Tag: frutas brasileiras

  • 3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    O Brasil voltou a ganhar destaque no cenário internacional graças à qualidade de suas frutas. Desta vez, jabuticaba, açaí e guaraná entraram para a lista das 100 frutas mais bem avaliadas do mundo no ranking do Taste Atlas.

    A plataforma, considerada uma das principais enciclopédias da gastronomia mundial, elaborou o ranking com base nas avaliações de seus usuários. Na atualização publicada em 1º de julho, o Truskawka Kaszubska, uma variedade de morango cultivada na Polônia, conquistou a primeira colocação.

    Jabuticaba lidera a participação brasileira

    A jabuticaba alcançou a 19ª posição, com nota 4,3, e tornou-se a fruta brasileira mais bem colocada na classificação.

    Além do sabor marcante, a fruta chama atenção pelo valor nutricional. Segundo a Embrapa, a polpa concentra minerais importantes, enquanto as sementes fornecem fibras e proteínas. Já a casca reúne antioxidantes e também pode fazer parte da alimentação.

    Outro diferencial aparece na forma de crescimento dos frutos. Em vez de surgirem nos galhos, eles nascem diretamente no tronco da árvore. Esse fenômeno, conhecido como caulifloria, facilita a polinização e a dispersão das sementes.

    Açaí reforça a importância da Amazônia

    O açaí aparece na 40ª posição, com nota 4,1. Originário da Amazônia, o fruto ganhou espaço no mercado internacional por reunir proteínas, fibras, lipídios e minerais. Por isso, muitos especialistas o classificam como um superalimento.

    No Pará, estado responsável por mais de 90% da produção nacional, moradores consomem o açaí tradicionalmente com farinha de mandioca e peixe. Além desse hábito regional, a indústria utiliza o fruto na fabricação de sorvetes, bebidas, geleias e diversos outros produtos.

    Guaraná completa a presença brasileira

    O guaraná ocupa a 79ª posição do ranking, com nota 3,9. Assim como o açaí, ele é nativo da Amazônia e desempenha papel importante na indústria alimentícia.

    Empresas utilizam o pó e o xarope para produzir sucos, enquanto o extrato serve como ingrediente de refrigerantes e bebidas energéticas.

    Além disso, a Embrapa informa que o Brasil é o único produtor comercial de guaraná do mundo. Atualmente, produtores cultivam a espécie principalmente na Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Mato Grosso, abastecendo tanto o mercado interno quanto o exterior.

    Ranking das frutas mais saborosas do mundo

    • 1º – Truskawka Kaszubska (Polônia)
    • 2º – Rodakina Naoussas (Grécia)
    • 3º – Melocotón de Calanda (Espanha)
    • 4º – Mandarini Chiou (Grécia)
    • 5º – Citrinos do Algarve (Portugal)
    • 6º – Uva Saperavi (Itália)
    • 7º – Limão Costa d’Amalfi (Itália)
    • 8º – Maçã Jablka Lackie (Polônia)
    • 9º – Maçã Mila Zagoras Piliou (Grécia)
    • 10º – Laranja Portokalia Maleme Chanion Kritis (Grécia)
    • 19º – Jabuticaba (Brasil)
    • 40º – Açaí (Brasil)
    • 79º – Guaraná (Brasil)
  • França proíbe importação de frutas sul-americanas com agrotóxicos banidos

    França proíbe importação de frutas sul-americanas com agrotóxicos banidos

    O primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu anunciou neste domingo (4) que a França bloqueará a importação de produtos agrícolas da América do Sul que apresentem resíduos de substâncias proibidas na União Europeia. A declaração ocorreu por meio da rede social X e representa mais um capítulo na tensão entre agricultores europeus e o setor produtivo sul-americano.

    Segundo o primeiro-ministro, a ministra da Agricultura Annie Genevard preparará uma portaria que será publicada nos próximos dias. O documento estabelecerá critérios para barrar a entrada de frutas que contenham resíduos de quatro defensivos agrícolas: mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim – todos vetados pelas normas sanitárias europeias.

