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  • Frete agrícola: Por que os preços de transporte não param de subir?

    Frete agrícola: Por que os preços de transporte não param de subir?

    Os altos custos operacionais continuam a pressionar o mercado de transporte de produtos agropecuários no Brasil. Segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicado nesta semana, o preço do diesel e de outros insumos logísticos impedem uma queda significativa nos valores dos fretes, mantendo as cotações em níveis elevados nas principais rotas do país.

    Mesmo com as variações naturais causadas pelo andamento da colheita da primeira safra, os valores atuais superam os registros do mesmo período do ano passado. De acordo com Thomé Guth, superintendente de Logística Operacional da Conab, o custo do combustível permanece como o fator central de sustentação desses preços altos.

    Guth ressalta que as isenções de impostos federais sobre o diesel e outras medidas do governo ajudaram a conter impactos ainda maiores, especialmente diante da instabilidade gerada por conflitos no Oriente Médio e da alta internacional do petróleo.

    Cenário nos principais estados produtores

    O comportamento do mercado de fretes varia conforme a região, mas a pressão logística é constante.

    Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o mercado operou próximo da estabilidade, mas com preços altos. O grande volume de grãos e o fluxo contínuo para exportação sustentam a demanda por caminhões nesses estados.

    Infográfico sobre fretes feito por IA

    Em Goiás, embora o preço mensal tenha caído, o custo do combustível para o transportador ainda é 15% maior do que em abril de 2025. No DF, todas as rotas pesquisadas registraram alta devido à extensão da colheita de soja.

    No Paraná, a instabilidade geopolítica global influenciou altas em rotas específicas. Já em São Paulo, o mercado registrou uma leve queda em abril, beneficiado pelas políticas de isenção fiscal do diesel, apesar da forte demanda interna.

    Norte e Nordeste apresentam variações mistas

    Na Bahia, o cenário divide-se entre altas nas praças de cultivo de verão e baixas nas de inverno. No Maranhão, o avanço da colheita de soja intensifica o transporte, mas a Conab verificou queda de preços na maioria das rotas após o governo zerar as alíquotas de PIS/Cofins e a Petrobras reforçar a oferta de diesel no estado.

    No Piauí, o aumento das exportações de soja aqueceu a demanda. Contudo, a queda no preço local do combustível compensou essa pressão, mantendo as cotações de frete estáveis no período.

    As medidas de subvenção e o alívio tributário federal seguem como peças-chave para limitar novos aumentos e garantir o abastecimento de combustível, minimizando os riscos para o escoamento da safra brasileira.

  • Fretes sobem com safra recorde e exportações aquecidas

    Fretes sobem com safra recorde e exportações aquecidas

    Os custos de transporte aumentaram em agosto em diversas regiões produtoras. A alta acompanha a movimentação recorde de grãos, insumos e fertilizantes. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), exportações aquecidas e forte demanda por caminhões mantêm os fretes em tendência de alta. Ao mesmo tempo, a colheita da segunda safra de milho também pressiona a logística nacional.

    Milho sustenta mercado interno e pressiona logística

    O Brasil deve colher safra recorde de 137 milhões de toneladas de milho em 2025. Mesmo assim, os preços internos seguem firmes. O consumo doméstico deve alcançar 90,2 milhões de toneladas. Em geral, o atraso na colheita retardou a entrada do cereal nos armazéns e sustentou as cotações.

    As exportações cresceram em ritmo acelerado. Apenas em julho, os embarques somaram 2,43 milhões de toneladas, contra 370 mil em junho. De janeiro a julho, as vendas externas acumularam 11,9 milhões de toneladas. O porto de Santos concentrou 24,7% desse volume. Os portos do Arco Norte reduziram participação para 34,7%, enquanto Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande ampliaram a fatia.

