Tag: Frigorífico

  • Conheça o herdeiro que comanda a JBJ e mira R$ 10 bilhões até 2027

    Conheça o herdeiro que comanda a JBJ e mira R$ 10 bilhões até 2027

    O agronegócio brasileiro acompanha o crescimento acelerado de um grupo que vem ganhando espaço no setor de proteína animal e genética equina. Sob o comando de Fabrício Batista, filho de José Batista Júnior (Júnior Friboi) — um dos herdeiros da família fundadora da JBS — , a JBJ Agropecuária ampliou operações e mira faturamento próximo de R$ 10 bilhões até 2027.

    A empresa nasceu em 2012, após a saída de Júnior Friboi da JBS. Desde então, a companhia deixou de atuar apenas na pecuária tradicional e passou a integrar diversas áreas do agro. Hoje, o grupo reúne fazendas, confinamentos, frigoríficos, exportação e investimentos em genética bovina e equina.

    Atualmente, a operação conta com 14 fazendas espalhadas entre Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao todo, são cerca de 150 mil hectares produtivos e mais de 250 mil cabeças de gado.

    Além disso, a empresa se consolidou como uma das maiores operações de confinamento da América Latina. Segundo informações divulgadas pelo grupo, mais de 500 mil animais passam anualmente pelos confinamentos da companhia.

    Grupo agropecuário brasileiro amplia investimentos em genética, confinamento e mercado internacional — (Foto: Divulgação)

    Outro braço importante do negócio é a Prima Foods, responsável pelos frigoríficos do grupo. As unidades têm capacidade total para abater aproximadamente 6 mil animais por dia. Grande parte da produção segue para exportação, principalmente para China, Oriente Médio e Chile.

    Genética virou peça-chave na expansão

    A JBJ também intensificou investimentos em biotecnologia e melhoramento genético. A estratégia ajudou a reduzir o tempo de produção dos bovinos e aumentou a eficiência nas fazendas.

    Nos confinamentos da companhia, os animais chegam ao abate entre 24 e 30 meses, período bem menor do que o praticado décadas atrás na pecuária brasileira.

    Ao mesmo tempo, o grupo fortaleceu presença no mercado de cavalos Quarto de Milha. O que começou como hobby acabou se transformando em um negócio milionário. Hoje, a JBJ Ranch promove um dos maiores leilões da modalidade Rédeas no mundo.

    A edição mais recente do evento movimentou cerca de R$ 257 milhões em vendas e reuniu investidores, criadores, empresários e celebridades do universo sertanejo e country.

    Entre os destaques esteve a negociação envolvendo o garanhão americano Inferno Sixty Six, avaliado em aproximadamente R$ 88 milhões.

    Expansão internacional já entrou nos planos

    Além do crescimento no Brasil, o grupo também começou a expandir operações no exterior. Em 2024, a companhia adquiriu um rancho no Texas, nos Estados Unidos, considerado referência na criação de cavalos Quarto de Milha.

    A meta da empresa é fortalecer a genética equina em mercados internacionais e ampliar a presença global no setor de proteína bovina.

    Com forte investimento em tecnologia, exportação e mercado premium, a JBJ se tornou um dos principais símbolos da nova geração do agro brasileiro.

  • MBRF assina acordo com MPT após casos de aborto entre trabalhadoras gestantes

    MBRF assina acordo com MPT após casos de aborto entre trabalhadoras gestantes

    A MBRF assinou acordo com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) esta semana. E assumiu a obrigação de afastar imediatamente trabalhadoras gestantes de ambientes com excesso de ruído em sua unidade de Lucas do Rio Verde (MT). A juíza do Trabalho Priscila Assunção Lopes Nunes, da Vara do Trabalho da cidade, homologou o acordo. Ele decorre de ação civil pública movida pelo MPT por exposição sistemática de gestantes a fatores de risco dentro da empresa.

    A empresa se comprometeu a realocar todas as gestantes expostas a níveis de ruído iguais ou superiores a 80 decibéis para setores com exposição comprovadamente inferior a esse limite. Isso sem redução de salário, benefícios ou direitos trabalhistas. A MBRF também vai implantar um programa específico de gestão em saúde para gestantes. Que inclui busca ativa para identificar o estado gestacional das funcionárias, avaliação imediata dos riscos do posto de trabalho, realocação obrigatória diante de qualquer agente nocivo não neutralizado, acompanhamento médico multidisciplinar durante toda a gestação e capacitação contínua de lideranças.

    O acordo também prevê um Protocolo Específico de Atendimento a gestantes. Com fluxogramas visíveis em todos os setores, atendimento presencial obrigatório por médico ou enfermeiro do trabalho antes de qualquer liberação. E também disponibilização de veículo exclusivo para transporte emergencial com funcionamento 24 horas por dia, em todos os turnos. O veículo deve contar com equipamentos básicos de primeiros socorros e comunicação direta com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).