    Quais frutas serão fiscalizadas

    A lista de produtos afetados inclui abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs provenientes da América do Sul ou de qualquer outra região. O governo francês criará uma brigada especializada para reforçar a fiscalização e garantir o cumprimento rigoroso da legislação sanitária nacional.

    Lecornu classificou a medida como uma “primeira etapa” para proteger as cadeias produtivas e os consumidores franceses. O objetivo também é combater o que o governo chama de “concorrência desleal”, buscando garantir condições equitativas para agricultores locais que seguem regulamentações mais rigorosas.

    Protestos e pressão política

    A decisão surge em meio a protestos intensos de agricultores franceses que se iniciaram em dezembro de 2024. As manifestações envolvem bloqueios de estradas e ações em diversas regiões do país, principalmente no sudoeste, motivadas por duas questões principais: a política governamental para enfrentar a dermatose nodular contagiosa (DNC) em rebanhos bovinos e a forte oposição ao acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul.

    Os agricultores franceses temem que produtos do Brasil e Argentina – países que utilizam pesticidas em plantações e antibióticos de crescimento no gado proibidos na Europa – ganhem acesso facilitado ao mercado europeu.

    Acordo Mercosul-UE enfrenta resistência

    Após mais de 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia concluíram o acordo comercial em dezembro de 2024, mas adiaram a assinatura para janeiro de 2025 diante da resistência da França e da Itália, pressionadas por seus setores agrícolas.

    O tratado reuniria cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB de aproximadamente 22 trilhões de dólares, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Para o Brasil, o acordo representa acesso preferencial para produtos como carne bovina, etanol, açúcar e frutas ao mercado europeu.

    Disparidade no uso de agrotóxicos

    Estudos recentes revelam uma significativa diferença na regulamentação de pesticidas entre os blocos. A quantidade de resíduo do herbicida glifosato encontrado em amostras de água potável no Brasil é 5 mil vezes maior do que na União Europeia.

    Em 2021, o Brasil consumiu cerca de 719 mil toneladas de pesticidas, enquanto os Estados Unidos consumiram 257 mil toneladas e a China 244 mil toneladas. O país possui mais de 3 mil agroquímicos registrados. Desses,  49% são considerados altamente perigosos à saúde.

    Impacto na balança comercial

    A União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de aproximadamente 92 bilhões de dólares em 2023. A medida francesa pode criar um precedente para outros países do bloco europeu, potencialmente afetando as exportações brasileiras de frutas.

    O governo francês argumenta que a nova regulamentação visa proteger tanto os produtores locais quanto os consumidores. Enquanto críticos apontam que a medida pode ser mais uma barreira protecionista do que uma preocupação genuína com segurança alimentar.

    A portaria deverá entrar em vigor nas próximas semanas, estabelecendo um novo paradigma para a importação de produtos agrícolas sul-americanos na França.

  • Produtores de frutas conquistam certificação internacional com apoio do Sebrae

    Produtores de frutas conquistam certificação internacional com apoio do Sebrae

    O Sebrae comanda dois projetos que preparam produtores rurais e empresas da Serra Gaúcha para exportar frutas ao mercado internacional. As iniciativas focam em qualificar propriedades e packings (pavilhões de processamento pós-colheita) para atender certificações e padrões técnicos que importadores estrangeiros exigem.

    O Sebrae desenvolve o primeiro projeto em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). A iniciativa estrutura toda a cadeia produtiva, desde o produtor até os centros de classificação.

    “O trabalho envolve desde a formação de preço de venda para o mercado exportador até a adequação das propriedades e packings às certificações exigidas, como GlobalG.A.P. e Halal”, explica Angélica Brandalise, gestora de projetos do Sebrae Serra Gaúcha.

    A GlobalG.A.P. (sigla em inglês para Boas Práticas Agrícolas Mundiais) e a certificação Halal (práticas aceitáveis segundo a lei islâmica) representam requisitos fundamentais para acessar mercados europeus e árabes.

    Produtores realizam pitch internacional de vendas

    O projeto incluiu atividades práticas que começaram no segundo semestre. Na última semana, produtores e representantes dos packings apresentaram simulações de negociação diante de um especialista em comércio internacional.

    “Ele trabalha muito com exportação para vários países, e o pessoal apresentou o pitch. Cada um tinha seu horário, e ele fez observações e sugestões para melhorarem a apresentação”, comenta Angélica.

