Tag: Gala

  • Santa Catarina projeta forte recuperação na produção de maçã

    Santa Catarina projeta forte recuperação na produção de maçã

    A produção de maçã em Santa Catarina deve crescer 27,9% na safra 2025/26, segundo estimativa da Epagri/Cepa publicada no Boletim Agropecuário de fevereiro. O aumento consolida a recuperação do setor e reforça o papel do estado como um dos principais fornecedores de maçã no Brasil.

    O estudo aponta que a variedade Fuji lidera o volume colhido, com 51,2% da produção e alta prevista de 14,4%. A Gala, colhida no início da safra, representa 47,2% do total e deve ampliar o volume em 48,3%. As variedades precoces participam com 1,6%, com crescimento de 2,2%.

    Mercado reage ao aumento da oferta

    O avanço da colheita já começou a impactar o mercado. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a combinação entre o início da entrada das maçãs precoces e a venda dos estoques antigos aumentou a oferta da fruta, o que pressionou os preços no atacado e elevou a concorrência com produtos importados.

    Na Ceasa/SC, os preços médios caíram 0,7% no período, e o recuo em relação a janeiro de 2025 chegou a 7,6%. A maçã Gala registrou queda de 1,2%, enquanto a Fuji recuou 0,2%. Para fevereiro, a tendência é de nova pressão baixista nos preços, acompanhando o avanço da colheita da Gala.

    Já na Ceagesp, o cenário é diferente: a maçã catarinense mantém cotações valorizadas, impulsionadas pela maior procura por frutas frescas nacionais. Segundo o analista da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Junior, essa demanda tem sustentado os preços, mesmo diante do aumento de oferta.

    “As maçãs importadas também subiram 44,1% entre dezembro e janeiro, mas ainda ficaram 0,9% abaixo das cotações das frutas catarinenses”, explica o pesquisador. “A concorrência se manteve, sem comprometer o desempenho da produção nacional.”

    Regiões produtoras confirmam recuperação

    As regiões de Campos de Lages, Joaçaba e Curitibanos concentram a maior parte da produção catarinense. Os Campos de Lages respondem por 83,2% da colheita esperada, seguidos de Joaçaba (11,2%) e Curitibanos (5,6%). Municípios como São Joaquim, Fraiburgo e Bom Jardim da Serra se destacam pelo maior volume produzido.

    Na microrregião dos Campos de Lages, o clima favoreceu o desenvolvimento das plantas e garantiu frutos de boa qualidade, apesar de episódios de granizo e falhas pontuais de polinização na variedade Gala. Em Joaçaba, o florescimento e a frutificação ocorreram dentro da normalidade, com produtividade elevada e danos limitados.

    Já em Curitibanos, o excesso de chuvas e a baixa luminosidade durante a floração e frutificação ajustaram as projeções, mas não inviabilizaram o bom desempenho da safra.

  • Safra de maçã em Santa Catarina tem queda de quase 24%

    Safra de maçã em Santa Catarina tem queda de quase 24%

    A safra catarinense de maçã encerrou com uma produção de cerca de 423 mil toneladas em 2023/2024, a menor já registrada pelo Observatório Agro Catarinense. A queda é de quase 24% em relação à safra anterior, que atingiu 555,2 mil toneladas, segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

    A colheita da maçã em Santa Catarina terminou em junho. Problemas climáticos afetaram a produtividade dos pomares, especialmente dos cultivares Gala e Fuji, que representam 98% da produção no estado. Rogério Goulart Júnior, analista da Epagri/Cepa, explicou que o excesso de chuvas durante a floração reduziu a produtividade e causou problemas fitossanitários.

    Queda na produção da maçã Gala

    A maçã Gala teve a maior redução de produtividade. Em 2023/2024, a produtividade média foi de 27,9 toneladas por hectare, uma queda de 27,35% em comparação com as 38,4 toneladas por hectare de 2022/2023. Além disso, a produção total de maçã Gala ficou em 195,6 mil toneladas, uma redução de 26,43% em relação à safra anterior. Os dados estão disponíveis nos sites do Observatório Agro Catarinense e do Infoagro.

    Desempenho da maçã Fuji

    A maçã Fuji também registrou uma redução de produtividade de 26% na safra 2023/2024. A produtividade média foi de 25,7 toneladas por hectare, comparada com 34,7 toneladas por hectare no ano agrícola anterior. A área colhida aumentou 5,7%, passando de 8 mil hectares para 8,5 mil hectares, o que impactou menos a produção total. No total, os agricultores colheram 218 mil toneladas de maçãs Fuji, uma queda de 21,79% em relação ao ano anterior.

    Redução na produção de maçãs precoces

    A produção de maçãs precoces também diminuiu, mas devido à redução da área colhida. Em 2022/2023, foram colhidos 363 hectares dessa variedade, enquanto em 2023/2024, a área foi de 308 hectares, uma redução de 15,15%. A produtividade, contudo, cresceu 5,66%, atingindo 30,7 toneladas por hectare. Ou seja, o volume total de maçãs precoces foi de 9,45 mil toneladas, uma redução de 10,35% em relação à safra anterior.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Saiba o que está acontecendo com a maçã no Brasil