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  • Alerta – Frio extremo ameaça colheita de café e cana

    Alerta – Frio extremo ameaça colheita de café e cana

    O avanço de frentes frias intensas no Centro-Sul do Brasil preocupa produtores de café e cana-de-açúcar, que enfrentam riscos elevados de prejuízo com a chegada de geadas e temperaturas mínimas. Segundo levantamento da StoneX, eventos climáticos extremos como esses afetam diretamente o metabolismo das plantas, comprometendo a produtividade e a qualidade das safras.

    A intensidade dos danos provocados pelo frio depende de fatores microclimáticos, como topografia do terreno, posição das lavouras e umidade local.

    Carolina Jaramillo Giraldo, Analista de Inteligência de Mercado. Foto: Divulgação Stone X

    “Também influenciam fatores climáticos de grande escala, como os fenômenos El Niño/La Niña e a Oscilação Antártica, que interferem de forma significativa nas condições do tempo no Brasil”, explica a analista de Inteligência de Mercado, Carolina Jaramillo Giraldo.

    Cana-de-açúcar: prejuízo imediato e colheita antecipada

    No caso da cana-de-açúcar, temperaturas abaixo de 5 °C ocorrem ao menos uma vez por ano em grande parte do Centro-Sul. Áreas produtoras do Mato Grosso, por exemplo, registram até sete dias anuais com frio intenso. Quando os termômetros se aproximam de 0 °C, os produtores enfrentam queima de folhas, morte de gemas, paralisação do crescimento e queda na qualidade industrial e produtividade.

    Após a geada, a necessidade de colheita imediata compromete o rendimento, pois muitas vezes a cana ainda não atingiu o ponto ideal. “Na safra 2021/22, a produtividade já vinha em queda devido à estiagem. Com as geadas e, posteriormente, incêndios em agosto, a quebra foi ainda maior. A moagem final ficou em 524,1 milhões de toneladas — cerca de 60 milhões abaixo da expectativa inicial de 580 milhões”, pontua o analista de Inteligência de Mercado, Marcelo Di Bonifácio Filho.

    Marcelo Di Bonifácio Filho, Analista de Inteligência de Mercado. Foto: Divulgação Stone X

    Regiões como o noroeste do Paraná, sudeste de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo apresentam mais de 90% de chance de registrar temperaturas abaixo de 5 °C ao menos uma vez por ano. Áreas do Triângulo Mineiro, centro de Minas Gerais e oeste de Goiás também enfrentam riscos semelhantes.

    Café: histórico de perdas e risco de queda na produção

    A cultura do café arábica já sofreu severamente com geadas ao longo da história. O frio intenso pode causar estresse térmico, abortamento floral e queda expressiva na produção, como ocorreu em 2022.

    “Em 2022, o potencial de produção era de 50 milhões de sacas, mas foram colhidas apenas 39,8 milhões, cerca de 20% abaixo do esperado. Isso teve impacto direto nos preços internacionais”, explica o gerente de Inteligência de Mercado do grupo, Fernando Maximiliano.

    Fernando Maximiliano, Gerente de Inteligência de Mercado. Foto: Divulgação Stone X

    Regiões como sul de Minas, noroeste do Paraná e sul de São Paulo apresentam mais de 90% de probabilidade de registrar ao menos um dia por ano com temperaturas abaixo de 5 °C. Em áreas de altitude no extremo sul de Minas Gerais, o risco de frio intenso é ainda maior, com até 18 dias anuais de temperaturas mínimas abaixo desse patamar em pontos específicos.

    O frio reduz a fotossíntese e coloca as plantas em estado de “hibernação metabólica”, limitando o crescimento e a formação de gemas florais. Quando o frio ocorre durante a florada, o risco de abortamento floral aumenta, dificultando a previsão de perdas.

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  • Frio intenso e geadas ameaçam lavouras no Paraná

    Frio intenso e geadas ameaçam lavouras no Paraná

    A forte onda de frio que atinge o Sul do Brasil preocupa agricultores paranaenses. Geadas e temperaturas negativas podem ter causado prejuízos nas lavouras de milho e trigo. A Cocamar Cooperativa Agroindustrial informou que o frio intenso alcançou regiões produtoras do noroeste e norte do estado.