    A gestora afirma que os participantes poderão iniciar as primeiras operações de exportação já na próxima safra.

    Zanette Frutas lidera grupo de 17 produtores rumo à certificação

    A Zanette Frutas, de Caxias do Sul, integra o projeto com 17 produtores parceiros que iniciam o processo de certificação internacional. A diretora Kelin Zanette explica que a empresa buscou a exportação após safras marcadas por grande oferta no mercado interno.

    https://www.instagram.com/p/DO6H8LYgO9L/

    “A gente percebe que tem uma concorrência muito grande aqui no Brasil, porque precisa vender essa fruta num pequeno período”, explica a diretora.

    Caqui brasileiro encontra janela única no mercado global

    O caqui lidera a produção da empresa. O Brasil possui uma janela única de produção da fruta, o que abre espaço comercial em mercados que não conseguem produzir na mesma época.

    Antes de procurar o Sebrae, a Zanette tentou acessar compradores estrangeiros, mas encontrou uma barreira: a exigência de certificações, especialmente para o mercado europeu.

    “É um selo reconhecido mundialmente. Nada mais é do que boas práticas: ambiente limpo, defensivos usados de forma responsável, sustentabilidade, bem-estar das pessoas que trabalham”, descreve Kelin sobre a GlobalG.A.P.

    Processo de certificação envolve mudanças culturais

    Com apoio do Sebrae, a empresa estruturou um grupo de produtores que agora inicia a certificação Local G.A.P., enquanto o packing da Zanette busca a GlobalG.A.P. A diretora destaca que o processo é longo e demanda registro minucioso de todas as atividades no campo.

    Após visitas técnicas e diagnóstico das propriedades, a empresa adequa os locais de armazenamento dos produtos usados nos pomares, seguindo regras específicas de ventilação, estrutura e segurança. Paralelamente, os produtores organizam o caderno de campo, onde registram todas as atividades de manejo.

    A escolha dos 17 participantes considerou a presença de sucessores nas propriedades.

    “O produtor vai investir se ele vê que vai ter segmento naquilo. Por isso selecionamos propriedades onde se percebe sucessão familiar”, diz Kelin.

    Emirados Árabes Unidos lideram interesse de exportação

    A Zanette já exporta há cerca de seis anos para países da América do Sul e, nos últimos três anos, enviou frutas para a Europa. No momento, o mercado dos Emirados Árabes Unidos concentra o maior interesse da empresa.

    Para a próxima safra, a empresa planeja testar o mercado canadense.

    “A gente costuma dar passos, não saltos. Vamos fazer experiências, não grandes volumes, porque ainda precisamos conhecer bem o mercado e entender todas as regras do país”, afirma a diretora.

    Silvestrin integra projeto exclusivo com foco em caqui

    O Sebrae desenvolve uma segunda ação em parceria exclusiva com a empresa Silvestrin, que envolve 10 produtores rurais. Cada parte aporta 50% dos recursos necessários para executar as consultorias e adequações.

    “A equipe técnica do Sebrae está visitando as propriedades indicadas para aplicar checklists, orientar correções e preparar os produtores para a auditoria externa que garante a certificação”, detalha Angélica Brandalise.

    O trabalho iniciou no fim de setembro. A expectativa é que, no próximo ano, as propriedades participantes passem pela auditoria e recebam a chancela da GlobalG.A.P.

    Empresa familiar mantém contato com 350 agricultores

    O diretor-geral da Silvestrin Frutas, Daniel Silvestrin, explica que a iniciativa nasce da história da empresa, formada por uma família de produtores que hoje mantém contato direto com mais de 350 agricultores da região.

    Diretor-geral da Silvestrin Frutas, Daniel Silvestrin.Foto: Daniel Silvestrin / Arquivo Pessoal

    “Através dessa parceria com o Sebrae, a gente conseguiu achar uma solução que pode proporcionar a evolução das técnicas. O Sebrae tem bastante conhecimento nessa parte de certificação e normatização com as novas tendências mundiais para o campo”, afirma.

