Tag: Fiscalização ambiental

  • Pesca irregular acaba com apreensão de 85 kg de peixes e multa de R$ 5,7 mil no interior de SP

    Pesca irregular acaba com apreensão de 85 kg de peixes e multa de R$ 5,7 mil no interior de SP

    A Polícia Ambiental autuou três homens, com idades entre 35 e 47 anos, por realizarem pesca em local proibido nas proximidades da Cachoeira Salto Botelho, em Lucélia (SP) nesta semana. As penalidades aplicadas totalizaram R$ 5.718,80.

    De acordo com a corporação, a ocorrência foi registrada durante uma ação de patrulhamento em uma região considerada crítica para a prática de pesca predatória. Durante a fiscalização, as equipes identificaram os suspeitos operando em dois barcos dentro da área restrita.

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    85 kg de peixe

    No local, agentes constataram o uso de tarrafas, equipamento proibido naquele trecho. Além disso, também foram apreendidos 85,5 quilos de peixes da espécie curimbatá, capturados de forma irregular.

    Diante da infração ambiental, os policiais emitiram três autos de infração que, somados, resultaram em multa de R$ 5.718,80. Também houve a apreensão das embarcações, dos motores de popa e das tarrafas utilizadas.

    Fiscalização apreendeu embarcações, equipamentos de pesca e mais de 85 quilos de peixe — Foto: Reprodução/Polícia Ambiental

    O pescado recolhido foi destinado ao Lar São Vicente de Paulo, de Lucélia, uma vez que os peixes estavam em condições adequadas para consumo.

    Os três envolvidos foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Lucélia, e foram liberados após prestarem depoimento e efetuarem o pagamento da fiança.

  • Fiscalização ambiental combate pesca ilegal e salva tartarugas

    Fiscalização ambiental combate pesca ilegal e salva tartarugas

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou, na última semana, uma operação de fiscalização em áreas de desova da tartaruga-da-amazônia no norte de Goiás. A ação teve como objetivo proteger a espécie durante o período reprodutivo em praias de rios da região.

    Durante a operação, os agentes ambientais aplicaram 26 autos de infração, que somam aproximadamente R$ 135 mil em multas. As equipes atuaram nos municípios de São Miguel do Araguaia, Nova Crixás, Mundo Novo, Bonópolis e Amaralina, principais áreas de reprodução da espécie no estado.

    Os fiscais realizaram patrulhamento terrestre e fluvial, além de monitoramento ambiental, para identificar e coibir práticas ilegais que ameaçam a fauna aquática. A operação resultou na apreensão de 36,7 quilos de pescado, quatro embarcações com motor, 15 tarrafas, sete redes de pesca e diversos petrechos utilizados em atividades irregulares. Os agentes também encontraram um jacaré abatido.

    Durante as ações, as equipes resgataram duas tartarugas e 60 minhocuçus, que retornaram ao habitat natural. Segundo o Ibama, a maior parte das autuações ocorreu por pesca irregular, prática que impacta diretamente o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.

    A presença intensiva da fiscalização também contribuiu para inibir a caça ilegal e outras atividades que ameaçam a biodiversidade local. A retirada de redes, tarrafas e espinhéis proibidos impede a captura indiscriminada de peixes, quelônios e outros animais, reforçando a proteção da fauna na região.

  • Polícia resgata peixes e destrói armadilhas ilegais durante período de defeso

    Polícia resgata peixes e destrói armadilhas ilegais durante período de defeso

    Uma operação da Polícia Militar do Piauí resultou no resgate de mais de 10 quilos de peixes e na destruição de armadilhas ilegais no município de União, região norte do estado. A ação, realizada na quarta-feira (21), faz parte da Operação Piracema, que fiscaliza crimes ambientais durante o período de defeso da pesca.

    O Comando de Policiamento Ambiental (CPA) concentrou esforços em áreas urbanas e rurais do município, onde foram localizadas diversas “tapagens”, que são armadilhas utilizadas para captura irregular de peixes. Os dispositivos foram imediatamente destruídos pelos agentes.

