Tag: Fosfatados

  • Mosaic anuncia novo vice-presidente de Supply Chain para a América do Sul

    Mosaic anuncia novo vice-presidente de Supply Chain para a América do Sul

    A Mosaic anunciou João Roberto Galhardo como novo vice-presidente de Supply Chain para a América do Sul. Com 27 anos de trajetória na companhia, o executivo construiu uma carreira marcada pela liderança em áreas estratégicas como Planejamento, Logística, Matéria-Prima e Vendas, contribuindo para o fortalecimento e a evolução das operações da empresa.

    Desde 2021, à frente da diretoria de Supply Chain, Galhardo passou a liderar também frentes como Controladoria de Plantas, Customer Service, Logística e Efetividade Operacional. A ampliação do escopo reflete a crescente complexidade do negócio e o papel estratégico da área na entrega consistente de resultados.

    O executivo continuará se reportando diretamente a Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic no Brasil, mantendo uma atuação próxima às lideranças e às operações nas diferentes regiões. A promoção reforça a centralidade da área de Supply Chain como habilitadora do desempenho operacional da companhia. Conectando diversas frentes do negócio com foco em eficiência, excelência e geração de valor sustentável.

    “Após quase 30 anos dedicados à Mosaic e ao agronegócio brasileiro, sigo inspirado por cada novo desafio. Esta nova etapa reforça meu compromisso em construir, com nossas equipes e parceiros, um futuro ainda mais eficiente, inovador e sustentável para o setor”, afirma o executivo.

    João Roberto Galhardo é bacharel em Engenharia Agronômica – Fertilizantes pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). E possui MBA em Economia e Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

  • Exportações chinesas de fosfatados caem ao menor nível em mais de uma década

    Exportações chinesas de fosfatados caem ao menor nível em mais de uma década

    As exportações chinesas de fertilizantes fosfatados de alta concentração recuaram 18% em 2025, atingindo 5,3 milhões de toneladas, o menor volume desde 2013, segundo relatório da StoneX. A queda reduziu a oferta global de fertilizantes e ajudou a sustentar os preços no mercado internacional.

    A menor disponibilidade de produtos da China intensificou a disputa entre importadores e forçou a busca por fornecedores alternativos. “A redução da oferta aperta o balanço global e impede quedas expressivas de preços. Especialmente em períodos de maior demanda”, afirma Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    Bangladesh, Brasil, Etiópia, Vietnã e Tailândia se mantiveram entre os principais destinos dos embarques chineses em 2025. Com a retração das exportações, esses países sentiram os efeitos de forma mais imediata. Mesmo mercados menos dependentes da China enfrentaram aumentos de preços, já que a escassez global elevou as cotações nos principais polos produtores.

    Planejamento complicado

    No Brasil, o encarecimento do MAP ao longo de 2025 dificultou o planejamento de compras e pressionou as margens dos produtores rurais. O cenário impulsionou a demanda por alternativas de menor concentração, como o superfosfato simples (SSP), diante do custo mais alto dos fertilizantes de alta concentração.

    Embora a China tenha representado apenas 3% das importações brasileiras de MAP e DAP no ano passado, o mercado nacional segue exposto aos efeitos indiretos da menor oferta global. Rússia e Arábia Saudita, que responderam por 44% e 25% das compras do Brasil, respectivamente, continuam entre os principais fornecedores.

    A retração nas exportações reflete a política comercial chinesa, que tende a restringir embarques em períodos de maior demanda interna ou recomposição de estoques, priorizando o abastecimento doméstico. Para 2026, analistas já projetam que Pequim deve manter o controle sobre as vendas externas de fosfatados.

    “Se as limitações persistirem, os compradores brasileiros precisarão acompanhar atentamente as relações de troca e ampliar o uso de produtos de menor concentração como estratégia para reduzir custos”, avalia Pernías.

  • Brasil lidera produção agrícola, mas depende de fertilizantes importados

    Brasil lidera produção agrícola, mas depende de fertilizantes importados

    O Brasil enfrenta desafios e oportunidades estratégicas devido à forte dependência de fertilizantes importados, principal insumo da agricultura nacional. Apesar de liderar a produção mundial de soja e destacar-se em outras culturas como milho e arroz, o país importa grande parte do potássio e uma parcela significativa dos fertilizantes fosfatados e nitrogenados.

    Em 2025, as importações bateram recorde devido às instabilidades globais, com restrições de exportação impostas por países como China e Rússia.

    Essa dependência aumenta a vulnerabilidade do Brasil a variações de preços, câmbio e crises geopolíticas, como os conflitos no Oriente Médio. Por outro lado, cria oportunidades para fortalecer a indústria nacional e investir em tecnologia para reduzir a exposição externa.

    Em 2025, a produção de soja está projetada em 170,3 milhões de toneladas, com 109,5 milhões destinadas à exportação, um aumento de 10,8% em relação a 2024. A China continua como principal mercado, absorvendo cerca de 70% desse volume.