    Segundo a cooperativa, estações meteorológicas registraram temperaturas próximas ou abaixo de zero grau em diversos municípios. Antes da chegada do frio, a Cocamar já alertava que cerca de 30% das lavouras de milho estavam em estágio vulnerável. Agora, a preocupação se amplia para o trigo, cultivado em regiões ainda mais frias.

    A cooperativa destacou que ainda não é possível calcular os prejuízos. Técnicos devem levar alguns dias para finalizar o levantamento em campo. Mesmo sem números oficiais, os danos já são considerados significativos.

    Temperaturas extremas

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou temperaturas extremas no Paraná. General Carneiro registrou -7,8°C, a mais baixa do estado. Outras mínimas severas ocorreram em São Mateus do Sul (-4,2°C), Telêmaco Borba (-2,7°C) e Jaguariaíva (-2,3°C).

    As condições meteorológicas favoreceram o frio intenso. O céu claro, a umidade baixa em altitude e os ventos fracos facilitaram o resfriamento e a formação de geadas. A massa de ar polar também provocou frio severo em Santa Catarina.

    Urupema e São Joaquim, municípios da serra catarinense, enfrentaram temperaturas de até -8°C. O cenário aumenta a apreensão no campo e reforça os riscos à produção agrícola no Sul do país.

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  • Frio intenso provoca novas geadas no Sul do Brasil

    Frio intenso provoca novas geadas no Sul do Brasil

    O frio continua intenso no Brasil nesta quarta-feira (11). Um sistema de alta pressão mantém as temperaturas baixas e o céu parcialmente nublado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê geadas no Sul. O fenômeno deve atingir o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Também há risco de geada na Serra da Mantiqueira.

    As temperaturas caem nas capitais do Sul. Porto Alegre pode registrar mínima de 6 °C. Em Curitiba, os termômetros devem marcar 7 °C. O vento se intensifica no litoral do Rio Grande do Sul. As rajadas variam entre 51 e 70 km/h, segundo o Inmet.

    Em Mato Grosso do Sul, o ar frio persiste. Campo Grande amanhece com mínima de 14 °C e sensação térmica baixa ao longo do dia. No nordeste de Mato Grosso e norte de Goiás, o tempo continua seco. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 30%.

    Apesar do avanço da frente fria para o litoral da Bahia, a umidade do mar ainda influencia o clima no Sudeste. Há previsão de pancadas de chuva no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

    No nordeste de Minas Gerais, a chuva também deve ocorrer. Em Minas e Espírito Santo, a precipitação pode ser moderada a forte.

    Madrugada

    Durante a madrugada, a frente fria avança pelo oceano e atinge o litoral da Bahia. A previsão indica chuvas em toda a faixa sul do Estado.

    Sergipe, Alagoas, Recife, Paraíba e Natal também podem ter pancadas de chuva nesta quarta. No litoral do Ceará e Rio Grande do Norte, as chuvas ocorrem de forma isolada.

    No interior do Nordeste, o tempo firme predomina. A umidade relativa do ar deve cair bastante no oeste e sul da Bahia, além do sul do Maranhão.

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  • Rio Grande do Sul terá queda acentuada nas temperaturas

    Rio Grande do Sul terá queda acentuada nas temperaturas

    O Rio Grande do Sul deve registrar uma queda significativa nas temperaturas entre os dias 9 e 11 de junho, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 23/2025. A massa de ar frio que atuará sobre o estado deve provocar os menores termômetros especialmente nas regiões da Serra Gaúcha, Campanha e Sul, com temperaturas próximas de 0°C e sem previsão de chuvas relevantes neste período.

    As regiões Noroeste, Norte, Nordeste e Central podem receber volumes de chuva entre 10 mm e 100 mm, chegando a 150 mm em pontos isolados. O Sudoeste deve registrar acumulados entre 1 mm e 10 mm, enquanto Sul e Sudeste não terão chuvas significativas.

    Nos últimos sete dias, o Rio Grande do Sul enfrentou baixas temperaturas acompanhadas de chuvas volumosas em todo o território. Algumas áreas do Litoral Norte e Metropolitana registraram precipitações diárias superiores a 100 mm. E na Serra Gaúcha houve registros de chuva congelada e até neve.

