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  • Frio intenso ameaça pomares de laranja na Flórida

    Frio intenso ameaça pomares de laranja na Flórida

    O estado da Flórida, nos Estados Unidos, registra temperaturas extremamente baixas desde o fim de janeiro. Além disso, o início de fevereiro mantém o clima muito frio na região. Os pesquisadores do Cepea avaliam os efeitos desse cenário no setor citrícola. Eles relatam forte preocupação com a já limitada produção local.

    A atual onda de frio amplia os riscos para os pomares. As temperaturas abaixo do ponto de congelamento prejudicam as árvores. O problema ocorre quando o frio dura mais de quatro horas. Nessas condições, as plantas sofrem danos significativos em sua estrutura.

    O frio intenso afeta células do tronco e dos galhos. Ele também compromete folhas e frutos das laranjeiras. Diante desse quadro, citricultores adotam medidas de proteção nas lavouras.

    Os produtores utilizam irrigação por aspersão para proteger os pomares. A técnica forma uma camada isolante de gelo sobre as plantas. Além disso, agricultores recorrem ao uso de aquecedores nos campos. Mesmo assim, o Cepea alerta para a eficácia limitada dessas estratégias. As medidas funcionam melhor em períodos curtos de frio. Entretanto, o frio intenso por muito tempo reduz os resultados.

    Nesta semana, as temperaturas voltaram a subir na Flórida. Além disso, chuvas devem ocorrer nos próximos dias na região. A mudança acontece com a chegada de uma nova frente fria. Apesar da melhora no clima, os impactos ainda são incertos. Somente com o passar dos dias o setor avaliará os prejuízos. Assim, produtores aguardam para contabilizar as perdas na produção.

  • Brasil projeta safra recorde de laranja em 2026/27

    Brasil projeta safra recorde de laranja em 2026/27

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) traçou as primeiras projeções para a safra global de laranja 2026/27, revelando um cenário de extremos. Enquanto o Brasil se prepara para uma safra robusta, a produção dos Estados Unidos, especialmente na Flórida, deve permanecer em níveis historicamente baixos.

    Os dados, compilados no relatório Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA, mostram que a produção norte-americana deve continuar próxima das mínimas da série histórica. A estimativa para a Flórida, principal região produtora do país, é de uma safra de apenas 12 milhões de caixas, uma queda de 1,6% em relação ao ciclo anterior.

    Desse total, a variedade Valência, principal matéria-prima para suco, deve responder por 7,5 milhões de caixas. O setor enfrenta um encolhimento drástico da base produtiva: o número de árvores produtivas na Flórida caiu 18% em um ano. Um aumento na produtividade por árvore não será suficiente para reverter o quadro de escassez.

    Brasil na direção oposta com clima e comércio a favor

    Para o Brasil, maior exportador mundial de suco de laranja, o USDA projeta um panorama completamente diferente. A produção nacional de laranja na safra 2026/27 deve atingir 330 milhões de caixas, um crescimento de 3,7% frente à estimativa para 2025/26. A expectativa de condições climáticas mais favoráveis em 2026 impulsiona esta projeção.

    Com maior oferta de fruta, a produção do suco concentrado congelado (FCOJ) no Brasil deve alcançar 1,03 milhão de toneladas, alta de 1,9%.

    O cenário positivo ganha ainda mais força no longo prazo com a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo a CitrusBR, entidade que representa as exportadoras, o setor pode acumular uma economia tarifária de cerca de US$ 320 milhões em um período de cinco anos.

    O impacto será mais rápido para o suco não concentrado (NFC), que deve ter as tarifas eliminadas em até quatro anos. Para o FCOJ, a redução ocorrerá de forma gradual, entre cinco e dez anos, consolidando uma vantagem competitiva duradoura para o produto brasileiro no maior mercado importador mundial.

  • Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    Flórida: safra de laranja pode cair 16%, aponta USDA

    A produção de laranjas na Flórida deve recuar 16% na safra 2024/25, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão é de que sejam colhidas 15 milhões de caixas, o equivalente a 675 mil toneladas.

    Impacto dos furacões na Flórida ainda é incerto

    O USDA informou que a queda na produção está associada à doença bacteriana greening, que afetou os pomares locais. O impacto dos recentes furacões, no entanto, ainda não foi avaliado pelo órgão.

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    Produção nacional também em em baixa

    Além da Flórida, a produção total de laranjas nos Estados Unidos deve atingir 2,62 milhões de toneladas em 2024/25, o que representa uma queda de 5% em relação à temporada anterior.

    Soja em queda, mas milho surpreende

    No mesmo relatório, o USDA revisou para baixo a previsão de produção de soja, embora ainda espere uma safra recorde. Já o milho registrou alta. Os agricultores norte-americanos colheram mais milho do que o estimado inicialmente, e o órgão ampliou a projeção para a segunda maior colheita da história do país.

     

     

     

  • Furacão Milton ameaça produção de fertilizantes nos EUA

    Furacão Milton ameaça produção de fertilizantes nos EUA

    O furacão Milton atingiu a Flórida na noite de quarta-feira (9), acendendo o alerta no mercado de fertilizantes. A região abriga 62% das plantas de fosfatados dos Estados Unidos, concentrando unidades de grandes empresas como Mosaic e Nutrien.

    Furacão Milton

    O fenômeno causou enchentes e deixou 3,2 milhões de pontos sem energia no estado. A Mosaic, que já havia sofrido danos com o furacão Helene em setembro, viu sua unidade em Riverview ser fechada para reparos, com previsão de reabertura em 10 dias. No entanto, o furacão Milton chegou antes do previsto.

    A área de Tampa, onde a Mosaic opera três plantas e um terminal marítimo, pode ser a mais impactada. Juntas, essas unidades produzem 5,7 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. As fábricas de Bartow e New Wales estão diretamente na rota do furacão, o que torna o cenário ainda mais preocupante.

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    Em 2022, o furacão Ian já havia causado uma queda de 250 mil toneladas na produção da Mosaic, agravando um mercado fragilizado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. A Nutrien, com uma unidade em White Springs, sofreu os impactos do furacão Helene, mas não divulgou a extensão dos danos.

    A consultoria Agrinvest alerta que, embora os Estados Unidos não sejam grandes fornecedores de fosfatados para o Brasil, uma redução significativa na produção americana pode impactar os preços globais de fertilizantes.

    A Mosaic informou que paralisou as operações na Flórida e que acionou equipes de segurança para minimizar os danos. Além disso, a empresa também está entrando em contato com os funcionários para confirmar a segurança deles e quando as condições permitirem irá avaliar os impactos. Até o momento, a Nutrien não se pronunciou sobre os efeitos do furacão Milton.