Tag: Ferrugem asiática

  • Pesquisa brasileira transforma resíduo de celulose em defensivo agrícola

    Pesquisa brasileira transforma resíduo de celulose em defensivo agrícola

    O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à Embrapa a patente nº BR 102024018669-9, oficializando uma tecnologia que pode mudar o manejo de pragas em lavouras de soja e milho. A invenção protege formulações pesticidas de liberação controlada desenvolvidas a partir da lignina, um polímero natural abundante na biodiversidade brasileira.

    Os pesquisadores Silvio Vaz Júnior, da Embrapa Agroenergia, Ângelo Aparecido Barbosa Sussel, da Embrapa Cerrados, e a bolsista de pós-doutorado Flávia Augusta Dias Galarza assinam a inovação. A patente, expedida em 12 de maio de 2026, garante à Embrapa a propriedade da tecnologia por 20 anos, contados a partir de setembro de 2024.

    Da fábrica de celulose para o campo

    A matéria-prima da tecnologia é a lignina Kraft, coproduto da indústria de papel e celulose que normalmente vai para a queima em caldeiras. Ao transformar esse resíduo em suporte para defensivos, os pesquisadores inserem o material na lógica da economia circular e ampliam seu valor tecnológico.

    “O principal objetivo é reduzir os impactos ambientais causados pelos pesticidas sintéticos convencionais”, afirma Silvio Vaz Júnior. Nos métodos tradicionais de pulverização, perdas chegam a 30% por degradação imediata dos princípios ativos. O que leva agricultores a aumentar as doses e contaminar solos e recursos hídricos.

    A lignina atua como matriz protetora: encapsula o pesticida e o libera de forma lenta e gradual nas lavouras. Ela também oferece proteção contra a radiação ultravioleta, que frequentemente degrada pesticidas quimicamente instáveis antes de cumprirem sua função.

    Como a tecnologia funciona

    Para viabilizar o encapsulamento, os pesquisadores submeteram a lignina a modificações químicas, gerando duas variantes: lignina Kraft acetilada (LKA) e lignina Kraft aminada (LKAM). Nos testes laboratoriais, essas versões atingiram índices de encapsulamento entre 80% e 100%.

    As nanopartículas resultantes medem entre 150 e 300 nanômetros, tamanho que favorece a adesão e a absorção pelas plantas. Essa precisão em escala nanométrica garante que o princípio ativo chegue exatamente onde e quando o produtor precisa, com menos desperdício.

    Resultados nos campos de soja e milho

    Em lavouras de soja, o alvo dos testes foi a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), principal doença da cultura no Brasil. A formulação TBZ-LKA reduziu em até 84,85% o número de lesões causadas pelo fungo. Um desempenho comparável ao dos produtos líderes de mercado Tebufort® e Fox Xpro®.

    No milho, os pesquisadores testaram o controle da helmintosporiose (Exserohilum turcicum). O destaque foi a formulação PTZ-LKA, que reduziu a incidência da doença em 97% na primeira avaliação. Mesmo 45 dias após a aplicação, sob condições climáticas favoráveis ao fungo, a tecnologia continuou protegendo as folhas, superando fungicidas comerciais em longevidade e redução de pústulas.

    Além da eficácia prolongada, a análise comparativa mostrou que as formulações de lignina demandam menor massa de fungicida por hectare. “Reduzimos significativamente a carga tóxica lançada no ecossistema”, destaca Silvio.

    Alinhamento com as metas globais de sustentabilidade

    A patente se encaixa nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU — especificamente o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável) e o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis). A tecnologia responde à demanda por “intensificação sustentável”: produzir mais alimentos sem ampliar o impacto ambiental.

    O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de produção de celulose, o que garante oferta abundante e barata de lignina Kraft. Esse cenário torna a fabricação das nanoformulações economicamente viável e estrategicamente relevante para a indústria nacional de defensivos.