    Frio intenso

    Especialistas apontam que junho de 2025 será um dos meses mais frios do ano no centro-sul do Brasil, com maior frequência de dias frios e eventos de geada em comparação a 2024. Dois episódios de frio intenso são esperados: um na primeira semana e outro na última do mês. A diminuição das horas de sol, típica do solstício de inverno em 20 de junho, contribui para a manutenção do ar frio, especialmente durante a noite.

    A previsão indica que as chuvas ficarão próximas ou acima da média climatológica no centro-leste e nordeste do estado. Isso inclui a Grande Porto Alegre e a Serra, enquanto o sul do Rio Grande do Sul deve apresentar volumes abaixo da média. A média de precipitação para junho varia entre 140 mm e 180 mm na maior parte do estado. Pode chegar a 220 mm no Noroeste e ficando entre 80 mm e 100 mm no Sudoeste e Litoral Sul.

    A entrada frequente de massas de ar frias e secas favorecerá a ocorrência de geadas mais generalizadas e frequentes no Rio Grande do Sul. A população e o setor agropecuário devem se preparar para o frio intenso e a variabilidade das chuvas, que impactam diretamente as atividades econômicas e o cotidiano regional.

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  • Geada permanece no Sul com mínimas de 2°C

    Geada permanece no Sul com mínimas de 2°C

    O frio continua intenso no Centro-Sul do Brasil neste final de semana. A geada persiste, principalmente nas serras da Região Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas seguem baixas no Sul. Porto Alegre terá máxima de 15°C neste sábado (31/5).

    Já em São José dos Ausentes (RS), que registrou neve na quinta-feira (29/5), a mínima pode chegar a 2°C. A previsão preocupa produtores da região. Além disso, a geada também pode atingir o centro e o sudoeste de São Paulo, além do sul e sudeste de Mato Grosso do Sul.

    Nas cidades da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, há risco de geada fraca e pontual. Apesar disso, o Sudeste deve registrar uma leve elevação nas temperaturas. A máxima prevista para sábado (31/5) é de 23°C.

    A condição de geada no Sul deve continuar até domingo (1/6). Portanto, os agricultores precisam monitorar possíveis prejuízos nas plantações. De acordo com o Inmet, o fenômeno resulta da entrada de uma intensa massa de ar frio no país desde quinta-feira (29/5).

    Além do frio, pancadas de chuva isoladas podem atingir o litoral do Nordeste, especialmente na Bahia. Também há previsão de chuva forte no extremo Norte e entre o Espírito Santo e o leste de Minas Gerais ao longo do fim de semana.

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  • Frente fria traz risco de geada na semana; confira

    Frente fria traz risco de geada na semana; confira

    Uma massa de ar frio avança sobre o Sul do Brasil nesta semana, enquanto chuvas persistem no Norte e Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para mudanças climáticas até 7 de abril, incluindo a possibilidade de geada nas áreas serranas.

    Norte

    A região Norte deve registrar os maiores volumes de chuva. No oeste do Amazonas, Pará, Amapá, norte do Tocantins e oeste de Rondônia, os acumulados podem ultrapassar 80 mm. No Acre, parte de Rondônia, sul do Pará e sul de Tocantins, os volumes devem ficar abaixo de 40 mm.

    Nordeste

    No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue influenciando o clima. O norte do Maranhão, Piauí e litoral do Ceará podem ter mais de 60 mm de chuva. No interior da Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, o tempo deve ficar mais seco. Ou seja, nessas áreas, os volumes ficarão abaixo de 20 mm, e a umidade relativa do ar pode cair para menos de 50%.

    Centro-Oeste

    No Centro-Oeste, as chuvas mais intensas devem atingir Mato Grosso, oeste de Goiás e Mato Grosso do Sul, com volumes acima de 50 mm. No restante da região, as precipitações serão menores, mas pancadas podem ocorrer no nordeste de Goiás e no Distrito Federal no fim da semana.

