Tag: fruticultura

  • Conheça a “superfruta” que virou renda extra para produtores

    Conheça a “superfruta” que virou renda extra para produtores

    Entre março e maio, o Planalto Serrano Catarinense ganha um aroma marcante e inconfundível. Chega a época da colheita da goiaba-serrana (Acca sellowiana), fruta nativa do Sul do Brasil que combina sabor doce-acidulado com alto valor nutricional. Cerca de 20 agricultores familiares cultivam a espécie em aproximadamente 20 hectares na região e colhem, em média, entre 15 e 20 toneladas por hectare. Um volume que garante preços de até R$ 30,00 o quilo no varejo.

    Foto: Aires Mariga/ Epagri

    A cultura comercial da goiaba-serrana nasceu na década de 1980, quando a Epagri lançou um programa de pesquisa e domesticação em parceria com a UFSC, a Udesc e produtores locais. “É uma ótima alternativa para diversificação da renda em pequenas propriedades”, afirma Maêve Silveira Castelo Branco, líder do Programa de Fruticultura da Epagri nas regiões de Lages e São Joaquim.

    Hoje, os produtores recebem em média R$ 15,00 pelo quilo da fruta in natura, que chega ao consumidor final por valores entre R$ 20,00 e R$ 30,00 o quilo.

    Fruta mantém casca verde e ganha espaço na culinária gourmet

    Ao contrário da goiaba comum, a goiaba-serrana conserva a casca verde mesmo quando madura, apenas a polpa gelatinosa e aromática vai ao consumo. Além do consumo in natura, a fruta tem conquistado a culinária brasileira em preparações como:

    • Sucos, geleias e doces
    • Licores e espumantes artesanais
    • Sorvetes e molhos gourmet

    Epagri lança cinco variedades para ampliar a colheita

    Desde os anos 1980, a Epagri desenvolve cultivares que aumentam a produtividade e estendem a janela de colheita da fruta. O programa já lançou cinco variedades: Alcântara, Nonante, Helena, Mattos e Pierri.

    “O escalonamento da colheita permite maior rentabilidade aos produtores”, explica Leonardo Araujo, pesquisador da Epagri e coordenador dos estudos com a espécie.

    Compostos antioxidantes reforçam status de “superfruta”

    Pesquisadores classificam a goiaba-serrana como uma “superfruta” por sua concentração de antioxidantes e compostos fenólicos, vitamina C, complexo B e minerais essenciais. “Ela é altamente nutritiva e tem um aroma único”, destaca Araujo.

    Em 2019, a Epagri consolidou o conhecimento técnico sobre a espécie no livro A Cultura da Goiabeira-Serrana, que reúne orientações para cultivo e manejo e serve de referência para novos produtores interessados na cultura.

  • Fruta nativa ganha espaço nas feiras e chama atenção pela ação anti-inflamatória

    Fruta nativa ganha espaço nas feiras e chama atenção pela ação anti-inflamatória

    A atemoia tem despertado cada vez mais interesse entre fruticultores e consumidores brasileiros. Resultado do cruzamento entre a fruta-do-conde (ou pinha) e a cherimoia, a espécie combina a doçura tropical de uma com a textura cremosa da outra e surpreende pelo sabor.

    Foto: Marta Costa/Agência Agro em Campo

    Benefícios da atemoia

    Rica em vitamina C, potássio e fibras, a atemoia contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e auxilia no bom funcionamento do intestino.

    Além disso, a polpa da fruta contém antioxidantes naturais. Para completar a bonança, a atemoia apresenta baixo teor calórico em comparação a outras frutas tropicais, tornando-se a opção perfeita para dietas equilibradas.

    Produção rentável

    O cultivo da atemoia exige atenção redobrada logo nas primeiras etapas. As mudas costumam ser enxertadas, técnica que une o porta-enxerto (mais resistente e adaptado ao solo) à variedade copa (responsável pela produção dos frutos).

    Esse processo garante maior uniformidade genética e produtividade, mas também exige cuidados específicos no momento do plantio, como profundidade correta, adubação adequada e proteção contra pragas nos primeiros meses.

    O Brasil figura entre os principais produtores mundiais da fruta, com destaque para estados como São Paulo, Bahia e Pernambuco.