  • Ferrugem asiática dispara e coloca produtores em alerta máximo

    Ferrugem asiática dispara e coloca produtores em alerta máximo

    Um cenário de alta pressão fitossanitária se estabelece sobre as lavouras de soja da região Sul do Brasil nesta safra 2025/2026. Dados oficiais do Consórcio Antiferrugem apontam um aumento drástico nos registros da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, com o estado do Paraná como epicentro nacional do problema. Especialistas atribuem o fenômeno a uma combinação de fatores climáticos, culturais e à crescente resistência do patógeno aos fungicidas disponíveis no mercado.

    Os números deixam clara a dimensão do desafio. Até meados de janeiro de 2026, o Paraná contabiliza entre 88 e 99 registros oficiais da doença, o que representa a maior concentração nacional. O volume de casos no estado mais que dobrou em comparação com o mesmo período da safra anterior.

    O Mato Grosso do Sul, estado vizinho que também integra a região centro-sul de produção, aparece em segundo lugar, com 44 a 54 registros. Um aumento de quase quatro vezes na comparação anual. Já os outros estados do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, apresentam números relativamente baixos na comparação nacional, com 5 a 14 e 2 registros, respectivamente.

    Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja, explica: “O aumento expressivo de notificações não indica, necessariamente, uma falha generalizada no controle. Ele evidencia, sobretudo, que o fungo está circulando com muita força na região e que o manejo precisa ser extremamente criterioso e no momento certo”.

    O triângulo perfeito para a doença: clima, soja “tiguera” e plantio cedo

    Três fatores principais convergem para explicar por que a ferrugem encontrou condições tão favoráveis no Sul, especialmente no Paraná:

    • Invernos úmidos e a “ponte verde”: os invernos recentes na região têm apresentado maior umidade. Essa condição favorece a sobrevivência da chamada “soja voluntária” ou “tiguera” — plantas que germinam espontaneamente de grãos perdidos na colheita. Essas plantas funcionam como uma “ponte verde”, hospedando e mantendo o fungo vivo e ativo durante toda a entressafra, prontinho para infectar a nova lavoura.
    • Janela de plantio antecipada: o Paraná possui uma das janelas de plantio mais precoces do país, autorizado a iniciar a semeadura a partir de 1º de setembro. Quanto mais cedo a soja vai para o campo, maior a janela de tempo para que a doença se manifeste e se prolifere, principalmente se houver inóculo (o fungo) presente no ambiente.
    • Monitoramento ativo: o estado possui uma rede técnica extensa e cooperativas fortemente organizadas. Essa estrutura permite um monitoramento fitossanitário mais ativo e capilarizado, o que naturalmente resulta na identificação e no registro oficial de um número maior de focos, se comparado a regiões com menor assistência no campo.

    A batalha no campo: estratégias para conter o avanço

    Diante da pressão alta da doença e dos relatos de redução na eficácia de alguns fungicidas, o manejo integrado se torna não uma opção, mas uma obrigação. As recomendações técnicas baseiam-se em quatro pilares:

    • Eliminar o inóculo: respeitar rigorosamente o período de vazio sanitário — os 90 dias sem nenhuma planta de soja viva no campo — e erradicar toda soja voluntária são as medidas mais eficazes para quebrar o ciclo do fungo.
    • Monitorar constantemente: os produtores devem vistoriar as lavouras semanalmente, examinando as folhas do baixeiro (parte inferior das plantas) para detectar os primeiros sinais da ferrugem. Ferramentas como o aplicativo do Consórcio Antiferrugem são essenciais para acompanhar a disseminação da doença pela região.
    • Aplicar fungicidas com estratégia: a pulverização deve ser preventiva ou no aparecimento dos primeiros sintomas. O protocolo mais recomendado atualmente prevê a associação de fungicidas multissítios com produtos de outros grupos químicos. Essa combinação age em diferentes processos do fungo, dificultando o surgimento de resistência.
    • Adotar práticas culturais: o uso de cultivares com tolerância à doença, a rotação de culturas com plantas não hospedeiras (como milho ou braquiária) e o tratamento profissional de sementes completam o pacote de defensivos.

    Fontes confiáveis para a tomada de decisão

    Em um cenário complexo, tomar decisões com base em informação sólida é crucial. Os produtores devem buscar dados em fontes oficiais e isentas:

    Consórcio Antiferrugem: mantém o mapa oficial e atualizado de todos os focos confirmados no Brasil. O app para smartphones é uma ferramenta prática de consulta.