    Peixes de várias espécies retornam ao habitat natural

    As equipes devolveram às margens do rio todos os peixes encontrados presos nas armadilhas, que somavam mais de 10 quilos de diferentes espécies.  A medida contribui diretamente para a preservação do ecossistema aquático local, especialmente durante a Piracema, período crítico para a reprodução das espécies.

    Durante o defeso, a pesca fica proibida para garantir que os peixes possam se reproduzir sem interferências, mantendo o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade dos recursos hídricos da região.

    Fiscalização preventiva e educativa

    Segundo a Polícia Militar, a operação combina ações preventivas, educativas e repressivas. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental e coibir práticas ilegais que ameaçam a fauna aquática do Piauí.

    Foto: Ascom PMPI

    Não houve prisões durante a operação, mas a PMPI reforça que a fiscalização continuará intensificada até o fim do período de defeso.

    Como denunciar crimes ambientais

    A corporação ressalta que a proteção ao meio ambiente é responsabilidade de toda a sociedade. A população pode encaminhar denúncias de crimes ambientais aos órgãos competentes, contribuindo para a preservação dos recursos naturais do estado.

  • Ibama apreende 1 tonelada de pargo ameaçado de extinção

    Ibama apreende 1 tonelada de pargo ameaçado de extinção

    Uma operação de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou na apreensão de quase uma tonelada de pescado ilegal nesta quinta-feira (11/12). A ação faz parte da Operação Kalunga Grande, iniciativa contínua de combate à pesca irregular na Região Norte do Brasil.

    Durante o monitoramento na costa paraense, agentes do Ibama identificaram uma embarcação pesqueira operando sem autorização para captura de pargo (Lutjanus purpureus), espécie classificada como ameaçada de extinção. Quando o barco atracou no município de Bragança, a equipe de fiscalização constatou mais de 950 kg de pescado irregular a bordo.

    A situação se agravou pelo histórico da embarcação: o barco já havia sido autuado anteriormente e estava com permissão de pesca suspensa. Mesmo sob sanção administrativa, o proprietário continuou exercendo a atividade ilegal, configurando reincidência.

    Multas ultrapassam R$ 1 milhão

    Diante das irregularidades constatadas, o proprietário da embarcação recebeu dois autos de infração. O valor total das multas aplicadas supera R$ 1 milhão. Além das penalidades financeiras, a embarcação foi apreendida pelas autoridades ambientais.

    Todo o pescado recolhido durante a operação foi doado ao Hospital Municipal de Bragança, garantindo o aproveitamento adequado do produto e beneficiando a comunidade local.

    Proteção da biodiversidade marinha

    A Operação Kalunga Grande representa o esforço permanente do Ibama na proteção da biodiversidade marinha brasileira. A iniciativa visa fiscalizar a atividade pesqueira na região e combater a exploração ilegal de espécies ameaçadas, contribuindo para a preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade dos ecossistemas costeiros.

    O pargo (Lutjanus purpureus) é uma das espécies mais visadas pela pesca predatória devido ao seu alto valor comercial. A fiscalização rigorosa busca garantir a recuperação dos estoques pesqueiros e evitar o colapso populacional dessa espécie importante para o equilíbrio marinho.

  • Ibama apreende 1,3 tonelada de pescado ilegal

    Ibama apreende 1,3 tonelada de pescado ilegal

    A região da Calha Norte, no Pará, virou palco de duas grandes operações do Ibama que trouxeram resultados expressivos no combate à degradação ambiental. Entre o final de outubro e meados de novembro, as equipes conseguiram frear atividades ilegais que vinham crescendo na região.

    O trabalho começou em terra firme e depois avançou pros rios. Com apoio da Força Nacional de Segurança Pública, os fiscais percorreram municípios onde o desmatamento vinha acelerando. Algo que os sistemas de monitoramento Deter e Brasil Mais já vinham sinalizando há algum tempo.

    Durante a Operação Calha Norte, que rolou entre 28 de outubro e 9 de novembro, as equipes aplicaram autos de infração que totalizaram R$ 4.250.000,00. Além das multas pesadas, 775,36 hectares foram embargados. Ou seja, essas áreas não podem mais ser exploradas até que a situação seja regularizada.

