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  • Geada na aveia-preta: Embrapa ensina como reduzir perdas

    Geada na aveia-preta: Embrapa ensina como reduzir perdas

    Os danos causados por geadas na aveia-preta são frequentes na Região Sul do Brasil. E comprometem a oferta de forragem para a pecuária de carne e leite. Um estudo conduzido pela Embrapa Trigo, em Passo Fundo, identificou uma estratégia simples e econômica para reduzir esses prejuízos. Ajustar a densidade de semeadura para 200 plantas por metro quadrado (pl/m²).

    A aveia-preta é a espécie forrageira de inverno mais cultivada no mundo. Ela é amplamente utilizada no Sul brasileiro como planta de cobertura do solo ou como pastagem. Apesar de adaptar-se bem ao frio, a cultura é altamente suscetível a geadas, que podem causar desde redução de biomassa até a morte das plantas.

    Menos plantas, mais resistência

    O experimento avaliou três genótipos de aveia-preta em diferentes densidades de semeadura: 200, 300 e 400 sementes aptas por metro quadrado. Os resultados mostraram que lavouras com menor densidade apresentaram maior resistência aos danos provocados pelas geadas, especialmente na fase reprodutiva da cultura.

    Segundo o pesquisador Osmar Rodrigues, da Embrapa Trigo, a densidade de 200 pl/m² ofereceu a melhor resposta em produção de biomassa após a ocorrência de geadas. “Além de reduzir os custos de sementes na implantação, comparativamente às altas densidades (300 e 400 pl/m²), essa população melhorou a resistência das plantas aos danos provocados por geadas. E com efeitos positivos na produção de biomassa”, afirma Rodrigues.

    Por que funciona?

    De acordo com o pesquisador, a maior disponibilidade de radiação solar em populações de 200 pl/m² favorece a eficiência fotossintética, o que pode aumentar a concentração osmótica dos tecidos e o conteúdo relativo de água nas plantas. Fatores que elevam a tolerância ao congelamento.

    “Copas abertas ou baixa população de plantas armazenam mais carboidratos solúveis em água nos tecidos, como consequência da maior penetração de luz nas áreas mais profundas. Por outro lado, a menor cobertura vegetal pode levar ao maior aquecimento do solo durante o dia. E à noite, com o resfriamento do solo e do ar com a dissipação de calor na atmosfera, pode reduzir o resfriamento e os danos causados”, detalha Rodrigues.

    Prática comum pode prejudicar

    A elevada densidade de plantas é uma prática comum entre produtores de forrageiras no Sul do Brasil. No entanto, populações muito altas podem ocasionar autossombreamento, reduzindo o perfilhamento e aumentando a sensibilidade das plantas ao congelamento devido à maior retenção de umidade no solo pela baixa penetração da luz solar.

    “A adequada densidade de semeadura pode ser uma estratégia para minimizar danos nas lavouras em condições climáticas adversas”. É o que reforça a pesquisadora Jane Machado, destacando a importância do estudo para a aveia-preta, espécie mais cultivada na região Sul.

    Impacto econômico e produtivo

    Além de mitigar os efeitos negativos da geada, a adoção da densidade de 200 pl/m² representa economia no custo de implantação da forrageira. Isso porque reduz a quantidade de sementes necessárias. Ao mesmo tempo, cria um ambiente favorável para maior resistência ao frio e mantém a produtividade de biomassa acumulada.

    Para os produtores do Sul, a recomendação é especialmente relevante em um cenário de geadas intensas, que já afetaram a oferta de pastagens em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

  • Geadas e temperaturas negativas acendem alerta no campo

    Geadas e temperaturas negativas acendem alerta no campo

    A onda de frio que atingiu o Sul do Brasil nesta semana colocou o clima no centro das atenções do agronegócio e elevou o alerta sobre a safra de grãos 2025/26. A chegada de uma frente fria derrubou as temperaturas, provocou geadas e levou os termômetros a mínimas próximas de 3°C em áreas produtoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

    Na Serra Gaúcha, as temperaturas ficaram abaixo de 0°C por vários dias consecutivos, o que aumentou o risco de danos em lavouras de milho, feijão e culturas de inverno em fase inicial de desenvolvimento.

    O cenário agrava uma situação já pressionada por irregularidade climática. A safra 2025/26 vinha enfrentando estiagem, oscilações térmicas e baixa umidade do solo em importantes regiões produtoras. Agora, as geadas adicionam um novo fator de risco ao ciclo agrícola.

    No Rio Grande do Sul, produtores aceleram a semeadura do milho em áreas menos suscetíveis ao frio para reduzir perdas. A estratégia busca escapar das janelas mais críticas de ocorrência de geadas.

