Tag: fécula

  • Conheça a nova cultivar de mandioca que rende 25% mais

    Conheça a nova cultivar de mandioca que rende 25% mais

    O Instituto Agronômico (IAC-APTA), de São Paulo, lançou a IAC 139, nova cultivar de mandioca voltada à indústria com produtividade média 25% superior às variedades em uso no campo. A novidade chega como homenagem aos 139 anos da instituição, celebrados em junho de 2026.

    Foto: Divulgação IAC

    Além do ganho de produtividade, a IAC 139 apresenta 41% de matéria seca nas raízes, com 80% a 85% de amido. E apenas 1% a 2% de fibras. Esse perfil eleva o rendimento industrial na produção de farinha, polvilho e fécula. E atende à demanda por raízes de casca e polpa claras, preferência das fábricas.

    “Essa cultivar possui alto teor de matéria seca e raízes de casca e polpas claras, que são um grande atrativo para as indústrias. Para atender o setor, nossa pesquisa considerou essas características, além de rendimento e resistência à bacteriose, a principal doença da cultura da mandioca”, afirma José Carlos Feltran, pesquisador do IAC, vinculado à APTA e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    A cultivar tem ciclo de 10 a 13 meses do plantio à colheita. E se destaca pela colheita precoce, o que permite melhor planejamento da safra e da entrega às indústrias.

    Onde a IAC 139 se adapta

    A IAC 139 é indicada para as regiões produtoras de mandioca de indústria nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, a cultura ocupa cerca de 70 mil hectares, concentrados principalmente na região do Médio Paranapanema, próximo à divisa com o Paraná.

    No Brasil, a produção anual de mandioca para indústria, farinha e fécula gira em torno de 20 milhões de toneladas, em área próxima de 1 milhão de hectares. O país é autossuficiente nesses produtos. Os principais estados produtores são Pará (líder nacional), Bahia, Ceará, Paraná e Mato Grosso do Sul, além de São Paulo.

    No Centro-Sul, os produtores ainda utilizam cultivares tradicionais como IAC 14, IAC 90, IAC 118-95, IPR Paraguainha, IPR B36 e BRS CS01. Segundo Feltran, cada região mantém suas cultivares de referência. E a IAC 139 entra como mais uma opção para os campos paulistas, onde predominam as cultivares IAC de mandioca industrial.

    Como surgiu a IAC 139

    O desenvolvimento da nova cultivar começou em 2012, por meio de cruzamento de campo entre as cultivares IAC 14 e Fécula Branca. Dentre milhares de clones gerados, os pesquisadores selecionaram o IAC 19-12, que reuniu as melhores características avaliadas ao longo de anos de plantio em diferentes locais.

    Batizado de IAC 139, o novo material foi registrado no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura e Pecuária (RNC/MAPA), o que viabiliza sua multiplicação e comercialização por produtores e viveiristas credenciados.

  • Preço da fécula sustenta faturamento da mandioca

    Preço da fécula sustenta faturamento da mandioca

    A indústria brasileira de amidos de mandioca ampliou sua capacidade instalada, aumentou a moagem e gerou mais empregos em 2025. No entanto, a produção de fécula e de outros derivados registrou leve queda.

    Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Amidos de Mandioca (Abam), mostram que a valorização da fécula compensou a retração produtiva e elevou o Valor Bruto da Produção (VBP).

    O levantamento identificou 88 unidades industriais ativas e inativas. As plantas estão distribuídas em 65 municípios de sete estados brasileiros.

    Capacidade industrial cresce pelo quinto ano seguido

    A capacidade instalada alcançou 25,6 mil toneladas por dia em 2025. O resultado representa o quinto crescimento anual consecutivo. A expansão ocorreu principalmente devido às ampliações realizadas em algumas unidades industriais.

    O Paraná liderou a capacidade instalada, com participação de 65,6%. Mato Grosso do Sul respondeu por 19,8% e São Paulo por 7,9%. Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Alagoas concentraram os 6,7% restantes.

