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  • Cavalgada do Embaixador: Gusttavo Lima leva governadores e celebridades para o interior de Goiás

    Cavalgada do Embaixador: Gusttavo Lima leva governadores e celebridades para o interior de Goiás

    Bela Vista de Goiás acordou diferente no último domingo (26). Com poeira na estrada, bota no pé e comitiva formada desde cedo, a cidade a poucos quilômetros de Goiânia recebeu a primeira edição da Cavalgada do Embaixador, evento criado e organizado pelo cantor e empresário Gusttavo Lima. Não foi uma simples festa de campo. Foi uma movimentação que reuniu política, equinocultura, cultura sertaneja e audiência digital em um único percurso de 12 km pela GO-020.

    Quem estava lá: da sede até a cúpula política de Goiás

    Entre os presentes estavam o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Além deles, o influenciador Jon Vlogs, o humorista Jacques Vanier e a modelo Andressa Suita, companheira do cantor, também marcaram presença.

    Ronaldo Caiado já demonstrava proximidade com o cantor desde 2025 e chegou a comentar publicamente: “Independente de ser ou não candidato, o Gusttavo Lima já entrou para a política. Gusttavo Lima sabe do que fala.” No entanto, o artista optou por não seguir carreira política. A cavalgada, portanto, funcionou como um espaço informal de articulação onde o prestígio do entretenimento sertanejo e o peso institucional do agronegócio goiano se encontraram na mesma pista de terra.

    550 animais, raças de elite e cavalos que valem até R$ 200 mil

    Quem esperava um evento de ocasião se surpreendeu com a escala do plantel. Segundo a veterinária Joyce Barros, cerca de 550 animais participaram, entre equinos e muares, além de um bovino. Os animais vieram de estados como Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e do Distrito Federal. Cerca de 20 animais da Cavalaria da Polícia Militar também estiveram no evento.

    Estiveram presentes equinos das raças quarto de milha, mangalarga e friesian, entre outras, além dos muares. O valor dos animais varia, mas alguns ficam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. O próprio Gusttavo Lima conduziu o percurso montado em um mangalarga, raça conhecida pela elegância e versatilidade nos eventos equestres brasileiros.

    Além disso, a cavalgada teve início às 10h, ao som de muita moda sertaneja. Durante o trajeto, o artista interagiu com os participantes e chegou a cantar junto com o grupo em vídeos divulgados nas redes sociais.

    Rigor sanitário: Agrodefesa no centro da organização

    Para o público de agroemcampo.ig.com.br, um dado chama atenção especial: a Cavalgada do Embaixador não abriu mão do protocolo sanitário. O evento exigiu exame negativo de anemia infecciosa equina e a apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA), conforme exigido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

    Foram proibidos animais machos não castrados, charrete, carroças e afins, além de carros no circuito. Durante o percurso, a orientação era manter o ritmo tranquilo, hidratar os cavalos e evitar desgaste no sol forte. Qualquer atitude errada era barrada na hora. Esse nível de exigência posiciona o evento dentro dos padrões esperados em exposições agropecuárias de médio porte, não apenas como entretenimento.

    Ingresso a R$ 500, churrasco e show: o modelo de negócio do evento

    Cada participante pagou R$ 500, valor que incluía camisa oficial, a Guia de Trânsito Animal, café da manhã, churrasco e open bar com cerveja, água e refrigerante. Ao fim do trajeto, houve apresentações musicais do Trio Remelexo Bom Demais, do cantor Zé Elias e do próprio Gusttavo Lima.

    No ambiente digital, a repercussão confirmou o potencial do formato. A repercussão digital superou 17 mil interações em uma única postagem, onde o público debateu desde os custos até o desejo de ingressar no universo da equinocultura. Esse dado revela algo importante para quem atua no setor: eventos como esse não apenas celebram a cultura equestre, mas geram demanda real por cavalos, serviços veterinários, equipamentos e turismo rural.

    Em contraste com eventos que costumam separar o show da substância, a Cavalgada do Embaixador entregou os dois juntos. O evento reforça a versatilidade de Gusttavo Lima, que além de cantor é empresário, dono de haras e de time de futebol, movimentando o mercado de animais de elite em Goiás. A primeira edição já deixou claro que tem estrutura e apelo para virar tradição no calendário do agro goiano.

  • Café com cocô de pássaro? Produto brasileiro chega a R$ 1.530 e intriga o mercado

    Café com cocô de pássaro? Produto brasileiro chega a R$ 1.530 e intriga o mercado

    Se alguém te dissesse que um quilo de café feito a partir de fezes de pássaro custa R$ 1.530, você provavelmente acharia que é exagero ou pegadinha. Porém, esse é o preço real do Jacu Bird Coffee, o café exótico produzido na Fazenda Camocim, nas montanhas do Espírito Santo, a partir de grãos catados manualmente do cocô da ave jacu. O pacote de 250 gramas sai por R$ 382 e encontra comprador dentro e fora do país.