    Manejo do solo

    Segundo Fellipe Parreira, da GIROAgro, o manejo do solo ganhou protagonismo diante do aumento da imprevisibilidade climática. “A inoculação de sementes com bactérias eficientes favorece o desenvolvimento radicular e pode elevar a produtividade. No entanto, o resultado depende de fatores como clima, solo, manejo e disponibilidade de nutrientes”, explica.

    Solos bem corrigidos, com boa estrutura física e fertilização equilibrada, aumentam a retenção de água, fortalecem o sistema radicular e ajudam na recuperação das plantas após estresse térmico. Em áreas com manejo técnico adequado, as lavouras tendem a apresentar maior resistência durante episódios de frio intenso e geadas.

    O avanço de práticas como agricultura regenerativa, adubação de precisão e conservação do solo reflete a resposta do setor aos eventos climáticos extremos. Produtores ampliam investimentos em manejo biológico, cobertura vegetal, retenção hídrica, preservação da microbiota do solo e monitoramento climático.

    Esse movimento acompanha a busca por produtividade com sustentabilidade, aliada ao uso de tecnologias mais eficientes e adaptadas às diferentes realidades do campo brasileiro.

    Impacto

    O impacto do frio não se limita ao Sul. O milho, cultura estratégica para o agronegócio, influencia diretamente cadeias como proteína animal, indústria de alimentos, exportações e logística. Quedas na produtividade podem gerar efeitos em toda a economia agrícola.

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já indicava maio como um mês de forte contraste climático, com avanço de massas de ar frio e risco de geadas no Sul, além de pressão sobre áreas do Centro-Sul.

    Além das baixas temperaturas, técnicos monitoram o estresse hídrico em áreas de segunda safra, principalmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, milho e feijão enfrentam perdas causadas pela combinação de seca e frio.

    O cenário reforça uma mudança estrutural no campo. A produção agrícola passou a depender cada vez mais da adaptação às condições climáticas. Planejamento técnico, manejo eficiente do solo e estratégias de resiliência tornaram-se essenciais para sustentar a produtividade diante das mudanças do clima.

  • IA e satélites detectam danos de geada em lavouras de milho

    IA e satélites detectam danos de geada em lavouras de milho

    Agricultores e autoridades do setor agrícola ganharam uma nova aliada no combate aos prejuízos causados por geadas: uma tecnologia que une inteligência artificial a imagens de satélite para monitorar danos em lavouras com alta precisão e em tempo real.

    A ferramenta, desenvolvida por pesquisadores da Unesp em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Universidade de Michigan, detecta automaticamente os impactos de geadas em culturas de milho e estima com exatidão a área cultivada.

    O método combina dados de sensoriamento remoto com modelos matemáticos avançados. Em testes realizados na região Oeste do Paraná durante a safra 2020/2021, a tecnologia identificou que geadas prejudicaram 69,6% da área total plantada com milho. Quando comparados aos registros de seguradoras agrícolas, os resultados alcançaram 75% de concordância.

    “A nossa meta é ser capazes de mapear culturas e identificar problemas ainda durante o período da safra”, explica Michel Eustáquio Dantas Chaves, professor da Unesp no curso de Engenharia de Biossistemas e primeiro autor do estudo publicado na revista Remote Sensing Applications: Society and Environment.

    Ferramenta pode reduzir incertezas e orientar mercado

    O sistema oferece agilidade para que o poder público corrija estimativas de safra antes da colheita. A ferramenta também auxilia empresas de seguro rural e orienta produtores na tomada de decisões após eventos climáticos adversos.

    “Se pudermos reduzir as incertezas em 1%, já será uma contribuição útil para a sociedade. Afinal, a agricultura desempenha um papel muito importante, tanto para a balança comercial quanto para o comércio interno”, comenta Chaves.

    Safrinha representa 62% da produção de milho

    As geadas representam ameaça especialmente grave para a segunda safra agrícola, conhecida como “safrinha”, cujo período de cultivo avança sobre os meses mais frios do ano. Dados do projeto MapBiomas mostram que a área plantada fora de época triplicou desde 2000. Em 2024, o milho respondeu por 62,2% do volume da safrinha.

    O Paraná figura como segundo maior produtor nacional de milho de segunda safra. Os pesquisadores escolheram a mesorregião Oeste Paranaense para testar o método porque a região enfrenta geadas com frequência.

    A ferramenta utiliza imagens captadas pelo satélite europeu Sentinel-2 combinadas ao algoritmo de aprendizado de máquina Random Forest. As imagens possuem resolução entre 10 e 20 metros por pixel, ideais para propriedades menores.

