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  • JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    A JBS atingiu 45,6% de participação no mercado brasileiro de hambúrgueres, somando as marcas Friboi e Seara, segundo dados da Nielsen.

    O hambúrguer está presente em cerca de 70% dos lares brasileiros e cresce em média 5% em volume e 7% em valor ao ano, segundo dados de mercado. A expansão é impulsionada pela busca por praticidade e consumo dentro de casa.

    Seara e Friboi impulsionam inovação

    A Seara vem ampliando seu portfólio com produtos de maior valor agregado, incluindo a linha Blend Burger Seara Gourmet, com versões de cortes Angus e combinações especiais.

    A marca também lançou hambúrguer para Air Fryer e mini-hambúrguer voltado ao churrasco, ampliando o consumo em novas ocasiões.

    Já a Friboi fortaleceu sua atuação com a linha Maturatta, voltada ao churrasco, com hambúrgueres de cortes como picanha, costela e fraldinha, ampliando a presença no segmento premium.

    Varejo e experiência de compra

    Além da inovação em produtos, o grupo investe em execução no ponto de venda, com espaços dedicados como o “Espaço Burger”, criado para aumentar visibilidade e facilitar a jornada de compra do consumidor.

    As ações incluem organização de sortimento, exposição estratégica e estímulo à compra por impulso, reforçando a presença das marcas no varejo alimentar.

  • Brasil busca acordo com a UE para manter exportações de carne bovina

    Brasil busca acordo com a UE para manter exportações de carne bovina

    A indústria frigorífica acredita que as negociações entre Brasil e União Europeia permitirão a retomada das exportações de carne ao bloco antes da entrada em vigor das novas restrições sobre antimicrobianos, prevista para setembro.

    A expectativa do setor se apoia no avanço das negociações sobre um protocolo para segregação de animais livres dos antimicrobianos vetados e na possível concessão de um período de transição pela UE.

    Outro fator considerado relevante é a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações diplomáticas, movimento que pode contribuir para acelerar as tratativas.

    Na quinta-feira (18), o CEO da Friboi e presidente do conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Renato Costa, reconheceu que houve certa demora na reação da cadeia produtiva e do próprio governo diante das exigências europeias, já que a regulamentação não é recente.

    Segundo ele, o cenário também exige maior participação da indústria farmacêutica veterinária para ampliar a oferta de alternativas aos antimicrobianos proibidos no mercado europeu.

    “Estamos confiantes. Teve que ter uma escalada política para ver se acelerava isso [negociações]. O presidente Lula agora, no G7, apresentou não só o nosso pleito. E [tem] também o trabalho que o Ministério da Agricultura está fazendo para convencer a comunidade europeia a aceitar o protocolo”, afirmou.

    Avanços sanitários

    De acordo com o executivo, o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, além de outros avanços sanitários conquistados recentemente, pode reforçar os argumentos brasileiros nas negociações.

    A proposta de transição permitiria a implementação gradual do protocolo de rastreabilidade exigido pela UE, incluindo a comprovação da ausência dos antimicrobianos durante todo o ciclo produtivo do animal. Atualmente, o setor estima que esse monitoramento precisaria abranger cerca de 30 meses, período que vai do nascimento ao abate dos bovinos.

    No entanto, o Brasil ainda não dispõe dessas informações de forma ampla e estruturada para atender às exigências até setembro.

    Setor cobra medidas mais rápidas

    Na semana passada, a Abiec e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) solicitaram ao governo federal a ampliação das restrições ao uso de determinados antimicrobianos. Até o momento, segundo a indústria, não houve resposta oficial.

    Costa afirmou que a proposta teve como objetivo chamar atenção para a necessidade de ações mais efetivas diante do risco de perda de um mercado considerado estratégico para a rentabilidade das exportações brasileiras.

    No entanto, a iniciativa recebeu críticas de pecuaristas e empresas do setor de saúde animal. Um dos principais questionamentos envolve a disponibilidade limitada de produtos substitutos no mercado brasileiro.