    Soja mantém exportações com demanda chinesa

    Produtores de soja apostam em contratos de entrega futura, esperando queda nos fretes com maior oferta de caminhões nos próximos meses. As exportações de soja somaram 77,4 milhões de toneladas entre janeiro e julho. A demanda chinesa segue como principal motor dos embarques. O porto de Santos respondeu por 35,9% das exportações. Já o Arco Norte escoou 38,2% da soja nacional.

    A soja argentina perdeu competitividade, favorecendo ainda mais o produto brasileiro no mercado internacional.

    Farelo de soja tem suporte na indústria doméstica

    A indústria nacional de esmagamento deve absorver 57 milhões de toneladas de soja em 2025, contra 52,7 milhões em 2024. Portanto, essa demanda interna sustenta os preços do farelo, mesmo com exportações levemente menores. Até julho, o volume embarcado somou 13,3 milhões de toneladas.

    Santos e Paranaguá permanecem como principais portos de saída do derivado da soja.

    Fertilizantes registram importações recordes no Brasil

    As importações de adubos e fertilizantes alcançaram 24,2 milhões de toneladas entre janeiro e julho, alta de 8,86% sobre 2024. Em julho, os embarques chegaram a 4,8 milhões de toneladas, maior marca da série histórica.
    O porto de Paranaguá liderou as entradas, com 6,34 milhões de toneladas, seguido pelos terminais do Arco Norte e de Santos.
    A alta nos preços internacionais e a incerteza sobre a compra indiana de ureia levaram produtores a adiar aquisições. Ou seja, esse movimento pode impactar a disponibilidade de insumos para a próxima safra brasileira.

    Fretes variam por região, mas tendência segue de alta

    Em julho, a Conab registrou comportamentos diferentes nos preços de frete entre os estados produtores de grãos.
    No Distrito Federal e no Maranhão, as cotações recuaram após a colheita da soja. Na Bahia, houve estabilidade em Irecê e Paripiranga.
    Já Luís Eduardo Magalhães registrou alta, puxada pelo fluxo de grãos e algodão para portos e mercado interno.
    Em Minas Gerais, a variação foi heterogênea: algumas rotas tiveram alta de até 9%, enquanto outras registraram queda.
    Nos principais polos produtores, prevaleceu a pressão de alta. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo tiveram elevação nos preços.
    A demanda forte por caminhões e a colheita concentrada explicam o encarecimento. Em algumas rotas, também houve influência dos reajustes da ANTT.
    Em resumo, para os produtores, o aumento do frete representa mais um desafio. Eles buscam equilibrar custos logísticos e rentabilidade em meio à safra intensa.

  • Volume de fretes do agronegócio cresce 5,3% em 2024

    Volume de fretes do agronegócio cresce 5,3% em 2024

    O volume de fretes rodoviários do agronegócio no Brasil registrou um aumento de 5,3% ao longo de todo o ano de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados da Frete.com, maior plataforma online de transporte de cargas da América Latina. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela soja e fertilizantes.

    A soja foi o principal destaque, com um aumento de 25,7% no volume de fretes em 2024, representando 22% dos fretes do agronegócio transportados via plataforma da Frete.com. Já os fretes de fertilizantes tiveram um aumento de 5,1%, motivado pelas importações brasileiras de fertilizantes, que atingiram um recorde de 44,3 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior.

    Por outro lado, os fretes de milho registraram uma queda de 9,4% ao longo de 2024. A queda na produção do produto e a comercialização antecipada de milho para a safra 2023/24 influenciaram essa redução. Que apresentou uma redução significativa em comparação com anos anteriores.

    Contexto geral dos fretes

    No geral, o volume de fretes no Brasil aumentou 6,6% em 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Além do agronegócio, o setor de construção civil registrou um crescimento de 9,6%, enquanto os produtos industrializados subiram 4,3%.

    A Frete.com destaca o papel da tecnologia no setor de transportes, investindo em soluções para aumentar a segurança e eficiência dos fretes. Com mais de 900 mil caminhoneiros cadastrados e 25 mil empresas assinantes, a plataforma cobre 99% do território nacional. E oferece uma visão abrangente sobre o mercado rodoviário no Brasil.

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