Tag: feijão preto

  • Terceira safra derruba preço do feijão carioca no campo

    Terceira safra derruba preço do feijão carioca no campo

    A entrada da terceira safra continua pressionando os preços do feijão carioca no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, o aumento gradual da oferta reduz os valores pagos ao produtor. Além disso, compradores adotam postura cautelosa diante da maior disponibilidade do grão.

    No mercado do feijão-preto, o cenário segue diferente. A confirmação de uma produção menor mantém as cotações sustentadas. Mesmo assim, a demanda ainda limita movimentos mais fortes de valorização.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que os preços no campo já refletem o avanço da oferta. Por outro lado, o varejo ainda incorpora as altas registradas durante a primeira e a segunda safras. Esse descompasso mantém os preços ao consumidor em patamar superior ao observado no mercado produtor.

     

  • Feijão preto pode render até 6 mil kg/ha? Conheça a aposta da Embrapa

    Feijão preto pode render até 6 mil kg/ha? Conheça a aposta da Embrapa

    O feijão preto ocupa um lugar insubstituível na cultura alimentar brasileira. Portanto, quando a oferta interna cai, os impactos chegam direto ao bolso do consumidor e à rentabilidade do produtor.

    Em safras nas quais a produção nacional não consegue abastecer o mercado interno, é comum o Brasil importar feijão preto de países como Argentina e China. Assim, a Embrapa Arroz e Feijão apresentou ao mercado uma resposta concreta. Trata-se da cultivar BRS FP417, lançada em fevereiro de 2025 durante o 36º Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

    O setor produtivo nacional ganha um material genético desenvolvido para elevar produtividade, reduzir perdas por doenças e melhorar a qualidade comercial dos grãos.

    O que torna a BRS FP417 diferente

    A BRS FP417 se destaca por reunir resistência a várias doenças que impactam a rentabilidade da cultura, apresentando ótimos níveis de resistência à antracnose e à murcha de fusário, além de resistência intermediária ao crestamento bacteriano comum e à murcha de curtobacterium. Essas enfermidades causam perdas expressivas em lavouras de todo o Brasil. Por isso, a resistência genética se traduz em economia direta para o produtor, sem precisar aumentar o custo com fungicidas.

    Foto: ARAÚJO, Sebastião José de

    Além disso, a cultivar se destaca pela rusticidade aliada à alta produtividade e excelente qualidade comercial de grãos. Não se trata apenas de uma planta resistente. Trata-se de um material que entrega desempenho superior em condições reais de campo. A BRS FP417 possui alto rendimento de peneira 11 (4,25mm), atingindo 86% dos grãos nessa classificação, e tempo médio de cocção de 32 minutos. Dessa forma, o grão atende tanto às exigências da indústria alimentícia quanto às do consumidor final.

    Produtividade: os números que interessam ao produtor

    Com ciclo de desenvolvimento normal, o potencial produtivo da BRS FP417 pode chegar a 6.000 kg/ha, dependendo do ambiente de produção. A média nacional de produtividade do feijão gira em torno de 1.400 a 1.500 kg/ha. Assim, o potencial dessa cultivar é quatro vezes superior à média do setor.

    Nos experimentos de validação, a linhagem apresentou produtividade média de 2.465 kg/ha, com potencial de 4.096 kg/ha a partir da média dos cinco experimentos com as maiores produtividades. Esses resultados, portanto, são sólidos e replicáveis.

    Um dos grandes diferenciais da BRS FP417 é sua arquitetura ereta de porte alto com resistência ao acamamento, o que facilita a colheita mecanizada. A cultivar atende diretamente à demanda por lavouras adaptadas a sistemas modernos e de larga escala.

    Onde adquirir as sementes da BRS FP417

    A proposta é comercializada por empresas parceiras da Embrapa: Sementes Cittolin, NL Lunardi Sementes, Cooperativa Agrícola Mista São Cristóvão, Cooperativa Agroindustrial Alfa, Coprossel e outras licenciadas.