    1,2 mil fazendas estão habilitadas para exportação

    Renato Costa destacou que cerca de 1,2 mil fazendas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina à União Europeia por meio da Lista Traces, cumprindo exigências de rastreabilidade, mas ainda sem atender às novas regras sobre medicamentos veterinários. Segundo Damian Lluna, representante da UE no Brasil, essas exigências já são conhecidas pelo setor há anos.

    “A União Europeia tem, desde o início dos anos 2000, regras de proibição desses produtos. Já é obrigação a todos os produtores europeus desde 2022, e agora tem para países terceiros que queiram exportar para lá”, afirmou.

    Mercado europeu tem alto valor agregado

    Embora a União Europeia tenha absorvido apenas 3,5% das exportações brasileiras de carne bovina em 2025, o mercado possui grande relevância econômica devido à compra de cortes de maior valor agregado.

    Neste ano, as vendas ao bloco somaram US$ 1 bilhão e 128 mil toneladas de carne bovina.

    Por isso, um eventual bloqueio poderia reduzir a rentabilidade das operações exportadoras. Ainda assim, Costa avalia que os volumes embarcados poderiam ser redirecionados para outros mercados compradores, minimizando os impactos sobre o setor.

  • JBS encerra produção voltada à China diante de tarifas

    JBS encerra produção voltada à China diante de tarifas

    A JBS, uma das maiores empresas globais do setor de carne bovina, deve interromper a partir deste sábado (20) a produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês. A medida busca evitar que cargas brasileiras desembarquem na China após o preenchimento da cota de importação, o que resultaria em elevadas sobretaxas.

    Segundo Renato Costa, CEO da Friboi, marca pertencente ao grupo JBS, a companhia passará a priorizar a logística de exportação e a organização dos embarques.

    “Nós estamos organizados para, a partir do dia 20, só concentrar embarques, não produção. Então, a partir do dia 20, concentra os embarques, define os portos, organiza, porque se chegar fora da cota, tem uma sobretaxa muito alta”, afirmou o executivo.

    De acordo com estimativas da indústria, as exportações brasileiras seguem seguras até o final de junho, sem risco de ultrapassar a cota de 1,1 milhão de toneladas estabelecida para 2026. No entanto, dados consolidados pelo governo chinês indicam que o Brasil já havia utilizado mais de 50% do volume autorizado até 9 de maio.

    Além disso, o elevado número de cargas em trânsito aumenta a cautela entre frigoríficos e importadores. Somente no mês passado, o Brasil embarcou quase 154 mil toneladas de carne bovina para o mercado externo.

    Costa alertou que o impacto tarifário pode inviabilizar operações fora da cota.

    “O que entra hoje é 12% dentro da cota, fora da cota são mais 55%, vai para 67%. Aí realmente inviabiliza”, destacou.

    No início de junho, algumas plantas habilitadas para exportar à China já haviam reduzido o ritmo de abates e a produção de cortes específicos destinados ao país asiático.

    Estratégias variam

    Além de comandar a Friboi, Renato Costa preside o conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Segundo ele, cada empresa vem adotando estratégias próprias diante da proximidade do esgotamento da cota chinesa.

    “Nós, como JBS, não vemos impacto de volume, nós distribuímos isso. Já o preço é o mercado que vai ditar”, afirmou.

    Por outro lado, o executivo reconheceu que não há expectativa de ampliação da cota brasileira ainda em 2026. Mesmo assim, o setor produtivo e o governo brasileiro solicitaram às autoridades chinesas a redistribuição de volumes não utilizados por outros países exportadores.

    A cota total destinada a todos os fornecedores internacionais soma 2,6 milhões de toneladas.

    “O ministro [da Agricultura] André de Paula, na feira Sial na China, já colocou isso, para que, no final, quem não cumpriu a cota, faz-se a redistribuição da cota. Aí a gente vê como possibilidade, mas dentro desse ano, não”, explicou.