    O número de empregados diretos nas fecularias chegou a 3.721 trabalhadores. O volume representa aumento de 7% em comparação com 2024.

    Moagem de mandioca bate recorde histórico

    As fecularias processaram 3,13 milhões de toneladas de mandioca em 2025. O volume cresceu 5,5% em relação ao ano anterior e estabeleceu novo recorde na série histórica do Cepea. O aumento ocorreu na maior parte das regiões acompanhadas pela pesquisa.

    Produção de fécula recua apesar da maior moagem

    A produção nacional de fécula totalizou 686,03 mil toneladas em 2025. O resultado ficou 0,5% abaixo do registrado no ano anterior. A queda foi influenciada principalmente por São Paulo. O estado reduziu sua produção em 40,9%.

    Nas demais regiões, a produção avançou ao longo do período. O Paraná respondeu por 67,6% da produção nacional. Mato Grosso do Sul participou com 22,8% e São Paulo com 5,8%. O Nordeste concentrou 3,1% da produção e Santa Catarina representou 0,7%.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a redução ocorreu devido à menor taxa média de extração de amido pela indústria. O cenário contrasta com o maior teor de amido nas raízes observado durante a maior parte de 2025.

    Amidos modificados avançam no mercado

    A diversificação industrial permaneceu em crescimento. Entre as empresas pesquisadas, 45,1% produziram pelo menos um derivado adicional além da fécula. O volume total desses produtos alcançou 355,8 mil toneladas. Apesar disso, a produção conjunta recuou 3,2% no ano.

    O destaque ficou com os amidos modificados. A produção da categoria cresceu 31,2% e atingiu 155,6 mil toneladas. O desempenho indica avanço dos produtos com maior valor agregado.

    Valorização da fécula eleva VBP para R$ 2,14 bilhões

    O preço médio nominal da fécula subiu 3,1% em 2025. A tonelada foi comercializada, em média, por R$ 3.122,47 na modalidade FOB indústria. Com isso, o Valor Bruto da Produção alcançou R$ 2,14 bilhões. O indicador avançou 2,6% em relação ao ano anterior. Em termos reais, porém, os preços permaneceram praticamente estáveis após o desconto da inflação.

    Panificação lidera consumo da fécula

    O principal destino da fécula foi o segmento de massas, biscoitos e panificação. O setor respondeu por 26,7% do volume comercializado. Atacadistas e redistribuidores participaram com 10,8%. Outras fecularias absorveram 10,2% da produção.

    Os setores de papel e papelão representaram 6,4%. O varejo respondeu por 5,3% e os frigoríficos por 5,1%. A produção de tapioca semipronta absorveu 3,6%.

    Já as indústrias químicas utilizaram 2,1% do total produzido. Entre as empresas pesquisadas, 20,7% realizaram exportações diretas de fécula. Os estoques encerraram 2025 em 54,3 mil toneladas. O volume correspondeu a 7,9% da produção anual.

    Setor projeta crescimento em 2026

    Para 2026, 57,4% das empresas esperam manter a produção nos mesmos níveis de 2025. Outros 29,4% projetam crescimento médio de 20,3%. Já 13,2% estimam queda média de 12,8%.

    No consolidado, a expectativa do setor aponta expansão de 15,5% na produção. Dados preliminares do Cepea indicam que a produção de fécula alcançou 360 mil toneladas até maio. O volume supera em 4,1% o registrado no mesmo período de 2025.

    Apesar do avanço, o resultado ainda permanece abaixo das projeções do setor. A colheita da mandioca e o esmagamento industrial concentram-se tradicionalmente no primeiro semestre.

     

  • Indústria de fécula amplia portfólio e exportações crescem

    Indústria de fécula amplia portfólio e exportações crescem

    A indústria brasileira de fécula e amidos modificados ampliou a diversificação produtiva e avançou no mercado externo. Levantamento do Cepea, em parceria com a Abam, mostra mudanças estruturais no setor em 2024.
    Segundo o estudo, 38% das empresas produziram derivados além da fécula in natura.

