Tag: gado nelore

  • Leonardo ostenta império com fazenda de R$ 60 milhões e gado Nelore em Goiás

    Leonardo ostenta império com fazenda de R$ 60 milhões e gado Nelore em Goiás

    Fora dos palcos, o cantor Leonardo construiu uma forte trajetória ligada ao campo. Além da carreira na música sertaneja, o artista mantém negócios no agronegócio e tem na Fazenda Talismã, em Goiás, sua propriedade rural mais conhecida.

    Localizada em Jussara (GO), a fazenda é avaliada em cerca de R$ 60 milhões e tem mais de 1 mil hectares, segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam a propriedade. A pecuária bovina é a principal atividade do local.

    Fazenda Talismã reúne mais de 5 mil cabeças de gado

    A propriedade abriga mais de 5 mil cabeças de gado. A atividade envolve criação e manejo de bovinos, com destaque para o gado Nelore, uma das principais raças utilizadas na pecuária de corte brasileira.

    Além da pecuária, a Fazenda Talismã conta com uma estrutura voltada ao lazer e à vida no campo. Entre os espaços já divulgados estão haras, lago, áreas de convivência e outras instalações.

    A propriedade também é associada à produção agrícola, com cultivo de soja e milho.

    O nome da propriedade está ligado à carreira musical do cantor. Talismã também foi o nome de uma música de sucesso gravada por Leandro & Leonardo.

    A fazenda fica em Jussara, no interior de Goiás, região com forte presença da atividade agropecuária.

    Da lavoura de tomates ao sucesso no sertanejo

    Antes de alcançar projeção nacional na música, Leonardo teve contato com o trabalho no campo. O cantor chegou a trabalhar em uma plantação de tomates durante a juventude.

    A carreira artística começou ao lado do irmão, Leandro, com quem formou uma das duplas mais conhecidas da música sertaneja brasileira. Depois da morte de Leandro, Leonardo seguiu carreira solo e consolidou seu nome no gênero.

  • Murilo Huff reúne famosos em leilão de gado que movimenta R$ 99 milhões

    Murilo Huff reúne famosos em leilão de gado que movimenta R$ 99 milhões

    Com uma carreira musical brilhante, Murilo Huff também vem ganhando espaço no agronegócio. Aos 30 anos, o cantor tem fortalecido sua atuação na pecuária de elite pela Nelore Huff, marca voltada à criação de animais da raça Nelore.

    Após investir milhões na aquisição de matrizes de destaque, o artista alcançou mais um marco no setor ao participar da realização do Leilão Raridades 2026, que encerrou sua edição com R$ 99 milhões em negócios. O evento reuniu criadores, investidores e personalidades ligadas à genética bovina.

    Promovido em parceria com Lucente Agropecuária, Syagri Agropecuária, Nelore Cascão e Nelore São Pedro, o leilão confirmou sua posição entre os principais encontros da genética Nelore no país.

    Durante o evento, Murilo destacou a importância da conquista.

    “É motivo de muito orgulho para nós da Nelore Huff estarmos entre grandes parceiros na realização de um dos maiores leilões do Brasil. Apesar de pouco tempo de raça, eu, Fredinho e toda nossa equipe chegamos aqui com muita determinação e amor. Fazer parte da família Nelorista é motivo de muita alegria!”, afirmou.

    Entre os destaques da pista, a vaca Bebella FIV Bonfiglioli alcançou valorização de R$ 3,12 milhões. Já a matriz Deluxe FIV CBA, da Nelore Cascão, atingiu R$ 9,12 milhões, tornando-se a mais valorizada do leilão.

    Deluxe FIV CBA representa um dos acasalamentos mais valorizados da raça — Foto: Instagram/@podpec_

    Investimentos milionários em genética de ponta

    Nos últimos anos, Murilo Huff ampliou sua presença no mercado de genética bovina com aquisições de grande repercussão. Entre elas está a participação na vaca Íris 8 FIV da Valônia, avaliada em R$ 17,28 milhões e detentora de importantes títulos nacionais, incluindo a Grande Campeã da Expozebu 2019 e da Expoinel Minas 2020.

