que ter muita dedicação e buscar tecnologias para manter o padrão”, afirmou Henrique.

    Genética Nelore é um dos focos da dupla

    A principal estratégia dos cantores é investir em animais de alto valor genético, considerados referência para a pecuária nacional.

    O trabalho envolve seleção criteriosa de matrizes e reprodutores, além do uso de tecnologias voltadas ao melhoramento genético do rebanho.

    Entre os exemplares mais conhecidos está a vaca Ísis Valverde FIV da RS, uma das matrizes mais valorizadas da raça Nelore.

    Vaca ‘Ísis Valverde’ é descrita como dona de um “racial impecável, volume, feminilidade e consistência genética”e se destaca no mercado de genética bovina — Foto: Divulgação/Fazenda Terra Prometida

    Vaca avaliada em R$ 4 milhões chama atenção no mercado

    A Ísis Valverde FIV da RS ganhou notoriedade por conquistar importantes títulos em exposições agropecuárias pelo país.

    Entre seus principais destaques estão:

    Avaliação estimada em R$ 4 milhões;

    Títulos de Grande Campeã em pistas de julgamento;

    Reconhecimento como referência genética da raça Nelore;

    Participação em negociações milionárias no mercado pecuário.

    Parte da propriedade do animal foi negociada com os cantores César Menotti e Fabiano, reforçando o interesse do setor por exemplares de alto desempenho genético.

    Leia mais: Juliano investe R$ 80 milhões em jato de luxo; confira imagens

    Fazenda Terra Prometida abriga criação de elite

    Localizada em Porto Nacional, no Tocantins, a Fazenda Terra Prometida possui cerca de 1.306 hectares e se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas entre artistas ligados ao agronegócio.

    Além da criação de Nelore Puro de Origem (P.O.), a fazenda conta com infraestrutura de alto padrão.

    Entre os destaques da propriedade estão aeroporto próprio, piscina de borda infinita e alta estrutura tecnológica voltada à pecuária.

    Vista aérea da fazenda. À esquerda, as estruturas para o cuidado com os gados. No centro, as casas da família. À direita, a pista para pousos e decolagens — Foto: Reprodução/YouTube

    Nelore domina a pecuária brasileira

    A raça Nelore é responsável por grande parte do rebanho de corte do Brasil e se destaca pela adaptação ao clima tropical, resistência e desempenho produtivo.

    Por isso, animais com genética superior costumam atingir valores elevados em leilões, especialmente quando apresentam histórico de premiações e capacidade comprovada de transmissão genética.

    Leia mais: Quem é o dono da ‘Texas brasileira’ apontado como affair de Ana Castela

  • Feicorte destaca oportunidades e sabores da pecuária

    Feicorte destaca oportunidades e sabores da pecuária

    A Feicorte 2026 acontece entre 23 e 26 de junho em Presidente Prudente, no interior paulista. A feira reúne empresas, especialistas, produtores e consumidores ligados à pecuária de corte. O evento chega à 22ª edição e mantém foco exclusivo na cadeia produtiva da carne bovina. Além disso, promove debates sobre mercado, genética e produção animal.

    A feira nasceu na capital paulista e, durante anos, realizou exposições e julgamentos de animais. Contudo, a proibição do trânsito de rebanhos na cidade exigiu a mudança de local. Após quase uma década sem edições, a Feicorte retornou em 2024. Desde então, Presidente Prudente passou a sediar o evento. A escolha da cidade tem razões econômicas e históricas. A região concentra quase 20% do rebanho bovino paulista e oferece acesso facilitado para visitantes.

    Fórum debate redução dos rebanhos bovinos

    A redução dos rebanhos em diversos países será o tema central do Fórum Feicorte. O encontro também discutirá os impactos desse cenário para o mercado global.

    O tema “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” mostrará caminhos para os pecuaristas aproveitarem o atual ciclo de valorização da atividade. Segundo os organizadores, a menor oferta mundial de animais favorece a alta dos preços e amplia oportunidades para o Brasil.

