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  • Furacão Milton ameaça produção de fertilizantes nos EUA

    Furacão Milton ameaça produção de fertilizantes nos EUA

    O furacão Milton atingiu a Flórida na noite de quarta-feira (9), acendendo o alerta no mercado de fertilizantes. A região abriga 62% das plantas de fosfatados dos Estados Unidos, concentrando unidades de grandes empresas como Mosaic e Nutrien.

    Furacão Milton

    O fenômeno causou enchentes e deixou 3,2 milhões de pontos sem energia no estado. A Mosaic, que já havia sofrido danos com o furacão Helene em setembro, viu sua unidade em Riverview ser fechada para reparos, com previsão de reabertura em 10 dias. No entanto, o furacão Milton chegou antes do previsto.

    A área de Tampa, onde a Mosaic opera três plantas e um terminal marítimo, pode ser a mais impactada. Juntas, essas unidades produzem 5,7 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. As fábricas de Bartow e New Wales estão diretamente na rota do furacão, o que torna o cenário ainda mais preocupante.

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    Em 2022, o furacão Ian já havia causado uma queda de 250 mil toneladas na produção da Mosaic, agravando um mercado fragilizado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. A Nutrien, com uma unidade em White Springs, sofreu os impactos do furacão Helene, mas não divulgou a extensão dos danos.

    A consultoria Agrinvest alerta que, embora os Estados Unidos não sejam grandes fornecedores de fosfatados para o Brasil, uma redução significativa na produção americana pode impactar os preços globais de fertilizantes.

    A Mosaic informou que paralisou as operações na Flórida e que acionou equipes de segurança para minimizar os danos. Além disso, a empresa também está entrando em contato com os funcionários para confirmar a segurança deles e quando as condições permitirem irá avaliar os impactos. Até o momento, a Nutrien não se pronunciou sobre os efeitos do furacão Milton.

     

  • Como o furacão Milton afeta o Brasil e o seu bolso?

    Como o furacão Milton afeta o Brasil e o seu bolso?

    O furacão Milton, que atingiu o pico de intensidade como um dos mais fortes da temporada, trouxe grandes impactos à agricultura dos EUA, especialmente nas áreas de cultivo de milho, algodão, frutas cítricas e cana-de-açúcar na Flórida e outras regiões afetadas no sul do país.

    As chuvas intensas e os ventos fortes danificaram plantações, interromperam cadeias de abastecimento e afetaram diretamente a colheita, já que muitas dessas culturas estavam em fase de maturação. Além disso, a destruição da infraestrutura energética também dificultou o uso de equipamentos agrícolas e o transporte dos produtos.

    Esse impacto na agricultura dos EUA pode gerar reflexos econômicos no Brasil. O aumento da demanda global por milho, por exemplo, devido à redução da oferta americana, pode favorecer exportações brasileiras, elevando os preços do grão no mercado internacional.

    Esse cenário também se aplica a outras commodities que o Brasil exporta, como açúcar e suco de laranja, já que a Flórida é um grande produtor de frutas cítricas. Contudo, essa valorização dos preços pode também pressionar o mercado interno. E isso resultar em aumento de custos para produtores brasileiros que dependem de insumos importados dos EUA, como fertilizantes e equipamentos agrícolas.

    Essas previsões ainda estão se desenrolando, e dependerá muito da capacidade dos agricultores americanos de se recuperarem e da resposta do mercado global às mudanças na oferta e demanda​

    Impactos do Furacão Milton na Agricultura dos EUA

    Furacões podem causar danos significativos à agricultura, incluindo danos às colheitas, inundações, afetar a logística e o aumento de doenças e praças na agricultura.

    Ventos fortes e chuvas intensas podem destruir plantações, especialmente aquelas que estão em fase de maturação. Isso é particularmente preocupante para culturas como milho e soja, que são sensíveis a condições climáticas extremas.

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    O excesso de chuva pode levar a inundações, afetando o solo e impedindo o acesso dos agricultores às suas terras. Isso pode atrasar a colheita e aumentar a perda de produtos.

    Estradas danificadas e infraestrutura afetada podem dificultar o transporte de produtos agrícolas para os mercados, resultando em perdas financeiras para os produtores.

    Condições úmidas podem favorecer o surgimento de doenças nas plantas e pragas, complicando ainda mais a recuperação das lavouras após o furacão.

    Efeitos no Brasil

    Os impactos do furacão Milton na agricultura dos EUA também podem ter outras consequências para o Brasil, afetando os preços das commodities, com mudança na demanda e com impacto nas exportações.

    Se as colheitas nos EUA forem severamente afetadas, isso pode levar a um aumento nos preços das commodities agrícolas no mercado global. O Brasil, como um dos principais exportadores de soja e milho, pode se beneficiar com preços mais altos.

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    A necessidade de importação de grãos pelos EUA pode aumentar se a produção local for insuficiente. Isso pode abrir oportunidades para os exportadores brasileiros.

    A logística e o transporte afetados nos EUA podem impactar a capacidade do Brasil de enviar produtos para outros mercados que dependem dos portos americanos.

    Os efeitos do furacão Milton sobre a agricultura nos EUA têm implicações diretas para o Brasil, tanto em termos de oportunidades quanto de desafios no comércio agrícola. A monitorização contínua da situação é essencial para que os produtores brasileiros possam se adaptar às mudanças no mercado global.