    Enquanto isso, a China informou nesta quinta-feira (18) que a Austrália atingiu integralmente sua cota de 205 mil toneladas. Dessa forma, a partir de sábado (20), as cargas australianas que chegarem aos portos chineses passarão a pagar uma sobretaxa de 55%.

    Mudanças de hábitos alimentares favorecem consumo de proteína

    Outro fator apontado pela companhia para o fortalecimento das vendas é a mudança nos hábitos de consumo da população, incluindo o uso crescente das chamadas canetas para emagrecimento.

    Segundo Costa, esse movimento tem reforçado a procura por alimentos ricos em proteína.

    “Isso tem tido um efeito e vem comprovar o que a gente sempre acreditou, que a proteína é a principal fonte de tudo, de energia do corpo humano como um todo. O futebol e essa mudança do hábito alimentar têm incentivado muitas vendas”, concluiu.

  • Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar muito mais do que torcedores dentro e fora dos estádios. Com formato inédito de 48 seleções, calendário mais extenso e jogos da Seleção Brasileira previstos para o horário nobre, entre 19h e 21h30, o torneio deve ampliar as ocasiões de confraternização e fortalecer uma tradição nacional: reunir amigos e família em torno da boa comida, normalmente um churrasco.

    O mercado já sente o aquecimento. Dados da Kantar Worldpanel apontam que as ocasiões de churrasco cresceram 22% em 2025 em relação ao ano anterior. Historicamente, a Copa do Mundo ainda adiciona 10% de incremento nas vendas de carne durante o período do torneio. Para o setor, o Mundial representa muito mais do que um evento esportivo, é uma janela estratégica de consumo.

    Mais jogos, mais encontros, mais oportunidades

    A edição de 2026 será a maior da história da Copa. O aumento de 32 para 48 seleções eleva significativamente o número de partidas e estica o calendário por mais de um mês, criando múltiplas oportunidades para reuniões entre amigos e familiares.

    Os horários das partidas da primeira fase favorecem encontros após o expediente e abrem espaço para diferentes experiências gastronômicas, do tradicional churrasco a preparos mais ágeis, como cortes na air fryer, tábuas de petiscos e sanduíches especiais.

    Uma pesquisa da JBS reforça a tendência: 56% das famílias brasileiras pretendem se reunir para assistir às partidas do Mundial fazendo churrasco. Na Copa de 2022, essa ocasião movimentou R$ 550 milhões adicionais no varejo brasileiro. As linguiças se destacaram entre as categorias com melhor desempenho, registrando incremento superior a R$ 31 milhões em vendas acima da sazonalidade normal do período.

    Cortes premium e novas experiências ganham espaço

    Para a Minerva Foods, o Mundial de 2026 chega em um momento de evolução no comportamento do consumidor. “A Copa do Mundo historicamente impulsiona o consumo de alimentos ligados aos momentos de confraternização. Em 2026, esse movimento ganha força adicional com o maior número de jogos e horários que favorecem encontros presenciais. Observamos uma demanda crescente por experiências gastronômicas que vão além do churrasco tradicional e acreditamos que será um momento aquecido para o mercado de carne bovina, principalmente pensando em cortes premium”, afirma Daniela Arantes, Head de Marketing e Comunicação da empresa.

    Churrasco brasileiro ganhou destaque internacional com cortes tradicionais entre os melhores pratos do mundo — (Foto: Reprodução/Unsplash)

    A companhia aposta em três marcas para atender diferentes perfis de consumidores. A Cabaña Las Lilas é voltada para experiências premium com cortes de alto marmoreio. Já a Estância 92 é focada em cortes selecionados para momentos especiais. E a PUL, que entrega praticidade e qualidade para o dia a dia.