    No entanto, apesar do sucesso recente, a atemoia não é uma novidade: pesquisadores desenvolveram os primeiros híbridos ainda no início do século XX, na Flórida (EUA). No Brasil, a fruta ganhou força a partir dos anos 1990, impulsionada por programas de melhoramento genético conduzidos por institutos de pesquisa, como a CATI.

    CATI leva orientação sobre atemoia ao 20º Encontro de Fruticultura em Atibaia

    Nesta sexta-feira (14), Atibaia (SP) recebe o 20º Encontro de Fruticultura, promovido pela Associação Hortifrutiflores de Jarinu.

    O evento reúne produtores, técnicos e demais profissionais do agronegócio em uma programação voltada à troca de experiências, à apresentação de novas tecnologias e à atualização sobre o setor frutícola. Às 7h30, no Sítio Nossa Senhora de Fátima, propriedade do fruticultor Antonio Scareli, os participantes visitam pomares de pêssego e pitaya.

    Programação percorre diferentes cultivos

    Na sequência, nas propriedades dos irmãos Watanabe e Gallo, o público conhece plantios de outras culturas, como atemoia, maçã, morango e as uvas Niagara e Vitória. Durante as visitas, especialistas conduzem apresentações técnicas sobre manejo de pomares e práticas aplicadas à produção.

    O engenheiro agrônomo da CATI Sementes e Mudas, Anderson Tatsuo Watanabe é quem ministra a palestra sobre atemoia durante o encontro.

    “Em nossa exposição, vamos orientar os produtores no manejo pós-recebimento das mudas enxertadas de atemoia da CATI. O foco será a correta implantação no campo, respeitando as exigências do porta-enxerto e o protocolo de plantio. O encontro garantirá o sucesso inicial do pomar, transformando o excelente padrão genético das mudas em alta rentabilidade futura.”

    Avaliação de mudas de atemoia será tema de palestra de técnico da CATI no evento (Foto: Divulgação)

    O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e produtor de uva João Dimas Maia Garcia apresenta as espécies Niagara e Vitória durante o evento. Já o consultor da Holantec Lourenço Nyssen aborda as demais frutas expostas no Dia de Campo.

    O presidente da Associação Hortifrutiflores de Jarinu, Cassiano Contesini, projeta a presença de aproximadamente 250 pessoas no encontro.

    Os interessados podem se inscrever pelo WhatsApp (11) 99795-0832 ou pelo e-mail [email protected].

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  • Luciano Huck revela fazenda de avocado na Serra da Mantiqueira

    Luciano Huck revela fazenda de avocado na Serra da Mantiqueira

    Luciano Huck, de 54 anos, consolida sua atuação no agronegócio brasileiro. Além de comandar um dos programas de maior audiência da TV Globo, o apresentador administra uma fazenda de avocado na Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Huck transformou a propriedade em uma plantação de frutas e acompanha de perto cada etapa do cultivo.

    Reprodução: Redes Sociais

    Nesta semana, o apresentador visitou a fazenda para verificar a evolução dos frutos, que já atingiram tamanho considerável e se aproximam da colheita. Huck registrou a visita nos stories do Instagram e mostrou a região montanhosa onde as árvores produtivas se distribuem pela propriedade.

    Fazenda Karacy aposta em fruticultura sustentável

    Huck batizou a propriedade de Fazenda Karacy. O empreendimento reúne uma equipe especializada que conduz a produção de avocado em sintonia com o ecossistema local. O projeto busca dois objetivos centrais: desenvolver a fruticultura na região e preservar o ambiente ao redor da plantação.

    A fazenda ocupa 25 hectares de área plantada, o equivalente a 35 campos de futebol. Huck iniciou o cultivo há cerca de três anos e agora se prepara para colher os primeiros avocados da variedade Hass.

    Huck explica motivação para investir no campo

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Huck relatou o processo que o levou a investir na produção rural. Segundo o apresentador, ele buscou por anos uma relação mais próxima com o campo antes de decidir qual cultura produzir.