    Os 10 produtores selecionados trabalham com caqui, cultura que a empresa considera a mais promissora para exportação neste momento. A escolha levou em conta o potencial da fruta para acessar novos mercados e o perfil dos agricultores envolvidos.

    “A gente selecionou produtores que querem evoluir, querem se adequar e têm um volume condizente para justificar os investimentos”, explica o diretor.

    Rastreabilidade completa atende exigências do mercado europeu

    As propriedades já começaram um processo de correções e melhorias, orientado pelas visitas técnicas do Sebrae. As adequações incluem infraestrutura para armazenamento e destinação correta de resíduos, uso apropriado de EPIs e preenchimento rigoroso das cadernetas de campo.

    Silvestrin destaca que esses registros são essenciais para atender às normas legais e às exigências dos mercados importadores, especialmente o europeu, que trabalha com rastreabilidade completa das frutas.

    “Se encontrar qualquer inconformidade lá no destino, a gente tem até a obrigação de apresentar de onde esse produto saiu. Isso é importante para que o produtor não seja lesado e que os demais também não sejam prejudicados”, destaca.

    Certificação abre portas para supermercados europeus

    A certificação amplia significativamente as oportunidades de exportação, já que redes de supermercados na Europa só negociam com fornecedores que atendem integralmente aos protocolos internacionais.

    Atualmente, a Silvestrin envia frutas para a Espanha, de onde seguem para outros países europeus, além de comercializar regularmente para o Canadá e Argentina. Com a certificação, a empresa pretende fortalecer esses destinos antes de buscar novos mercados.

    “No momento, esses mercados ainda têm espaço de crescimento bem significativo. A gente não quer capilarizar e abrir muitos países. O foco é dar consistência onde já estamos iniciando”, conclui o diretor.

  • Conheça o ingá – fruta conquista pelo sabor e poder curativo

    Conheça o ingá – fruta conquista pelo sabor e poder curativo

    Nas matas brasileiras, das margens dos rios amazônicos às áreas de cerrado, cresce silenciosamente uma das árvores mais generosas da nossa flora: o ingazeiro. Com suas longas vagens verdes que podem atingir impressionantes um metro de comprimento, esta árvore esconde um tesouro gastronômico e medicinal que poucos conhecem em profundidade.

    A polpa branca e adocicada do ingá, envolta em suas características vagens retorcidas, é uma experiência sensorial única. Quem já provou descreve o sabor como delicado, levemente adocicado, com textura que lembra um algodão-doce natural. Mas comer ingá é mais que um simples ato de alimentação – é uma conexão com saberes ancestrais. Populações tradicionais há gerações utilizam não apenas o fruto, mas também as folhas e cascas da árvore em preparos medicinais, desde xaropes para problemas respiratórios até chás com propriedades anti-inflamatórias.

    Foto: reprodução

    O ingazeiro se revela um verdadeiro aliado da natureza. Suas flores brancas, ricas em néctar, são verdadeiros banquetes para abelhas e outros polinizadores, desempenhando papel crucial na manutenção da biodiversidade. Como leguminosa, a árvore tem a capacidade notável de fixar nitrogênio no solo, enriquecendo a terra e permitindo que outras plantas cresçam mais vigorosas ao seu redor. Não por acaso, agricultores que praticam a agroecologia estão cada vez mais incorporando o ingazeiro em seus sistemas de cultivo, especialmente em consórcio com plantas como o café.

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    Apesar de seu enorme potencial, o ingá permanece um fruto subutilizado em nossa sociedade. Enquanto na Amazônia é comum encontrar crianças saboreando a polpa doce diretamente da vagem, nas grandes cidades brasileiras este alimento quase não chega.

    Foto: reprodução

    Pesquisadores da Embrapa e de universidades como a ESALQ/USP destacam que estamos perdendo a oportunidade de explorar comercialmente este recurso natural, que poderia ser transformado em polpas, doces e até farinhas nutritivas.

    O desafio agora é dar ao ingá o reconhecimento que merece. Seja através de políticas públicas que incentivem seu cultivo, seja pelo trabalho de chefs que estão começando a explorar seu potencial gastronômico, este fruto nativo tem muito a contribuir para uma alimentação mais sustentável e conectada com nossos ecossistemas. Afinal, proteger e valorizar o ingazeiro é também preservar um pedaço importante da identidade ambiental e cultural do Brasil.