    Sudeste

    No Sudeste, a chuva será intensa no sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O Vale do Paraíba, litoral norte paulista e região serrana fluminense podem registrar mais de 100 mm a partir de sábado (5). Em contrapartida, o centro-norte de Minas Gerais e o centro-oeste de São Paulo terão volumes inferiores a 20 mm.

    Sul

    No Sul, uma frente fria deve provocar temporais isolados no Rio Grande do Sul até quarta-feira (3), com risco de granizo e descargas elétricas. O leste e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste e leste do Paraná podem acumular mais de 40 mm. A partir de sábado, o tempo deve se estabilizar.

    Primeira massa de ar frio do outono e risco de geada

    Ao longo da semana, o calor permanece intenso no interior do Nordeste, norte de Minas Gerais e leste do Centro-Oeste. Os termômetros podem superar 34°C, principalmente no oeste de Goiás, Bahia, sul do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

    As temperaturas mínimas seguirão acima de 26°C no Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste e Sudeste até sexta-feira (4). No entanto, a partir de sábado, a chegada da primeira massa de ar frio do outono derrubará as temperaturas no Sul e no sul de Mato Grosso do Sul. As serras gaúcha e catarinense podem registrar geada, com mínimas abaixo de 10°C.

    No domingo (7), o frio perde força no Sul, mas avança no Sudeste. A Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais, pode registrar mínimas próximas de 12°C.

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  • Epagri desenvolve sistema para controle de geadas em pomares de pêssego

    Epagri desenvolve sistema para controle de geadas em pomares de pêssego

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), por meio do Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia), desenvolveu um medidor de vazão de baixo custo voltado ao controle de geadas em pomares de frutas de caroço, como pêssego e ameixa. A equipe instalou o equipamento em fevereiro no campo experimental da Epagri, no município de Videira, no Meio-Oeste catarinense.

    A tecnologia tem como objetivo aprimorar a técnica de controle de geada por aspersão, uma das principais estratégias utilizadas para proteger plantas frutíferas contra o frio intenso. O sistema permite medir com precisão a vazão da água utilizada na irrigação, facilitando o cálculo da lâmina adequada para proteger as culturas durante os eventos de geada.

    Segundo o pesquisador Guilherme Miranda, responsável pelo desenvolvimento do dispositivo, o instrumento alia baixo custo à facilidade de fabricação e à precisão nas medições. As informações geradas serão integradas ao monitoramento agrometeorológico realizado pela Epagri/Ciram. Contribuindo para avaliar se o volume de água aspergido atende às necessidades da proteção térmica das plantas.

    Redução de custos e uso racional da água

    O pesquisador André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental de Videira, destaca que a nova ferramenta contribui para reduzir os custos com irrigação e promove o uso racional da água, reforçando a sustentabilidade ambiental da fruticultura.

    Equipamento é de fácil fabricação. Fotos: Divulgação / Epagri

    A pesquisadora Iria Sartor Araujo, coordenadora do estudo, ressalta que, embora existam referências internacionais sobre controle de geadas, ainda faltam parâmetros técnicos adaptados às condições climáticas de Santa Catarina. “Essa pesquisa busca desenvolver soluções tecnológicas alinhadas às demandas específicas dos agricultores catarinenses, especialmente diante da alta frequência de geadas no inverno”, pontua.

    Tecnologia integrada ao monitoramento ambiental

    A pesquisa também visa validar uma tecnologia de monitoramento automático e telemétrico das variáveis ambientais do pomar, como temperatura, umidade relativa do ar e molhamento foliar. A proposta é entregar, diretamente no celular, tablet ou computador do produtor, informações em tempo real. E assim, apoiar a tomada de decisão quanto ao acionamento do sistema de aspersão.

    Estação meteorológica da Epagri para monitorar pomares. Fotos: Divulgação / Epagri

    Durante o último inverno, a equipe instalou sensores de temperatura em diferentes níveis do dossel do pessegueiro. Durante um evento de geada moderada, o sistema enviou automaticamente e-mails a cada hora, com dados atualizados a cada cinco minutos. A inovação permite que o agricultor acompanhe a situação sem sair de casa. E ative os aspersores sempre que a temperatura atingir o limite de 1°C.