    Para ajudar na organização das compras, a Minerva Foods disponibiliza na plataforma My Minerva Foods uma calculadora de churrasco. Para um grupo de 15 pessoas, dez adultos e cinco crianças, reunidas por mais de quatro horas, a recomendação chega a aproximadamente 5,6 kg de carne. Isso considerando cortes como bife ancho, bife de chorizo, picanha, maminha e fraldinha.

    Friboi e Seara entram em campo com estratégias próprias

    A Friboi também chega ao Mundial com estratégia clara. “A Maturatta foi construída para liderar o território do churrasco dentro da Friboi. É uma marca especializada, com cortes desenvolvidos para entregar maciez, sabor e uma experiência superior nessa ocasião, que ganha ainda mais relevância em um cenário de Copa do Mundo, quando as confraternizações aumentam e o churrasco se fortalece como um dos principais momentos de consumo do varejo brasileiro”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

    carne de churrasco sendo cortada
    Foto de Emerson Vieira na Unsplash

    Já a Seara decidiu disputar o “primeiro tempo do churrasco”, o momento anterior à grelha principal. A marca escalou Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para estrelar a campanha “Churrasco que é churrasco começa com Seara”. E lançou uma linha de produtos que inclui mini-hambúrguer para grelha, linguiça com queijo coalho, smoked beef franks da linha American Grill e uma nova pasta de alho.

    “Hoje, metade da cesta dessa ocasião já se compõe por categorias que vão além da carne bovina, como linguiças, frango, aperitivos e acompanhamentos. Existe uma oportunidade importante de ampliar presença justamente nesses momentos, que ganham ainda mais relevância durante a Copa do Mundo”, explica João Campos, presidente da Seara. A expectativa da marca é que as vendas deste Mundial sejam 40% superiores às de 2022.

    Portanto, independentemente do cardápio, o Mundial de 2026 deve reforçar um hábito característico dos brasileiros: transformar grandes eventos esportivos em momentos de convivência, celebração e compartilhamento à mesa.

  • Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    As principais empresas brasileiras de proteína animal enxergam na Copa do Mundo uma oportunidade estratégica para fortalecer vendas e ampliar o consumo interno.

    Enquanto o setor de aves e suínos projeta um aumento expressivo na comercialização de produtos, a indústria da carne bovina acredita que o torneio pode marcar uma nova fase para o consumo per capita da proteína no país.

    Sadia aposta em crescimento de até 50% como patrocinadora BR

    A Sadia, marca de aves e suínos da MBRF, reforça sua presença no evento como patrocinadora oficial da seleção brasileira. A empresa estima que o volume de vendas durante a competição alcance níveis comparáveis aos registrados em datas tradicionalmente fortes para o varejo, como o Dia das Mães e as festas de fim de ano.

    Além disso, a marca firmou parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030. Dessa forma, será responsável pelo fornecimento de proteínas aos atletas da seleção principal e também a outras 19 equipes ligadas à entidade, incluindo categorias de base e seleções femininas.

    A previsão é distribuir cerca de duas toneladas mensais de produtos para aproximadamente 160 integrantes das equipes. Ao longo de quatro anos, o volume pode se aproximar de 100 toneladas.

    “A seleção, independentemente do período, é uma paixão nacional. Por isso, estamos muito felizes de ver nossa marca ligada à seleção, ainda mais agora com a Marfrig e a BRF em uma empresa única, as oportunidades são potencializadas”, afirmou Miguel Gularte, diretor-executivo da MBRF.

    ‘Lek Trek’ e ‘Canarinho’ em campanha da Sadia — Foto: CBF

    Após encerrar o primeiro trimestre com vendas domésticas 5,5% menores na comparação anual, a empresa vê a Copa como um dos principais vetores de crescimento em 2026.

    Por isso, a expectativa é ampliar em até 50% o volume comercializado durante o torneio em relação à edição de 2022. O desempenho deverá ser impulsionado principalmente por produtos como linguiças, salames, empanados e itens destinados ao churrasco.