    Beef Hour apresenta carnes de diferentes raças

    A programação inclui o Beef Hour das Raças, espaço voltado à degustação de proteínas. Os visitantes poderão experimentar 16 variedades de carne. A arena reunirá cortes de 14 raças bovinas, incluindo exemplares europeus e zebuínos. Nesta edição, o espaço também contará com cordeiro Suffolk e carne de búfalo.

    Wagyu, cordeiro e búfalo ganham destaque

    A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu participa com hambúrgueres produzidos a partir da raça conhecida pelo elevado marmoreio.
    Já a estação dedicada ao cordeiro Suffolk oferecerá cortes com sabor suave e textura delicada. Enquanto isso, a carne de búfalo será apresentada como opção magra e suculenta.

    Churrasco tradicional e defumação atraem visitantes

    A estação Bonanza destacará a tradicional costela bovina preparada no fogo de chão. O espaço também servirá sanduíches recheados com cupim casqueado.

    A Estação Feicorte apresentará o brisket, corte bovino defumado lentamente em pit smokers. O tradicional mac’n cheese acompanhará o prato. O local ainda contará com hambúrgueres da Stock Yards. A marca é especializada na produção de smash burgers.

    Culinária latina e sobremesas completam experiência

    A gastronomia latina também marcará presença no evento. O público poderá degustar choripan com linguiça artesanal e empanadas argentinas. Além disso, uma receita exclusiva será preparada especialmente para a feira.
    Nas sobremesas, a DaNega produzirá panquecas recheadas com doce de leite. Já a Santa Gula oferecerá sorvetes e açaí em diversos sabores.
    Segundo Carla Tuccilio, CEO da Verum, promotora da feira, o objetivo é aproximar o público do universo da produção pecuária. Ela afirma que o Espaço Beef Hour mostrará como genética, manejo e tecnologia influenciam diretamente a qualidade da carne consumida diariamente.

     

  • Touro mais caro do mundo é brasileiro e vale mais que mansão de luxo

    Touro mais caro do mundo é brasileiro e vale mais que mansão de luxo

    Quase R$ 10 milhões. Esse foi o valor alcançado pelo touro Nelore INDHU FIV HRO, que acaba de entrar para a história como o reprodutor mais valorizado da raça Nelore no Brasil e no mundo.

    O recorde foi registrado durante o HRO Experience 2026, realizado na Fazenda Tapijara, em Arandu (SP). Quando o martelo bateu, porém, não era apenas um touro mudando de mãos. Na prática, um novo capítulo estava sendo escrito na genética de corte nacional.

    Nascido em 27 de setembro de 2024, INDHU FIV HRO pesa 431 quilos e carrega uma linhagem que desperta atenção até entre os criadores mais experientes. O reprodutor é filho de Viatina 19, uma das matrizes mais premiadas e valorizadas da história da raça, e de Astutto FIV Brun, reconhecido por transmitir desempenho e qualidade produtiva.

    Foto de Viatina, a vaca nelore mais cara do mundo
    Viatina 19, mão do touro mais caro do mundo – Foto: Casa Branca

    Mas pedigree, sozinho, não explica um investimento desse tamanho.

    Em pista, INDHU FIV HRO já mostrou atributos que o colocam em outro patamar. Além disso, o animal reúne estrutura corporal imponente, equilíbrio racial, qualidade de carcaça e elevado potencial reprodutivo. Em outras palavras, concentra características que o mercado procura e está disposto a pagar caro para multiplicar.

    Um touro capaz de influenciar gerações

    https://www.instagram.com/reel/DZv_8Tds3lY/?igsh=MXNuYmxwdG5oNDFmYw==

    Na pecuária de elite, um grande reprodutor vale muito mais pelo que pode produzir do que pelo que pesa na balança. Afinal, um único touro pode gerar milhares de descendentes por meio de sêmen, embriões e programas de reprodução assistida.

