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  • Embrapa descobre nova bactéria ligada a doença em bovinos

    Embrapa descobre nova bactéria ligada a doença em bovinos

    Pesquisadores da Embrapa, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o Instituto Biológico (IB), identificaram uma nova espécie de bactéria associada à ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB).

    Conhecida entre produtores como mal do olho, doença do olho gordo ou pinkeye, a enfermidade afeta principalmente bovinos jovens e pode comprometer a visão dos animais.

    A nova espécie foi denominada Moraxella tarda e foi isolada da mucosa nasal de bovinos da raça Hereford que apresentavam sinais iniciais da doença.

    Nova espécie de bactéria foi identificada em bovinos

    A pesquisa envolveu equipes da Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Gado de Leite e Embrapa Gado de Corte.

    As coletas foram realizadas em campo, na Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul. Depois, as amostras foram encaminhadas para análises em laboratórios das unidades de Gado de Leite, em Minas Gerais, e Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul.

    Segundo os pesquisadores, o trabalho começou em 2018, com as primeiras coletas realizadas em campo.

    “Essa conquista reflete uma jornada que começou em 2018 com as coletas em campo. O depósito nessas coleções valida definitivamente Moraxella tarda no catálogo global de microrganismos”, afirma a pesquisadora Marta Martins, autora correspondente da publicação.

    Ainda de acordo com a pesquisadora, a descoberta foi resultado da cooperação entre as equipes e instituições envolvidas no estudo.

    Bactéria tem características genéticas próprias

    As amostras passaram por análises bioquímicas, fisiológicas e genômicas para determinar as características do microrganismo.

    O processo permitiu diferenciar a nova espécie de outras bactérias do gênero Moraxella já associadas à enfermidade, como M. bovis e M. bovoculi.

    O sequenciamento completo do genoma indicou que a bactéria possui identidade genética própria, característica utilizada pelos pesquisadores para sua classificação.

    Para que a descoberta fosse reconhecida internacionalmente, também foram seguidos os critérios taxonômicos necessários para a descrição de uma nova espécie bacteriana.

    Amostras foram depositadas em coleções microbiológicas

    Parte das amostras de Moraxella tarda foi depositada em coleções microbiológicas da Bélgica, de Portugal e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

    Esse depósito faz parte do processo necessário para a validação científica de uma nova espécie bacteriana.

    O procedimento também permite que o microrganismo fique disponível para futuras pesquisas e análises científicas.

    A escolha do nome

    O nome Moraxella tarda está relacionado ao comportamento da bactéria durante o crescimento em laboratório.

    Segundo os pesquisadores, outras espécies do gênero costumam formar colônias em aproximadamente 24 horas. Já o novo microrganismo leva cerca de 48 horas para apresentar crescimento visível.

    A característica chamou a atenção da equipe durante as análises e levou à realização de investigações adicionais, que confirmaram tratar-se de uma espécie inédita.

    Descoberta pode ajudar no controle da doença

    A identificação da bactéria amplia o conhecimento científico sobre a ceratoconjuntivite infecciosa bovina e pode contribuir para novas pesquisas relacionadas ao diagnóstico, à prevenção e ao controle da enfermidade.

    O pesquisador da Embrapa Fernando Cardoso, um dos autores do trabalho, destaca que a descoberta pode contribuir para estudos envolvendo diferentes estratégias de controle.

    Segundo ele, o conhecimento sobre o microrganismo pode ser importante para o desenvolvimento de vacinas polivalentes, além de estratégias como seleção de animais mais resistentes e medidas de manejo.

    A descoberta, portanto, não significa que exista atualmente uma vacina específica disponível contra a nova espécie. Ela representa uma nova informação científica que pode subsidiar pesquisas futuras.

    O que é a ceratoconjuntivite infecciosa bovina?

    A ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB) é uma enfermidade ocular que afeta bovinos, principalmente bezerros e animais de raças europeias, também chamadas de taurinas.

    Entre os principais sinais estão:

    • inflamação nos olhos;
    • dor;
    • lacrimejamento;
    • lesões e úlceras na córnea;
    • comprometimento da visão.

    Em casos mais graves, a enfermidade pode provocar perda parcial ou total da visão.