    Cantor comprou a vaca mais cara do mundo, de R$ 54 milhões — Foto: Instagram

    Além disso, o cantor investiu R$ 13,5 milhões para adquirir 25% da propriedade da Donna FIV CIAV, considerada a vaca mais valiosa do mundo. Avaliada em R$ 54 milhões, a negociação inclui a matriz e três clones do animal.

    Reconhecida por seu elevado potencial genético, Donna FIV CIAV acumula premiações expressivas, como o título de melhor matriz do Ranking Nacional. Atualmente, Murilo divide a propriedade da fêmea com outros criadores e empresas do setor.

    Famosos prestigiam evento

    O Leilão Raridades também reuniu nomes conhecidos do esporte e da música. Entre os convidados estavam o zagueiro Éder Militão, do Real Madrid e da seleção brasileira, acompanhado da influenciadora Tainá Castro, além dos cantores Zé Neto e João Bosco, que também mantêm ligação com a pecuária.

    Murilo Huff ao lado de Éder Militão, Tainá Castro e Gabriela Versiani — Foto: Jozú Sant/Divulgação

    Além dos negócios realizados na pista, o evento contou com apresentações de Murilo Huff e da dupla Zé Neto & Cristiano, reforçando a conexão entre entretenimento e agronegócio.

  • Aditivo alimentar reduz emissões de metano em 50% em gado Nelore

    Aditivo alimentar reduz emissões de metano em 50% em gado Nelore

    A Minerva Foods e a startup australiana Rumin8 divulgaram os resultados de um estudo inédito que comprova redução de 50,4% nas emissões de metano entérico em gado Nelore confinado. Conduzida em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), a pesquisa de 120 dias também registrou melhora estatisticamente significativa de 5% na eficiência de conversão alimentar dos animais que consumiram o aditivo desenvolvido pela Rumin8.

    O experimento avaliou o impacto do aditivo em condições que simulam operações comerciais de confinamento brasileiras. Animais que receberam o produto misturado à ração total (TMR) emitiram 39,6 g de metano por quilo de ganho de peso , contra 77,2 g/kg no grupo controle, que consumiu a mesma dieta sem o suplemento.

    No total, o teste gerou uma redução estimada de 29,8 toneladas de CO₂ equivalente em emissões de gases de efeito estufa, além de proporcionar ganhos de produtividade e menor consumo de ração. Empresas especializadas em certificação de carbono agrícola, entre elas a Athian e a FoodChain ID, realizam a verificação independente desses resultados.

    Como o estudo foi conduzido

    O experimento envolveu dois grupos de bovinos Nelore machos. O primeiro reuniu 80 animais em baias individuais, o que permitiu medir com precisão o consumo de ração e as emissões de metano, metade no grupo controle, metade recebendo o aditivo. O segundo grupo incluiu 200 bovinos em baias coletivas, para simular condições de escala comercial.

    A dieta adotada seguiu o padrão típico de terminação em confinamento no Brasil: 12% de volumoso e 88% de concentrado, com milho moído como ingrediente principal. Pesquisadores monitoraram o consumo de ração diariamente e avaliaram o desempenho produtivo por meio de pesagens periódicas.

    O que dizem os envolvidos

    Para o CEO da Rumin8, David Messina, os resultados abrem caminho para escalar a tecnologia no maior mercado de gado do mundo. “A Minerva e a Rumin8 estão comprometidas em reduzir as emissões de metano do setor. E foi excelente ter este trabalho validado por uma das instituições acadêmicas mais respeitadas do Brasil”, afirmou. Segundo ele, os dados farão parte do pacote regulatório para a comercialização do produto no país.

    Marta Giannichi, Diretora Global de Sustentabilidade da Minerva Foods, destacou o caráter estratégico da iniciativa. “A redução das emissões de metano é uma prioridade para o avanço de uma cadeia mais sustentável. Iniciativas como esta ajudam a acelerar soluções que combinam produtividade e responsabilidade ambiental”, disse.