    Reprodução: Redes Sociais

    “Alguns anos atrás decidi que eu queria ter uma relação mais intensa com o campo. Queria produzir. Fiquei anos pensando, pesquisando, viajando o Brasil e pensando o que eu queria produzir. Resolvi produzir avocado, aquele abacate Hass. Há uns 3 anos, a gente vem plantando uma fazenda na Serra da Mantiqueira, divisa de São Paulo e Minas Gerais. Está ficando lindo!”, declarou Huck.

    De onde vem a fortuna de Luciano Huck

    O patrimônio de Huck ultrapassa os cachês recebidos na TV Globo. O apresentador atua também como investidor financeiro e no setor imobiliário, mantém participação em diversos empreendimentos pelo país e fatura como protagonista de campanhas publicitárias. Estimativas apontam um salário milionário na emissora carioca, mas a Globo nunca confirmou publicamente os valores.

    Luciano Huck segurando uma câmera
    Reprodução: Redes Sociais

    Huck nasceu em São Paulo, em uma família de intelectuais, e cursou Direito na USP antes de consolidar a carreira na televisão. No início da trajetória profissional, trabalhou como estagiário na revista Playboy e atuou como assistente do fotógrafo J.R. Duran.

    A projeção nacional veio nos anos 1990, quando Huck comandou o programa H, na Band, atração que se tornou fenômeno de audiência com as personagens Feiticeira e Tiazinha. Em 2000, o apresentador estreou na TV Globo e conduziu o Caldeirão do Huck ao topo da audiência. Anos depois, assumiu o comando dos domingos da emissora no lugar de Fausto Silva e garantiu a permanência à frente do Domingão com Huck até, pelo menos, 2030.

  • 3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    O Brasil voltou a ganhar destaque no cenário internacional graças à qualidade de suas frutas. Desta vez, jabuticaba, açaí e guaraná entraram para a lista das 100 frutas mais bem avaliadas do mundo no ranking do Taste Atlas.

    A plataforma, considerada uma das principais enciclopédias da gastronomia mundial, elaborou o ranking com base nas avaliações de seus usuários. Na atualização publicada em 1º de julho, o Truskawka Kaszubska, uma variedade de morango cultivada na Polônia, conquistou a primeira colocação.

    Jabuticaba lidera a participação brasileira

    A jabuticaba alcançou a 19ª posição, com nota 4,3, e tornou-se a fruta brasileira mais bem colocada na classificação.

    Além do sabor marcante, a fruta chama atenção pelo valor nutricional. Segundo a Embrapa, a polpa concentra minerais importantes, enquanto as sementes fornecem fibras e proteínas. Já a casca reúne antioxidantes e também pode fazer parte da alimentação.

    Outro diferencial aparece na forma de crescimento dos frutos. Em vez de surgirem nos galhos, eles nascem diretamente no tronco da árvore. Esse fenômeno, conhecido como caulifloria, facilita a polinização e a dispersão das sementes.

    Açaí reforça a importância da Amazônia

    O açaí aparece na 40ª posição, com nota 4,1. Originário da Amazônia, o fruto ganhou espaço no mercado internacional por reunir proteínas, fibras, lipídios e minerais. Por isso, muitos especialistas o classificam como um superalimento.

    No Pará, estado responsável por mais de 90% da produção nacional, moradores consomem o açaí tradicionalmente com farinha de mandioca e peixe. Além desse hábito regional, a indústria utiliza o fruto na fabricação de sorvetes, bebidas, geleias e diversos outros produtos.

    Guaraná completa a presença brasileira

    O guaraná ocupa a 79ª posição do ranking, com nota 3,9. Assim como o açaí, ele é nativo da Amazônia e desempenha papel importante na indústria alimentícia.

    Empresas utilizam o pó e o xarope para produzir sucos, enquanto o extrato serve como ingrediente de refrigerantes e bebidas energéticas.

    Além disso, a Embrapa informa que o Brasil é o único produtor comercial de guaraná do mundo. Atualmente, produtores cultivam a espécie principalmente na Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Mato Grosso, abastecendo tanto o mercado interno quanto o exterior.

