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  • Conheça Tereza Cristina, querida por Flávio Bolsonaro e pelo agronegócio

    Conheça Tereza Cristina, querida por Flávio Bolsonaro e pelo agronegócio

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou ao centro das articulações políticas após ter seu nome associado à possível composição da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

    Ex-ministra da Agricultura durante o governo de Jair Bolsonaro, ela é considerada uma das principais representantes do agronegócio brasileiro e possui forte influência entre produtores rurais e lideranças do setor.

    Apesar das especulações, o Partido Progressistas (PP) decidiu manter neutralidade na disputa presidencial e descartou oficialmente a participação da senadora como candidata a vice-presidente.

    Quem é Tereza Cristina

    Nascida em Campo Grande (MS), Tereza Cristina é engenheira agrônoma e empresária.

    Sua trajetória política ganhou projeção nacional principalmente pela atuação em pautas ligadas ao agronegócio, setor que representa uma das principais atividades econômicas do país.

    Ao longo da carreira, ocupou cargos importantes em Brasília e consolidou sua imagem como uma das principais vozes do agro no Congresso Nacional.

    Principais cargos ocupados

    • Deputada federal entre 2015 e 2023;
    • Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA);
    • Ministra da Agricultura entre 2019 e 2022;
    • Senadora por Mato Grosso do Sul desde 2023.

    Conversa com Flávio Bolsonaro

    Na quinta-feira (30), Tereza Cristina revelou que conversou pela primeira vez com Flávio Bolsonaro sobre uma possível candidatura à vice-presidência.

    O encontro ocorreu em Brasília e, segundo a parlamentar, nenhuma definição havia sido tomada naquele momento.

    Ela destacou que qualquer decisão dependeria de negociações políticas e do posicionamento dos partidos envolvidos.

    PP veta participação na chapa

    Na sexta-feira (31), o Progressistas divulgou nota oficial informando que permanecerá neutro na eleição presidencial.

    Com isso, o partido descartou a possibilidade de Tereza Cristina integrar a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.

    Segundo a direção nacional da legenda, a decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais e já foi comunicada à senadora.

    A manifestação ocorreu poucas horas depois de Flávio Bolsonaro afirmar publicamente que a ex-ministra havia aceitado o convite para compor a chapa presidencial.

    Referência do agronegócio

    Mesmo fora da disputa pela vice-presidência, Tereza Cristina continua sendo uma das figuras mais influentes do agronegócio brasileiro.

    Sua passagem pelo Ministério da Agricultura fortaleceu a relação com produtores rurais, cooperativas e entidades do setor, consolidando sua posição como uma das lideranças políticas mais relevantes ligadas ao agro no país.

    Nos bastidores, a senadora segue sendo apontada como um dos principais nomes do PP para ocupar posições estratégicas nas próximas legislaturas e nas discussões sobre políticas voltadas à agropecuária brasileira.

  • “PT persegue o agro?” Declaração de Flávio Bolsonaro gera polêmica

    “PT persegue o agro?” Declaração de Flávio Bolsonaro gera polêmica

    Uma declaração do senador Flávio Bolsonaro voltou a colocar o agronegócio no centro do debate político.

    Segundo o parlamentar, o Partido dos Trabalhadores estaria promovendo uma perseguição ao setor rural. A fala rapidamente ganhou repercussão e dividiu opiniões entre produtores, especialistas e políticos.

    Além disso, o tema reacende uma discussão recorrente no país: a relação entre o agronegócio e os governos federais.

    Críticas ao governo e ao ambiente regulatório

    Flávio Bolsonaro afirmou que decisões recentes e posicionamentos políticos indicam um ambiente menos favorável ao agro.

    “[O governo Lula] Só pensa em atrapalhar e perseguir o agro. Qual é a raiva que eles têm do agro? Eu acho que sei qual é. Eles odeiam propriedade privada.”

    De acordo com o senador, produtores enfrentam aumento de insegurança jurídica, além de preocupações com possíveis mudanças em regras ambientais e fundiárias. Nesse sentido, ele defende que o setor precisa de mais previsibilidade e menos interferência política.

    Autonomia indígena entra no debate

    Durante a declaração, Flávio Bolsonaro também abordou a questão indígena e defendeu maior autonomia para os povos originários.

    Segundo ele, não deveria caber ao Judiciário decidir como cada comunidade utiliza suas terras. Por isso, o senador afirmou que pretende atuar para mudar esse cenário caso avance politicamente.

    Além disso, o pré-candidato destacou que os indígenas deveriam ter liberdade para explorar economicamente suas áreas. Entre as possibilidades citadas, ele mencionou o plantio, a criação de gado, a exploração de recursos do subsolo e até o desenvolvimento de empreendimentos turísticos.

    Na avaliação de Flávio, essa autonomia pode gerar crescimento econômico dentro das próprias comunidades. “Eles vão prosperar com isso”, afirmou.

    Governo e aliados rejeitam acusações

    Por outro lado, integrantes do governo e aliados do Luiz Inácio Lula da Silva negam qualquer tipo de perseguição ao agronegócio. Ao contrário, eles argumentam que o setor continua sendo prioridade econômica e que políticas públicas buscam equilibrar produção, sustentabilidade e crescimento.

    Além disso, destacam que o Brasil segue como uma das maiores potências agrícolas do mundo, com recordes recentes de produção e exportação.

    Agro no centro da disputa política

    O episódio reforça como o agronegócio se tornou peça-chave no cenário político brasileiro.

    Nos últimos anos, o setor ganhou ainda mais protagonismo, tanto pelo peso econômico quanto pela influência nas eleições. Por isso, declarações como essa costumam gerar forte repercussão e mobilizar diferentes grupos.

    O que está em jogo?

    O agronegócio representa uma parcela significativa do PIB brasileiro e tem papel central nas exportações.

    Diante disso, qualquer sinal de instabilidade política ou regulatória tende a gerar preocupação no setor. Ao mesmo tempo, o governo busca equilibrar crescimento econômico com compromissos ambientais e sociais.