    Rede de Fitossanidade Tropical (RFT): publica anualmente a “Classificação de Eficácia de Fungicidas” para a ferrugem da soja, um documento técnico baseado em ensaios de campo que orienta a escolha dos produtos mais eficazes.

    Embrapa Soja: é a principal referência em pesquisa, emitindo alertas e circulares técnicas com as recomendações oficiais de manejo.

  • Focos de ferrugem asiática disparam no Rio Grande do Sul

    Focos de ferrugem asiática disparam no Rio Grande do Sul

    A ferrugem asiática, principal doença da soja, apresentou altos níveis de infecção logo no início da safra 2024/2025 no Rio Grande do Sul. No entanto, o clima seco e as ondas de calor registradas entre fevereiro e março atuaram como um freio natural, contendo a propagação do fungo e resultando em um avanço menor que o observado na safra anterior, influenciada pelo El Niño. As informações são do programa de monitoramento aerobiológico do governo do estado.

    O monitoramento realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pela Emater/RS-Ascar detectou os primeiros focos já em outubro de 2024, logo após o fim do vazio sanitário, em lavouras de Cruz Alta.

    De acordo com a Circular Técnica nº 29 – Programa Monitora Ferrugem RS, os municípios de Muitos Capões (602 esporos), Três Passos (372), Ijuí (293) e Cruz Alta (205) registraram as maiores concentrações do fungo Phakopsora pachyrhizi nas semanas iniciais. A análise mostrou que os picos de esporos ocorreram sempre após períodos de chuva e com alta umidade relativa do ar.

    Entre as regiões, o Planalto Médio foi a mais crítica, com a impressionante marca de 5.584 esporos coletados, seguido pelo Planalto Superior–Serra do Nordeste (2.908) e pelo Alto/Médio Vale do Uruguai (2.281).

    Ação do clima e importância do monitoramento

    A pesquisadora doutora em fitopatologia da Seapi, Andréia Mara Rotta de Oliveira é uma das autoras do estudo. E explica que os resultados “reforçam a relevância do monitoramento climático aliado à vigilância do patógeno como estratégia essencial para o manejo preventivo”.

    Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi), enfatiza que o objetivo do programa é justamente fornecer um prognóstico de risco. “As informações geradas podem ser utilizadas para o início do controle da doença e para a tomada de decisão quanto ao uso de fungicidas”, disse.

    O programa mantém coletores em 77 lavouras distribuídas por 75 municípios, cobrindo as 11 regiões ecoclimáticas do RS. Os dados são atualizados semanalmente e disponibilizados em mapas online, servindo como uma ferramenta vital para o produtor rural.

    Atualmente, o estado cumpre o vazio sanitário da soja, que segue até 30 de setembro. A medida, que proíbe a manutenção de plantas vivas no campo, é considerada fundamental para quebrar o ciclo do fungo. E, portanto, reduzir a pressão de incidência da ferrugem asiática na próxima safra.

  • RS inicia vazio sanitário da soja hoje

    RS inicia vazio sanitário da soja hoje

    O vazio sanitário da soja começa nesta quinta-feira (3/7) no Rio Grande do Sul e segue até 30 de setembro. Durante esse período de 90 dias, produtores não podem manter plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento em suas lavouras. A medida, definida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) através da Portaria 1217/2025, visa combater a ferrugem asiática e proteger a produtividade das lavouras gaúchas.

    Além do vazio sanitário, o Mapa também estabeleceu o calendário de semeadura da soja no estado. O plantio poderá ocorrer de 1º de outubro a 28 de janeiro de 2026.

    Segundo Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o vazio sanitário e o calendário de plantio são estratégias essenciais para o controle da ferrugem asiática. “Essas ações garantem o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para nosso estado”, afirma Felicetti.

    A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, representa uma das maiores ameaças à sojicultura. Para monitorar a doença, o Rio Grande do Sul mantém o programa Monitora Ferrugem RS, que acompanha a presença de esporos nas regiões produtoras do estado.