    A BRS FP417 está registrada para os estados de AL, BA, CE, DF, GO, MA, MS, MT, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, SE, SC, SP e TO. Assim, produtores de diferentes regiões produtoras estratégicas do país já podem planejar a adoção da nova cultivar.

    O mercado do feijão preto: oportunidade para quem produz com qualidade

    O cenário atual do mercado de feijão preto combina expansão das exportações e pressão de preços internos. A Conab estimou que a produção de feijão preto cresceu 14% no Brasil em 2025, alcançando 811,3 mil toneladas.

    Mesmo com esse crescimento, o mercado externo absorve cada vez mais. Em 2024, as exportações brasileiras de feijão somaram 217 mil toneladas, um recorde histórico.  Por outro lado, as cotações do feijão preto ao produtor cederam cerca de 36,4% em 2025 em comparação à média de 2024.

    Nesse contexto, produtividade e qualidade passam a ser os principais fatores de competitividade. Portanto, cultivares como a BRS FP417 chegam em momento oportuno. Afinal, produzir mais por hectare, com grãos de padrão comercial elevado, é o caminho mais eficiente para preservar a margem mesmo em cenários de queda de preço.

    A Embrapa se dedica à busca de cultivares que permitam aos agricultores ofertarem produtos de melhor qualidade aos consumidores, conseguindo, consequentemente, melhores rendimentos com a cultura.

  • Preço do feijão mantém alta em fevereiro

    Preço do feijão mantém alta em fevereiro

    O movimento de alta do feijão ganha força em fevereiro. Os preços avançam após valorização registrada durante janeiro. O feijão carioca lidera a elevação no mercado brasileiro. O produto alcança os maiores valores da série histórica. Vale lembrar que o Cepea iniciou a série histórica em setembro de 2024.

    As cotações subiram para grãos de notas nove ou superior, oito ou para grãos de oito vírgula cinco.
    A baixa oferta sustenta a valorização do feijão carioca. Além disso, a A demanda aquecida reforça a pressão sobre preços.

    O feijão preto também registra alta neste mês. As cotações atingem o maior nível desde março de 2025.
    O feijão preto mostra altas menos intensas. A indústria possui abastecimento relativamente mais confortável.
    Os compradores participam com menor presença no mercado. Os analistas esperam oferta restrita nas próximas semanas.

  • Brasil bate recorde em exportações de feijão. Preço cai para consumidor

    Brasil bate recorde em exportações de feijão. Preço cai para consumidor

    O mercado brasileiro de feijão vive um momento de contrastes. Enquanto as exportações alcançam números históricos, o consumo doméstico desacelera e os preços caem nas principais regiões produtoras do país.

    O Brasil embarcou 85,4 mil toneladas de feijão em setembro, estabelecendo novo recorde mensal. No acumulado de 12 meses, as vendas externas atingiram 488,4 mil toneladas. De janeiro a setembro de 2025, o volume exportado já chegou a 361,9 mil toneladas, superando todo o total registrado em 2024.

    O Indicador Cepea/CNA aponta que o mercado interno do feijão carioca (notas 9 ou superiores) manteve baixa liquidez entre 2 e 9 de outubro. As chuvas em diferentes estados reduziram o interesse de compra e pressionaram as cotações para baixo.

    Sorriso (MT) registrou a queda mais expressiva. A média recuou 6,23% no período, passando de R$ 218,33 para R$ 204,72 por saca de 60 kg. No Leste Goiano, o recuo atingiu 4,91%, com a saca negociada a R$ 229,07. Belo Horizonte (MG) viu os preços caírem 4,6%, fechando em R$ 250,00 por saca, enquanto o Noroeste de Minas registrou queda de 2,31%, para R$ 247,79 por saca.

    Feijão de qualidade inferior enfrenta menor demanda

    O feijão carioca com notas 8 e 8,5 também sentiu o impacto da retração. A qualidade inferior dos lotes e a menor demanda afetaram as negociações na maioria das praças.

    O Sul Goiano registrou queda de 4,6% em sete dias, com a saca negociada a R$ 209,09. Em Belo Horizonte, o recuo foi de 4,0%, alcançando R$ 205,00 por saca. O Centro/Noroeste Goiano apresentou redução de 3,2%, com preço de R$ 198,38 por saca.