    Pesquisadores da ESALQ/USP classificaram o aditivo testado entre as estratégias mais promissoras de mitigação de metano já avaliadas pela instituição. Com potencial para reduzir a pegada ambiental da produção de carne bovina sem comprometer a eficiência produtiva.

  • Você sabia? O Nelore está em quase todo o rebanho brasileiro

    Você sabia? O Nelore está em quase todo o rebanho brasileiro

    Quando se fala em pecuária no Brasil, um nome aparece com força absoluta: o Nelore.

    Responsável por cerca de 80% do rebanho de corte nacional, a raça não apenas domina o campo, como também se tornou um dos maiores símbolos do agronegócio brasileiro. Mas, afinal, o que explica esse protagonismo?

    Uma raça que veio de longe e conquistou o Brasil

    Apesar de parecer totalmente brasileira, o Nelore tem origem na Índia. Os primeiros animais chegaram ao país ainda no século XIX e, desde então, passaram por um intenso processo de adaptação.

    Ao longo das décadas, criadores investiram em seleção genética e manejo, o que permitiu que a raça se ajustasse perfeitamente às condições do Brasil. Hoje, portanto, o Nelore é considerado essencial para o crescimento da pecuária nacional.

    Resistência que faz a diferença no campo

    Um dos principais fatores por trás do sucesso do Nelore está na sua capacidade de adaptação. Em um país de clima predominantemente tropical, essa característica se torna decisiva.

    A raça apresenta alta resistência ao calor e, além disso, maior tolerância a parasitas. Ao mesmo tempo, consegue manter bom desempenho mesmo em pastagens mais simples. Por isso, o Nelore se destaca justamente em regiões onde outras raças enfrentariam mais dificuldades.

    Eficiência que se transforma em lucro

    Além de resistente, o Nelore também se mostra altamente produtivo. Como resultado, isso impacta diretamente no bolso do produtor.

    Com o avanço do melhoramento genético, os animais passaram a ganhar peso mais rapidamente e, ao mesmo tempo, apresentar melhor desempenho reprodutivo. Consequentemente, o ciclo até o abate se tornou mais curto.

    Na prática, isso significa maior eficiência dentro da fazenda e, portanto, mais rentabilidade ao longo do tempo.

    O domínio em números

    Os números ajudam a entender a dimensão dessa liderança. Atualmente, cerca de 80% do rebanho de corte brasileiro possui genética Nelore, enquanto o país soma mais de 200 milhões de cabeças de gado.

    Além disso, a raça está presente em praticamente todas as regiões. Por esse motivo, torna-se impossível falar de pecuária no Brasil sem mencionar o Nelore.

    Tecnologia que impulsionou a raça

    Outro ponto fundamental para o crescimento do Nelore foi o investimento em tecnologia. Nos últimos anos, a pecuária brasileira avançou significativamente nesse aspecto.

    Técnicas como inseminação artificial e fertilização in vitro passaram a ser amplamente utilizadas. Dessa forma, os produtores conseguiram melhorar o padrão dos animais com mais rapidez e precisão.

    Como consequência, a raça passou a unir resistência e produtividade em um nível ainda mais elevado, algo essencial para o agro moderno.

    Mais que uma raça, um símbolo do agro

    Com o passar do tempo, o Nelore deixou de ser apenas um tipo de gado. Na verdade, passou a representar o próprio avanço do agronegócio brasileiro.

    Atualmente, a raça marca presença em leilões milionários, fazendas de alto padrão e grandes eventos do setor. Além disso, costuma estar associada ao crescimento econômico no campo, o que reforça ainda mais sua importância.

    Por que o Nelore domina o Brasil?

    O domínio da raça não aconteceu por acaso. Pelo contrário, ele resulta de uma combinação de fatores que trabalham em conjunto.

    A adaptação ao clima tropical, por exemplo, garante eficiência em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, o baixo custo de manejo facilita sua adoção em larga escala. Soma-se a isso a alta produtividade e o avanço constante da genética.

    Assim, ao longo dos anos, o Nelore se consolidou como a base da pecuária brasileira e um dos pilares do agronegócio nacional.