    Como funciona o controle de geada por aspersão

    Na prática, o produtor precisa iniciar a irrigação quando a temperatura atinge 1°C e apresenta tendência de queda. A ideia é formar uma fina camada de água sobre as plantas, que congela ao atingir 0°C. Essa proteção térmica evita que as temperaturas mais baixas causem danos às flores e frutos. De acordo com André Souza, os frutos começam a ser danificados a -1°C, enquanto as flores resistem até -3°C. Com a planta completamente congelada, ela se mantém protegida a 0°C, evitando prejuízos à produção.

    A Epagri foi pioneira no Brasil na difusão dessa técnica. Os primeiros testes ocorreram ainda em 1983, no Centro de Treinamento da instituição em Videira. Desde então, a empresa realizou cursos e capacitações que ajudaram a disseminar o uso da aspersão contra geadas em diversas regiões do Sul do país.

    A equipe de Monitoramento Agroambiental da Epagri/Ciram conduziu a instalação do novo medidor. O grupo é composto pelo assistente de pesquisa Roberto Carlos Silveira e pelo técnico em meteorologia Rafael Ataide de Araujo. O trabalho contou com o apoio dos pesquisadores Adelar Rech e Roberto Bolzani, da Estação Experimental de Videira.

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  • Frio intenso no Sul e chuvas volumosas no Centro-Oeste

    Frio intenso no Sul e chuvas volumosas no Centro-Oeste

    A semana será marcada por temperaturas abaixo de 5°C na região Sul e acumulados superiores a 150 mm no Centro-Oeste. 

    Centro-Oeste terá chuvas fortes e risco de temporais

    A região Centro-Oeste terá pancadas de chuva, especialmente em Goiás e Mato Grosso, com risco de temporais e rajadas de vento de até 60 km/h. Os acumulados podem variar entre 100 e 150 mm, o que pode prejudicar as atividades no campo.

    Mato Grosso do Sul terá tempo firme, com chuvas isoladas no norte do estado, favorecendo a safra 2024/2025.

    Sul terá frio intenso e chuvas irregulares

    Hoje (11), o Sul terá poucas chuvas, concentradas no centro e noroeste do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Nas demais áreas, incluindo Paraná e capitais, o tempo seguirá firme. Em resumo, nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 40 e 50 mm no leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul, mantendo boa umidade do solo.

    No oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina, o tempo será predominantemente seco. Ao mesmo tempo, no oeste do Rio Grande do Sul, o acumulado deve ficar em 20 mm, sem comprometer atividades agrícolas. Além disso, há alerta para temporais nos três estados, com rajadas de vento e queda de granizo até amanhã.

    Uma frente fria trará ar polar na terça-feira à noite, derrubando temperaturas até o final da semana. Portanto, a serra gaúcha e catarinense terão mínimas abaixo de 5°C, com risco de geada entre quarta e sexta-feira.

    Sudeste terá clima ameno e chuvas pontuais

    No Sudeste, a chuva forte dará lugar a pancadas no norte, noroeste e Triângulo Mineiro. Em resumo, o tempo ficará firme no centro-sul de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com sol e temperaturas amenas.

    Nos próximos dias, o acumulado pode chegar a 150 mm no centro-sul de Minas e Rio de Janeiro. No Espírito Santo e norte mineiro, o volume será de 50 mm, mantendo boa umidade do solo. Em São Paulo, a semana terá tempo firme, favorecendo o campo, com mínimas entre 12°C e 14°C, sem risco de geada.

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    Nordeste terá tempo instável na Bahia

    A frente fria continuará atuando no Nordeste, com pancadas fortes na Bahia, sul do Maranhão e Piauí. Salvador, Ilhéus e Porto Seguro devem registrar chuvas intensas.

    Nos próximos cinco dias, o acumulado no oeste da Bahia, Maranhão e Piauí poderá atingir 100 mm, beneficiando o solo. Portanto, nas demais áreas, a semana será quente e seca, com máximas de até 35°C, elevando o risco de incêndios.