    Além dos impactos sobre o bem-estar dos animais, a doença também pode trazer consequências para a produtividade do rebanho. A dor contínua tende a reduzir o apetite e o ganho de peso.

    O tratamento também exige manejo frequente dos animais, aumentando o trabalho necessário dentro da propriedade rural.

  • Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Aos 8 meses de idade, ela já vencia todos os torneios em que entrava. Silvestre Coelho Filho, seu criador original, conta que, logo após o nascimento, já identificava na Viatina-19 um animal diferenciado pelo biotipo e pela beleza racial. O nome completo é Viatina-19 FIV Mara Móveis, e o sobrenome corporativo não surgiu por acaso: desde cedo, o animal indicava que se tornaria um ativo de alto valor, e não apenas gado.

    Em junho de 2023, compradores arremataram a vaca por R$ 21 milhões em Arandu, São Paulo, estabelecendo o recorde de vaca mais cara já vendida em leilão no mundo. Para dimensionar esse valor, o montante em dólares permitiria a compra de uma mansão com vista para o Central Park, em Nova York.

    Mas o dado mais relevante não está no preço. Ele revela a transformação em curso na pecuária de elite brasileira.

    Genética de milhões

    Viatina-19 vai além de uma vaca de aparência marcante. Na prática, ela funciona como um banco genético vivo, e seus proprietários conduzem o negócio com essa lógica. Eles lucram ao comercializar essa genética por meio da venda de prenhezes (embriões fertilizados implantados em receptoras) e de aspirações, que consistem na coleta direta de óvulos.

    Os números mostram a dimensão desse mercado. Em 2023, a genética de Viatina-19 gerou cerca de R$ 11,5 milhões em faturamento. Compradores chegam a pagar mais de R$ 1 milhão por uma filha do animal. Em maio daquele ano, um leilão beneficente vendeu uma prenhez por R$ 3 milhões e destinou toda a arrecadação às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

    A vaca reúne características como adaptabilidade, longevidade reprodutiva e eficiência alimentar, o que a torna uma fonte valiosa para o melhoramento da raça Nelore. Por isso, o mercado mantém forte disposição para investir nesse tipo de genética.

    Por que o Nelore vale tanto?

    O caso da Viatina-19 não surgiu isoladamente. Ele reflete décadas de investimento genético no Brasil. Criadores trouxeram a raça Nelore da Índia no final do século XVIII, e hoje ela representa cerca de 85% do rebanho nacional. Ao longo do tempo, o país aprimorou o animal por meio de seleção criteriosa.

    O Nelore apresenta alta tolerância ao calor, resistência a doenças e excelente adaptação ao pastejo, características que garantem eficiência no clima tropical. Esse avanço resulta de seleção genética contínua, uso de biotecnologia reprodutiva e um mercado de leilões que determina o valor dos animais.

    Eventos como a ExpoZebu, em Uberaba, exibem os melhores exemplares e reforçam o padrão de excelência que o Brasil busca consolidar globalmente. Nesse contexto, a Viatina-19 representa o ápice desse sistema.

    Três donos, uma estratégia

    Três investidores adquiriram a vaca em leilões distintos e hoje compartilham sua propriedade. O animal vive na Fazenda Napemo, em Uberaba, Minas Gerais, onde uma equipe especializada cuida de sua saúde, alimentação e bem-estar.

    A rotina inclui óleo de girassol nas orelhas, espaço privativo, segurança 24 horas e banhos diários com xampu hipoalergênico. Esse nível de cuidado reflete o valor estratégico do animal.

    Para a criadora Paula Coelho, gestora do Nelore Mara Móveis, a vaca representa mais do que retorno financeiro. Segundo ela, o animal elevou o plantel a um patamar nacional e internacional. Silvestre Coelho Filho também destaca o impacto da genética: atualmente, criadores de todo o país buscam descendentes da Viatina-19, o que amplia sua presença nos principais plantéis.

    O avanço não se limita ao animal original. Pesquisadores já desenvolveram um clone da Viatina-19, inaugurando uma nova fase na pecuária de elite com o uso combinado de biotecnologia e seleção genética.