    Engajamento digital

    Segundo levantamento da plataforma de inteligência de consumo Winnin, o interesse pelo torneio cresceu de forma significativa entre os consumidores. O volume de interações relacionadas à Copa nas redes sociais saltou de cerca de 20 milhões por mês no início do ano para 240 milhões em maio.

    Para aproveitar esse cenário, a Sadia desenvolveu uma linha especial com 20 produtos temáticos e lançou uma promoção que oferece brindes oficiais da seleção brasileira aos consumidores participantes.

    De acordo com a empresa, o planejamento das ações começou ainda em janeiro.

    “A procura pelos nossos produtos aumenta de forma significativa nos dias de jogos. Por isso, começamos a nos preparar com bastante antecedência”, destacou Manoel Martins, vice-presidente de Mercado Brasil e Marketing da MBRF.

    Sadia lançou ação promocional em parceria com a seleção brasileira — Foto: Divulgação

    Seara aposta no conceito do “primeiro tempo do churrasco”

    A Seara, marca de aves e suínos da JBS, também projeta forte crescimento nas vendas durante o torneio. A expectativa é registrar aumento de aproximadamente 40% em comparação à Copa anterior.

    Diferentemente da estratégia adotada em 2022, quando o foco estava em produtos específicos, a empresa decidiu concentrar sua campanha na valorização da etapa inicial do churrasco brasileiro.

    Segundo o presidente da Seara, João Campos, a proposta foi batizada de “1º tempo do churrasco”.

    “O churrasco brasileiro tem dois momentos. Tem a abertura, que é a linguiça, o frango, o suíno, às vezes um pão de alho, o petisco. Depois vai para o bovino. Fazendo alusão ao futebol, estamos dando foco na ideia de que o primeiro tempo do churrasco é tão importante quanto o segundo”, explicou.

    Além disso, a companhia lançou kits churrasco, inspirados nos tradicionais kits natalinos.

    Friboi vê oportunidade

    No segmento de carne bovina, a Friboi, operação da JBS, também trabalha com expectativas positivas. A expectativa é elevar em cerca de 10% as vendas.

    Base atual de consumo da marca já é superior à observada durante a Copa de 2022 — Foto: Friboi

    Nos dias em que houver partidas, entretanto, a projeção é ainda mais otimista. A empresa espera comercializar pelo menos 20% mais produtos em relação aos dias sem jogos.

    Segundo o diretor-executivo comercial da empresa, Leonardo Monteiro, a Copa pode representar um marco importante para a expansão do consumo de carne bovina no país.

  • Empresa seleciona jovens líderes para indústria com vagas em São Paulo

    Empresa seleciona jovens líderes para indústria com vagas em São Paulo

    Termina no dia 22 de maio o prazo de inscrição para o programa Friboi Desenvolve, iniciativa da JBS voltada à formação de jovens lideranças industriais. No interior de São Paulo, a empresa oferece quatro vagas nas unidades de Lins e Barretos.

    O programa busca profissionais com até dois anos de formação em nível superior para atuar nas áreas de produção e manutenção.

    Ao todo, a JBS disponibiliza 62 vagas em diversas regiões do país, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia.

    Formação com foco prático e liderança

    Os selecionados participarão de uma jornada de desenvolvimento com duração de 18 meses. O programa inclui 12 meses de atuação prática nas operações industriais, seguidos por seis meses em regime de supervisão compartilhada. Ao final, os participantes podem assumir cargos efetivos de liderança.

    A capacitação segue o modelo 70-20-10, que prioriza o aprendizado prático. Nesse formato, 70% do conhecimento ocorre na rotina de trabalho e em job rotation, 20% vem da troca com equipes e lideranças, e 10% envolve treinamentos estruturados e workshops.