    A estratégia do Ibama focou em três frentes principais: parar as atividades ilegais no flagrante, identificar e punir os responsáveis, e garantir proteção pras áreas que ainda tavam vulneráveis. Os dados de satélite mostraram que era necessário agir rápido, antes que mais floresta fosse derrubada.

    Mais de uma tonelada de pescado apreendido no período proibido

    Logo depois das ações terrestres, veio a Operação Rios Federais. No dia 15 de novembro, os fiscais interceptaram 1,3 tonelada de peixe que tinha sido capturado ilegalmente no rio Amazonas, perto de Óbidos.

    O pescado incluía principalmente mapará (Hypophthalmus spp.) e aracu (Schizodon fasciatus), espécies protegidas nesta época do ano pelo período de defeso, quando a lei proíbe a pesca para garantir a reprodução dos peixes.

    Foto: Ibama/PA

    Diferente de outras apreensões onde o produto acaba perdido, nesse caso todo o pescado foi doado pra comunidade local depois dos procedimentos administrativos. Uma medida que evita desperdício e ainda ajuda quem precisa.

    Entenda o que é o defeso e porque ele existe

    O defeso é aquele período do ano em que determinadas espécies não podem ser pescadas. No Pará, a Portaria Ibama nº 48/2007 estabelece que entre 15 de novembro e 15 de março a pesca de várias espécies fica totalmente proibida.

    Mas porque isso? Simples: é justamente nessa época que os peixes se reproduzem. Se a pesca continuasse normalmente, os estoques naturais entrariam em colapso e, em alguns anos, poderia não ter mais peixe suficiente nem pra alimentar as comunidades locais.

    As espécies protegidas durante esse período incluem pirapitinga, curimatá, mapará, aracu, pacu, jatuarana, fura-calça e branquinha. Pescadores profissionais cadastrados recebem seguro-defeso durante esses meses pra compensar a parada obrigatória.

    Por que essas operações fazem diferença

    Pode parecer que uma tonelada de peixe ou algumas centenas de hectares embargados não mudam muita coisa no contexto da Amazônia inteira. Mas especialistas em conservação explicam que essas ações tem um efeito muito além dos números.

    Primeiro, elas mostram presença do Estado em regiões remotas onde muitas vezes a fiscalização é escassa. Segundo, servem como alerta pra quem pensa em desrespeitar as regras ambientais. E terceiro, talvez o mais importante, protegem diretamente ecossistemas que são fundamentais pro equilíbrio ambiental de toda a região.

    A proteção das florestas e o respeito aos ciclos reprodutivos das espécies aquáticas não são apenas questões ambientais abstratas. Elas afetam diretamente a segurança alimentar das comunidades ribeirinhas e a manutenção da biodiversidade que torna a Amazônia única no planeta.

    Portanto, as operações integradas do Ibama demonstram que o combate aos crimes ambientais precisa acontecer em múltiplas frentes. Tanto em terra quanto na água, tanto contra o desmatamento quanto contra a exploração ilegal dos recursos naturais.

  • Ibama devolve animais à natureza após resgates no Rio de Janeiro e Amazonas

    Ibama devolve animais à natureza após resgates no Rio de Janeiro e Amazonas

    O Ibama devolveu 148 jabutis-piranga ao seu habitat natural na Bahia nesta semana. Os animais haviam sido apreendidos durante uma ampla operação contra o tráfico de fauna silvestre no Rio de Janeiro.

    Servidores do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Seropédica transportaram os répteis até a Caatinga, onde a espécie ocorre naturalmente. Os jabutis foram soltos em Vitória da Conquista, região que oferece condições adequadas para sua sobrevivência.

    Uma equipe multidisciplinar composta por médicos veterinários, biólogos e técnicos acompanhou o processo de reabilitação dos animais. Em menos de três semanas, os jabutis recuperaram o peso ideal e apresentaram boas condições de saúde.