    Norte terá chuvas em todas as áreas

    No Norte, temporais são esperados no Amazonas, Acre, sul do Pará, Tocantins e Rondônia. Ou seja, os acumulados podem variar entre 80 e 100 mm, ajudando a recuperar pastagens e melhorando lentamente a situação dos rios. No centro-norte do Pará, Amapá e Roraima, o acumulado será de cerca de 50 mm, iniciando a reversão do déficit hídrico.

  • Preços do café sobem e frio intenso preocupa produtores

    Preços do café sobem e frio intenso preocupa produtores

    Os preços do café registraram uma forte alta no mercado brasileiro nesta semana. Os pesquisadores do Cepea afirmam que essa elevação é resultado do clima mais frio que atingiu grande parte do Centro-Sul do Brasil desde o último fim de semana, afetando principalmente regiões produtoras de arábica.

    Preços do café x impactos

    De acordo com agentes consultados pelo Cepea, foram relatadas geadas pontuais em áreas de baixada, como na Mogiana Paulista e no Cerrado Mineiro. Embora os impactos ainda não possam ser estimados com precisão, a expectativa é de que os cafezais não tenham sofrido danos significativos. No entanto, a massa de ar frio deve persistir nas regiões até o meio da semana, o que mantém os produtores em estado de alerta.

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    Em relação às exportações, o Brasil embarcou 3,8 milhões de sacas de café em julho. Isso significa um aumento de 26% em comparação com o mesmo período de 2023. Segundo dados do Cecafé, esse volume representa um recorde histórico para o mês de julho.

     

  • Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Uma forte onda de frio provocou geada em 41 municípios em Mato Grosso do Sul na manhã deste sábado (10). A menor temperatura foi registrada em Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande, onde os termômetros marcaram 0,2ºC. A sensação térmica no local chegou a -0,6ºC, por volta das 6h.

    Em Campo Grande, os termômetros registraram mínima de 4,8ºC, com sensação térmica de -0,5ºC. Em Amambai, a temperatura chegou a 1,7ºC, com sensação térmica de 0ºC. Itaporã registrou 1,6ºC e sensação térmica de -0,4ºC, enquanto Ponta Porã teve 3,9ºC com sensação de -0,1ºC. O frio também foi intenso em Aral Moreira (2,4ºC), Jardim (2,5ºC), Sidrolândia (2,6ºC), Nova Alvorada do Sul (2,7ºC), Caarapó (3,2ºC) e Sete Quedas (3,9ºC). Outras cidades afetadas incluem Juti (3,8ºC), Laguna Carapã (3,1ºC), Porto Murtinho (2,9ºC), Bonito (3,1ºC), Maracaju e Nova Andradina (3,7ºC), Bandeirantes (3,9ºC) e Dourados (4,5ºC).

    Previsão de tempo e clima para os próximos dias

    O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) prevê que o tempo firme e ensolarado voltará a predominar, com variação de nebulosidade. O ar frio deve avançar por todas as regiões, podendo estabelecer novos recordes de temperatura mínima em 2024 em alguns municípios. Além disso, esta pode ser a massa de ar frio mais intensa registrada até agora em 2024.

    No domingo (11), as temperaturas seguirão baixas ao amanhecer, mas as máximas estarão em gradativa elevação, podendo atingir valores entre 23-28°C nas regiões sudoeste, pantaneira, norte e bolsão. As temperaturas mínimas previstas para as regiões sul, leste, sudoeste e sudeste variam entre 3-8°C, com máximas entre 15-24°C. Na região pantaneira, as mínimas devem ficar entre 6-12°C e as máximas entre 19-25°C. No norte e bolsão, esperam-se mínimas entre 8-11°C e máximas entre 21-28°C. Em Campo Grande, as mínimas previstas são de 6-9°C e as máximas de 18-24°C.

    Os ventos, inicialmente do quadrante sul/sudoeste, devem mudar para o quadrante leste ao longo de domingo, com velocidades entre 30-50 km/h e rajadas pontuais acima de 50 km/h.

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    Tendência meteorológica até 18 de agosto

    A tendência meteorológica para os próximos dias indica a possibilidade de chuvas de até 60 mm até 18 de agosto. Em resumo, os maiores volumes são esperados nas regiões sudoeste/oeste, extremo sul, sudeste, leste e central do estado.