    Cursos elegíveis para cada área

    Para as vagas na área de produção, a empresa busca profissionais formados em:

    Engenharia de Alimentos, Agronômica ou de Produção

    • Zootecnia
    • Medicina Veterinária
    • Gestão Industrial

    Já para a área de manutenção, podem se candidatar graduados em:

    • Engenharia Elétrica
    • Engenharia Mecânica
    • Engenharia Mecatrônica
    • Engenharia Química
    • Automação ou Manutenção Industrial

    Segundo Wanderson Costa, diretor de Recursos Humanos da Friboi, o programa reforça a estratégia de desenvolvimento interno da companhia. “Buscamos acelerar talentos com alto potencial e formar líderes preparados para atuar com excelência e contribuir de forma sustentável para o futuro do negócio”, afirma.

    Setor de proteína animal impulsiona empregos

    O programa surge em um contexto de alta demanda por profissionais qualificados no setor de alimentos. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) indicam que o segmento emprega cerca de 10,6 milhões de pessoas, o equivalente a 10,3% da força de trabalho nacional.

    Nesse cenário, a formação de lideranças se torna estratégica para sustentar o crescimento e a competitividade da cadeia de proteína animal no Brasil.

    Etapas do processo seletivo

    A seleção inclui seis fases, com testes online, avaliações técnicas voltadas à resolução de problemas industriais e entrevistas com comitês locais e corporativos.

    Os interessados devem se inscrever até 22 de maio de 2026 pelo site oficial: https://friboidesenvolve.gupy.io/.

  • Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    O empresário Júnior Friboi voltou a movimentar o agronegócio brasileiro. Desta vez, ele adquiriu uma das maiores fazendas de confinamento do país e reforçou, ainda mais, sua presença no setor.

    Além disso, a compra chama atenção pelo momento estratégico. O mercado passa por mudanças importantes e, por isso, grandes investidores buscam alternativas mais eficientes para produzir.

    Expansão que reforça o poder no agro

    Com essa aquisição, Júnior Friboi amplia seu espaço no agronegócio e consolida sua atuação entre os grandes nomes do setor. Nos últimos anos, ele já vinha fortalecendo sua presença com investimentos relevantes.

    Ao mesmo tempo, o movimento acompanha uma tendência clara. Cada vez mais produtores apostam no confinamento para aumentar produtividade e reduzir riscos. Dessa forma, conseguem manter resultados mais previsíveis, mesmo diante de oscilações no mercado.

    Por que o confinamento cresce no Brasil

    O confinamento vem ganhando espaço no país porque oferece mais controle sobre a produção. Diferente do modelo tradicional a pasto, esse sistema permite que o produtor acompanhe de perto a alimentação e o desenvolvimento dos animais.

    Consequentemente, o gado ganha peso mais rápido e atinge o ponto ideal de abate em menos tempo. Assim, o ciclo produtivo se torna mais eficiente e o retorno financeiro tende a aumentar.

    Além disso, o modelo reduz a dependência de fatores externos, como clima e qualidade das pastagens.

    Um modelo que acompanha o novo agro

    Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro passou por uma transformação significativa. Hoje, o setor valoriza tecnologia, escala e eficiência.

    Nesse contexto, estruturas modernas como grandes confinamentos ganham destaque. Isso acontece porque permitem maior padronização da produção, algo essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.

    Por esse motivo, investidores seguem ampliando operações nesse formato.

    O que essa compra revela sobre o setor

    A aquisição feita por Júnior Friboi não representa apenas um negócio isolado. Na verdade, ela reflete um movimento maior dentro do agronegócio.

    Atualmente, produtores e empresários buscam produzir mais em menos espaço, com maior controle e melhor retorno financeiro. Dessa forma, o confinamento se consolida como uma das principais estratégias do setor.

    O agro em constante evolução

    O agronegócio brasileiro continua em expansão e, ao mesmo tempo, se torna cada vez mais competitivo. Por isso, investimentos desse porte indicam o caminho que o setor deve seguir nos próximos anos.