    O programa utiliza métodos de detecção de esporos aliados à análise das condições meteorológicas para gerar mapas de risco da doença. Essas informações orientam técnicos e produtores na adoção de medidas preventivas e no manejo eficiente das lavouras.

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  • Vazio sanitário da soja começa em todo o Paraná

    Vazio sanitário da soja começa em todo o Paraná

    O vazio sanitário da soja passa a valer em todo o Paraná a partir deste sábado (21). Com a inclusão da Região 1, o escalonamento definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está completo no estado.

    Essa fase abrange os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral. Nas demais regiões, o período de vazio começou no início do mês. A medida segue até 19 de setembro nessa área. Em resumo, ela busca conter o avanço do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A doença é considerada a mais severa da cultura da soja e pode gerar perdas de até 90% na produtividade.

    Vazio sanitário

    Durante o vazio sanitário, os produtores não podem cultivar nem manter plantas vivas de soja no campo. Ou seja, o objetivo é eliminar possíveis hospedeiros do fungo, evitando sua multiplicação e a recontaminação da lavoura no ciclo seguinte.

    O Paraná adotou o escalonamento em três fases. A divisão considera os diferentes microclimas das regiões produtoras. O Mapa estabeleceu os prazos com base em estudos técnicos para reduzir os riscos fitossanitários.

    A fiscalização é responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A autarquia, ligada à Secretaria estadual da Agricultura, fiscaliza o cumprimento da medida e aplica penalidades aos infratores.

    A Adapar também controla os prazos da janela oficial de plantio da soja no Estado. O Departamento de Sanidade Vegetal da agência (DESV) reforça que a adesão de todos os produtores é essencial para o sucesso da medida.

    A orientação é eliminar imediatamente qualquer planta viva de soja encontrada no campo. Além disso, o monitoramento contínuo das lavouras ajuda a evitar a reintrodução do fungo.

    Regiões e datas do vazio sanitário da soja no Paraná

    A Portaria nº 1.271, publicada em 30 de abril de 2025 pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, define as datas do vazio sanitário em três regiões do estado:

    • Região 1 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral): de 21 de junho a 19 de setembro. O plantio começa em 20 de setembro e segue até 20 de janeiro de 2026.

    • Região 2 (Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste): de 2 de junho a 31 de agosto. A semeadura vai de 1º de setembro até 31 de dezembro.

    • Região 3 (Sudoeste): de 12 de junho a 10 de setembro. O plantio ocorre entre 11 de setembro e 10 de janeiro de 2026.

    A adesão ao vazio sanitário é uma das estratégias mais eficazes para controlar a ferrugem asiática no Brasil. Além disso, garante maior segurança fitossanitária para a próxima safra de soja.

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  • Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    O Sudoeste do Paraná entrou nesta quinta-feira (12) no período de vazio sanitário da soja, conforme o calendário escalonado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida, que se estende até 10 de setembro, proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja nos campos da região. O plantio da oleaginosa será liberado a partir de 11 de setembro, com prazo final para a semeadura em 10 de janeiro de 2026.

    O vazio sanitário é uma estratégia fitossanitária fundamental para interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, considerada a principal doença da soja no Brasil. Sem a presença de plantas vivas no campo, o fungo perde seu hospedeiro, reduzindo drasticamente a incidência e a disseminação da doença na próxima safra. A ferrugem asiática pode comprometer até 90% da produção, além de elevar os custos de controle e impactar a produtividade das lavouras.

    Fiscalização e penalidades

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) é responsável pela fiscalização do cumprimento do vazio sanitário em todo o estado. Produtores que descumprirem as regras e mantiverem soja viva durante o período proibido estão sujeitos a penalidades previstas em lei. A Adapar também monitora o calendário de plantio para garantir a efetividade da medida.

    Segundo técnicos da Adapar e do Sistema FAEP, a adesão de todos os agricultores é essencial para o sucesso da estratégia. A orientação é eliminar imediatamente qualquer planta de soja que surgir espontaneamente durante o vazio sanitário, incluindo áreas de pousio, beiras de estradas e cultivos de inverno.

