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  • MT destina R$ 1,5 milhão para produção de indígenas Xavantes

    MT destina R$ 1,5 milhão para produção de indígenas Xavantes

    O Governo de Mato Grosso liberou R$ 1,5 milhão para fortalecer a produção rural de 252 indígenas Xavantes em sete municípios do estado. O investimento integra o edital 2.2 do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf) e visa promover a autonomia econômica das comunidades tradicionais através do Programa de Incentivo Rural.

    A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) coordena a iniciativa com apoio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Os municípios de Campinápolis, General Carneiro e Paranatinga concentram 73% dos beneficiários, reflexo da forte presença Xavante nessas regiões.

    A equipe da Seaf calcula que cada beneficiário receberá em média R$ 5.956. A pecuária, especialmente a avicultura de corte, representa 70% dos projetos aprovados e se consolida como a principal atividade produtiva das comunidades Xavantes. A olericultura responde por 11% dos investimentos, enquanto a fruticultura abrange 13% dos projetos, garantindo diversificação e sustentabilidade.

    Distribuição regional dos recursos

    Em Campinápolis, 90 indígenas receberam R$ 539,9 mil. A região destina 98% dos recursos para projetos de pecuária. General Carneiro contempla 57 beneficiários com R$ 341,2 mil, divididos entre pecuária (43,9%) e olericultura (38,6%).

    Paranatinga investe R$ 216,1 mil em 37 produtores e se destaca pela inclusão de agroindústrias e atividades não agropecuárias. Já Barra do Garças atende 30 beneficiários, com 77% dos projetos focados em fruticultura, principalmente o cultivo de mexirica.

    Igualdade de acesso aos recursos

    O relatório do Fundaaf aponta que os valores médios por beneficiário se aproximam do teto do programa em todos os municípios, o que demonstra uma política de equidade. O estudo recomenda monitorar os resultados da pecuária em Campinápolis, expandir cadeias produtivas diversificadas e fortalecer parcerias com cooperativas e associações indígenas.

    “Esses investimentos reafirmam o compromisso do Governo do Estado em promover o desenvolvimento rural sustentável e inclusivo a fim de valorizar o trabalho das comunidades indígenas e fortalecer a autonomia produtiva”, destaca o documento.

    Reunião intersetorial debate estratégias

    A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Barra do Garças, sediou nos dias 29 e 30 de outubro a Reunião Técnica Intersetorial de Alinhamento Estratégico para a Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional para etnia Xavante. O evento apresentou os dados do programa e reuniu representantes de municípios parceiros, Seaf e outras secretarias estaduais.

    “Esta reunião é a primeira a acontecer no formato de encontro intersetorial, com participação de representantes de municípios parceiros, Seaf e outras secretarias de Estado, para discussão da saúde e segurança alimentar nutricional dos indígenas Xavantes”, explicou a professora da UFMT Rosaline Lunardi, coordenadora do evento.

    Ações integradas no território

    O gestor territorial do Pontal e Médio Araguaia, Camilo Tavares Lopes, destacou o trabalho conjunto no Território Indígena São Marcos, em Barra do Garças. Técnicos desenvolvem projetos de agrofloresta, plantio de mandioca e hortaliças, todos com sistemas de irrigação financiados principalmente pelo Fundaaf.

    “Graças à integração entre Seaf, Empaer, Governo do Estado, Prefeitura, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e UFMT, temos uma parceria no território. Essas ações são possíveis e, num futuro próximo, algumas aldeias terão sua história alimentar mudada”, afirmou Lopes. O gestor informou que existem 31 projetos para criação de aves e lavouras irrigadas, incluindo agroflorestas frutíferas e culturas anuais.

    Compromissos futuros

    Leonardo Vivaldini dos Santos, coordenador do projeto MT Produtivo da Seaf, ressaltou a importância da reunião para definir os compromissos da secretaria na promoção da soberania alimentar indígena. A Seaf atua com fomento, compra de tratores, equipamentos e insumos, sendo que parte desses recursos chega aos povos indígenas da região Leste, especialmente os Xavantes.