    Ranking das frutas mais saborosas do mundo

    • 1º – Truskawka Kaszubska (Polônia)
    • 2º – Rodakina Naoussas (Grécia)
    • 3º – Melocotón de Calanda (Espanha)
    • 4º – Mandarini Chiou (Grécia)
    • 5º – Citrinos do Algarve (Portugal)
    • 6º – Uva Saperavi (Itália)
    • 7º – Limão Costa d’Amalfi (Itália)
    • 8º – Maçã Jablka Lackie (Polônia)
    • 9º – Maçã Mila Zagoras Piliou (Grécia)
    • 10º – Laranja Portokalia Maleme Chanion Kritis (Grécia)
    • 19º – Jabuticaba (Brasil)
    • 40º – Açaí (Brasil)
    • 79º – Guaraná (Brasil)
  • Exportação de frutas cresce 20,8% e movimenta US$ 1,57 bilhão em 2025

    Exportação de frutas cresce 20,8% e movimenta US$ 1,57 bilhão em 2025

    O setor de fruticultura consolidou sua relevância no agronegócio brasileiro ao alcançar a 13ª posição entre os segmentos que mais exportam no país. Em 2025, as exportações de frutas somaram US$ 1,57 bilhão, alta de 20,8% em relação a 2024, quando o faturamento chegou a US$ 1,3 bilhão.

    O volume embarcado também avançou e atingiu 1,309 milhão de toneladas, impulsionado pela demanda internacional por frutas frescas e secas. O desempenho reforça a competitividade da produção brasileira no mercado global.

    Entre os principais produtos exportados estão manga, melão, limão e lima, uva, melancia, mamão, abacate e banana. A União Europeia e os Estados Unidos seguem como os principais destinos, concentrando a maior parte das compras.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o avanço do setor e a abertura de mercados. Segundo ele, o envio do primeiro contêiner de uvas com tarifa zero para a Europa, a partir do Vale do São Francisco, simboliza o fortalecimento da fruticultura brasileira no exterior.

    “O crescimento das exportações demonstra a competitividade da produção brasileira e amplia as oportunidades para os produtores”, afirmou o ministro.

    Em 2026, o ritmo de crescimento se mantém. De janeiro a maio, as exportações já somaram US$ 663 milhões, aumento de 20,3% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o setor registrou cerca de US$ 551 milhões.

    Além do avanço nas vendas externas, o Brasil ampliou sua presença internacional com a abertura de cerca de 30 novos mercados para frutas desde 2023. A expansão reforça a diversificação de destinos e cria novas oportunidades para produtores e exportadores.

    As frutas, amplamente consumidas no mundo, seguem como itens essenciais na alimentação, o que sustenta a demanda global e favorece o crescimento contínuo do setor brasileiro.

  • Conheça a “fruta de ouro” que tem sabor de pudim e encanta quem prova

    Conheça a “fruta de ouro” que tem sabor de pudim e encanta quem prova

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta é um convite para conhecer espécies que vão muito além das mais tradicionais encontradas nas feiras e supermercados. Entre elas está o canistel, uma fruta tropical exótica conhecida pela coloração dourada, textura extremamente cremosa e sabor que lembra pudim, doce de leite e outras sobremesas caseiras.

    Também chamada de sapota-amarela, a fruta ainda é pouco popular entre os brasileiros, mas desperta a curiosidade de quem busca novas experiências gastronômicas e cultivares adaptadas ao clima tropical.

    O que é o canistel?

    Originário da América Central, o canistel pertence à mesma família de outras frutas tropicais e se destaca pela polpa amarelo-intensa e bastante densa.

    Sua consistência costuma ser comparada à de uma gema de ovo cozida, característica que lhe rendeu o apelido de “eggfruit” em alguns países. Já o sabor é naturalmente doce e lembra sobremesas como pudim, creme e doces preparados de forma artesanal.

    Essa combinação faz do canistel uma fruta bastante apreciada por quem gosta de sabores diferentes e marcantes.

    Uma árvore que se adapta bem ao clima tropical

    Além das qualidades gastronômicas, o canistel também chama atenção pelo cultivo.

    A árvore apresenta boa adaptação às regiões de clima tropical e subtropical, podendo ser cultivada em diversas áreas do Brasil quando recebe boa incidência de sol e solo com drenagem adequada.

    Os frutos amadurecem adquirindo uma intensa coloração dourada, tornando a planta também uma opção ornamental para pomares e quintais.