    Os jabutis-piranga (Chelonoidis carbonaria) habitam naturalmente as matas brasileiras do Nordeste ao Sudeste. A espécie se caracteriza por um casco com placas amareladas e escamas vermelhas na cabeça e nas pernas. Esses répteis se alimentam de flores, frutos, folhagens e insetos, ocupando principalmente biomas de baixo relevo e pouca umidade.

    Outras espécies retornam à Mata Atlântica

    Além dos jabutis, a equipe do Cetas Seropédica devolveu outras espécies à natureza. Equipes de conservação soltaram uma iguana (Iguana iguana), dois corrupiões (Icterus jamacaii) e 48 galos-de-campina (Paroaria dominicana) em Porto Seguro, no litoral baiano.

    Corrupiões e galos-de-campina foram libertados na Mata Atlântica. Foto: Divulgação/Ibama

    O corrupião destaca-se pelo canto melodioso e pela capacidade de imitar outras aves. Já o galo-de-campina, também conhecido como cardeal-do-nordeste, chama atenção pela plumagem vermelha, cinza, branca e negra.

    Operação nacional desarticula esquema milionário

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a operação em 16 de setembro. A ação resultou na prisão de 47 pessoas e na apreensão de mais de 700 animais silvestres.

    A organização criminosa capturava os animais diretamente de seus habitats em Minas Gerais e nos estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Muitos espécimes chegaram aos centros de reabilitação abaixo do peso e doentes.

    “A quadrilha movimentou mais de R$ 5 milhões em apenas um ano”, estima a Polícia Civil. O superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, alerta que os compradores também cometem crime: “Quem compra animal silvestre sem documentação legal contribui para essa atividade ilícita, podendo responder pelo crime de receptação.”

    Ibama apreende 117 quelônios no Parque Nacional do Jaú

    O Ibama também apreendeu 117 quelônios durante fiscalização na base fluvial do Parque Nacional do Jaú, no Amazonas. Os traficantes esconderam os animais entre produtos regionais que supostamente venderiam em Novo Airão.

    Foto: Divulgação/Ibama

    A operação ocorreu na terça-feira (7) em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A ação integrava o monitoramento de áreas de manejo do Programa Quelônios da Amazônia (PQA).

    Multa de R$ 585 mil e soltura imediata

    O infrator recebeu multa de R$ 585 mil, conforme o Decreto nº 6.514/2008. A legislação estabelece multa de R$ 5 mil por animal de espécie constante em listas oficiais da fauna brasileira ameaçada de extinção. A embarcação também foi apreendida. Especialistas examinaram os animais no local e constataram bom estado de saúde. Os quelônios foram soltos imediatamente dentro do próprio Parque Nacional.

    O Parque Nacional do Jaú é uma Unidade de Conservação Federal de proteção integral gerida pelo ICMBio. Com 2,3 milhões de hectares, a área abrange os municípios de Novo Airão e Barcelos, no Amazonas, e Caracaraí, em Roraima.

    “A região é altamente relevante para a conservação da natureza na Amazônia. Não podemos permitir que crimes ambientais ocorram no Parque Nacional”, afirma o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo. “O Ibama e ICMBio atuarão juntos e de forma intensa para impedir novas agressões à natureza.”

    Programa Quelônios: a maior iniciativa de conservação do mundo

    O Programa Quelônios da Amazônia representa a maior iniciativa de conservação de fauna em vida livre do mundo. Criado em 1979, o PQA já soltou mais de 100 milhões de filhotes na natureza.

    O programa protege três espécies: tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), tracajá (Podocnemis unifilis) e pitiú (Podocnemis sextuberculata). As ações acontecem ao longo da bacia dos rios Amazonas e Araguaia/Tocantins.

    O Ibama combina estratégias de manejo conservacionista, pesquisa, capacitação, educação ambiental e fiscalização. O objetivo é promover o desenvolvimento social e garantir equilíbrio entre a fauna amazônica e as comunidades ribeirinhas.

    Em setembro, o Instituto já havia apreendido 335 quelônios em outra operação integrada no Amazonas. As equipes do Ibama realizam frequentemente atividades de educação ambiental para conscientizar as populações locais sobre a importância da conservação das espécies.