    A filha Dandha conquistou o título de campeã na categoria bezerra na Expozebu 2024. Outras descendentes, como Pietra e Karisma, também alcançaram altos valores de venda, o que confirma a valorização contínua da linhagem.

    Especialistas estimam que a vaca ainda terá entre 8 e 10 anos de vida reprodutiva. Esse horizonte indica que sua influência genética ainda deve crescer significativamente. Com isso, o Brasil consolida um novo padrão de valor na pecuária, no qual a genética se torna o principal ativo.

  • Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    O empresário Júnior Friboi voltou a movimentar o agronegócio brasileiro. Desta vez, ele adquiriu uma das maiores fazendas de confinamento do país e reforçou, ainda mais, sua presença no setor.

    Além disso, a compra chama atenção pelo momento estratégico. O mercado passa por mudanças importantes e, por isso, grandes investidores buscam alternativas mais eficientes para produzir.

    Expansão que reforça o poder no agro

    Com essa aquisição, Júnior Friboi amplia seu espaço no agronegócio e consolida sua atuação entre os grandes nomes do setor. Nos últimos anos, ele já vinha fortalecendo sua presença com investimentos relevantes.

    Ao mesmo tempo, o movimento acompanha uma tendência clara. Cada vez mais produtores apostam no confinamento para aumentar produtividade e reduzir riscos. Dessa forma, conseguem manter resultados mais previsíveis, mesmo diante de oscilações no mercado.

    Por que o confinamento cresce no Brasil

    O confinamento vem ganhando espaço no país porque oferece mais controle sobre a produção. Diferente do modelo tradicional a pasto, esse sistema permite que o produtor acompanhe de perto a alimentação e o desenvolvimento dos animais.

    Consequentemente, o gado ganha peso mais rápido e atinge o ponto ideal de abate em menos tempo. Assim, o ciclo produtivo se torna mais eficiente e o retorno financeiro tende a aumentar.

    Além disso, o modelo reduz a dependência de fatores externos, como clima e qualidade das pastagens.

    Um modelo que acompanha o novo agro

    Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro passou por uma transformação significativa. Hoje, o setor valoriza tecnologia, escala e eficiência.

    Nesse contexto, estruturas modernas como grandes confinamentos ganham destaque. Isso acontece porque permitem maior padronização da produção, algo essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.

    Por esse motivo, investidores seguem ampliando operações nesse formato.

    O que essa compra revela sobre o setor

    A aquisição feita por Júnior Friboi não representa apenas um negócio isolado. Na verdade, ela reflete um movimento maior dentro do agronegócio.

    Atualmente, produtores e empresários buscam produzir mais em menos espaço, com maior controle e melhor retorno financeiro. Dessa forma, o confinamento se consolida como uma das principais estratégias do setor.

    O agro em constante evolução

    O agronegócio brasileiro continua em expansão e, ao mesmo tempo, se torna cada vez mais competitivo. Por isso, investimentos desse porte indicam o caminho que o setor deve seguir nos próximos anos.

    Enquanto novas tecnologias surgem, grandes nomes continuam apostando em eficiência e escala. Como resultado, o Brasil mantém sua posição entre os maiores produtores de carne do mundo.

  • Fazenda Talismã: como Leonardo transformou música em patrimônio rural milionário

    Fazenda Talismã: como Leonardo transformou música em patrimônio rural milionário

    Muito além dos palcos e dos sucessos sertanejos, o cantor Leonardo construiu um legado também no campo. Dono da Fazenda Talismã, localizada em Jussara, no interior de Goiás, o artista transformou a propriedade em um dos exemplos mais reconhecidos da presença de celebridades no agronegócio brasileiro.

    Mais do que uma fazenda de famoso, a Talismã é uma operação produtiva real e um retrato fiel de como o campo virou estratégia de negócio para quem veio do entretenimento.

    Do nome de um sucesso ao patrimônio de R$ 60 milhões

    A Fazenda Talismã carrega o nome de um dos maiores hits da dupla Leandro & Leonardo. Portanto, desde a origem, a propriedade reflete a ligação direta entre a carreira artística e a vida no campo.

