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  • Feira Internacional da Mandioca reúne especialistas e espera movimentar R$ 250 milhões

    Feira Internacional da Mandioca reúne especialistas e espera movimentar R$ 250 milhões

    O Parque Internacional de Exposições de Paranavaí se prepara pra receber, pela quarta vez, a Feira Internacional da Mandioca (Fiman). O evento, que acontece de 25 a 27 de novembro, promete reunir mais de 7 mil visitantes e movimentar cifras que podem ultrapassar os R$ 250 milhões registrados na última edição, em 2023.

    A Embrapa Mandioca e Fruticultura, com sede em Cruz das Almas (BA), não só apoia institucionalmente o evento como também comanda boa parte da programação técnica. E a presença da empresa de pesquisa não é por acaso – o Paraná lidera a produção nacional de mandioca para indústria, com números que impressionam até os mais experientes do setor.

    Paraná mostra porque é referência nacional

    Os dados do IBGE de 2024 revelam uma performance que deixa claro porque o estado concentra o maior complexo industrial de fécula, farinha e polvilho azedo do país. O rendimento médio paranaense alcançou 26.822 kg por hectare, quase o dobro da média nacional de 15.465 kg/ha.

    Só na produção de fécula, foram 689,3 mil toneladas no ano passado, sendo que o Paraná respondeu por impressionantes 65,6% de todo o volume nacional. Números assim não aparecem da noite pro dia – são resultado de anos de investimento em tecnologia e pesquisa.

    O que a Embrapa vai apresentar na feira

    Carlos Estevão Cardoso, chefe-geral substituto da Embrapa Mandioca e Fruticultura, explica a importância de marcar presença no evento. “É um momento estratégico para a mandiocultura nacional. Ali se concentra as principais lideranças do setor, com uma dinâmica de produção que atende mercados extremamente exigentes”, afirma.

    Segundo ele, a Embrapa vem fazendo entregas importantes para a região Centro-Sul, especialmente no lançamento de variedades mais produtivas, com maior teor de amido e adaptadas à mecanização. “O objetivo é reduzir os custos de produção, mas também captar novas demandas do setor”, completa Cardoso, que vai participar da abertura oficial ao lado do chefe-adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento, Eduardo de Andrade.

    Programação recheada de conteúdo técnico

    A agenda técnica começa já no primeiro dia. Às 15h do dia 25, o pesquisador Rudiney Ringenberg fala sobre manejo integrado de mosca-branca e mandarová – duas pragas que tiram o sono de muitos produtores. No dia seguinte, Ringenberg também vai comandar um dia de campo pela manhã.

    Mas é a nova doença que vem atacando plantações no Norte do país que deve gerar mais discussão. No dia 26, o analista Herminio Rocha apresenta estratégias de prevenção e combate à morte descendente da mandioca, também conhecida como vassoura-de-bruxa. Um problema recente que preocupa especialistas e produtores.

    Rocha volta ao palco no dia 27 para falar sobre materiais de plantio. Ele coordena a Rede Reniva, iniciativa focada na produção e distribuição de manivas-sementes com qualidade genética e fitossanitária garantidas.

    Tecnologias que fazem a diferença no campo

    O estande da Embrapa, sob responsabilidade do analista Ildos Parizotto, vai apresentar um leque de soluções práticas. Entre elas, destaque para a técnica de termoterapia e os métodos de multiplicação de mudas desenvolvidos pela Rede Reniva.

    Os visitantes também vão conhecer as variedades lançadas especificamente para a região Centro-Sul. Para uso industrial, estão disponíveis a BRS CS 01, BRS 420, BRS Boitatá e BRS Ocauçu. Já quem trabalha com mandioca de mesa pode contar com a BRS 429.

    E tem novidade digital: a Embrapa acabou de lançar a plataforma Ater+ Mandioca (disponível em atermaismandiona.embrapa.br). O portal reúne informações confiáveis em formatos variados – textos curtos, vídeos, infográficos – tudo pensado pra facilitar o dia a dia no campo e tornar o conhecimento mais acessível.

    Uma parceria que deu certo

    Desde 2009, a Embrapa mantém um campo avançado na Embrapa Soja, em Londrina. A estratégia permitiu que pesquisadores ficassem mais próximos da realidade local, instalassem experimentos em propriedades parceiras e atendessem melhor as demandas específicas dos produtores paranaenses.

    O resultado dessa proximidade? Já foram lançadas quatro variedades de mandioca industrial com alto rendimento de amido. As duas mais recentes, BRS Ocauçu e BRS Boitatá, chegaram ao mercado em julho deste ano, somando-se às já consolidadas BRS CS01 e BRS 420.