    Como consumir a fruta

    O canistel pode ser consumido in natura, desde que esteja completamente maduro.

    Também é utilizado no preparo de vitaminas, sorvetes, mousses, bolos, tortas e geleias.

    Sua textura naturalmente aveludada dispensa muitos ingredientes, tornando a fruta uma opção interessante para receitas saudáveis e sobremesas.

    Uma joia tropical ainda pouco conhecida

    Embora ainda seja considerada rara em muitas regiões brasileiras, o canistel vem despertando interesse entre produtores, colecionadores de frutas exóticas e consumidores que buscam novidades.

    Além do visual marcante, seu sabor diferenciado faz da espécie uma das frutas tropicais mais curiosas cultivadas atualmente.

  • Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.

    Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.

    Frutas são aliadas da saúde

    Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.

    As frutas mais consumidas no Brasil

    A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.

    O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.

    Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.

    Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.

    Por que essas frutas lideram o consumo?

    Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.

    Banana

    • Rica em potássio e carboidratos;
    • Fonte rápida de energia;
    • Cultivada em mais de 130 países;
    • Disponível durante praticamente todo o ano.

    Laranja e limão

    • Fontes importantes de vitamina C;
    • Muito utilizados na produção de sucos;
    • Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.

    Maçãs e uvas

    • Possuem excelente vida útil pós-colheita;
    • São consumidas frescas e também processadas;
    • Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.

    Brasil tem papel de destaque na fruticultura

    Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.

    A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.

    O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.

  • Frutas em miniatura conquistam produtores e consumidores

    Frutas em miniatura conquistam produtores e consumidores

    A transformação no perfil das famílias brasileiras tem provocado mudanças importantes nos hábitos de consumo. Com lares menores, rotinas cada vez mais corridas e um número crescente de pessoas vivendo sozinhas, diversos setores precisam se adaptar às novas demandas. No segmento de frutas, além da redução no volume das compras, uma tendência tem chamado a atenção: o crescimento da procura por minifrutas.

    Versões reduzidas de frutas como kiwi, pera, maçã, banana-ouro e laranja kinkan refletem esse novo cenário demográfico. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco domicílios brasileiros possui apenas um morador. Além disso, os lares formados por casais com filhos passaram a representar menos da metade do total de famílias do país pela primeira vez. A participação desse grupo caiu de 56,4% em 2000 para 42% em 2022.

    Novas oportunidades aos produtores

    Em meio a essa transformação, produtores rurais enxergam novas oportunidades de mercado. Em São Bento do Sapucaí (SP), na região da Serra da Mantiqueira, o produtor Rodrigo Veraldi, do Viveiro Frutopia, foi pioneiro na introdução do cultivo de minikiwis (Actnidia arguta) no Brasil.

    A variedade se diferencia do kiwi tradicional (Actnidia deliciosa) pelo tamanho reduzido, semelhante ao de uma uva. Além disso, a fruta possui casca fina e sem pelos, permitindo o consumo sem a necessidade de descascá-la.

    Segundo Veraldi, os primeiros exemplares chegaram ao país há mais de uma década por meio de produtores que importavam kiwis convencionais. No entanto, a importação da variedade arguta foi posteriormente proibida, o que motivou o desenvolvimento de um trabalho de adaptação genética e produtiva em território nacional.

    O projeto teve início em 2015 e avançou após o produtor obter acesso às sementes da fruta. Atualmente, o interesse do mercado vem crescendo.

    “Os produtores de kiwi estão em lista de espera pelas mudas.”

    De acordo com ele, a comercialização das mudas deverá começar após a conclusão da última etapa de análises laboratoriais das plantas.

    Rotina acelerada e grande número de pessoas morando sozinhas ampliam oferta de minifrutas — Foto: Divulgação/TripAdvisor

    Mercado premium impulsiona demanda

    Disponíveis em feiras especializadas, empórios, supermercados premium e restaurantes, as minifrutas acompanham uma tendência global de valorização de alimentos que combinam praticidade, estética e conveniência.

    Segundo a economista Marcela Cerrado, as mudanças sociais ajudam a explicar esse avanço.