    Multas

    O descumprimento injustificado de qualquer cláusula gera multa de R$ 50 mil por irregularidade constatada e R$ 20 mil por trabalhadora prejudicada. Os valores vão para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou para o Fundo de Direitos Difusos (FDD).

    Ao homologar o acordo, a juíza destacou que a disposição das partes em fechar o acordo na fase de tutela de urgência contribui para a rapidez na implementação das obrigações, sem comprometer a discussão do mérito da ação.

    Para o MPT, o acordo permite adotar medidas urgentes de proteção às gestantes sem aguardar o desfecho do processo. E reforça a cultura de maternidade segura no ambiente de trabalho. A instituição destacou que, ao assumir obrigações imediatas e obrigatórias, a MBRF reconheceu a importância de ações preventivas para proteger a saúde das trabalhadoras e de seus nascituros.

    O caso integra o Projeto Nacional de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos do MPT. Atuaram no processo os procuradores Thalma Rosa de Almeida Furlanetti, Sandro Eduardo Sardá (gerente nacional do projeto), Lincoln Nobrega Cordeiro (vice-gerente nacional), Leomar Daroncho (vice-gerente nacional adjunto), Priscila Dibi Schvarcz e Alexandre Marin Ragagnin. O coordenador nacional do Codemat, Raymundo Ribeiro, também acompanhou a negociação. Pela BRF, assinaram o vice-presidente jurídico Heraldo Geres e o gerente-executivo Tiago Both.

    A MBRF se posicionou através de nota, em que confirma seguir a legislação e trabalha com todos os EPIs necessários. Leia na íntegra abaixo

    A MBRF informa que segue rigorosamente a legislação vigente e reitera seu compromisso com a saúde e segurança dos seus profissionais. Sobre exposição a ruídos, fornece e garante o uso de EPIs certificados pelo Ministério do Trabalho .

    De acordo com avaliação médica e com os atestados apresentados, não foi identificada correlação entre os casos citados no processo e as atividades desempenhadas. A empresa ainda irá apresentar a sua defesa na referida ação e reforça que possui um programa estruturado de acompanhamento às gestantes, desde 2017, com suporte médico, adequações de função de acordo com a etapa gestacional e monitoramento contínuo, a iniciativa já acompanhou mais de 13 mil colaboradoras.

  • Setor frigorífico brasileiro expande atuação na China

    Setor frigorífico brasileiro expande atuação na China

    O setor frigorífico brasileiro intensifica sua presença no mercado asiático com uma agenda estratégica de eventos na China durante novembro. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizaram neste domingo (2/11) a terceira edição do projeto The Beef and Road: Bridging the Brazil–China Beef Routes, em Zhengzhou, capital da província de Henan.

    As ações ocorrem enquanto o setor aguarda possível flexibilização das tarifas americanas, após encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Mesmo assim, exportadores brasileiros mantêm foco na prospecção de novos mercados e na consolidação de parcerias em outros continentes.

    Projeto Brazilian Beef completa 20 anos com crescimento de 500%

    O projeto setorial Brazilian Beef, iniciado em 2001 pela parceria entre ApexBrasil e Abiec, fortalece a imagem da carne bovina brasileira no exterior. Em duas décadas, a iniciativa firmou dez projetos, investiu mais de R$ 60 milhões e impulsionou um crescimento superior a 500% nas exportações.

    A atual edição do evento dá continuidade às ações de promoção do setor e busca ampliar as atividades comerciais para além dos grandes centros urbanos como Pequim e Xangai. Cerca de 100 empresários chineses e 40 brasileiros, todos associados da Abiec, participam do encontro, que também conta com autoridades locais e representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    O evento inclui rodadas de negócios, apresentações culturais e o tradicional Brazilian Beef Dinner, que serve cortes selecionados harmonizados com vinhos brasileiros.

    Foto: Divulgação ABIEC

    “Os chineses estão conhecendo com mais detalhes o sabor da carne bovina brasileira. Estamos promovendo o encontro direto entre quem compra e quem vende”, afirmou Roberto Perosa, presidente da Abiec. “A parceria com a Apex reúne compradores e vendedores no mesmo espaço, e os negócios acontecem.”

    Zhengzhou consolida posição estratégica para distribuição na China

    Com população superior a 12 milhões de habitantes, Zhengzhou atua como um dos principais centros logísticos e de consumo da China. A cidade conecta o comércio entre o leste e o interior do país e reafirma sua importância estratégica para a consolidação do Brazilian Beef no mercado asiático.

    Outras edições do projeto ocorreram em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, e em Nanjing, fortalecendo a estratégia de expansão regional e diversificação dos canais de distribuição. A Abiec também participa da China–LAC Business Summit em Zhengzhou, fórum que reúne representantes de governos e empresários da América Latina e do Caribe com autoridades e investidores chineses.

    Brasil domina 50% das importações chinesas de carne bovina

    O Brasil mantém posição de maior fornecedor mundial de carne bovina à China. Atualmente, 67 plantas frigoríficas (SIFs) e 31 empresas associadas à Abiec possuem habilitação para exportar ao mercado chinês.

    Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou 1,15 milhão de toneladas de carne bovina para a China, com faturamento de US$ 6,06 bilhões. Os números representam altas de 38,7% em volume e 75,8% em valor em relação ao mesmo período de 2024.

    A China responde, neste ano, por 48,8% da receita total das exportações brasileiras de carne bovina e 47,3% do volume embarcado. O país asiático consolida-se, pelo quinto ano consecutivo, como principal destino do produto brasileiro, muito à frente dos Estados Unidos (10,4%) e do México (4,1%). As tarifas americanas reforçaram esse panorama.

    Setor participa da maior feira de importação do mundo

    Após o evento em Zhengzhou, a Abiec participa, entre 5 e 10 de novembro, da China International Import Expo (CIIE) 2025, em Xangai. A feira figura entre as maiores do mundo em importação.

    A participação ocorre em parceria com ApexBrasil, Mapa, Embaixada do Brasil em Pequim e Consulado-Geral do Brasil em Xangai. Os expositores da Abiec ocupam o Pavilhão das Empresas, que oferece o tradicional churrasco brasileiro assinado pelo Barbacoa, uma das atrações mais procuradas pelos visitantes.

    O governo chinês organiza a CIIE por meio do Ministério do Comércio (Mofcom). Reconhecida como a primeira feira nacional de importação do mundo, a CIIE reúne mais de 3.500 expositores e centenas de milhares de visitantes. Desde sua criação em 2018, o evento recebeu mais de 3.400 empresas de 128 países e cerca de 800 mil visitantes.

    Novos mercados abrem portas à proteína brasileira

    O setor intensifica esforços de divulgação no exterior em ano particularmente desafiador devido às tarifas americanas. Mesmo antes da crise, mercados importantes vinham abrindo portas à proteína animal brasileira, como Japão e Vietnã.

    A comitiva presidencial visitou esses países em março, acompanhada por empresários e representantes da pecuária, incluindo associados da Abiec. Ambos os países enviaram missões técnicas ao Brasil nos últimos meses e já negociam os primeiros embarques. As Filipinas, que receberam etapas do projeto Brazilian Beef, consolidaram suas parcerias comerciais.

    Sudeste Asiático expande importações de carne brasileira

    Em outubro, a passagem da comitiva presidencial por Malásia e Indonésia coincidiu com fóruns empresariais nos dois países. A Abiec participou das agendas com autoridades locais e brasileiras, promovendo encontros e diálogos com importadores.

    Entre janeiro e setembro de 2025, o comércio de carne bovina brasileira com Indonésia e Malásia apresentou forte expansão, consolidando ambos os países como mercados estratégicos no Sudeste Asiático.

    A passagem da comitiva por Indonésia e Malásia foi produtiva, proporcionando diálogo com autoridades e produtores locais. Agora, as próximas etapas serão na China, principal comprador da carne bovina brasileira. Foto: Divulgação ABIEC

    O Brasil exportou US$ 76 milhões e 17 mil toneladas para a Indonésia, alta expressiva em relação a 2024. O país posiciona-se como terceiro principal fornecedor, após Austrália e Índia. Para a Malásia, as exportações brasileiras somaram US$ 46 milhões e mais de 15 mil toneladas até setembro, crescimento de 32% em valor e 15% em volume sobre o mesmo período do ano anterior.

    Ambos os mercados reconhecem o Brasil como fornecedor de carne bovina halal, segura e competitiva. O avanço das habilitações e protocolos sanitários amplia o acesso a novos produtos e oportunidades comerciais na região.

    O encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos ocorreu justamente na Malásia, em meio à crise tarifária. O diálogo aumentou as expectativas de flexibilização das barreiras tarifárias americanas, o que traria alívio a segmentos impactados como o da carne. Enquanto isso, os esforços de divulgação e fechamento de negócios continuam, seguindo o sucesso da participação brasileira na Anuga 2025, maior feira de alimentos do mundo, realizada recentemente na Alemanha.

  • Emprego: Frigorífico abre 200 novas vagas em Dourados

    Emprego: Frigorífico abre 200 novas vagas em Dourados

    A Seara, empresa do grupo JBS, está oferecendo 200 novas vagas de emprego em sua unidade de Dourados, Mato Grosso do Sul. As oportunidades são para atuação imediata em uma nova linha de produção da empresa.

    Oportunidades e Benefícios

    A empresa não exige experiência profissional prévia dos candidatos. Para se candidatar, é necessário ter mais de 18 anos e comparecer à sede da JBS em Dourados, localizada no km 6 da BR-163, entre 7h e 11h30 e das 13h às 17h.

    Os candidatos devem portar RG, CPF, comprovante de residência e certificado de vacinação atualizado. A Seara oferece diversos benefícios aos seus colaboradores, incluindo vale-alimentação, Gympass, prêmio por assiduidade e vale-transporte.

    Mais informações sobre as vagas de emprego podem ser obtidas pelo telefone (67) 3411-2047.

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