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  • Pindaíba: a fruta que virou símbolo da escassez

    Pindaíba: a fruta que virou símbolo da escassez

    A pindaíba é uma fruta genuinamente brasileira. Pequena, doce e de casca fina, parente próxima da graviola e da pinha, ela cresce escondida no Cerrado e nas matas do Sudeste brasileiro. Por décadas, foi colhida por comunidades rurais como um recurso de sobrevivência, simbolizando resistência e improviso em tempos de escassez.

    Originária das florestas de altitude e da Mata Atlântica, a pindaíba produz frutos vermelhos e saborosos, com polpa rósea que envolve suas sementes – descrita por muitos como mais doce que a pinha comum, porém em menor quantidade. Seu nome indígena, “pindaúva”, vem do tupi-guarani e significa “árvore dos caniços ou varas”, uma referência ao uso tradicional de seus galhos na construção de casas por povos originários.

    A pindaíba como metáfora popular

    Historicamente, a pindaíba foi considerada uma fruta “de quem não tinha muitas opções”. Populações rurais e comunidades tradicionais colhiam a pindaíba diretamente do mato, aproveitando o que a terra oferecia sem necessidade de comprar ou buscar alternativas mais sofisticadas. Assim, a fruta tornou-se símbolo da resistência, do improviso e da escassez.

    Com o tempo, a fruta ganhou um significado metafórico. “Estar na pindaíba” tornou-se uma expressão que reflete a realidade de quem vive com poucos recursos, remetendo à ideia de se alimentar do que a natureza oferece em momentos de dificuldade.

    Embora a fruta tenha caído no esquecimento no cotidiano urbano, seu nome permanece vivo no vocabulário brasileiro, carregando uma rica história cultural. Especialistas em cultura popular, como os da Fundação Cultural Palmares, destacam que essa metáfora revela a relação profunda entre o brasileiro e a natureza, mostrando que mesmo em tempos difíceis, a terra oferece um sabor simples, porém cheio de significado.

    Uma espécie em risco e seu potencial esquecido

    Apesar de sua importância cultural, a pindaíba está se tornando cada vez mais rara nas matas brasileiras devido ao desmatamento. No entanto, especialistas destacam seu potencial para reflorestamento e arborização urbana, já que a árvore atrai fauna silvestre e adapta-se bem a diferentes solos.

    Além disso, a espécie tem usos pouco explorados:

    • Medicina tradicional: Entre os Guarani, a pindaíba (Xylopia brasiliensis, uma variação da família) é usada em tratamentos naturais.
    • Gastronomia: Sua polpa, embora escassa, pode ser consumida in natura ou em doces artesanais.

    Se antes era vista como “fruta da pobreza”, hoje pode ser resgatada como um símbolo de resiliência e sustentabilidade. Enquanto a expressão popular permanece, a fruta real merece reconhecimento – não apenas pelo sabor, mas pela história que carrega.

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  • Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, se tornou o epicentro de operações logísticas esta semana.  Além de receber as máquinas que disputarão o Grande Prêmio de São Paulo, de Fórmula 1, em Interlagos, o terminal aproveitou o retorno das aeronaves para impulsionar a exportação de frutas brasileiras.

    No embarque de volta, os aviões saíram carregados de manga, mamão, limão e gengibre, com destino a cidades como Amsterdã, Lisboa e Paris.

    Rita Lourenço, chefe do sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) de Viracopos, destacou a sinergia entre a logística aérea e o agronegócio: “Essa é a beleza do agro. Sempre que há espaço em aeronaves, as oportunidades de ampliar as exportações são aproveitadas.”

    O Vigiagro, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é responsável por inspecionar produtos agropecuários, garantindo a segurança fitossanitária do Brasil.

    Volume expressivo e logística ágil

    Segundo dados fornecidos por Rita, as frutas exportadas totalizaram 110.601 quilos. Embora os aeroportos de São Paulo lidem rotineiramente com o embarque internacional de frutas, o fim de semana teve um volume mais alto que o usual, impulsionado pela intensa movimentação relacionada ao evento da Fórmula 1.

