Tag: Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista

  • Crédito rural impulsiona protagonismo feminino no campo

    Crédito rural impulsiona protagonismo feminino no campo

    Entre 2023 e 2025, as produtoras rurais responderam por 43,2% dos financiamentos concedidos a pessoas físicas pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O programa estadual financia investimentos voltados à modernização das propriedades, ao aumento da produtividade e à geração de renda no campo.

    O avanço da presença feminina no crédito rural paulista reforça uma tendência global de maior protagonismo das mulheres na produção de alimentos. Em 2026, a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, declarou o Ano Internacional da Mulher Agricultora, iniciativa que estimula políticas públicas de igualdade no meio rural e reconhece o papel das produtoras na segurança alimentar mundial.

    Além das linhas de financiamento, o governo paulista atua com assistência técnica, extensão rural e pesquisa agropecuária para fortalecer a gestão das propriedades e ampliar a renda das famílias rurais. Segundo o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, o crédito tem sido uma ferramenta estratégica nesse processo. “O fortalecimento da presença feminina no agro passa por instrumentos concretos de apoio. O crédito rural amplia oportunidades, incentiva investimentos e impulsiona o desenvolvimento econômico das famílias do campo”, afirma.

    FEAP Mulher amplia inclusão produtiva no campo

    Entre os destaques das políticas voltadas às produtoras está o FEAP Mulher Agro SP, linha de crédito destinada exclusivamente às mulheres. Desde 2023, o programa já liberou R$ 27 milhões em financiamentos e beneficiou mais de mil agricultoras em várias regiões do estado.

    Cada produtora pode contratar até R$ 30 mil, com prazo de pagamento de até 84 meses, carência de 12 meses e juros de 2% ao ano. Os projetos são elaborados e acompanhados por técnicos da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e do ITESP, que orientam a aplicação dos recursos e oferecem suporte na gestão da propriedade.

    Para o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves, o crédito rural funciona como uma porta de entrada para outros serviços públicos. “O financiamento é muitas vezes o primeiro contato estruturado entre a produtora e a assistência técnica. A partir daí, surgem melhorias na gestão, aumento da produtividade e adoção de boas práticas no campo”, destaca.

    Crédito transforma a rotina de produtoras rurais

    O impacto do crédito rural aparece em histórias como a da produtora Fernanda Torres da Silva, do município de Cerqueira César. Há cerca de dez anos, ela administra com a família o Sítio São Pedro, de 18 hectares, voltado à bovinocultura leiteira.

    Em 2024, Fernanda acessou a linha do FEAP Mulher Agro SP e investiu R$ 25 mil na compra de uma ordenha mecânica. O equipamento modernizou a rotina da propriedade e reduziu o tempo de trabalho. “Antes, eu demorava quase três horas para tirar o leite de 20 vacas. Agora, esse processo leva menos de uma hora. Sobra tempo para cuidar de outras atividades da fazenda”, conta.

    Resultados como o de Fernanda demonstram como o crédito à mulher rural vem se consolidando como um instrumento de inclusão produtiva e fortalecimento da liderança feminina no agronegócio paulista.

  • Governo Paulista lança linha de crédito para citricultores  

    Governo Paulista lança linha de crédito para citricultores  

    O Governo Paulista lançou uma linha de crédito para citricultores, visando combater doenças que afetam os pomares de citros, como o greening.

    Cada citricultor poderá obter até trezentos mil reais em crédito para aplicar em medidas preventivas ou de controle da doença, que é devastadora para os pomares. Com carência de trinta e seis meses, e juros a partir de três por cento ao ano, os citricultores terão  noventa e seis meses para pagar o credito.

    O Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) disponibilizará linhas de crédito  aos produtores, que devem procurar a Casa de Agricultura de seus municípios para acessar o crédito.

    Combate ao Greening

    Desde o inicio da gestão, o Governo Paulista, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, intensifica o combate ao Greening. Em novembro de 2023, o governador Tarcísio de Freitas oficializou o Comitê de Combate ao Greening. Cinco secretarias estaduais e representantes do setor citrícola vão propor políticas públicas e estratégias de controle da doença.

    O Instituto Biológico (IB-Apta) adota técnicas de controle biológico. Isso é usar inimigos naturais do psilídeo, inseto transmissor do Greening, para promover o equilíbrio das pragas e reduzir o uso de defensivos agrícolas. Esse controle é vital para o agronegócio de São Paulo. Além disso, o estado lidera a produção de laranjas no Brasil, exportando US$ 2 bilhões anuais e gerando 200 mil empregos em 9,6 mil propriedades.

    O Greening afeta todas as regiões citrícolas de São Paulo e pomares em Minas Gerais, Paraná, América do Sul e Estados Unidos, conforme o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Para complementar, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) realiza ações sanitárias e fiscalização para coibir o comércio ambulante de mudas. Em 2023, retiraram de circulação mais de 9 mil mudas. Além disso, a CDA também lançou um canal de denúncias para pomares abandonados ou mal manejados, visando orientar produtores sobre o controle do Greening.

    A legislação vigente obriga o controle eficiente do psilídeo e a eliminação de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos. Além disso, o estado lidera a produção de laranjas no Brasil, exportando US$ 2 bilhões anuais e gerando 200 mil empregos em 9,6 mil propriedades.