    Cada filho carrega a possibilidade de ganhar mais peso, converter melhor os alimentos e produzir carcaças de maior qualidade. Por isso, a genética se transformou em um dos ativos mais estratégicos do agronegócio brasileiro.

    Infográfico com detalhes do touro mais caro do mundo.

     

    A valorização de INDHU FIV HRO também ajuda a explicar a transformação do mercado nas últimas décadas. Antes, os leilões de elite movimentavam milhares de reais. Hoje, alcançam cifras milionárias. Nesse cenário, a genética passou a ser vista como tecnologia aplicada ao campo e ferramenta para elevar a produtividade.

    Propriedade compartilhada

    A participação no touro está dividida entre alguns dos principais nomes da pecuária nacional. A Cabaña Santiago, a Casa Branca Agropastoril e a Agropecuária Paranã detêm, juntas, 75% do animal. Os outros 25% permanecem com a Nelore HRO, criadora original do reprodutor.

    Imagem de Asttuto FIV Brun
    Astutto FIV Brun, pai do touro mais caro do mundo – Foto: CRL Agropecuária

    O lote negociado incluiu ainda uma prenhez do touro Brutão ARF. Com isso, os investidores passam a ter acesso imediato a uma combinação genética considerada promissora para programas de seleção.

    Ou seja, em um país onde o Nelore responde por cerca de 80% do rebanho de corte, o recorde de INDHU FIV HRO vai além de uma cifra impressionante. Afinal, ele simboliza a aposta crescente da pecuária brasileira em conhecimento, tecnologia e melhoramento genético. No fim das contas, o touro de quase R$ 10 milhões representa uma ideia simples: no campo de hoje, o futuro também pode nascer dentro de um centro de genética.

  • Murilo Huff reúne famosos em leilão de gado que movimenta R$ 99 milhões

    Murilo Huff reúne famosos em leilão de gado que movimenta R$ 99 milhões

    Com uma carreira musical brilhante, Murilo Huff também vem ganhando espaço no agronegócio. Aos 30 anos, o cantor tem fortalecido sua atuação na pecuária de elite pela Nelore Huff, marca voltada à criação de animais da raça Nelore.

    Após investir milhões na aquisição de matrizes de destaque, o artista alcançou mais um marco no setor ao participar da realização do Leilão Raridades 2026, que encerrou sua edição com R$ 99 milhões em negócios. O evento reuniu criadores, investidores e personalidades ligadas à genética bovina.

    Promovido em parceria com Lucente Agropecuária, Syagri Agropecuária, Nelore Cascão e Nelore São Pedro, o leilão confirmou sua posição entre os principais encontros da genética Nelore no país.

    Durante o evento, Murilo destacou a importância da conquista.

    “É motivo de muito orgulho para nós da Nelore Huff estarmos entre grandes parceiros na realização de um dos maiores leilões do Brasil. Apesar de pouco tempo de raça, eu, Fredinho e toda nossa equipe chegamos aqui com muita determinação e amor. Fazer parte da família Nelorista é motivo de muita alegria!”, afirmou.

    Entre os destaques da pista, a vaca Bebella FIV Bonfiglioli alcançou valorização de R$ 3,12 milhões. Já a matriz Deluxe FIV CBA, da Nelore Cascão, atingiu R$ 9,12 milhões, tornando-se a mais valorizada do leilão.

    Deluxe FIV CBA representa um dos acasalamentos mais valorizados da raça — Foto: Instagram/@podpec_

    Investimentos milionários em genética de ponta

    Nos últimos anos, Murilo Huff ampliou sua presença no mercado de genética bovina com aquisições de grande repercussão. Entre elas está a participação na vaca Íris 8 FIV da Valônia, avaliada em R$ 17,28 milhões e detentora de importantes títulos nacionais, incluindo a Grande Campeã da Expozebu 2019 e da Expoinel Minas 2020.