    Feijão preto apresenta ajustes moderados após valorização

    Depois da forte valorização em setembro, o mercado do feijão preto tipo 1 passou por ajustes negativos moderados. A reposição ocorre mais lentamente e a demanda se estabilizou.

    Curitiba (PR) viu o preço cair 2,3%, passando de R$ 159,07 para R$ 155,50 por saca. A metade sul do Paraná registrou recuo de 2,8%, para R$ 143,33 por saca. O Oeste Catarinense manteve estabilidade, com negócios a R$ 137,74 por saca. Itapeva (SP) contrariou a tendência e apresentou valorização de 6,3%, alcançando R$ 170,00 por saca.

    Mato Grosso consolidou-se como principal estado exportador brasileiro, seguido por Tocantins, Paraná, Minas Gerais e Goiás. A maior parte dos embarques consiste em feijões dos tipos vigna mungo e radiata.

    A Índia concentra mais da metade das compras brasileiras, representando 57% do volume total exportado. O país asiático mantém-se como principal destino do feijão nacional no mercado internacional.

    Clima influencia perspectivas para próxima safra

    Tiago Pereira, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), analisa que o cenário atual combina fatores opostos. “O movimento recorde das exportações contrasta com um mercado interno ainda enfraquecido pela menor demanda e pelos efeitos do clima”, explica.

    O especialista destaca que a intensificação das chuvas em outubro tende a influenciar esse cenário. “O Paraná, que concentra boa parte da primeira safra de feijão do país, merece atenção especial neste momento”, afirma Pereira.

  • Oferta restrita mantém alta do feijão carioca

    Oferta restrita mantém alta do feijão carioca

    A segunda semana de setembro registrou valorização no mercado de feijão. Pesquisadores do Cepea apontam que o feijão carioca de melhor qualidade segue em alta.

    A oferta restrita nas principais regiões produtoras sustenta os preços. O movimento ganha força com clima adverso, colheita finalizada e estratégias de armazenamento.

    O mercado do feijão preto apresenta recuperação, mesmo com valores ainda abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea atribuem o suporte à retomada pontual da demanda.

    Dados da Conab, divulgados em 11 de setembro, projetam safra nacional de 3,07 milhões de toneladas em 2024/25.
    O volume representa queda de 3,9% frente ao ciclo anterior. A retração resulta da redução de 5,6% na área cultivada, compensada parcialmente por ganho de 1,8% na produtividade.

  • Mulatinho, carioca, preto: conheça os tipos de feijão

    Mulatinho, carioca, preto: conheça os tipos de feijão

    O feijão é um alimento essencial na dieta brasileira, e sua variedade vai muito além do popular feijão carioca. Embora esse tipo seja o mais consumido no país, outras opções como o feijão preto, vermelho e fradinho também oferecem sabores distintos e benefícios nutricionais significativos.

    Segundo a engenheira de alimentos da Combrasil, Ana Rachel Bernardes, “todos esses feijões são ricos em nutrientes essenciais, como cálcio, ferro, fibras e carboidratos”, tornando-os fundamentais para uma alimentação equilibrada.

    Benefícios nutricionais de cada tipo de feijão

    Feijão preto

    Foto: Divulgação – CNA

    Amplamente utilizado na feijoada, o feijão preto é rico em ferro, ajudando no combate à anemia. Além disso, fornece fibras essenciais que promovem a saúde intestinal.

    Feijão carioca

    FBN
    Foto: Sebastião_Araújo/Embrapa

    Com formato arredondado e cor creme com pintas, o feijão carioca é versátil e fonte de proteínas, fibras e vitaminas do complexo B. Ele é conhecido por seu papel na prevenção da anemia e na manutenção da saúde digestiva.

    Feijão mulatinho

    Pequeno e de cor clara, o feijão mulatinho tem um sabor leve e é rico em ferro e potássio. É uma opção nutritiva para quem busca um grão menos robusto.