    Calendário escalonado por regiões

    O Paraná adotou o escalonamento do vazio sanitário para respeitar os diferentes microclimas e otimizar o controle da doença. Confira as datas para cada região:

    A Portaria nº 1.271, de 30 de abril de 2025, do Mapa definiu os períodos após consultar entidades representativas do setor agrícola.

    A Adapar alerta que a fiscalização será intensificada durante o vazio sanitário. E a colaboração dos produtores é decisiva para evitar prejuízos econômicos e garantir a sanidade das lavouras de soja no Paraná.

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  • Definido vazio sanitário e calendário nacional de semeadura da soja para safra 2025/2026

    Definido vazio sanitário e calendário nacional de semeadura da soja para safra 2025/2026

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 1.271, que estabelece oficialmente os períodos do vazio sanitário e o calendário nacional de semeadura da soja para a safra 2025/2026. As medidas são fundamentais para o manejo fitossanitário da cultura. E têm como principal objetivo o combate à ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas e destrutivas da soja no Brasil.

    A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode ocorrer em qualquer fase do desenvolvimento da lavoura. A praga tem registros de danos que variam de 10% a 90% da produção em regiões onde a doença atinge níveis epidêmicos. O vazio sanitário consiste em um período contínuo de, no mínimo, 90 dias, durante o qual é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento nas áreas estabelecidas pelo Mapa. Essa estratégia visa reduzir ao máximo o inóculo do fungo no ambiente, quebrando o ciclo da doença e minimizando prejuízos na safra seguinte.

    Calendário de semeadura da soja

    Além do vazio sanitário, a portaria define o calendário de semeadura da soja, uma medida complementar que busca racionalizar o uso de fungicidas e reduzir o risco de desenvolvimento de resistência do fungo aos defensivos químicos. O calendário faz parte do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) e foi construído de forma participativa, com envolvimento das secretarias estaduais de agricultura, entidades do setor produtivo e órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal.

    “A união de conhecimentos técnicos e científicos, além da diversidade de condições geoclimáticas que constituem o território brasileiro, entre outros fatores, demonstram o desafio que é a formulação destas ações de defesa sanitária vegetal. Todo esse esforço não seria possível com a participação exclusiva do Mapa. E contou com o apoio de muitas instituições, principalmente dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal e instituições de pesquisa”, destacou Edilene Cambraia, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforça que o cumprimento rigoroso dos períodos do vazio sanitário e das janelas de plantio é essencial para interromper a chamada “ponte verde” da doença, protegendo a produtividade e a rentabilidade da soja em todo o país.

    As datas completas, com todas as subdivisões regionais e especificidades por estado, podem ser consultadas na íntegra na Portaria SDA/MAPA nº 1.271/2025, disponível no Diário Oficial da União e no site do Mapa.

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  • Vazio sanitário da soja no Paraná começa em 2 de junho

    Vazio sanitário da soja no Paraná começa em 2 de junho

    O vazio sanitário da soja no Paraná para a safra 2025/26 terá início em 2 de junho, conforme cronograma escalonado definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida, que proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja por pelo menos 90 dias, é fundamental para conter a proliferação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, principal doença da oleaginosa no Brasil.

    O escalonamento dos períodos leva em conta os diferentes microclimas do estado, permitindo maior precisão no controle fitossanitário e na redução da pressão de inóculo do fungo. Durante o vazio, qualquer planta de soja encontrada no campo deve ser eliminada, incluindo áreas de pousio, cultivos de inverno e margens de estradas, para evitar que sirvam de hospedeiras ao patógeno.

    Fiscalização

    A fiscalização do cumprimento do vazio sanitário cabe à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Ela  pode aplicar penalidades aos produtores que descumprirem as normas. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá essa doença cada vez mais tarde, necessitando menos aplicações de fungicidas. Além de auxiliar na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, destaca Paulo Roberto de Paula Brandão, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar.

    Os períodos definidos para o vazio sanitário no Paraná são:

    • Região 1 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral): 21 de junho a 19 de setembro. Plantio permitido de 20 de setembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026.
    • Região 2 (Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste): 2 de junho a 31 de agosto. Plantio permitido de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2025.
    • Região 3 (Sudoeste): 12 de junho a 10 de setembro; plantio permitido de 11 de setembro a 10 de janeiro de 2026.