    Entre os produtos, destacam-se amidos modificados, misturas para pão de queijo e outros derivados. Essa estratégia busca atender novas demandas e reduzir a dependência de um único produto.

    Exportações

    As exportações brasileiras de fécula e amidos modificados cresceram em 2025, mesmo com menor competitividade de preços. O avanço ocorreu devido à demanda internacional firme por produtos de maior qualidade. Esse movimento reflete mudanças no padrão de consumo, sobretudo em economias desenvolvidas.

    Dados da Secex indicam que o Brasil exportou 40,6 mil toneladas de fécula de mandioca em 2025. O volume foi o maior dos últimos dois anos e superou 2024 em 13,9%. A balança comercial da fécula registrou superávit de US$ 26,5 milhões no ano. O resultado representa crescimento de 12,3% frente ao ano anterior.

    As exportações de dextrinas e outros amidos modificados somaram 68,4 mil toneladas em 2025. O volume avançou 44% e atingiu o maior patamar da série histórica da Secex, iniciada em 1989. O saldo da balança comercial desses produtos alcançou US$ 43,2 milhões. O valor ficou 0,7% acima do registrado em 2024.

    Oportunidades de mercado

    Enquanto a Ásia direciona derivados ao mercado chinês, o Brasil encontra oportunidades na União Europeia. O Acordo UE-Mercosul pode ampliar o acesso e fortalecer o agronegócio brasileiro. Por outro lado, o setor enfrenta desafios estruturais e logísticos relevantes. Entre eles, estão a regularidade de oferta de mandioca, a redução de custos e o ganho de eficiência. Além disso, a indústria precisa ampliar ainda mais a diversificação produtiva.

    Consumo aparente no mercado interno

    Após três anos de alta, o consumo aparente de fécula de mandioca caiu 3% em 2025.
    Mesmo assim, o volume permaneceu como o segundo maior da série histórica do Cepea, iniciada em 2011.
    Segundo o Centro de Pesquisas, a retração ocorreu, em parte, pelo menor desempenho das vendas no varejo.

     

  • Moagem de mandioca cresce e se aproxima de 3 milhões de toneladas

    Moagem de mandioca cresce e se aproxima de 3 milhões de toneladas

    A indústria brasileira de fécula aumentou a moagem de mandioca em 2024. O volume processado alcançou 2,97 milhões de toneladas. Ou seja, esse número representa um crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior. O dado integra o levantamento anual do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca). O estudo chega à 21ª edição e avalia o desempenho do setor de amidos no Brasil.

    Produção nacional

    Mesmo com menor teor de amido e rendimento industrial, a maior moagem impulsionou a produção nacional de fécula. Em geral, o total fabricado somou 689,3 mil toneladas em 2024, alta de 10,4% frente a 2023. Portanto, foi o segundo aumento consecutivo e o maior volume desde 2015.

    O Paraná liderou a produção, com 65,6% do total. Em seguida vieram Mato Grosso do Sul (21,3%), São Paulo (9,7%) e outros estados (3,4%), como Santa Catarina, Bahia, Alagoas e Pernambuco.

    Destinos da fécula

    O levantamento apontou ainda os principais destinos da fécula. Os setores de massas, biscoitos e panificação responderam por 26,9% das vendas. Em seguida, vieram atacado (13,1%), varejo (6,6%), papel e papelão (5%), frigoríficos (6,5%), outras fecularias (8,6%) e tapioca semi-pronta (6,5%). As indústrias químicas consumiram 1,3%. Já 25,5% do volume teve destino não identificado. Além disso, 23,3% das fecularias exportaram fécula. Do total exportado, 31,9% saíram do Paraná e 29,4% de Mato Grosso do Sul.