    Adquirida por cerca de R$ 4,6 milhões, a fazenda é avaliada hoje em aproximadamente R$ 60 milhões. Esse crescimento expressivo ilustra, na prática, a valorização do agronegócio brasileiro ao longo das últimas décadas.

    Leonardo e família ostentam vida na fazenda. (Imagem: Redes Sociais)

    Estrutura e dimensão: o que torna a Talismã uma referência

    A fazenda ocupa cerca de 1.000 hectares em área própria, com outras áreas associadas que podem chegar a 7.000 hectares. Além disso, abriga mais de 5.000 cabeças de gado e conta com estrutura completa de curral, manejo e produção. Parte das terras é arrendada para o cultivo de soja e milho.

    No entanto, a Talismã vai além da produção agrícola. A propriedade também possui mansão, lago com praia artificial, pista de pouso, capela e espaços para eventos. Essa combinação entre produção rural e infraestrutura de alto padrão faz dela um modelo híbrido dentro do agronegócio.

    Impressionante vista aérea da Fazenda Talismã. (Imagem: Redes Sociais)

    Pecuária: o coração do negócio

    Apesar da visibilidade nas redes sociais e nos eventos que sedia, a base da Fazenda Talismã é a pecuária. A propriedade funciona como centro de criação, recria e engorda de gado. Além disso, participa ativamente de leilões e movimenta a economia local da região Centro-Oeste, uma das mais produtivas do agro brasileiro.

    Com milhares de animais em produção, a fazenda integra de forma concreta a cadeia pecuária do país.

    O que a Talismã representa para o agronegócio

    O caso da Fazenda Talismã vai além da história de um artista bem-sucedido. Ele revela, sobretudo, três transformações importantes no setor rural brasileiro.

    A primeira delas é a consolidação do agro como investimento estratégico. Cada vez mais, artistas enxergam o campo como proteção de patrimônio, fonte de renda recorrente e ativo de valorização consistente.

    A segunda transformação é a profissionalização das propriedades de celebridades. A Talismã não existe apenas para lazer. Ela produz, gera empregos e participa ativamente da cadeia econômica rural.

    Por fim, há um impacto cultural relevante. A fazenda tornou-se cenário frequente de eventos, conteúdos digitais e cobertura da imprensa. Com isso, ajudou a aproximar o público urbano do universo do agronegócio, contribuindo para a popularização do setor na cultura brasileira.

    Um novo modelo de fazenda brasileira

    A Fazenda Talismã representa, portanto, um novo tipo de propriedade rural no Brasil: ao mesmo tempo empresa agropecuária, patrimônio milionário e marca pessoal de um artista. Esse modelo une produção rural, entretenimento e influência digital de forma cada vez mais integrada.

    O campo deixou de ser apenas herança ou símbolo de status. Como mostra o exemplo de Leonardo, ele virou estratégia de negócio, inclusive para quem construiu sua história a partir do palco.

  • Gustavo Tubarão e Eduardo Costa compram juntos vaca avaliada em R$ 2 milhões

    Gustavo Tubarão e Eduardo Costa compram juntos vaca avaliada em R$ 2 milhões

    O empresário Gustavo Tubarão formalizou sua entrada no mercado de genética Nelore ao adquirir 33% da vaca Baliza 1 FIV CTJ, animal avaliado em cerca de R$ 2 milhões, durante o 2º Leilão CTJ Premium. Ele divide a propriedade com o cantor Eduardo Costa e a Nelore JG, cada um com um terço da participação.

    Baliza 1 FIV CTJ
    Baliza 1 FIV CTJ. Foto: Divulgação

    “Foi, de fato, o maior investimento que já fiz na minha vida, entre todos os negócios e empresas que tenho, porque é algo que eu amo”, declarou Tubarão, que afirmou estudar o segmento há meses antes de fechar o negócio.

    A Baliza 1 FIV CTJ acumula trajetória invicta em exposições de peso no cenário Nelore, com primeiros lugares na Expozebu, na FEMEC (Uberlândia) e na Expoinel Goiás. Pertencente à família genética Grande Euforia, uma das mais valorizadas da raça, a matriz se destaca também pela capacidade produtiva como doadora de embriões ao lado de reprodutores como Astuto, Neru e Jeru. A influência genética já aparece na geração seguinte: a filha Baby Liz FIV CTJ também acumula títulos nas pistas.