    “O Sentinel-2 tem uma repetitividade de 5 dias. Mesmo que ocorram impactos causados por geada, seca ou queimada, constatamos esses efeitos dentro de um período curto o suficiente para permitir que o produtor e o poder público tomem decisões baseadas em dados”, afirma o pesquisador.

    O sistema analisa a reflexão espectral das imagens e verifica parâmetros como espécies plantadas, estágio de desenvolvimento das culturas, umidade do solo e capacidade de fotossíntese das plantas.

    Método inédito comprova origem dos danos

    O estudo representa o primeiro trabalho científico a mapear impactos de geadas em milho usando sensoriamento remoto. Os pesquisadores analisaram imagens obtidas entre 1º de fevereiro e 31 de julho de 2021.

    Uma inovação importante foi a combinação de três índices de vegetação diferentes, o que aumentou a precisão na identificação dos danos. “Essa combinação de índices assegura que o dano que identificamos foi causado por uma adversidade térmica, e não por uma praga ou um manejo inadequado da lavoura”, esclarece Chaves.

    Geadas de 2021 causaram perdas severas

    Na safra 2020/2021, dois episódios de geadas atingiram o Oeste do Paraná em maio e junho. O novo método estimou que a área total de milho de segunda safra plantada na região alcançou 740.007 hectares — valor apenas 1,7% superior aos dados oficiais, demonstrando a alta precisão da ferramenta.

    A análise revelou que 3,5% da área foi afetada no primeiro episódio de geada, em maio, enquanto 66,1% sofreram impacto durante a segunda ocorrência, mais intensa, em junho. Cerca de 30,4% da área plantada não foram afetadas: em 13,8% a colheita já havia ocorrido, e os demais 16,7% escaparam das geadas.

    Atualmente, o cálculo de danos causados por geadas exige visitas a campo para levantamentos amostrais. Esse método demanda mais tempo, investimentos elevados e abre espaço para subjetividades nas observações.

    Chaves ressalta que a presença em campo continuará fundamental para treinar os algoritmos e validar as informações obtidas por satélite. No entanto, a nova tecnologia reduz significativamente o tempo e os custos envolvidos no monitoramento.

    Expansão para outras culturas

    Coordenador do Laboratório de Geoprocessamento e Inteligência Artificial da Unesp em Tupã e colaborador do Laboratório de Sensoriamento Remoto Agrícola do INPE, Chaves afirma que a metodologia pode se expandir para outras culturas afetadas por geadas, como trigo, centeio e aveia cultivados no inverno.

    Outra frente de atuação prevê a integração de modelos meteorológicos aos dados sobre uso da terra. “A incorporação dessa tecnologia vai orientar o futuro do sensoriamento remoto voltado à agricultura e à prevenção de desastres causados por eventos meteorológicos”, conclui o pesquisador.

  • Geadas castigam regiões canavieiras em um dos invernos mais frios dos últimos anos

    Geadas castigam regiões canavieiras em um dos invernos mais frios dos últimos anos

    A temporada de inverno já é considerada uma das mais rigorosas dos últimos anos no Brasil. A onda de frio registrada em 25 de junho levou geadas severas a importantes regiões produtoras de cana-de-açúcar no Centro-Sul do País, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Com os termômetros próximos de 0 °C e, em algumas áreas, abaixo disso, os canaviais registraram danos significativos — e, a partir de sete dias, os prejuízos se tornam visíveis em diferentes intensidades.

    Folhas queimadas, colmos rachados e morte da gema apical estão entre os sintomas já relatados em campo, afetando diretamente o desempenho agrícola. A partir do oitavo dia após a geada, como destaca o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), é possível iniciar um mapeamento mais preciso dos estragos e definir as prioridades de colheita e recuperação. Nesse contexto, produtores têm buscado ações imediatas para mitigar os impactos da geada, reduzir perdas e preservar o TCH (toneladas de cana por hectare).

    “Diante de um clima cada vez mais imprevisível, o uso de múltiplas ferramentas é fundamental para garantir a resiliência da lavoura. A combinação de diagnóstico técnico, manejo adequado e tecnologias de apoio pode fazer uma grande diferença no resultado final”, afirma Camillo Ferrarezi Giachini, engenheiro de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA.

    Ações

    As medidas recomendadas incluem:

    • Mapeamento detalhado dos danos com uso de sensoriamento remoto aliado à avaliação em campo;
    • Priorização da colheita em áreas mais afetadas, ajustando o cronograma original;
    • Rebaixamento do dossel em soqueiras e viveiros quando há morte de gemas ou presença de entrenós comprometidos;
    • Correções nutricionais, especialmente com potássio, cálcio e silício;
    • Irrigação ou fertirrigação, sempre que disponível, para estimular rebrota e acelerar recuperação;
    • Aplicação de bioestimulantes e biossoluções, com o objetivo de ativar o metabolismo da planta e recuperar o crescimento após o estresse térmico.