    A produção de amidos derivados cresceu 28% em 2024. O setor fabricou 367,7 mil toneladas de produtos como polvilhos doce e azedo, tapioca, misturas para pão de queijo e amidos modificados.

    Apesar do avanço na produção, o preço médio nominal da fécula caiu 27,7% no ano. Isso impactou o Valor Bruto da Produção (VBP), que recuou 21,6%, fechando 2024 em R$ 2,08 bilhões — o menor dos últimos dois anos.

    Capacidade de processamento

    O estudo também mostrou que a indústria brasileira tem capacidade para processar 24,9 mil toneladas de mandioca por dia. Além disso, 38% das unidades diversificaram a produção, fabricando outros derivados além da fécula in natura.

    Ao todo, o levantamento mapeou 88 unidades industriais em 64 municípios. Elas se concentram principalmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

    Setor prevê nova alta em 2025

    Segundo o Cepea, o setor de amidos de mandioca está otimista em 2025. A expectativa é aumentar a produção de fécula em 20,9%, alcançando 834 mil toneladas.

    Dados parciais do Cepea até maio mostram 347 mil toneladas produzidas em 2025. O volume é 5,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. A produção de derivados também deve seguir em expansão.

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  • Produção de mandioca processada atinge níveis recordes em 2024

    Produção de mandioca processada atinge níveis recordes em 2024

    O volume de mandioca processado pela indústria de fécula no Brasil alcançou 2,64 milhões de toneladas até o dia 22 de novembro de 2024, superando a produção total registrada em 2023. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), fornece os dados.

    Pesquisadores do Cepea destacam que, embora o rendimento industrial tenha sido mais baixo em grande parte deste ano, a produção de fécula apresentou um crescimento significativo. Até agora, a indústria produziu 677,7 mil toneladas do derivado, um aumento de 3,4% em relação ao total de 2023 e o maior volume anual desde o início da série histórica do Cepea em 2004.

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    Até outubro, a produção acumulada de fécula somava 656 mil toneladas, representando um crescimento de 12,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O ano começou com um estoque inicial de 60,1 mil toneladas e as importações entre janeiro e outubro totalizaram 29 mil toneladas, conforme dados da Secex. Isso resultou em uma disponibilidade interna de fécula de 1,16 milhão de toneladas nos primeiros dez meses de 2024. Um aumento de 10% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

    Exportações

    No que diz respeito à demanda, o consumo aparente de fécula foi estimado em 639,2 mil toneladas entre janeiro e outubro de 2024, uma alta expressiva de 20,1% em relação ao ano anterior. As exportações também mostraram um desempenho robusto, atingindo 29,1 mil toneladas — um aumento de 44,2% comparado a 2023. Assim, a demanda total chegou a 668,3 mil toneladas, superando a produção.

    Como resultado desse cenário, os estoques disponíveis até outubro caíram 21,5%, para 50,6 mil toneladas. Isso representa apenas 6,9% da demanda interna prevista entre novembro de 2023 e outubro de 2024. A redução nos estoques deve sustentar as cotações no médio prazo.

    A fécula e os amidos são insumos essenciais em diversos setores da indústria. O aumento no consumo está relacionado à recuperação econômica que impulsionou as vendas no varejo e a produção industrial até outubro, conforme dados do IBGE.

    Entretanto, as margens na indústria de fécula têm sido pressionadas devido ao aumento significativo nos preços da mandioca. Isso compõe mais de 70% dos custos de produção. De junho até agora, o preço médio da mandioca posta na indústria subiu 62,4%, enquanto o preço da fécula (FOB indústria) aumentou 46,6%.

    Os colaboradores do Cepea enfrentam dificuldades para repassar esses custos elevados para a comercialização da fécula. No entanto, esse impacto foi atenuado por um aumento nas vendas. No curto prazo, espera-se que a redução no volume processado durante a entressafra mantenha os preços da mandioca e da fécula firmes.