    Feijão fradinho

    Pequeno e oval, o feijão fradinho é famoso em pratos como o acarajé. Ele é uma excelente fonte de proteínas e contribui para a saúde cardiovascular devido ao seu teor de magnésio.

    Feijão branco

    Com sua cor clara e forma arredondada, o feijão branco é uma ótima fonte de fibras solúveis que ajudam no controle do colesterol. Também é rico em ferro e zinco.

    Feijão manteiga

    Conhecido por seus grãos grandes e amarelados, o feijão manteiga é cremoso e ideal para pratos tradicionais como a feijoada. Além de seu sabor marcante, é uma boa fonte de proteínas e fibras.

    Feijão vermelho

    Popular em diversas regiões do Brasil, o feijão vermelho possui um sabor marcante e é rico em ferro. Suas propriedades anti-inflamatórias fazem dele uma escolha saudável.

    Feijão mungo

    Conhecida no Brasil como feijão moyashi, feijão mungu, vielum, feijão mungu verde ou feijão-da-china (Vigna radiata) é uma planta leguminosa, muito utilizada na produção de brotos comestíveis, conhecidos como moyashi.

    Com a alta concentração de fibras, a leguminosa ajuda a reduzir o mau colesterol e regular a pressão, estabilizando o fluxo de sangue do nosso corpo e reduzindo as chances de doenças do coração.

    Feijão Jalo

    O jalo é consumido na região Centro-Oeste do Brasil e também é muito valorizado no Oriente Médio. Em sua composição, é uma fonte rica em fibras, ferro e compostos fenólicos

    A importância do feijão na dieta

    “Explorar a diversidade de feijões transforma as refeições em experiências ricas em sabores e nutrientes”, afirma Ana Rachel Bernardes. Cada variedade oferece benefícios únicos que contribuem para uma dieta equilibrada. Incluir diferentes tipos de feijão nas refeições pode não apenas enriquecer o paladar, mas também proporcionar nutrientes essenciais para a saúde.

    O Ministério da Saúde recomenda o consumo diário dessa leguminosa como parte de uma alimentação saudável, reforçando sua importância na dieta brasileira. Portanto, ao variar os tipos de feijão em suas refeições, você pode descobrir novas combinações deliciosas enquanto cuida da sua saúde.

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  • Feijão está quase 45% mais barato do que no ano passado

    Feijão está quase 45% mais barato do que no ano passado

    Em maio, o preço do feijão-carioca caiu quase 16% em relação a abril. A saca de 60kg foi vendida por R$151,54, contra R$180,97 no mês anterior. Já o feijão-preto teve uma queda de 5%, com o preço passando de R$199,94 para R$189,61. Em relação ao ano anterior, a saca de feijão-carioca desvalorizou 42,9% e a de feijão-preto caiu 11,7%.

    Oferta Alta Influencia Preços

    A safra de feijão 2023/2024 de Santa Catarina foi totalmente colhida. Os dados sobre área plantada, produção e produtividade estão em fase de fechamento. Entretanto, os números preliminares indicam uma produção de 116 mil toneladas, somando primeira e segunda safras. As informações são do Boletim Agropecuário de junho.

    Relação positiva para produtores catarinenses

    Mesmo com as enchentes afetando a produção gaúcha, a safra paranaense superou expectativas. Apesar disso, a relação produção-preço é positiva para os produtores catarinenses, especialmente para a segunda safra de feijão-preto. Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, João Alves, essa movimentação do mercado se deve à manutenção da oferta em patamares elevados.

    Crescimento na Produção e Área Plantada

    O resultado representa um crescimento de 1,76% em comparação com a safra anterior. Esse aumento se deve, principalmente, ao crescimento de 6% na área plantada, que chegou a 63,5 mil hectares.

    Panorama Nacional

    De acordo com a Conab, a área plantada com feijão segunda safra no Brasil cresceu 10,6%.  Assim como, a produtividade média deve aumentar 13,2% e a produção cerca de 25,2%. Considerando as três safras nacionais, a temporada 2023/24 deve alcançar 3,3 milhões de toneladas, 9,5% a mais que a safra anterior.