    Entre as biossoluções disponíveis no mercado, o ExpertGrow, desenvolvido pela ADAMA, tem ganhado espaço como ferramenta versátil e segura na recuperação de canaviais afetados por estresses abióticos, como a geada. “A biossolução pode ser aplicada tanto no sulco de plantio quanto na soqueira. Antes ou depois da geada. O Expert Grow estimula a retomada do crescimento vegetativo, preserva tecidos sensíveis e contribui para a formação de touceiras mais vigorosas. Quanto mais cedo for aplicado, maior sua eficácia — inclusive em caso de novas ondas de frio”, explica Giachini.

    A solução também apresenta bons resultados quando aplicada no início das águas, auxiliando a planta a retomar sua atividade fisiológica e retomando o acúmulo de biomassa. Os dados de campo demonstram consistência na preservação do TCH e um retorno positivo sobre o investimento, com ganhos em uniformidade, sanidade e produtividade.

    A temporada ainda não terminou — e novas geadas não estão descartadas. Para os especialistas, o momento exige ação coordenada e planejamento. “É hora de agir tecnicamente e com agilidade. Produtores devem planejar a resposta ao estresse com base em dados reais de campo e estratégias de longo prazo.”, finaliza Giachini.

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  • Onda de frio no Brasil: saiba como proteger lavouras de geadas

    Onda de frio no Brasil: saiba como proteger lavouras de geadas

    Uma intensa massa de ar polar avança sobre o Centro-Sul do Brasil, trazendo riscos de geadas em áreas produtoras de culturas como milho, café, trigo e cana-de-açúcar. Com temperaturas próximas ou abaixo de 0°C, produtores rurais devem adotar medidas emergenciais para evitar danos irreversíveis às lavouras.

    Segundo o Agroclima/Climatempo, a terceira onda de frio de 2025 e a primeira do inverno já atingiram regiões agrícolas do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais, com registros de até -7,8°C em General Carneiro (PR) e -8°C em Urupema (SC).

    Culturas em risco:

    • Milho segunda safra (fase final de colheita, mas áreas tardias podem sofrer perdas).
    • Café (folhas queimadas e redução da fotossíntese).
    • Trigo (em desenvolvimento inicial, com possível lentidão no crescimento).
    • Cana-de-açúcar (danos pontuais em lavouras do PR, MS e SP).
    • Tabaco e citros (especialmente em mudas e frutos jovens).

    Por que o frio é tão devastador?

    Quando as temperaturas caem abaixo de zero, ocorre a solidificação da água dentro das células vegetais, rompendo membranas e interrompendo processos metabólicos. Isso leva à perda de turgor celular e morte dos tecidos, comprometendo folhas, brotos e frutos.

    José Sossai, coordenador da Fortgreen, explica:  “Plantas bem nutridas resistem melhor ao estresse térmico. É crucial reforçar práticas que mantenham o metabolismo ativo, como aplicação de potássio e aminoácidos, que reduzem a temperatura de congelamento”.

    Tecnologias e estratégias para proteção contra geadas

    1. Irrigação por Aspersão: A Epagri/Ciram desenvolveu um sistema de baixo custo para medir a vazão de água em pomares, garantindo que a técnica de “congelamento controlado” funcione. Quando a temperatura chega a 1°C, a irrigação forma uma camada de gelo que mantém a planta a 0°C, evitando danos.
    Foto: Cocamar
    1. Sensores e Monitoramento Remoto: Soluções como o AgroBee Sens permitem que produtores acompanhem temperatura, umidade e molhamento foliar em tempo real, acionando sistemas de irrigação à distância.
    1. Nutrição Pós-Geadas: Após eventos de frio extremo, especialistas recomendam:
    • Fertilizantes balanceados (06-12-40) para repor nutrientes.
    • Aminoácidos (PhysioCrop) para recuperação metabólica.
    • Fosfóro e nitrogênio (10-40-10) para estimular rebrotas.

    Quando o frio vai diminuir?

    De acordo com a MeteoBlue e DATAGRO, a massa de ar polar começa a perder força a partir de 26/06, com temperaturas subindo gradualmente no Sul. No entanto, o sul de Minas Gerais ainda pode registrar mínimas baixas devido ao tempo seco.

    Com a persistência de extremos climáticos em 2025—incluindo secas no Nordeste e chuvas intensas no Rio Grande do Sul—, os produtores devem adotar tecnologias acessíveis e planejamento agrícola adaptativo para garantir a produtividade.

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