    “Com lares menores, rotina acelerada e mais preocupação com a saúde, cresce a demanda por alimentos fáceis de consumir, que reduzem o desperdício e têm apresentação atrativa. As minifrutas atendem exatamente essa expectativa.”

    No caso das minimaçãs e miniperas, parte dos produtos disponíveis já possui tamanho naturalmente reduzido. Contudo, outras variedades são obtidas por meio de estratégias agronômicas específicas, incluindo seleção varietal, manejo de poda e controle da carga produtiva.

    Pós-colheita e logística são fatores decisivos

    A expansão desse segmento também exige investimentos em pós-colheita, padronização e logística especializada.

    A Garden Fruit, empresa de Jundiaí (SP) especializada na importação de frutas frescas, comercializa minimaçãs portuguesas, miniperas da Espanha e de Portugal e minitangerinas provenientes do Chile, Uruguai e Espanha.

    Segundo a companhia, a composição do portfólio resulta de um monitoramento constante das tendências globais de consumo.

    “Um ponto importante é a necessidade de investimento em pós-colheita e logística. Por serem comercializadas como produtos premium, aparência, padronização e conservação tornam-se fatores decisivos para a aceitação do mercado”, afirma Gustavo Steck, gerente de pesquisa da Garden Fruit.

    Além das frutas importadas, a empresa também adquire maçãs menores produzidas no Brasil, de diferentes variedades. As embalagens são comercializadas mediante acordo de licenciamento com personagens da Disney, estratégia voltada especialmente ao público infantil.

  • Limão caviar: conheça o fruto que vale até R$ 1,2 mil o quilo

    Limão caviar: conheça o fruto que vale até R$ 1,2 mil o quilo

    Em vez de gomos, o limão caviar guarda o suco em pequenas vesículas que estouram na boca. E esse detalhe é suficiente para fazer o fruto alcançar entre R$ 400 e R$ 1.200 o quilo. Originário da Austrália, o ingrediente já conquistou chefs e restaurantes de alto padrão no Brasil e no mundo. Agora, ganha uma versão nacional desenvolvida por pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas.

    Foto: Divulgação

    A cultivar batizada de Faustrime pertence à espécie Microcitrus australasica. Essa é a mesma família das laranjas, limões e tangerinas, mas de gênero diferente do Siciliano e do Tahiti. O IAC registrou a variedade em 2023, tornando-a a única do tipo no Registro Nacional de Cultivares (RNC). A previsão é que chegue ao mercado ainda em 2025, com foco nas capitais brasileiras e potencial de exportação para União Europeia, Estados Unidos e Japão.

    O que torna esse limão tão especial

    “Ao contrário de outros citros, o caviar não possui suco”, explica a pesquisadora do IAC Marinês Bastianel. “Sua polpa tem pequenas vesículas que se parecem com o caviar e, quando consumidas, estouram na boca e liberam um sabor levemente ácido.” A casca e a polpa podem variar entre tons de marrom, amarelo, rosa, verde e avermelhado. O que também contribui para o apelo visual do fruto.

    Fora do Brasil, o fruto atende pelo nome de finger lime, “lima de dedo”, em tradução livre, por conta do formato alongado.

    Ferramenta criativa na cozinha

    O sushi chef Allan Beckmann, do restaurante Satori Omakase, já incorporou o limão caviar ao cardápio. Para ele, o ingrediente vai além do exótico. “A textura dele, quase lúdica, dialoga naturalmente com preparos que valorizam pureza, contraste e precisão”, afirma. “Ao lado de um peixe branco, de uma vieira ou de um niguiri cuidadosamente montado, ele realça o sabor sem encobrir a identidade do ingrediente principal.”

    Beckmann destaca que o fruto amplia o repertório técnico e sensorial dos cozinheiros, abrindo espaço para finalizações mais refinadas e composições contemporâneas. O interesse crescente dos restaurantes pelo produto reflete uma gastronomia cada vez mais orientada pela experiência do cliente, em que sabor, textura e apresentação precisam trabalhar juntos.

    Do campo ao prato

    A Faustrime tem produção precoce: os primeiros frutos surgem já no segundo ano de plantio, mas a maior produtividade aparece a partir do quarto ano. Bastianel alerta que o cultivo exige atenção. “As plantas apresentam muitos espinhos nos pés, o que exige maior cuidado do produtor durante a colheita. Ao longo do ano, ocorrem múltiplas floradas, resultando em frutos em diferentes estágios.”