    Cantor comprou a vaca mais cara do mundo, de R$ 54 milhões — Foto: Instagram

    Além disso, o cantor investiu R$ 13,5 milhões para adquirir 25% da propriedade da Donna FIV CIAV, considerada a vaca mais valiosa do mundo. Avaliada em R$ 54 milhões, a negociação inclui a matriz e três clones do animal.

    Reconhecida por seu elevado potencial genético, Donna FIV CIAV acumula premiações expressivas, como o título de melhor matriz do Ranking Nacional. Atualmente, Murilo divide a propriedade da fêmea com outros criadores e empresas do setor.

    Famosos prestigiam evento

    O Leilão Raridades também reuniu nomes conhecidos do esporte e da música. Entre os convidados estavam o zagueiro Éder Militão, do Real Madrid e da seleção brasileira, acompanhado da influenciadora Tainá Castro, além dos cantores Zé Neto e João Bosco, que também mantêm ligação com a pecuária.

    Murilo Huff ao lado de Éder Militão, Tainá Castro e Gabriela Versiani — Foto: Jozú Sant/Divulgação

    Além dos negócios realizados na pista, o evento contou com apresentações de Murilo Huff e da dupla Zé Neto & Cristiano, reforçando a conexão entre entretenimento e agronegócio.

  • Dono recusa vender touro mais pesado do Brasil por R$ 500 mil: “Vale mais”

    Dono recusa vender touro mais pesado do Brasil por R$ 500 mil: “Vale mais”

    Com 1,4 mil quilos e cerca de dois metros de altura, o touro Hércules chama atenção em qualquer evento agropecuário. Aos sete anos, o animal da raça Brahman se consolidou como um dos maiores símbolos da pecuária nacional e já iniciou a preparação para tentar recuperar, em 2026, o título de touro mais pesado da Expointer, realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul.

    Registrado como PVT 115 MR Falcão na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Hércules pertence ao pecuarista Adilor Pedro Viana, proprietário da Cabanha Talismã, em Criciúma, Santa Catarina. Em 2025, ele conquistou o primeiro lugar na tradicional feira agropecuária ao atingir impressionantes 1,43 mil quilos.

    Segundo o criador, o animal perdeu aproximadamente 30 quilos durante o período de coleta de sêmen. Ainda assim, a equipe já iniciou um novo processo de ganho de peso para colocá-lo novamente na disputa.

    “Agora já vamos começar a engordar ele de novo para voltar na Expointer e disputar o título com os touros mais pesados. O Hércules é uma combinação de genética de ponta, alimentação controlada e anos de seleção, além de ser um orgulho para todos da região”, afirmou.

    Agenda inclui feiras em Santa Catarina

    Antes de retornar à Expointer, Hércules participará de três importantes eventos agropecuários em Santa Catarina. O touro será uma das atrações da Agropolo, em Paulo Lopes, da Feagro, em Braço do Norte, e também da Agroponte, em Criciúma.

    Além disso, a expectativa dos organizadores é que o animal continue atraindo visitantes por conta do tamanho e da fama conquistada nos últimos meses.

    Com sete anos, Hércules tem 1,4 mil quilos e dois metros de altura — Foto: Maria Laura Demétrio

    Vitória inédita valorizou genética do animal

    A conquista obtida na Expointer em setembro de 2025 entrou para a história da feira. Isso porque, pela primeira vez em 48 edições, um touro zebuíno superou raças europeias tradicionais, como charolês e limousin, no ranking dos animais mais pesados do evento.

    Como resultado, o interesse pelo material genético de Hércules cresceu significativamente. Consequentemente, o valor de mercado do touro também disparou.

    “Me ofereceram R$ 500 mil nele, mas eu não quis vender e nem vou vender. Quero ver o que vai dar, é uma coisa rara, né? Eu sei que meio milhão é muito dinheiro, mas o prazer de ter o touro mais pesado do Brasil vale mais do que esse dinheiro. Vamos ficar com ele e continuar trabalhando na genética”, revelou o pecuarista.

