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  • Operação apreende mais de 50 toneladas de soja no Rio Grande do Sul

    Operação apreende mais de 50 toneladas de soja no Rio Grande do Sul

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma grande operação de combate à entrada irregular de produtos agropecuários no Noroeste do Rio Grande do Sul. A Operação Ronda Agro LXXXIX foi coordenada pelo Programa Vigifronteiras. E apreendeu 51 toneladas de soja, 12 toneladas de cebola e 1.946 litros de produtos similares a agrotóxicos sem registro durante fiscalização em Santa Rosa e Três Passos. Os municípios são estratégicos na fronteira do estado.

    Foto: Divulgação/Mapa

    A ação, que teve como foco o combate ao trânsito internacional irregular de produtos agropecuários, contou com a participação integrada da Brigada Militar, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Receita Federal e do programa Sentinela, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), sediado em Foz do Iguaçu (PR), também apoiou as atividades.

    Veículos apreendidos

    Durante as fiscalizações em estabelecimentos rurais e terminais de recebimento de grãos, a Polícia Federal apreendeu veículos utilizados no transporte dos produtos ilegais. Incluindo um caminhão truck, um trator, um carretão e uma esteira elétrica. Todo o material foi encaminhado à Receita Federal para perdimento, e o prejuízo estimado aos infratores ultrapassa meio milhão de reais.

    Além do impacto econômico, a operação visa proteger a sanidade agropecuária e a saúde pública. E reforça o compromisso do Mapa com a segurança dos alimentos, saúde animal e vegetal. Além da defesa dos interesses nacionais no comércio internacional. O diretor substituto de Serviços Técnicos do Mapa, Fabrício Pedrotti, destacou que a atuação integrada nas fronteiras é fundamental para evitar riscos sanitários e econômicos ao setor agropecuário.

    O major Anderson Machado, do 4º Batalhão de Polícia de Área de Fronteira da Brigada Militar, ressaltou a importância da cooperação entre os órgãos. “A presença e a atuação cooperada dos órgãos é fundamental não apenas para a proteção da defesa agropecuária. Mas também para a manutenção da segurança pública nas fronteiras. As ações integradas tornam-se indispensáveis para o enfrentamento de ilícitos e o fortalecimento da legalidade”.

    Para o major Salóes, do Comando Militar do Sul. “A participação da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada evidenciou a eficácia da ação integrada do Estado na proteção de interesses estratégicos e na desarticulação de redes ilícitas transnacionais”

    As ações do Vigifronteiras integram o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF). Elas estão alinhadas à Política Nacional de Fronteiras, respaldadas por decretos que atribuem à Secretaria de Defesa Agropecuária a competência para prevenir e combater fraudes contra a saúde pública e as relações de consumo.

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  • Aeroporto: restos de animais são interceptados em voo da Nigéria

    Aeroporto: restos de animais são interceptados em voo da Nigéria

    Na tarde de terça-feira (28), um voo proveniente da Nigéria foi alvo de uma ação de fiscalização no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Durante a inspeção de rotina, os aparelhos de raio-X detectaram material orgânico em uma bagagem, levando à verificação imediata pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Dentro da mala, havia ratos empalhados, morcegos, camaleões, cabeças de cobra, bagres secos e até uma cabeça decapitada de cachorro, além de diversas larvas. As autoridades apreenderam o material e o encaminharam para incineração.

    De acordo com o Vigiagro, a bagagem era uma encomenda, e o destinatário aguardava do lado de fora da área de fiscalização. A apreensão de restos de animais e animais silvestres não é incomum no aeroporto. No final de novembro, por exemplo, o Vigiagro interceptou uma bagagem com 386 tartaruguinhas de casco mole chinesas, que também representavam risco à saúde animal e ao meio ambiente.

    Por que a entrada desses materiais é proibida?

    A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa proíbe a entrada de materiais orgânicos sem certificação e tratamento adequado por questões zoossanitárias. Produtos como os encontrados podem carregar larvas, insetos ou micro-organismos que representam um risco grave de introduzir doenças e pragas no país. Esses patógenos podem comprometer a produção agropecuária nacional, afetando tanto a economia quanto a segurança alimentar do Brasil.

    A introdução de espécies exóticas ou doenças pode causar desequilíbrios ecológicos e prejuízos bilionários ao agronegócio. Um exemplo histórico é o caso do fungo Fusarium oxysporum, causador do mal-do-Panamá, que devastou plantações de banana em várias partes do mundo. Por isso, países com sistemas eficientes de defesa agropecuária, como o Brasil, restringem rigorosamente a entrada de materiais orgânicos não certificados.

    Além do caso recente das tartaruguinhas chinesas, outros incidentes chamaram a atenção nos últimos anos. Em 2021, o Vigiagro apreendeu mais de 1 tonelada de carne de javali em um voo vindo da Europa. Em 2020, foram interceptados 27 quilos de sementes não declaradas em encomendas vindas da Ásia, que poderiam carregar pragas agrícolas. Esses casos reforçam a importância da fiscalização para proteger o patrimônio agropecuário e ambiental do país.

    Recomendações para viajantes

    O Mapa recomenda que passageiros e importadores consultem as listas de restrições do país de destino antes de viajar ou enviar encomendas. A entrada de produtos de origem animal ou vegetal sem autorização pode resultar em multas, apreensão dos materiais e até processos criminais. A conscientização e a colaboração da população são essenciais para evitar riscos à saúde animal, vegetal e humana.

    As autoridades incineraram o material apreendido no voo da Nigéria para eliminar qualquer risco de contaminação. O caso serve como alerta para os perigos associados ao transporte irregular de produtos orgânicos e reforça a necessidade de manter os controles sanitários nas fronteiras do país.

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