    Vivaldini observou que a assistência técnica em terras indígenas exige esforço maior do que o habitualmente visto nos indicadores. “Esta mudança da lógica de atuação também é importante para rever a estratégia para os técnicos atuarem nos municípios”, disse.

    O coordenador informou que o orçamento das secretarias pode estar vinculado, nos próximos anos, à complementação do Fundaaf. “O objetivo é fortalecer a agricultura familiar, povos indígenas, comunidades quilombolas, muito importante implementar este suporte técnico e financeiro para elaborar projetos de desenvolvimento para este público”, concluiu.

  • Governo de Mato Grosso investe R$ 720 milhões para impulsionar agricultura familiar

    Governo de Mato Grosso investe R$ 720 milhões para impulsionar agricultura familiar

    O  destinou R$ 720 milhões à agricultura familiar nos últimos seis anos, promovendo uma série de entregas e iniciativas que visam fortalecer a produção rural e ampliar o uso de tecnologia no campo. Os investimentos, coordenados pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), possibilitaram a entrega de 7.709 máquinas e equipamentos. São patrulhas mecanizadas, caminhões, caminhonetes, plantadeiras, ordenhadeiras e unidades de resfriamento para auxiliar a produção.

    Além dos equipamentos, o governo distribuiu 28 mil doses de sêmen, 2.875 embriões bovinos e 1.894 novilhas prenhes, contribuindo para o melhoramento genético dos rebanhos. Entre as ações de apoio à produção agrícola, foram entregues mais de 61 mil toneladas de calcário. Além de 991,5 mil mudas de cacau, café e banana, beneficiando inclusive comunidades quilombolas e indígenas por meio do programa MT Produtivo.

    Francisco Costa, agricultor familiar e cooperado da Cooperativa de Produtores Familiares de Várzea Grande (Coopeveg), destaca a importância do apoio estatal. “Os investimentos do Governo melhoraram muito a nossa produção. Eu e minha família vivemos da agricultura familiar. A Seaf e a Empaer são fundamentais para nós, e hoje vivemos 100% dessa maravilha”, afirma o produtor.

    A Coopeveg recebeu três caminhões do governo, o que, segundo os cooperados, melhorou significativamente a logística da cooperativa. “A gente agradece muito o apoio e o suporte que o Governo nos dá com a Seaf e a Empaer, que não medem esforços para nos atender”, completa Francisco.

    Fundo de Apoio à Agricultura Familiar

    Outro destaque é a criação do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf). Ele está em fase de implantação e o Tesouro Estadual financiará o projeto, destinando 4% do Fethab em 2025 e 5% em 2026 para fomentar o desenvolvimento rural sustentável.

    Em parceria com o Banco Mundial, o programa MT Produtivo prevê mais de R$ 500 milhões em investimentos para fortalecer a produção sustentável de alimentos, com foco em geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade. A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) tem papel fundamental nesse processo, oferecendo assistência técnica especializada que garante mais eficiência e renda para famílias rurais, incluindo indígenas e quilombolas.

    O impacto das ações também é percebido pelos consumidores. “Conseguimos agregar valor ao produto e à mão de obra do produtor. Em Colniza, a produção de café está a todo vapor e o apoio do Governo fez toda a diferença”, relata Rogério Alexandre, entusiasta da produção local.

    Crédito e Inovação Tecnológica

    Para ampliar o acesso ao crédito, o Governo do Estado oferece a linha Desenvolve Rural, por meio da agência Desenvolve MT.. São financiamentos de até R$ 1,5 milhão para aquisição de máquinas e implementos agrícolas, atendendo produtores de culturas temporárias, permanentes, pecuária e piscicultura.

    Na área de inovação, a Empaer desenvolveu uma tecnologia de análise de solo com uso de drones e mapeamento digital. Reduzindo a necessidade de coletas físicas e tornando o diagnóstico mais rápido e sustentável. A pesquisa foi conduzida na comunidade quilombola de Mata Cavalo. E contou com apoio do Programa REM Mato Grosso, que investe em práticas sustentáveis de uso da terra.

    Segundo o pesquisador Wininton Mendes, a iniciativa representa um avanço na integração entre tecnologia e agricultura familiar. E pode servir de modelo para outras comunidades rurais e quilombolas do Estado.

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