    Rotina segue simples apesar da fama

    Mesmo após ganhar projeção nacional, Hércules mantém praticamente a mesma rotina dos outros 80 animais da propriedade. De acordo com Adilor, a principal diferença está apenas no transporte, já que o tamanho do touro exige um caminhão reforçado e equipado com uma porta maior.

    “Posso garantir que é tudo igual. Esse touro nasceu aqui e foi vendido quando tinha um ano. Um tempo depois, o empresário de Criciúma que comprou foi trabalhar em São Paulo e quis vender. Eu comprei e percebi que já estava grande. Ele começou a crescer, crescer, crescer e virou o mais pesado do Brasil”, contou.

    Para aumentar o peso antes das competições, Hérculos ganha reforço na alimentação — Foto: Maria Laura Demétrio

    Dieta reforçada para as competições

    Para manter o porte impressionante e buscar novos títulos, Hércules segue uma alimentação rigorosamente controlada. Atualmente, o animal consome cerca de 25 quilos de silagem e mais 10 quilos de ração diariamente.

    A estratégia faz parte da preparação para as competições e ajuda o touro a manter o alto desempenho físico, além de reforçar o potencial genético valorizado pelo mercado pecuário.

  • Sindi ganha espaço no Nordeste e impulsiona nova fase da pecuária no semiárido

    Sindi ganha espaço no Nordeste e impulsiona nova fase da pecuária no semiárido

    A pecuária nordestina vive uma transformação importante diante dos desafios climáticos da região. Em meio às longas estiagens e à escassez de pastagens, produtores passaram a investir em modelos mais eficientes e sustentáveis. Assim, a raça Sindi ganhou protagonismo e se consolidou como símbolo da nova pecuária do semiárido.

    Originária da região de Sindh, no atual Paquistão, a raça chegou ao Brasil no século passado e encontrou no Nordeste condições ideais para demonstrar sua rusticidade.

    Os primeiros exemplares da raça Sindi desembarcaram no Brasil há décadas e ajudaram a fortalecer a pecuária em regiões de clima mais seco — (Foto: Reprodução/ABF)

    Além disso, o avanço do Sindi acompanha a evolução técnica da pecuária regional. Com mais investimentos em genética, manejo nutricional e seleção de animais, produtores nordestinos passaram a conquistar maior valorização no mercado nacional.

    Rusticidade e eficiência elevam interesse pela raça

    Em tempos de mudanças climáticas e alta nos custos de produção, a rusticidade virou vantagem econômica. O Sindi se destaca justamente pela elevada tolerância ao calor, boa conversão alimentar e capacidade de aproveitar pastagens mais simples.

    Dessa forma, os produtores conseguem reduzir custos e manter a produtividade mesmo em ambientes mais severos. Outro diferencial importante é o porte moderado dos animais, que favorece a manutenção corporal durante períodos críticos de seca.

    Criadores apostam no Sindi para ampliar produtividade e sustentabilidade da pecuária — (Foto: Reprodução/ABF)

    Além disso, a raça apresenta boa fertilidade e precocidade sexual, fatores diretamente ligados à rentabilidade das fazendas. Não por acaso, especialistas consideram o Sindi uma das raças zebuínas mais promissoras para a pecuária tropical brasileira.

    Sindi fortalece pecuária moderna no semiárido

    Embora tenha forte presença na produção leiteira, o Sindi também vem ganhando espaço na pecuária de corte, principalmente em programas de cruzamento industrial e seleção genética.

    Ao mesmo tempo, o crescimento da raça acompanha uma mudança mais ampla no Nordeste, com produtores investindo cada vez mais em tecnologia, gestão e produtividade.