    Enquanto novas tecnologias surgem, grandes nomes continuam apostando em eficiência e escala. Como resultado, o Brasil mantém sua posição entre os maiores produtores de carne do mundo.

  • Pará aposta em tecnologia e parcerias para rastrear rebanho

    Pará aposta em tecnologia e parcerias para rastrear rebanho

    Lançado na COP28 em Dubai há dois anos, o Programa Pecuária Sustentável do Pará promove parcerias entre governo, empresas e produtores para assegurar conformidade sanitária, fundiária e socioambiental em toda a cadeia.

    Em parceria com a ONG The Nature Conservancy, a JBS doará 2 milhões de tags para pequenos produtores com recursos do Bezos Earth Fund, iniciativa que ocorre paralelamente ao Acelerador JBS.

    Para aprimorar o controle, a JBS também entregou 175 leitores RFID à Adepará, agência estadual responsável pela fiscalização. Desde 2021, o programa Escritórios Verdes da JBS ajudou quase 20 mil propriedades no país a conquistarem regularização ambiental, sendo mais de 4 mil no Pará.

    A JBS já entregou 123.765 brincos para rastreamento individual do rebanho no Pará, fortalecendo a transparência e a sustentabilidade na pecuária estadual. Desse total, 65.902 tags já identificam animais em 89 propriedades rurais, possibilitando um controle preciso para produtores e indústrias.

    Esse avanço viabilizou o primeiro processamento de bovinos rastreados individualmente na unidade Friboi de Marabá, um marco histórico para a cadeia produtiva local. O lote inicial contou com 20 machos registrados, monitorados desde a fazenda até o frigorífico por meio da Plataforma Pecuária Sustentável do Pará, garantindo rastreabilidade total.

    Vantagens

    Vinicius Lima, da Apoema Agro, responsável pelo fornecimento do lote, destaca as vantagens do programa. Ele ressalta que o Pará tem como objetivo identificar todos os bovinos e bubalinos em circulação até janeiro de 2026. Além de mapear o rebanho completo até 2027. “A rastreabilidade valoriza a carne e a produção local. Esse futuro tornou-se presente”, afirma.

    Lima ainda receberá mais de 2 mil brincos extras da JBS para expandir o controle do seu rebanho. Ele acredita que unir genética, tecnologia, bem-estar animal e rastreamento torna a cadeia pecuária mais valorizada e próspera.

    O programa Acelerador JBS investe mais de R$ 35 milhões no Pará para fomentar rastreabilidade e apoiar pequenos produtores. A iniciativa distribui gratuitamente tags, oferece suporte técnico e incentiva a adesão à Plataforma Pecuária Transparente. A entrega das tags segue até dezembro de 2025.

    Fábio Dias, Líder de Pecuária Sustentável da JBS, destaca que o processamento dos primeiros animais rastreados no Pará reforça o compromisso da empresa com uma pecuária sustentável e transparente.

  • JBS apresenta estratégia de crescimento global

    JBS apresenta estratégia de crescimento global

    A JBS, líder global na indústria de alimentos, destacou sua visão estratégica para o futuro durante a conferência do Consumer Analyst Group of New York (CAGNY). A empresa apresentou cinco pilares essenciais para gerar valor aos acionistas e garantir o sucesso a longo prazo: crescimento contínuo, expansão das margens, redução da volatilidade, disciplina financeira e retorno aos acionistas.

    “Esses pilares são fundamentais para o nosso desenvolvimento”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS. “Nossa estratégia de crescimento foi estruturada em duas fases: construímos uma plataforma global de proteínas e uma rede de distribuição robusta, e ampliamos nosso portfólio de produtos de valor agregado e marcas próprias, aproximando-nos dos consumidores”, destacou Tomazoni.

