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  • Governo abre inscrições para regularização de terras na Amazônia

    Governo abre inscrições para regularização de terras na Amazônia

    O governo federal abriu neste sábado (7/2) as inscrições para selecionar organizações que executarão atividades de regularização fundiária e ambiental na Amazônia. O projeto, financiado com R$ 131,9 milhões do Fundo Amazônia, beneficiará cerca de 7 mil famílias que vivem em 48 municípios prioritários para controle do desmatamento.

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram a chamada pública na última segunda-feira (2/2).

    As entidades interessadas devem estar credenciadas na Anater e apresentar suas propostas de trabalho até 2 de março pelo Sistema de Gestão de Ater (SGA). Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail [email protected].

    O programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia (UcM) alcançará famílias em Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. O público-alvo inclui agricultores familiares, ocupantes de terras públicas federais sem destinação e assentados do INCRA.

    Regularização fundiária e assistência técnica garantem produção sustentável

    A iniciativa combina garantia de propriedade da terra com inclusão produtiva. O projeto oferecerá Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para que os agricultores aprimorem sua renda de forma sustentável e mantenham a floresta em pé.

    As equipes priorizarão pequenas propriedades rurais, imóveis com até quatro módulos fiscais, localizadas em assentamentos ou glebas públicas federais sem destinação.

    Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, destacou a importância das parcerias. “Com recursos do Fundo Amazônia, vamos fortalecer a regularização fundiária e ambiental e ampliar a assistência técnica e a extensão rural, com equipes em campo orientando a produção sustentável de cerca de 7 mil famílias da agricultura familiar em 48 municípios da Amazônia Legal”, afirmou.

    Projeto une regularização com conservação florestal

    Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, reforçou os objetivos da ação. “Vamos levar a regularização da terra para que o agricultor tenha o documento em mãos, com sua área regularizada e o conhecimento necessário para produzir mais e melhor, mantendo a floresta em pé. Este é o esforço conjunto do governo federal com os municípios para enfrentar o desmatamento com produção sustentável e justiça social”, declarou.

    Camilo Capiberibe, presidente da Anater, destacou que a regularização fundiária representa uma reivindicação histórica da Amazônia. “Com a regularização ambiental, assistência técnica e a extensão rural, vamos fortalecer projetos sustentáveis e ambientalmente responsáveis, valorizar o trabalho das famílias agricultoras, impulsionar a produção de alimentos saudáveis, gerar renda e promover o desenvolvimento das comunidades”, explicou.

    Implementação prevê práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais

    Inicialmente, o projeto identificará e visitará agricultores familiares para iniciar a regularização fundiária e ambiental em terras previamente selecionadas. Em seguida, as equipes apoiarão os agricultores na implementação de práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais.

    O edital divide 16 lotes entre os 48 municípios prioritários para o controle do desmatamento que aderiram ao União com Municípios até abril de 2024.

    César Aldrighi, presidente do INCRA, avaliou que as ações ampliam o acesso à assistência técnica e fortalecem a produção sustentável na região. “A parceria que estamos firmando possibilitará a assistência técnica às famílias da Amazônia Legal, da agricultura familiar e dos assentamentos, que receberão orientação pelas diretrizes reafirmadas pelo governo na COP30, voltadas à sustentabilidade e à soberania e segurança alimentar dos povos”, pontuou.

    Meta prevê regularização de 30 mil famílias em cinco anos

    Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou o papel do Fundo Amazônia. “No governo Lula, o Fundo Amazônia voltou a ser um instrumento central para promover desenvolvimento sustentável com inclusão social. Este projeto mostra como é possível unir regularização fundiária, assistência técnica e produção sustentável, criando oportunidades reais para agricultores familiares, fortalecendo economias locais e contribuindo para a redução do desmatamento na Amazônia”, afirmou.

    Este é o primeiro projeto do Programa União com Municípios entre três previstos com recursos do Fundo Amazônia para os próximos cinco anos. A meta alcançará a regularização completa de cerca de 30 mil famílias, com investimento total previsto de R$ 600 milhões.

    Programa União com Municípios atende 70 cidades amazônicas

    O Decreto nº 11.687/2023 instituiu o Programa União com Municípios do MMA, que reconhece o protagonismo dos gestores locais na redução do desmatamento e incêndios florestais na Amazônia. Os municípios listados como prioritários para o controle do desmatamento podem aderir voluntariamente, conforme portaria GM/MMA 1.202/2024.

    Com cerca de R$ 800 milhões do Fundo Amazônia e do Projeto Floresta + Amazônia (parceria entre MMA, PNUD e GCF), o programa realiza projetos de regularização fundiária e ambiental, implementa escritórios de governança ambiental nas prefeituras, efetua pagamento por serviços ambientais e promove recuperação da vegetação nativa.

    Atualmente, 70 municípios em sete estados da Amazônia participam da iniciativa. O programa já entregou mais de 1.800 equipamentos, incluindo veículos, embarcações e itens para monitoramento. Além de realizar atividades de formação técnica e pagamento por serviços ambientais para agricultores familiares.

    Fundo Amazônia bate recorde em 2025

    O Fundo Amazônia representa a maior e mais transparente iniciativa para redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+) baseada em resultados do mundo. Criado em 2008, o fundo viabiliza o apoio nacional e internacional a projetos para conservação e uso sustentável das florestas na Amazônia Legal. O MMA coordena e o BNDES gere o fundo.