    Hoje, o Sindi representa muito mais do que resistência. A raça virou referência de eficiência produtiva no semiárido e deve ampliar ainda mais sua presença nos próximos anos, impulsionada pelo interesse crescente dos criadores e pelo fortalecimento dos programas de melhoramento genético.

  • Quem é ele? Sertanejo investe milhões no agro e entra para grupo de donos da vaca mais cara do mundo

    Quem é ele? Sertanejo investe milhões no agro e entra para grupo de donos da vaca mais cara do mundo

    Aos 30 anos, o cantor sertanejo Murilo Huff passou a ganhar destaque não apenas pela carreira musical, mas também pelos investimentos milionários fora dos palcos. Recentemente, o artista entrou para o seleto grupo de proprietários da vaca considerada a mais cara do mundo, além de ostentar um jatinho executivo avaliado em aproximadamente R$ 30 milhões.

    O sertanejo decidiu ampliar sua participação no agronegócio e investiu pesado no mercado de genética bovina. Huff adquiriu uma participação em Donna Fiv Ciav, animal da raça Nelore que conquistou projeção internacional após um leilão realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná.

    Durante o evento Cataratas Collection, o cantor desembolsou R$ 13,5 milhões para comprar 25% da propriedade do animal. Com isso, a negociação elevou o valor total da vaca para impressionantes R$ 54 milhões, marca que colocou Donna Fiv Ciav como a vaca mais valiosa do planeta.

    Avaliada em R$ 54 milhões, Donna representa o auge da genética Nelore e um mercado que cresce no Brasil
    (Foto: Reprodução/Instagram)

    Ao comentar o investimento, Murilo destacou o potencial do animal no setor pecuário. “É um fenômeno, não preciso falar muita coisa. Os números não mentem, eles falam por si só”, afirmou o cantor ao aparecer ao lado da vaca.

    A raça Nelore, originária da Índia, domina grande parte da pecuária brasileira e possui enorme relevância no mercado de melhoramento genético. Por isso, Donna Fiv Ciav se tornou símbolo do crescimento bilionário envolvendo genética bovina no Brasil. Além disso, o investimento reforçou a presença de artistas sertanejos no setor agropecuário, tendência que vem crescendo nos últimos anos.

    Jatinho de luxo acompanha fase de ascensão

    Além dos investimentos no agro, Murilo Huff também chamou atenção pelo jatinho utilizado em suas viagens pelo país. A aeronave modelo CJ 2 PLUS, fabricada pela Cessna Aircraft, foi adquirida em 2024 e rapidamente virou um dos símbolos da atual fase da carreira do cantor.

    Segundo informações divulgadas, o avião possui valor estimado entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões, o equivalente a cerca de R$ 30 milhões. O modelo conta com espaço para até oito passageiros, além de piloto, copiloto e capacidade para transportar até 11 malas.

    Quem é Murilo Huff?

    Natural de Goiás, Murilo Huff consolidou seu nome como um dos principais artistas da música sertaneja no país. Antes de alcançar fama nos palcos, ele construiu carreira nos bastidores da música, compondo sucessos gravados por grandes nomes do gênero.

    Entre as músicas de destaque escritas pelo cantor estão “Zé da Recaída”, “Transplante” e “Bem pior que eu”. Ainda aos 19 anos, Murilo transformou a composição em sua principal fonte de renda. Posteriormente, em 2018, iniciou oficialmente sua trajetória solo e lançou projetos como o álbum Pra Ouvir Tomando Uma, que ajudou a ampliar sua notoriedade nacional.

    Atualmente, o artista acumula bilhões de reproduções nas plataformas digitais e mantém forte presença no cenário sertanejo. Além disso, sua vida pessoal também ganhou grande repercussão após o relacionamento com a cantora Marília Mendonça, com quem teve o filho Léo, nascido em dezembro de 2019.

    O casal viveu períodos de separação e reconciliação até o término definitivo, em setembro de 2021. Hoje, Murilo Huff está noivo da influenciadora digital Gabriela Versiani.