    Foto: Divulgação

    Por trás do desenvolvimento da cultivar está o maior banco de germoplasma de citros do mundo, mantido pelo Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis. O acervo reúne cerca de 1.700 materiais genéticos coletados em diferentes países. Diversidade que permite aos pesquisadores identificar e desenvolver novas variedades com características específicas.

    Aliado contra o Greening

    Além do valor gastronômico, o limão caviar desperta interesse científico por outro motivo: a tolerância maior ao Greening, doença que representa uma das maiores ameaças à citricultura mundial.

    “Vimos vários estudos em países que trabalham com novas combinações de porta-enxerto com tolerância ao HLB”, diz Bastianel. “O ideal é adotar um sistema que combine porta-enxerto e copa tolerantes à doença.” Pesquisadores de diferentes países já incluem a Microcitrus em programas de melhoramento genético justamente por essa característica.

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo também acompanha a expansão do cultivo. Por meio da Defesa Agropecuária, o órgão realiza procedimentos de certificação fitossanitária e controle do trânsito vegetal. Portanto, medidas que garantem segurança na produção e facilitam o acesso dos produtores a mercados nacionais e internacionais.

  • Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    O mangostão, também conhecido como mangostim, lidera o ranking das frutas mais saborosas do mundo segundo o TasteAtlas e já conta com produção no Brasil, embora ainda limitada e concentrada em poucas regiões.

    Foto: Marcos Pereira/Flickr

    De origem no Sudeste Asiático, o fruto ocupa o primeiro lugar na lista internacional. A jabuticaba, nativa do Brasil, aparece na segunda posição, com destaque para a variedade branca, considerada rara.

    Produção de mangostão no Brasil

    O cultivo do mangostão no Brasil soma cerca de 200 hectares, principalmente no Pará e na Bahia. Regiões do Sudeste, como o Vale do Ribeira (SP) e áreas do Espírito Santo, mantêm produções menores.

    A produção nacional gira em torno de 2.500 toneladas por ano. Apesar do avanço, a fruta ainda apresenta baixa oferta e alto valor agregado no mercado.

    O mangostão leva cerca de dois anos para se desenvolver e até oito anos para iniciar a frutificação. Cada árvore produz, em média, 1.500 frutos ao longo do ciclo produtivo.

    Preço elevado e mercado restrito

    O preço elevado reflete a baixa oferta e o longo ciclo produtivo. No varejo, o quilo do mangostão varia entre R$ 150 e R$ 200 em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.

    O valor supera o de frutas importadas como framboesa e mirtilo, que custam entre R$ 70 e R$ 99,50 por quilo.

    Características e sabor da fruta

    O mangostão apresenta casca espessa, de coloração roxo-escura, e diâmetro entre 5 e 7 centímetros. A polpa branca e segmentada tem textura macia e suculenta.

    O sabor combina notas doces e levemente ácidas, com aroma tropical suave. Consumidores frequentemente comparam o perfil sensorial a uma mistura de lichia, morango, abacaxi e pêssego.

    Propriedades nutricionais e medicinais

    A casca concentra compostos bioativos conhecidos como xantonas, associados a efeitos anti-inflamatórios. O fruto também fornece vitamina C e antioxidantes.

    Estudos e uso tradicional indicam benefícios como:

    • Fortalecimento do sistema imunológico
    • Auxílio no controle da glicemia
    • Ação antifúngica, com potencial para tratar problemas de pele como eczema e psoríase
    • Uso do chá da casca no combate à diarreia e como suporte para úlceras e acidez estomacal

    História do cultivo no Brasil

    As primeiras sementes chegaram ao Brasil em 1935, na Bahia. Em 1942, o pesquisador Gregório Bondar introduziu a cultura em Belém (PA), a partir de sementes trazidas da Índia.

    As primeiras plantas entraram em produção em 1952. Parte dessas árvores ainda permanece ativa, com produção considerada estável mesmo com poucos cuidados ao longo dos anos, segundo registros da Embrapa Amazônia Oriental.