Tag: Força Nacional

  • Comissão da Câmara aprova plano nacional de segurança no campo

    Comissão da Câmara aprova plano nacional de segurança no campo

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei (PL) 467/25. A proposta cria um programa federal para proteger o agronegócio e as comunidades rurais, com ações que vão desde o uso de drones até mudanças na legislação sobre armas e penas para crimes.

    O texto agora aguarda análise de outras comissões. O programa, de autoria do deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), operará dentro do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

    O objetivo principal é combater delitos como furto de gado e invasões de propriedades.

    Eixos de ação e financiamento

    O plano estratégico estabelece quatro pilares:

    • Integrar forças de segurança estaduais e federais;
    • Ampliar a atuação da Força Nacional em áreas rurais;
    • Desenvolver sistemas de monitoramento e inteligência policial;
    • Capacitar policiais militares e civis para crimes no campo.

    O programa também incentiva pesquisas para tecnologias de segurança rural, como drones e cercas inteligentes. O financiamento virá do Orçamento da União, de parcerias público-privadas e de linhas de crédito específicas para pequenos e médios produtores adquirirem equipamentos.

    Mudanças na legislação penal e armamentista

    Além do programa, o projeto altera duas leis importantes. No Estatuto do Desarmamento, a proposta:

    • Dispensa moradores da zona rural de comprovar “efetiva necessidade” para ter arma.
    • Reduz taxas federais, prioriza processos e aumenta o limite de compra de armas e munições para defesa patrimonial.

    No Código Penal, o texto aumenta as penas para crimes contra o patrimônio em zona rural, podendo dobrá-las. A medida equipara esses delitos aos crimes contra instituições financeiras.

    Deputado Rodolfo Nogueira. Foto: Agência Câmara

    O relator, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), defendeu a aprovação. Ele classifica o programa como “uma política de Estado” e uma resposta proporcional ao alto impacto econômico e social dos crimes rurais.

    Para seguir adiante, o PL 467/25 ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Somente depois seguirá para votação no Plenário da Câmara. A proposta só virará lei após aprovação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Governo Federal sanciona política nacional de manejo integrado do fogo

    Governo Federal sanciona política nacional de manejo integrado do fogo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (31), a lei que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. A cerimônia ocorreu em Corumbá (MS), após Lula sobrevoar áreas atingidas por incêndios na região, acompanhado pelos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Marina Silva (Meio Ambiente).

    A nova política estabelece uma abordagem planejada e coordenada para o uso controlado e consciente do fogo. E visa prevenir e combater incêndios florestais, conservar ecossistemas e respeitar práticas tradicionais. Ela permite o uso do fogo em atividades agropecuárias, pesquisa científica, prevenção e combate a incêndios, agricultura de subsistência de comunidades tradicionais, sempre com autorização dos órgãos competentes.

    Combate aos incêndios no Pantanal

    Segundo Marina Silva, a situação crítica no Pantanal é resultado da combinação entre mudanças climáticas, desmatamento e incêndios. Fávaro destacou que, neste ano, a região sofrerá fortes consequências da seca, com alto risco de incêndios e escassez de água.

    Atualmente, há 890 profissionais do governo federal em campo, entre integrantes das Forças Armadas, Ibama, ICMBio, Força Nacional e Polícia Federal. Eles contam com 15 aeronaves e 33 embarcações para combater os 82 focos de incêndio registrados até 28 de julho. Desses, 45 já foram extintos e 37 estão ativos, sendo 20 controlados.

    A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo tem como principais objetivos a prevenção e redução de incêndios florestais, a promoção do uso controlado do fogo, a capacitação para enfrentamento dos incêndios, a conservação e recuperação da vegetação nativa e a responsabilização pelo uso não autorizado do fogo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Embrapa: pesquisa define irrigação ideal para trigo no cerrado
    + Agro em Campo: Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    A governança será realizada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, com participação de representantes de diversos setores. Isso para garantir a coordenação entre instituições públicas, privadas e a sociedade civil.

    Importância da sanção

    Para Lula, a sanção da política será um marco no combate a incêndios no país, reconhecendo o trabalho dos brigadistas e respeitando os saberes tradicionais. Ele destacou que o Brasil sediará a COP 30 em 2024, na cidade de Belém, o que torna a iniciativa ainda mais relevante para o país.

    A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo será implementada em cooperação entre União, estados, municípios, sociedade civil e entidades privadas. E visa prevenir e reduzir os impactos dos incêndios florestais e promover o uso controlado e sustentável do fogo no país.