    Estratégia de crescimento

    • Crescimento Contínuo: Impulsionado por investimentos estratégicos, aquisições inteligentes e expansão global, garantindo diversificação de produtos e mercados.
    • Expansão das Margens: Resultado de gestão eficiente de custos, otimização de processos e foco em produtos de maior valor agregado.
    • Redução da Volatilidade: Alcançada por meio da diversificação de proteínas, geografias e canais de venda, protegendo a empresa contra flutuações de mercado.
    • Disciplina Financeira: Garante solidez com foco na geração de caixa, controle do endividamento e alocação eficiente de recursos.
    • Retorno aos Acionistas: Priorizado por meio da distribuição de dividendos e recompra de ações, demonstrando compromisso com a criação de valor a longo prazo.

    Presença global

    A JBS atende a milhões de consumidores em mais de 180 países, com marcas renomadas como Friboi, Seara, Swift e Primo. A empresa opera com mais de 600 unidades industriais e escritórios comerciais em 25 países, empregando 280 mil colaboradores globalmente.

    Desde seu IPO em 2007, a JBS realizou cerca de 50 aquisições, incluindo Swift, Pilgrim’s e Vivera. Recentemente, entrou no segmento de ovos com a aquisição de 50% da Mantiqueira Brasil. “Nossa expansão visa fortalecer nossa plataforma global e ampliar o acesso ao consumidor”, afirmou Tomazoni.

    A JBS também reafirmou sua intenção de concluir a dupla listagem nos EUA e no Brasil, que deve aumentar o valor das ações, ampliar a base de investidores e reduzir o custo de capital. “Isso permitirá à empresa participar de importantes índices financeiros globais, como Russell, S&P e MSCI USA”, destacou Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS.

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  • Gulfood 2025: JBS apresenta marcas premium Huon e Genu-in

    Gulfood 2025: JBS apresenta marcas premium Huon e Genu-in

    A JBS, gigante do setor alimentício, marca presença na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo, realizada em Dubai, com um portfólio diversificado de marcas premium, incluindo as estreantes Huon e Genu-in. O evento, que segue até 21 de fevereiro, também celebra a expansão da JBS na região, com a recente inauguração de uma fábrica de alimentos preparados em Jeddah, na Arábia Saudita.

    De olho nas tendências de consumo, a JBS apresenta a Huon, do segmento de aquicultura, e a Genu-in, especializada em peptídeos de colágeno e gelatinas, ao lado de outras marcas já consagradas como Friboi e Seara. A participação na Gulfood visa fortalecer a presença da JBS no mercado global e estreitar laços com parceiros estratégicos.

    A Genu-in se destaca por utilizar pele de bovinos proveniente da cadeia de produção da JBS como matéria-prima, garantindo o controle da qualidade e rastreabilidade dos produtos. Seus peptídeos de colágeno ativam a produção natural de colágeno no corpo humano, promovendo benefícios para a saúde e bem-estar.

    A Huon, adquirida pela JBS em 2021, estreia na Gulfood com o objetivo de expandir sua presença global e explorar oportunidades em novos mercados. A marca apresenta seu salmão premium, reconhecido pela qualidade e sabor.

    Outros lançamentos

    Além das estreantes, a Seara apresenta produtos inovadores que atendem à crescente demanda por praticidade e conveniência. Como o Broasted Bone in, um frango empanado apimentado, e o Cooked Chicken Shawarma, um peito de frango empanado tradicional nos lanches da região.

    A Friboi, líder na exportação de carne bovina, destaca seu portfólio premium 1953 Friboi, com cortes de raças europeias reconhecidos pela maciez e suculência. A marca reforça sua estratégia de oferecer produtos para diferentes ocasiões de consumo, atendendo às demandas do mercado globa.

    Com um estande de 192 m², a JBS busca consolidar sua posição como uma das principais empresas do setor alimentício mundial. Ela apresenta um portfólio completo e diversificado para os mais de 5.000 expositores e visitantes da Gulfood 2025. A presença da JBS na feira reforça o compromisso da empresa com a inovação, qualidade e sustentabilidade em toda a sua cadeia de produção.

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