    Estratégia para o campo

    A compra faz parte de um projeto mais amplo de melhoramento genético que Tubarão estrutura em sua fazenda. Nascido em Cana Verde (MG) e com histórico familiar no campo, o empresário adquiriu recentemente 20 embriões de linhagens de elite. Eles devem nascer na propriedade nos próximos meses. A combinação entre os embriões e a participação na matriz acelera a formação de um plantel de alto padrão. Uma prática comum entre criadores de Nelore de elite.

    “Sou nascido e criado na roça, e começar com o pé direito desse jeito, ao lado do Eduardo Costa, é uma honra muito grande”, afirmou. Ele também destacou um aspecto pessoal da escolha pelo segmento de genética em vez do gado de corte convencional. “Meu pai sempre mexeu com gado de corte. E às vezes, eu me apegava a algum bicho e, quando ia lá para mexer com ele, o animal já tinha ido para o abate, e isso mexia muito comigo. Esses não, são animais de elite. A gente só vai tirar a genética deles, então posso cultivar um afeto pelos bichos, sabendo que não vão para o abate.”

  • EXPO Rio Preto retoma etapa Corte neste domingo

    EXPO Rio Preto retoma etapa Corte neste domingo

    A 62ª EXPO Rio Preto retoma neste domingo (28/9) a etapa Corte, que segue até 5 de outubro, com entrada e estacionamento gratuitos. A primeira fase, voltada ao leite, recebeu 46 mil visitantes entre 13 e 21 de setembro. Agora, a feira amplia atrações e negócios.

    Realizada pela Prefeitura de São José do Rio Preto, a exposição conta com parceria da Faesp/Senar e patrocínio da Caixa, Governo Federal e Banestes. A Lovi do Brasil é correalizadora.

    Diversidade de atrações e genética de ponta

    A etapa Corte reúne 960 animais de corte das raças Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pintado. O público também encontrará 86 cavalos Mangalarga e ovinos Santa Inês, Dorper e Suffolk.
    Os julgamentos em pista ocorrem de 1º a 5 de outubro. Especialistas avaliam raças bovinas e a genética do cavalo Mangalarga. Entre 27 de setembro e 5 de outubro, o recinto recebe o Shopping Nelore, com animais de alto padrão genético.

    Máquinas agrícolas e tecnologia para o campo

    O Shopping de Máquinas Agrícolas terá cerca de dez empresas de referência. As marcas expõem colheitadeiras, tratores, plantadeiras e implementos de última geração.
    Entre os expositores confirmados estão Mercadão dos Tratores (Valtra/JCB), Agrolider, New Holland/Coopercitrus, Miac, Menta, Realmaq, Marispan, BS Agro e Fachinni.

    Estrutura completa para visitantes

    O público conta com duas praças de alimentação, food trucks, cafeterias, docerias, restaurante e bar temático. O espaço amplia a convivência e integra lazer ao agronegócio.

    Sebrae valoriza negócios regionais

    De 28 de setembro a 5 de outubro, o Sebrae promove o Espaço Origens, reunindo 20 pequenos negócios locais.
    O estande funciona das 10h às 22h e apresenta doces, queijos, chocolates, cervejas artesanais, licores, cachaças e artesanatos.

    Leilões movimentam o setor

    A programação de negócios inclui leilões que atraem criadores de várias regiões. O Leilão Gado de Corte Especial Mulheres do Agro ocorre em 1º de outubro.
    No dia 4, acontecem dois eventos: Leilão Gado de Corte Especial Carga Fechada, às 14h, e Leilão Mangalarga, às 20h. O encerramento será em 5 de outubro, com o Leilão Ovinos, às 14h.

    Intertechs Agro destacam inovação

    As palestras começam em 1º de outubro, com a Intertech Cana. No dia 2, será a vez da Intertech Pecuária.
    O dia 3 terá a Intertech O Agro feito por Elas e a Intertech Apicultura. No dia 4, a programação fecha com a Intertech Semeadoras do Agro.
    As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site oficial (clique aqui).

