Tag: frutas cítricas

  • Fiscalização intensifica combate ao greening em São Paulo

    Fiscalização intensifica combate ao greening em São Paulo

    Em uma força-tarefa realizada entre os dias 10 e 21 de fevereiro de 2025, sete equipes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) inspecionaram mais de três milhões de plantas em pomares de 48 propriedades nas regiões de Avaré, Itapeva e Mogi Mirim. A ação visa combater o Greening, uma das principais ameaças à citricultura brasileira.

    A iniciativa faz parte das ações contínuas de combate ao Greening, que teve seu início em 2025 em propriedades onde houve ausência de entrega do relatório semestral Cancro/Greening, cujo prazo expirou em 15 de janeiro. De acordo com Danilo Romão, gerente do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes (PEPQP), a fiscalização aproveitou para conferir a documentação dos pomares. E também realizar inspeções para identificar plantas sintomáticas não erradicadas em pomares com menos de oito anos. Além de detectar ninfas do psílidio, o inseto vetor da doença.

    A ação resultou em 48 notificações, dando aos produtores um prazo para melhorar o manejo e o controle do inseto vetor, visando reduzir a incidência da doença nos pomares. Essas medidas são cruciais para manter a sanidade do parque citrícola paulista. E também garantir que São Paulo continue como o maior polo de produção de frutas cítricas no Brasil.

    O Greening é uma doença bacteriana que afeta seriamente as plantas cítricas, causando folhas amareladas e frutos inviáveis para comercialização8. A incidência da doença no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais já atinge cerca de 44%6. E está projetada para alcançar 50% das áreas em 2024-20257. Esse cenário tem impactado significativamente a produção e o preço das laranjas no Brasil4.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Artigo – Compartilhar riscos e resultados
    + Agro em Campo: Agrishow 2025 promete edição histórica com foco no futuro do agro

     

  • África do Sul enfrenta mofo cinzento em lavouras de frutas cítricas

    África do Sul enfrenta mofo cinzento em lavouras de frutas cítricas

    A África do Sul, o segundo maior exportador mundial de frutas cítricas, após a Espanha, enfrenta um desafio significativo com a descoberta de uma praga conhecida como mofo cinzento em pomares comerciais. As autoridades agrícolas do país alertaram os agricultores sobre a necessidade de cautela ao mover plantas. Isso a fim de evitar a disseminação da praga, que afeta brotos de mamão nas províncias de Limpopo e Mpumalanga.

    O Departamento de Agricultura da África do Sul confirmou a presença do patógeno. Que pode devastar milhares de hectares de diversas espécies, incluindo abacaxi e frutas cítricas. Em um comunicado emitido na quarta-feira (22), o departamento informou que está realizando uma pesquisa para delimitar a extensão e a disseminação da praga nas áreas de produção. E que estabeleceu medidas fitossanitárias para restringir o movimento de material hospedeiro proveniente das áreas infestadas.

    Recomendações para agricultores

    As autoridades incentivam os agricultores e membros da comunidade a adotarem práticas eficazes de controle cultural. “É fundamental que todos estejam atentos e sigam as orientações para evitar a propagação do mofo”, afirmaram os representantes do departamento. Além disso, eles pediram aos viajantes internacionais que evitem a importação ilegal de produtos agrícolas, pois isso pode introduzir novas pragas e doenças que são difíceis e custosas de gerenciar.

    A descoberta do mofo cinzento ocorre em um momento crítico para o setor agrícola sul-africano, que já enfrenta desafios relacionados às mudanças climáticas e à competitividade no mercado global. A África do Sul é um importante fornecedor de frutas cítricas, com exportações que contribuem significativamente para a economia nacional. A presença dessa praga pode afetar não apenas a produção local. Mas também as exportações, colocando em risco o status do país como um dos principais exportadores.

    Medidas preventivas e alternativas

    Além das medidas fitossanitárias estabelecidas, especialistas recomendam práticas agrícolas sustentáveis e o uso de biopesticidas como alternativas ao controle químico tradicional. O uso de métodos biológicos pode ajudar a mitigar os danos causados por pragas sem comprometer a saúde ambiental.

    A descoberta do mofo cinzento nas lavouras da África do Sul destaca a importância da vigilância contínua e da colaboração entre agricultores e autoridades para proteger o setor agrícola. Com as medidas adequadas, o país pode enfrentar esse desafio e continuar sua trajetória como um dos líderes globais na exportação de frutas cítricas. A situação será monitorada de perto enquanto as autoridades trabalham para conter a disseminação da praga.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Jovem desenvolve tecnologia que transforma borra de café em produtos biodegradáveis
    + Agro em Campo: Síndrome da Murcha da Cana avança no Brasil

  • Oferta restrita mantém preços das frutas cítricas em alta

    Oferta restrita mantém preços das frutas cítricas em alta

    Os preços das frutas cítricas devem continuar em alta durante agosto, segundo levantamento do Cepea. Em resumo, a oferta restrita, mesmo durante o pico da safra da laranja, é a principal razão para essa tendência.

    Preços das frutas cítricas

    Em julho, a pera in natura foi negociada a uma média de R$ 91,27 por caixa de 40,8 kg, na árvore. Ou seja, esse valor representa um aumento de 6,5% em relação a junho e um crescimento de 103% em comparação com julho de 2023. No setor industrial, a pera e as laranjas tardias tiveram preço médio de R$ 80,46 por caixa de 40,8 kg, já colhida e entregue à fábrica. Esse valor representa uma alta de 5,1% em relação ao mês anterior e um aumento de 82% em relação ao mesmo período do ano passado.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Cientistas brasileiros desenvolvem nova espécie de trigo
    + Agro em Campo: Preços do arroz em casca sobem pelo quarto mês consecutivo

    Suco de laranja

    O setor de suco de laranja fechou a safra 2023/2024 com um faturamento recorde. As exportações de suco de laranja (FCOJ equivalente a 66 Brix) somaram US$ 2,5 bilhões, um aumento de 21,29% em comparação aos US$ 2,070 bilhões da safra anterior. Incluindo os subprodutos, as exportações atingiram US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em comparação com 1.060.186 toneladas na safra anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.