    Em 2025, o Fundo Amazônia atingiu o maior volume anual desde sua criação, com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados. O mecanismo aumentou sua escala de atuação, avançou na restauração de áreas degradadas, expandiu o apoio a atividades produtivas sustentáveis em toda a Amazônia Legal e ampliou ações de combate e prevenção a incêndios florestais para o Cerrado e o Pantanal.

    Entre 2023 e 2025, o Fundo aprovou e contratou R$ 3,7 bilhões em projetos, o equivalente a 56% de todo o volume apoiado desde que o governo o instituiu.  Consolidando a retomada operacional e a ampliação de sua capacidade de execução a partir de janeiro de 2023.

  • Fundo Amazônia investe R$ 80 milhões para viabilizar economia da floresta em pé

    Fundo Amazônia investe R$ 80 milhões para viabilizar economia da floresta em pé

    A produção sustentável de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares da Amazônia Legal ganha um reforço de R$ 80 milhões do Fundo Amazônia. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lançaram, nesta terça-feira (3), um edital público para selecionar os projetos que receberão os investimentos.

    A iniciativa integra o projeto “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva” e tem como objetivo principal superar os principais obstáculos que historicamente limitam a geração de renda na região. Os recursos financiarão soluções para gargalos em logística, beneficiamento, armazenamento, adequação sanitária e, principalmente, no acesso a mercados para produtos da sociobiodiversidade.

    Como funciona o edital e quem pode participar

    Cooperativas, associações e organizações da sociedade civil da Amazônia Legal já podem apresentar suas propostas. O edital priorizará projetos com maior número de beneficiários, protagonismo feminino, participação de jovens e atuação em cadeias produtivas como açaí, castanha-do-Brasil, babaçu, mel e pesca artesanal.

    Os valores dos apoios variam entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões por projeto, com previsão de selecionar pelo menos 32 propostas. Os recursos podem custear desde assistência técnica e obras civis até a aquisição de máquinas, equipamentos e a realização de consultorias especializadas.

    Foco na infraestrutura e geração de renda

    Líderes das instituições envolvidas destacam que o investimento vai direto para a ponta da cadeia produtiva. “Esse apoio do Fundo Amazônia chega à ponta, fortalecendo quem produz de forma sustentável. Ao ampliar o acesso a infraestrutura e mercados, criamos condições reais para geração de renda, redução das desigualdades e manutenção da floresta em pé”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou a conexão entre economia e conservação. “Fortalecer as atividades produtivas dessas populações significa valorizar os saberes locais e proteger a floresta”.

    Conexão com políticas públicas

    Além do mercado privado, os projetos deverão fortalecer a participação das comunidades em programas públicos de abastecimento, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

    O lançamento do edital ocorreu em um webinar transmitido pelas instituições. A íntegra do documento e todas as regras para participação já estão disponíveis para consulta pública.

  • Estados Unidos doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Estados Unidos doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Os Estados Unidos formalizaram um pacote bilionário para a conservação da Amazônia durante a visita do presidente Joe Biden a Manaus, neste domingo (17). Em resumo, a iniciativa integra o programa nacional de combate às mudanças climáticas e reforça os 200 anos de relações bilaterais entre Brasil e EUA.

    Biden na Amazônia

    Essa foi a primeira vez que um presidente americano visitou a Amazônia em exercício, firmando acordos com ONGs, empresas e bancos brasileiros. As ações incluem o combate ao crime organizado, como mineração ilegal, desmatamento e incêndios florestais.

    Biden destacou que as medidas pretendem “reverter o desmatamento, aumentar a biodiversidade e fortalecer a resiliência climática”. Além disso, o governo americano garantiu US$ 11 bilhões anuais para ações de conservação global, um aumento de seis vezes em relação ao início do mandato.

    US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Entre os destaques, os EUA doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia e lançarão uma coalizão de investidores, com meta de captar US$ 10 bilhões até 2030. Além disso, outras ações incluem projetos de reflorestamento, como o da empresa Mombak, e a entrada no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, idealizado pelo presidente Lula.

    No Pará, US$ 180 milhões serão investidos no reflorestamento por meio da Coalizão Leaf. A parceria com o BNDES será ampliada, com novos acordos de cofinanciamento. O Laboratório de Investimentos em Soluções Baseadas na Natureza (SbN) também receberá US$ 2 milhões.

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    O governo americano financiará ainda o projeto Rainforest Wealth, do Imaflora e do Instituto Socioambiental, com US$ 2,6 milhões. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA destinará outros US$ 24 milhões à bioeconomia, cadeias de produção sustentável e apoio às comunidades indígenas.

    No combate à extração ilegal de madeira, os EUA treinarão agentes brasileiros em tecnologia de rastreamento. Já contra a mineração ilegal e o tráfico de mercúrio, haverá uma doação de US$ 1,4 milhão.

    Para combater incêndios, os EUA atuarão com o Inpe e treinarão brigadas indígenas femininas no Tocantins e no Maranhão. Ou seja, esses esforços consolidam o compromisso de Biden em liderar ações climáticas globais.