Tag: Gado de elite

  • Henrique e Juliano levam vaca de R$ 3 milhões à Expo Rio Preto

    Henrique e Juliano levam vaca de R$ 3 milhões à Expo Rio Preto

    A Fazenda Terra Prometida, propriedade da dupla sertaneja Henrique e Juliano, participará da 63ª Expo Rio Preto, em agosto, levando cerca de 20 animais da raça Nelore para disputar o Ranking Nelore Ouro, um dos principais circuitos nacionais da pecuária de elite.

    Entre os destaques está a estreia em pista da vaca Beatrice FIV do HEJ, que ganhou notoriedade após ter 50% de sua participação comercializada por R$ 1,5 milhão durante o Leilão Terra Prometida 2026, quando tinha apenas cinco meses de idade.

    Os animais chegarão ao Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto (SP), no dia 31 de julho, dando início à preparação para as avaliações da feira.

    Genética de alto desempenho

    Segundo Luan Paulo Padun da Silva, diretor da Fazenda Terra Prometida e responsável por representar a propriedade nos eventos agropecuários, a participação na Expo Rio Preto faz parte da estratégia de fortalecer a marca entre os principais criatórios de Nelore do país.

    “Cada resultado é fruto de muito trabalho, seleção genética e investimento contínuo para alcançar alta performance e consolidar nossa marca como referência na pecuária brasileira”, afirmou.

    Criadores de Nelore de elite, os músicos investem em genética bovina e movimentam o mercado de leilões agropecuários

    A fazenda tem investido continuamente em melhoramento genético e na participação em exposições nacionais, consolidando sua presença no segmento de gado de elite.

    Expo Rio Preto reúne criadores de todo o Brasil

    A 63ª Expo Rio Preto será realizada entre 1º e 16 de agosto, no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto.

    Considerada uma das maiores feiras agropecuárias do estado de São Paulo, a exposição reúne criadores de diversas regiões do país e recebe julgamentos de importantes raças bovinas, além de leilões, exposições e atrações voltadas ao agronegócio.

    A feira terá entrada gratuita e é promovida pela Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, com apresentação da Faesp/Senar e correalização da Gaetan Shows e Eventos.

    Fazenda Terra Prometida pertence à dupla sertaneja

    Formada pelos irmãos Ricelly Henrique Tavares Reis e Edson Alves dos Reis Junior, a dupla Henrique e Juliano também mantém forte atuação no agronegócio.

    A Fazenda Terra Prometida está localizada em Porto Nacional (TO) e possui mais de 1.300 hectares destinados à criação de gado Nelore. O criatório investe em seleção genética e participa de exposições e leilões voltados ao melhoramento da raça, tornando-se uma referência no segmento da pecuária de corte.

  • Adeus picanha? Corte bovino mais barato conquista espaço entre brasileiros

    Adeus picanha? Corte bovino mais barato conquista espaço entre brasileiros

    O shoulder, corte bovino retirado da região da paleta, vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de carnes nobres. Versátil, macio e com preço mais acessível, o corte passou a chamar atenção dos consumidores e já disputa preferência com a tradicional picanha nos churrascos brasileiros.

    Segundo Rossano Mendonça da Silva, proprietário da The Bife Boutique de Carnes Nobres, no Rio de Janeiro, o crescimento da procura está diretamente ligado ao custo-benefício e à qualidade da carne, dois fatores cada vez mais valorizados pelos clientes.

    Em entrevista ao Globo Rural, o empresário explicou que a diferença de preço pesa na decisão de compra. Atualmente, o quilo da picanha angus chega a custar R$ 179 no estabelecimento, enquanto o shoulder angus sai por cerca de R$ 104.

    “Nos últimos cinco anos, o shoulder se tornou uma das carnes mais procuradas justamente por ser um corte em alta. O consumidor consegue levar uma peça nobre pagando menos e ainda comprar maior quantidade. Além disso, o sabor chama muita atenção”, afirmou.

    Conhecido também como “raquete”, o shoulder pode ser encontrado tanto na versão sem capa de gordura, chamada de “red”, quanto com gordura preservada. A escolha costuma variar de acordo com a preferência de cada consumidor.

    Para Silva, o corte já ocupa parte do espaço antes dominado quase exclusivamente pela picanha. “São muitas qualidades reunidas em uma peça só. Por isso, ele vem ganhando destaque no churrasco”, destacou.

    Shoulder deixou de ser visto como “carne de segunda”

    O crescimento da popularidade do shoulder é relativamente recente e ganhou força após churrascarias e restaurantes começarem a incluir o corte nos cardápios.

    Durante muitos anos, o consumidor considerou essa carne um corte “de segunda”, assim como outras peças da parte dianteira do boi. Na época, as pessoas costumavam usar o corte principalmente em preparos de panela. Hoje, no entanto, o cenário mudou completamente, e o shoulder também ganhou espaço e valorização no churrasco.