    Domingo terá lazer para toda a família

    Foto: divulgação – EXPO Rio Preto

    Na abertura da etapa Corte, a feira oferece programação cultural e infantil gratuita. Haverá brinquedos infláveis, trenzinho e Fazendinha.
    A agenda inclui teatro infantil, personagens itinerantes e o show A Fazendinha. Para adultos, haverá apresentações musicais de Marlon & Serginho e Delucca.

     

  • Farelo de mamona pode revolucionar a alimentação de bovinos

    Farelo de mamona pode revolucionar a alimentação de bovinos

    A Embrapa está testando o farelo de mamona destoxificado como alternativa ao farelo de soja na alimentação de bovinos de corte. O estudo, realizado em Bagé, na Embrapa Pecuária Sul, conta com a colaboração da Embrapa Algodão e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Em resumo, a pesquisa visa avaliar o consumo, digestibilidade e segurança do farelo de mamona na dieta animal. Além disso, um dos objetivos é verificar o potencial de redução da emissão de metano pelos bovinos.

    Farelo de mamona

    A mamona, naturalmente tóxica por causa da ricina, pode ser destoxificada na indústria, tornando-se uma opção viável para a nutrição de ruminantes. Com até 45% de proteína bruta, o farelo de mamona supera o farelo de soja em teor proteico e oferece uma opção mais econômica. Estudos anteriores com pequenos ruminantes já comprovaram a segurança do farelo de mamona destoxificado, enquanto aves, peixes e suínos, que são monogástricos, não podem consumi-lo devido à toxicidade.

    A zootecnista Bruna Machado, doutoranda e responsável pelo estudo, afirma que o farelo de mamona está sendo avaliado para introdução segura no mercado pecuário brasileiro. “Esperamos definir as condições adequadas para o uso seguro do farelo de mamona nas dietas de ruminantes, tanto no campo quanto em confinamento”, explica. Segundo Liv Severino, pesquisador da Embrapa Algodão, este avanço pode representar um marco global, uma vez que grandes produtores como Índia e China ainda não utilizam o farelo de mamona na alimentação animal. Ele acredita que o sucesso nos experimentos pode agregar valor significativo ao produto.

    Metodologia do estudo

    O estudo, intitulado “Uso seguro do farelo de mamona como alimento para ruminantes e para a redução das emissões de metano entérico”, envolve 20 fêmeas Brangus de um ano, divididas em quatro grupos. Elas recebem uma dieta base com 1% de concentrado e 2% de pré-secado de aveia. Portanto, cada grupo testa diferentes níveis de substituição do farelo de soja pelo farelo de mamona destoxificado: 10%, 20% e 30%, além de um grupo controle.

    Os animais são identificados por chips, permitindo o controle individual da alimentação. Bruna explica que cada bovino acessa apenas o cocho correspondente ao seu nível de tratamento, garantindo a precisão dos dados coletados.

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    Redução de metano: pecuária sustentável

    Outro foco do estudo é a redução da produção e emissão de metano entérico. O gás, gerado pela fermentação entérica em ruminantes, contribui significativamente para o aquecimento global. “O Brasil, com um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, precisa adotar dietas mais eficientes para cumprir compromissos internacionais de redução de emissões”, enfatiza Bruna.

    A pesquisa também explora o papel da nutrição animal no sequestro de carbono, destacando a importância do manejo adequado das pastagens para uma pecuária mais sustentável.

    Destoxificação: transformando resíduos em nutrição

    O farelo de mamona é um subproduto da extração de óleo da semente, tradicionalmente utilizado como fertilizante orgânico devido à toxicidade da ricina. Essa proteína tóxica inativa ribossomos e causa morte celular. No entanto, a indústria de extração de óleo já desenvolveu métodos eficazes para destoxificar o farelo, tornando-o seguro para ruminantes. Com isso, ele pode substituir o farelo de soja na dieta desses animais, oferecendo alta proteína a um custo menor.

    Ou seja, esses estudos podem abrir novos horizontes para a indústria pecuária e para a sustentabilidade ambiental, com o farelo de mamona emergindo como uma solução promissora para o setor.