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  • R$ 10 mil o quilo: Única produção comercial de wasabi da América Latina é brasileira

    R$ 10 mil o quilo: Única produção comercial de wasabi da América Latina é brasileira

    O verdadeiro wasabi, tradicionalmente consumido com sushis e sashimis, ainda é um ingrediente raro fora do Japão. No entanto, uma propriedade rural localizada em Pilar do Sul (SP) concentra a única produção em escala comercial da planta em toda a América Latina. O produto abastece restaurantes de alta gastronomia e pode alcançar até R$ 10 mil por quilo.

    Na maior parte dos restaurantes brasileiros especializados em culinária japonesa, o chamado “wasabi” servido aos clientes não corresponde ao ingrediente original. Em vez disso, a pasta verde é produzida com raiz-forte, mostarda, corantes e outros componentes que reproduzem parte da aparência e da ardência do produto verdadeiro.

    Já o wasabi original é obtido do rizoma da planta Wasabia japonica, espécie conhecida pelo cultivo complexo e pela elevada sensibilidade às condições ambientais, fatores que tornam sua produção bastante limitada.

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    Únicos produtores na America Latina

    O agrônomo Vinícius Shizuo Abuno, neto de japoneses, iniciou o cultivo da planta ao lado do pai há 11 anos. Desde então, o projeto evoluiu de uma experiência motivada pela curiosidade para um empreendimento altamente rentável.

    Além disso, a produção apresentou crescimento significativo nos últimos anos. Em apenas quatro anos, o volume médio mensal mais que dobrou, passando de 7 quilos para aproximadamente 15 quilos de wasabi fresco.

    Foram necessários mais de 15 anos de pesquisa para recriar as condições ideais para o crescimento dos talos de wasabi — Foto: Divulgação/Minato Wasabi

    Grande parte dessa expansão ocorreu após um acordo firmado em 2022 entre a empresa Minato Wasabi e a gestora WBGI. A companhia recebeu um investimento de R$ 650 mil, recurso utilizado para quintuplicar a área de plantio. Dessa forma, a meta da empresa é elevar a produção para cerca de 60 quilos por mês.

    Com a operação, Vinícius Abuno passou a deter 58% da empresa, enquanto a WBGI ficou com 42% de participação. Além do investimento financeiro, a gestora assumiu funções estratégicas na administração do negócio, oferecendo suporte nas áreas jurídica, contábil, financeira, recursos humanos, inteligência de mercado e marketing.

    Segundo Abuno, os investimentos também permitiram importantes avanços tecnológicos no cultivo.

    “Nesse meio tempo, conseguimos desenvolver e investir em tecnologias para aumentar o ritmo e a quantidade, tornando a produção mais regular. Estufas apropriadas e climatização entraram na pauta, além de um espaço maior. O desafio era enfrentar o verão, já que a colheita ocorre no clima frio.”

    Nos primeiros anos de atividade, toda a produção era destinada exclusivamente ao chef Tsuyoshi Murakami, proprietário do restaurante Murakami, em São Paulo. No entanto, com o aperfeiçoamento das técnicas de cultivo e a ampliação da estrutura produtiva, a fazenda passou a atender outros estabelecimentos especializados.

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    Wasabi verdadeiro

    Apesar da fama do condimento na gastronomia japonesa, o verdadeiro wasabi ainda é desconhecido pela maioria dos brasileiros. Especialistas explicam que, ao contrário da pasta industrializada, o ingrediente apresenta sabor mais delicado, com notas herbáceas, florais e uma pungência equilibrada, características que valorizam os alimentos sem mascarar seus sabores.

    Por isso, o produto costuma ser encontrado principalmente em restaurantes do estilo omakase, modalidade em que o chef define o menu e prioriza ingredientes de altíssima qualidade. Além disso, o wasabi fresco deve ser ralado apenas no momento em que será servido, prática que preserva seu aroma, sabor e reforça sua posição como um ingrediente premium.

  • Tempurá: confira a receita clássica que celebra imigração japonesa no Brasil

    Tempurá: confira a receita clássica que celebra imigração japonesa no Brasil

    Em junho de 1908, o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos, marcando oficialmente o início da imigração japonesa no Brasil. Em 2026, o país celebra 118 anos desse marco histórico, que contribuiu significativamente para o desenvolvimento da agricultura nacional e para a formação da maior comunidade de descendentes japoneses fora do Japão.

    Atualmente, cerca de 2,5 milhões de descendentes de japoneses vivem em território brasileiro. Desde a chegada ao país, os imigrantes trouxeram conhecimentos técnicos, sementes, métodos de cultivo e práticas agrícolas que ajudaram a modernizar diversas atividades rurais.

    No início do século XX, grande parte dos japoneses atuava nas lavouras de café de São Paulo. No entanto, com o passar dos anos, a participação da comunidade se expandiu para diferentes segmentos do agronegócio. Assim, diversas culturas ganharam impulso graças à contribuição nipônica.

    Entre os exemplos mais conhecidos estão alimentos amplamente presentes na mesa dos brasileiros, como a maçã Fuji, o pepino japonês e a cebolinha, cuja produção foi fortalecida pela atuação dos agricultores japoneses e seus descendentes.

    Uma das famosas preparações japonesass é o tradicional tempurá, prato que permanece popular em diversas regiões do Brasil e representa parte desse intercâmbio cultural entre os dois países.

    Receita de tempurá

    Ingredientes

    1 xícara (chá) de cenoura ralada;
    1 xícara (chá) de cebola fatiada;
    1 xícara (chá) de cebolinha picada;
    2 xícaras (chá) de repolho picado;
    500 g de camarão médio limpo.

    Massa

    1 xícara (chá) de farinha de trigo;
    1 colher (sobremesa) de sal;
    1 colher (café) rasa de fermento em pó;
    1 saquinho de tempero pronto (opcional).

    Modo de preparo

    Primeiramente, misture todos os ingredientes da massa em uma travessa grande. Em seguida, mexa bem até obter uma mistura homogênea.

    Depois disso, acrescente os legumes e o camarão. Enquanto isso, aqueça uma quantidade generosa de óleo em uma frigideira.

    Com o óleo já quente, coloque pequenas porções da mistura para fritar. Deixe dourar de um lado e, posteriormente, vire para que o outro lado também fique crocante.

    Por fim, retire os tempurás do óleo e deixe-os escorrer sobre papel absorvente antes de servir.