    Rossano Mendonça defende que a antiga classificação entre carnes de primeira e de segunda perdeu sentido no mercado atual.

    “Se o animal é de qualidade, não faz sentido dizer que existe carne de segunda. O que muda são as características de cada corte. Alguns funcionam melhor para churrasco, outros para cozimento. E o shoulder mostrou que chegou para ficar”, explicou.

    O que influencia na maciez da carne?

    A maciez do shoulder depende de fatores como genética do animal e manejo adotado nas propriedades rurais.

    Segundo especialistas do setor, cortes de raças taurinas costumam apresentar gordura de maior qualidade e textura mais macia. Entre elas, o wagyu, de origem japonesa, aparece como um dos destaques devido ao alto nível de marmoreio.

    Já os animais zebuínos possuem características diferentes e, naturalmente, tendem a apresentar fibras menos macias quando comparados às raças taurinas.

  • Do palco ao campo: como celebridades brasileiras investem no agronegócio

    Do palco ao campo: como celebridades brasileiras investem no agronegócio

    O agronegócio brasileiro atrai cada vez mais investidores vindos do mundo do entretenimento. Cantores sertanejos e outras personalidades públicas têm destinado parte de suas fortunas à compra de fazendas, criação de gado de elite e produção agrícola em larga escala, transformando visibilidade em patrimônio rural sólido.

    O movimento revela uma mudança no perfil do setor: o agro deixou de ser apenas tradição para se tornar também estratégia financeira entre os grandes nomes da música brasileira.

    Gusttavo Lima: fazenda de até 39 mil hectares no Mato Grosso

    Entre os artistas com maior presença no campo, Gusttavo Lima se destaca pelo tamanho e pela estrutura de suas propriedades. O cantor possui fazendas em diferentes estados, com destaque para uma área no Mato Grosso de aproximadamente 39 mil hectares, voltada à produção de grãos e pecuária.

    A propriedade conta com estrutura para armazenamento de grãos, pista de pouso particular e criação de gado de corte. O modelo adotado segue o padrão dos grandes produtores rurais brasileiros: escala de produção, uso de tecnologia e diversificação de atividades.

    Leonardo e a Fazenda Talismã: 5 mil cabeças de gado em Goiás

    O cantor Leonardo é dono da Fazenda Talismã, localizada em Goiás, uma das propriedades rurais mais conhecidas no meio artístico brasileiro. Com cerca de 1.000 hectares e aproximadamente 5 mil cabeças de gado, o patrimônio é avaliado em torno de R$ 60 milhões.

    Além da pecuária de corte, Leonardo tem ampliado sua atuação no setor rural com a aquisição de novas áreas. Sua trajetória ilustra como artistas transformaram fazendas em verdadeiras operações produtivas, não apenas em símbolos de status.

    Luan Santana: produção aliada à sustentabilidade no Mato Grosso do Sul

    Com uma fazenda avaliada em cerca de R$ 40 milhões no Mato Grosso do Sul, Luan Santana representa uma tendência crescente no agronegócio: a integração entre produção pecuária e preservação ambiental.

    A propriedade mantém áreas de mata nativa e combina a criação de gado com práticas de conservação, alinhando-se às exigências do mercado consumidor e às políticas de ESG que ganham força no setor.

    Imagem: Divulgação

    Amado Batista: 7.200 hectares e mais de 20 mil cabeças de gado

    Mais discreto em relação à sua vida no campo, Amado Batista figura entre os maiores investidores rurais do meio artístico. Sua fazenda no Mato Grosso reúne cerca de 7.200 hectares, mais de 20 mil cabeças de gado e uma infraestrutura completa, com rios, lagos e pista de pouso.

    O patrimônio rural do cantor é avaliado em centenas de milhões de reais, consolidando-o como um dos exemplos mais expressivos dessa migração do entretenimento para o campo.

    Imagem: Divulgação

    Por que o agro atrai celebridades brasileiras?

    O agronegócio oferece valorização de longo prazo e proteção contra instabilidades econômicas. Além disso, gera renda real com produção agrícola e pecuária. Por essas razões, o setor se tornou uma das aplicações mais atrativas para grandes fortunas no Brasil.

    No caso dos artistas sertanejos, há ainda um diferencial importante: a proximidade cultural com o universo rural. Esse vínculo facilita a transição para o campo e, ao mesmo tempo, confere autenticidade ao investimento.

    Como resultado, celebridades brasileiras participam hoje de leilões de gado de elite. Produzem, ainda, soja, milho e café em escala comercial. Além disso, utilizam tecnologias avançadas de genética e manejo. Portanto, o que antes era símbolo de status tornou-se uma operação empresarial estruturada.

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    Agro como destino de grandes fortunas

    A trajetória de nomes como Gusttavo Lima, Leonardo, Luan Santana e Amado Batista evidencia uma transformação importante no agronegócio brasileiro: o setor se consolida como um dos principais destinos de capital privado no país e como uma nova forma de demonstrar sucesso e visão de futuro.