    No final de semana em que máquinas chegaram em Campinas, volume de exportação foi maior porque havia mais aeronaves disponíveis

    O processo logístico se destaca pela agilidade. As frutas são descarregadas de caminhões nas docas do aeroporto e, após uma série de inspeções fitossanitárias e documentais, são rapidamente paletizadas e embarcadas. “A logística exige sincronia total”, explicou Rita.

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    Caminhões descarregaram as cargas pela manhã e, em poucas horas, as frutas já estavam a caminho de seus destinos europeus. Ela destacou que o fim de semana anterior ao evento automobilístico costuma ser um dos períodos mais agitados para as operações do Vigiagro.

    Inspeção e segurança agropecuária

    O trabalho da equipe do Vigiagro é fundamental para proteger a produção nacional de pragas e doenças que podem ameaçar o setor agrícola.

    A inspeção garante que os produtos atendam aos padrões exigidos pelos mercados internacionais, assegurando a qualidade e sanidade das exportações brasileiras.

    As frutas, inspecionadas e certificadas no mesmo dia, seguem sem necessidade de armazenamento em câmaras frias, acelerando ainda mais o processo.

    Com essa integração entre a chegada das máquinas da Fórmula 1 e a exportação de produtos agrícolas, Viracopos demonstra sua importância estratégica, tanto para o setor esportivo quanto para o agronegócio brasileiro, ao aproveitar cada oportunidade logística para, assim, ampliar as exportações e, consequentemente, fortalecer a economia.

  • 3 frutas brasileiras entre as preferidas do mundo; veja quais

    3 frutas brasileiras entre as preferidas do mundo; veja quais

    Três frutas brasileiras conquistaram destaque no ranking das 100 melhores do mundo, elaborado pelo TasteAtlas. A jabuticaba, o açaí e o guaraná foram as escolhidas, refletindo a diversidade e riqueza da nossa biodiversidade.

    A jabuticaba ocupa a 11ª posição, com uma nota impressionante de 4,4. Essa fruta, nativa da Mata Atlântica, é conhecida por sua casca roxa e polpa branca. Além disso, é rica em ferro e vitaminas. Cultivada principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, a jabuticaba é um símbolo da cultura brasileira.

    Foto: Jabuticaba – Embrapa/Neide Makiko Furukawa

    O açaí aparece na 26ª posição, com uma nota de 4,3. As pessoas consomem amplamente este “superalimento” em forma de polpa. A região amazônica valoriza essa fruta por seu alto valor nutricional, onde ela cresce em abundância.

    O guaraná ficou em 57º lugar, com uma nota de 4,1. As pessoas conhecem o guaraná por seu sabor único e propriedades energéticas. Elas utilizam essa fruta em diversas bebidas e produtos alimentícios. Ou seja, ele conquista paladares tanto no Brasil quanto no exterior.

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    Outras Frutas

    A lista inclui a Physális peruana, que ocupa a posição de número 80. Embora seja nativa do Peru, também é cultivada no Brasil e foi considerada uma fruta brasileira.

    Topo da lista

    O ranking é liderado pelo pêssego da Grécia, que obteve a maior pontuação. Em seguida, estão frutas cítricas da Espanha e morangos da Polônia. A inclusão das frutas brasileiras neste ranking internacional celebra a riqueza da gastronomia local. Além disso, promove a cultura e os sabores do Brasil no exterior.

    O público do TasteAtlas avalia os rankings de alimentos, e o sistema usa uma série de mecanismos para reconhecer usuários reais.

    Além disso, esses mecanismos ignoram avaliações de bots, nacionalistas ou patriotas locais, e atribuem valor adicional às avaliações de usuários que o sistema identifica como conhecedores.

    Na lista “Top 100 Frutas no Mundo” até 15 de agosto de 2024, o sistema registrou 6.568 avaliações, mas apenas 4.492 foram consideradas legítimas.

    Embora muitos considerem os rankings do TasteAtlas como uma referência, seu objetivo principal é promover excelentes alimentos locais, instilar orgulho nos pratos tradicionais e, ao mesmo tempo, despertar a curiosidade por pratos que você ainda não experimentou.