    Autonomia na produção

    Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, destaca que o Brasil avança rumo à autonomia na produção de fertilizantes. “A expansão da indústria local e o avanço em pesquisas tecnológicas são fundamentais para garantir o abastecimento competitivo do agronegócio”, afirma. Ele enfatiza que o uso inteligente de fertilizantes de alta performance, aliado a práticas sustentáveis, é essencial para transformar o potencial produtivo em resultados concretos no campo.

    A situação mostra que a dependência de fertilizantes não é apenas um desafio agrícola, mas estratégico e geopolítico. O Brasil busca diversificar fontes de importação e fortalecer acordos bilaterais com grandes fornecedores. Portanto, essas estratégias reforçam a importância dos fertilizantes para a segurança alimentar, a competitividade agrícola e a inserção internacional do país.

  • Importações de fertilizantes disparam 10% para garantir a próxima safra

    Importações de fertilizantes disparam 10% para garantir a próxima safra

    As importações brasileiras de fertilizantes bateram um recorde histórico em agosto de 2025, ultrapassando a marca de 5 milhões de toneladas. O volume representa um aumento de 10% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com o mais recente relatório da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

    O pico nas compras segue o padrão sazonal do setor, que concentra a maior parte das aquisições para a safra entre junho e outubro. No entanto, o recorde deste ano foi fortemente influenciado por uma mudança significativa no perfil de produtos importados.

    Mudança no perfil do mercado

    De acordo com Tomás Pernías, Analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a alta foi impulsionada não apenas pela demanda. Mas pela busca por fertilizantes menos concentrados e com melhor relação custo-benefício.

    “Com a oferta reduzida no mercado de MAP e o balanço ajustado na ureia, o Brasil buscou alternativas. Isso levou a um aumento expressivo na importação de produtos como o NP e o sulfato de amônio”, explicou Pernías.

    Os dados comprovam a tendência:

    • Importações de NP: somaram mais de 2,6 milhões de t entre janeiro e agosto – um salto de 68% frente a 2024.
    • Sulfato de amônio: o volume importado chegou a 3,7 milhões de t no mesmo período, um crescimento robusto de 59%.

    O relatório destaca que, historicamente, os picos de importação são esperados no terceiro trimestre. Fosfatados tendem a atingir seu ápice entre junho e agosto, enquanto o cloreto de potássio se destaca entre maio e agosto.

    “Julho e agosto estão entre os meses com maior movimentação de entrada de fertilizantes no país, refletindo diretamente o preparo logístico e estratégico para a próxima safra”, acrescentou o analista.

    Desafio da substituição

    A opção por produtos menos concentrados, porém, traz um paradoxo: eleva o volume total negociado, já que são necessárias quantidades maiores para suprir a mesma demanda de nutrientes que um fertilizante mais concentrado atenderia.

    Esse movimento gera questionamentos entre especialistas sobre a capacidade efetiva de substituição desses produtos e os impactos na cadeia logística, que precisa se adaptar a um volume físico maior de insumos para entregar a mesma quantidade de nutrientes ao solo.

  • Custo dos fertilizantes pressiona margem do agronegócio

    Custo dos fertilizantes pressiona margem do agronegócio

    O Brasil inicia o plantio da safra de soja 2025/26 enfrentando um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos no mercado de fertilizantes. A relação de troca, um indicador que mede quantas sacas de soja são necessárias para comprar uma tonelada de fertilizante, atingiu níveis extremamente desfavoráveis, similares aos observados em 2022, no auge da Guerra entre Rússia e Ucrânia. A informação é de análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

    De acordo com Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a conjuntura atual pressiona fortemente as margens dos agricultores e coloca em dificuldade produtores que não possuem um bom gerenciamento de custos e de risco.

    Fosfatados (MAP) registram pior relação da história

    O problema é particularmente grave no mercado de MAP (fosfatado). Pernías explica que 2025 tem sido um ano de oferta global apertada, com disputa acirrada entre compradores. Os preços permaneceram elevados e, somados às cotações enfraquecidas da soja, resultaram em algumas das piores relações de troca já registradas.

    “Em momentos críticos, o produtor precisou de ao menos 30 sacas de soja para adquirir uma tonelada de MAP. Esse quadro levou importadores brasileiros a buscar alternativas à base de fósforo menos concentrado, que por vezes ofereceram um melhor custo-benefício”, destacou o analista.

    No mercado da ureia, a volatilidade prevaleceu ao longo de 2025. As restrições de exportação impostas pela China, grande fornecedora global, reduziram a oferta disponível. Paralelamente, a Índia, forte importadora, manteve compras ativas devido a monções favoráveis, sustentando os preços internacionais e sem trazer vantagens consistentes para os compradores brasileiros.

    Sinais de alívio chegam tarde para a safra

    Nos últimos dias, o mercado internacional começou a dar sinais de alívio, com a China anunciando a retomada parcial das exportações e a demanda mostrando resistência a preços mais altos, o que gerou quedas recentes.

    No entanto, o alívio pode chegar tarde para o produtor brasileiro. “Como parte importante das compras para a próxima safra já foi concluída, os custos elevados registrados ao longo do ano deverão ser absorvidos pelo setor na temporada que se inicia”, concluiu Pernías.

    A recomendação para os produtores é redobrar a atenção à gestão de risco e à eficiência operacional para mitigar os impactos deste cenário desfavorável.