    A Fiman é fruto da união de várias entidades: Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap), Sindicato Rural de Paranavaí, Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, Centro Tecnológico da Mandioca (Cetem), Prefeitura de Paranavaí, Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam) e Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná (Simp).

    A proposta é criar um espaço onde produtores conversam com industriais, fornecedores mostram novidades, consumidores entendem melhor a cadeia e varejistas identificam oportunidades. Um ambiente de negócios, sim, mas também de troca de conhecimento e construção coletiva de soluções.

    Serviço:
    • Evento: Feira Internacional da Mandioca (Fiman)
    • Local: Parque Internacional de Exposições
    • Endereço: BR-376, KM 108, Distrito Sumaré – Paranavaí (PR)
    • Data: 25 a 27 de novembro de 2025
    • Inscrições: https://fiman.com.br
  • Paranavaí sediará feira internacional da mandioca

    Paranavaí sediará feira internacional da mandioca

    Paranavaí, no noroeste do Paraná, se prepara para receber a 4ª Feira Internacional da Mandioca (Fiman), marcada para os dias 25, 26 e 27 de novembro. Reconhecida como a Capital da Mandiocultura Industrial, a cidade espera público recorde e volume de negócios superior a R$ 250 milhões, alcançado na última edição.

    O evento, realizado no Parque Internacional de Exposições Costa e Silva, promete ser o maior da história do setor. A feira discutirá inovação, sustentabilidade e soluções para o aumento da produtividade da mandioca.

    Brasil é destaque na produção global

    A Fiman abordará o papel do Brasil no mercado internacional. O país é o quinto maior produtor mundial, responsável por 5,7% da produção global. Em 2024, o setor movimentou R$ 18 bilhões, com 19 milhões de toneladas colhidas e quase um milhão de propriedades rurais envolvidas na atividade.

    Para Ivo Pierin, vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP), organizadora do evento, a feira é o principal ponto de encontro da cadeia produtiva. “A Fiman reúne indústrias, fornecedores e centros de pesquisa. É a vitrine de novas variedades, equipamentos e tecnologias em mecanização e aproveitamento da mandioca”, afirma Pierin.

    Cidade se consolida como centro da mandiocultura

    Com a presença de comitivas nacionais e internacionais, a Fiman 2025 deve superar os resultados da edição anterior. O prefeito de Paranavaí, Mauricio Gehlen, destaca que o município é referência mundial em produção inteligente e industrialização da mandioca. “A feira promove parcerias e impulsiona o desenvolvimento. A mandioca é estratégica para a segurança alimentar e o Brasil é líder no setor”, ressalta.

    A expectativa é reunir representantes de mais de 20 países, consolidando Paranavaí como referência global em mandiocultura industrial.

    Paraná lidera produtividade

    Segundo o IBGE, o Paraná apresentou rendimento médio de 26.822 kg por hectare em 2024, bem acima da média nacional de 15.465 kg/ha. Essa eficiência sustenta a indústria da fécula, que produziu 689,3 mil toneladas no ano passado, sendo o Paraná responsável por 65,6% do total.

    Pierin, também presidente do Sindicato Rural de Paranavaí e membro da FAEP, destaca que a feira incentiva a integração entre produtores, empreendedores e pesquisadores. “Os produtores terão contato direto com indústrias, novas pesquisas e oportunidades de investimento em fécula e farinha”, explica.

    Inovação, conhecimento e negócios

    Com entrada gratuita, das 13h às 20h, a Fiman 2025 será um centro de conhecimento, inovação e negócios.
    A programação inclui rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae, Dia de Campo (27/11), Ideathon — maratona de ideias para soluções em produção de fécula — e palestras técnicas sobre inovação, sustentabilidade e novos mercados.

    Entre os expositores confirmados estão Cresol, Marquesfund, Secamaq, Podium, VMAQ, Petra Agronegócio, além das chinesas Sino Food e Bosida.

    Programação de palestras técnicas

    25/11 – terça-feira
    • Manejo Integrado de Mosca Branca e Mandarová na Cultura da Mandioca – Rudiney Ringenberg (Embrapa)
    • Ecossistema Biometano New Holland – Gean Severo Cembranel (New Holland)
    26/11 – quarta-feira
    • Nova Vassoura de Bruxa da Mandioca – Herminio Souza Rocha (Embrapa)
    • Do Resíduo ao Resultado: A Nova Era da Eficiência na Extração Agrícola – João Marques Sobrinho (MarquesFund)
    • Bacillus cereus na indústria de derivados de mandioca: desafios regulatórios e estratégias de controle – José Lucas Rezende (Rezende Tecnologia)
    27/11 – quinta-feira
    • Materiais de plantio de mandioca – Rede Reniva – Helton Fleck da Silveira e Herminio Souza Rocha (Embrapa)