    A antecipação do início do vazio na Região 3 foi um pedido do setor produtivo e da Adapar. E foi atendido pelo Mapa para aprimorar o controle da doença. O respeito ao calendário é essencial para garantir a sanidade das lavouras e a sustentabilidade da produção de soja no estado.

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  • Bahia confirma primeiro caso de ferrugem asiática; Brasil soma 107 focos

    Bahia confirma primeiro caso de ferrugem asiática; Brasil soma 107 focos

    A Bahia registrou o primeiro caso de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) em lavouras de soja neste mês de fevereiro. O Programa Fitossanitário da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) identificou o foco no núcleo produtor de Rosário, em Correntina, no dia 5. Depois, a confirmação veio após análise laboratorial com apoio da Fundação BA, em Luís Eduardo Magalhães.

    A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), responsável pelo registro oficial da doença no estado, acompanha a situação. O órgão reforça que não há motivo para alarde.

    Segundo o Consórcio Antiferrugem, a safra 2024/25 já soma 107 focos da doença no Brasil. O Rio Grande do Sul lidera com 71 casos, sendo o estado com maior incidência.

    A pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja (Londrina-PR), afirma que a tendência é de aumento na ocorrência da ferrugem asiática devido às chuvas frequentes nesta época do ano. No entanto, ela destaca que os produtores estão mais atentos ao controle da doença nesta safra, aproveitando o conhecimento adquirido em anos anteriores.

    Os municípios com focos de ferrugem, o mapa das áreas afetadas e dados sobre o controle da doença estão disponíveis no Sistema de Alerta: www.cnpso.embrapa.br/alerta.

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  • Doenças agrícolas ameaçam lavouras no Brasil

    Doenças agrícolas ameaçam lavouras no Brasil

    As lavouras brasileiras enfrentam uma série de doenças agrícolas que comprometem a produtividade e a qualidade das colheitas. A ferrugem asiática, por exemplo, continua sendo uma das maiores ameaças à soja, principal cultura agrícola do Brasil. Já a mancha da ramulária afeta severamente o algodão, enquanto o cancro cítrico é um desafio constante para os produtores de laranjas e outros cítricos.

    Outras doenças agrícolas igualmente preocupantes incluem a ferrugem do cafeeiro, que reduz a qualidade e a quantidade da produção de café, e a mancha de alternária, que afeta tomates, trazendo prejuízos econômicos e impactando a cadeia de abastecimento.

    O manejo eficaz dessas doenças é crucial para garantir a sustentabilidade da agricultura brasileira, que desempenha um papel vital na segurança alimentar global.

    Avanços no manejo integrado e novas soluções no mercado

    Para enfrentar esses desafios, agricultores têm investido cada vez mais em práticas de manejo integrado, que combinam defensivos biológicos, produtos químicos e técnicas de cultivo sustentável. Nesse contexto, uma nova solução chegou ao mercado com a proposta de ampliar a eficácia no controle de doenças e reduzir os impactos ambientais.

    Um dos destaques dessa nova abordagem é um produto à base de cobre e enxofre, Triunfe®, o novo multissítio da Vittia, desenvolvido para atuar em doenças-chave como a ferrugem asiática, o cancro cítrico e a ferrugem do cafeeiro. Sua fórmula exclusiva garante alta eficácia, ao mesmo tempo em que reduz o risco de resistência devido à atuação em múltiplos sítios.

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    Além da ação preventiva, curativa e irradiante, o produto se destaca por sua formulação concentrada, que facilita a aplicação e minimiza a dispersão de ingredientes ativos no ambiente. Sua compatibilidade com defensivos biológicos também o torna uma opção versátil para o manejo integrado de lavouras.

    Com alta estabilidade e fixação duradoura nas folhas, a solução oferece proteção prolongada, auxiliando os agricultores no combate a doenças e na preservação da produtividade. Essa inovação reflete a tendência de soluções tecnológicas que aliam eficiência e sustentabilidade, respondendo às demandas de uma agricultura moderna e ambientalmente responsável.