    Há quase vinte anos, a presença do jacu na lavoura acendeu o sinal de alerta. A ave, que pode chegar a 85 centímetros de comprimento e vive de frutos, começou a atacar os cafezais da fazenda. O dono, Henrique Sloper, lembra que o primeiro impulso foi tratar o animal como praga. “Vimos uns 30 jacus comendo café e nos preocupamos em chamar Ibama, chamar todo mundo. ‘O que a gente faz?’ Não tem o que fazer, pensamos em tentar aproveitar isso de alguma maneira”, contou.

    O problema que virou solução

    A “virada de chave” veio em 2008, quando a fazenda decidiu se inspirar no Kopi Luwak, o famoso café da Indonésia produzido a partir das fezes de civetas, pequenos mamíferos. A partir dali, o que era sinal de prejuízo começou a ser tratado como oportunidade, com direito a certificação da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e status de produto orgânico e biodinâmico.

    O processo é totalmente manual. O jacu come o café maduro e, cerca de 40 minutos depois, elimina os grãos praticamente inteiros, em blocos que lembram um pé de moleque. Funcionários da fazenda percorrem a área recolhendo os resíduos a mão, separam os grãos e levam para secagem. Depois da estufa, o café passa por uma câmara fria, onde fica até um mês a temperaturas de até 25 graus negativos. Na sequência, vem a seleção por tamanho, cor e qualidade, para só então seguir para torra, moagem e preparo.

    O resultado é um café com baixo teor de cafeína, porque a ave consome cerca de 70% da substância durante a digestão. É justamente esse processo incomum, somado ao trabalho intensivo, que ajuda a explicar o preço salgado. “É um processo caro de fazer, não existe máquina de processar resíduos de pássaros”, resume Sloper.

    Quanto vale o exótico na xícara?

    Quando você compara o valor do Jacu Bird Coffee com o mercado tradicional, a diferença assusta. Uma saca de 60 quilos de café arábica comum hoje gira entre R$ 1.700 e R$ 1.900, dependendo da região. Nos cafés especiais, mesmo os mais premiados do país, o número continua bem abaixo do que o jacu entrega.

    Em dezembro, um leilão da BSCA com 30 lotes vencedores do Cup of Excellence Brazil 2025 arrecadou cerca de R$ 1,79 milhão, o que equivale a aproximadamente R$ 15 mil por saca de 60 quilos, ou R$ 250 o quilo. Na prática, o quilo do café de fezes de jacu custa cerca de seis vezes mais do que alguns dos melhores cafés especiais brasileiros. E, se você olhar para fora, a discrepância aumenta: na Inglaterra, o mesmo café chega a ser vendido pelo equivalente a R$ 9 mil o quilo.

    Apesar de ocupar um nicho minúsculo dentro da produção da Camocim, o impacto financeiro é relevante. Em cada safra, saem da fazenda cerca de três toneladas do café do jacu, dentro de um total de 230 toneladas de café produzidas. O suficiente para abastecer mercados exigentes como Japão, França e Inglaterra, além de um público brasileiro disposto a pagar caro pela experiência.

    O jacu como “funcionário” da agricultura regenerativa

    Para além do lado exótico, o jacu virou peça de comunicação da fazenda sobre práticas de agricultura regenerativa. Sloper costuma dizer que o animal cumpre três funções na propriedade: funciona como alarme de colheita, selecionador e replantador. Se o jacu está comendo, é porque o café está no ponto. Ao escolher os melhores frutos, ele faz uma pré-seleção natural. E, ao voar e defecar pela mata, ajuda a espalhar sementes e nutrientes.

    O produtor, no entanto, não pretende colocar o café do jacu em competições ou provas com pontuações tradicionais, como acontece com outros especiais acima de 80 pontos. “O custo de produção é altíssimo. Não faz sentido botar em competição, e não faz sentido dar nota, porque é exótico. Da mesma forma que não faz sentido eu fazer muita conta [sobre os custos], porque se eu fizer, [possivelmente] eu não faria isso”, afirma. Para ele, o produto serve também como vitrine de um sistema de manejo em área de regeneração, onde a presença da ave deixa de ser problema e passa a compor a lógica do negócio.

    O que isso acende de alerta para o agronegócio?

    Ainda que o Jacu Bird Coffee seja um caso extremo, ele joga luz em tendências que interessam ao produtor rural que está atento ao mercado. De um lado, mostra como nichos ultrasegmentados, baseados em narrativa forte e diferenciação sensorial, conseguem multiplicar o valor por quilo em relação ao café comum. De outro, escancara como o consumidor global está disposto a pagar caro por histórias de origem, biodiversidade e produção alinhada à agricultura regenerativa.

    Para quem vive do agro, o recado é direto: inovação não está só na máquina nova ou na variedade mais produtiva. Às vezes, começa em algo que parece problema, como um bando de jacus atacando o café, e termina em um produto que custa seis vezes mais que os grãos campeões do país.

  • Você guiaria seu gado pelo celular? Essa tecnologia já faz isso

    Você guiaria seu gado pelo celular? Essa tecnologia já faz isso

    Antes do amanhecer, ainda sem botas, um pecuarista neozelandês pega o celular e move o rebanho para um novo pasto. Nenhuma cerca foi erguida. Nenhum motor foi ligado. É assim que a Halter opera hoje, e é exatamente esse modelo que a empresa quer trazer para o Brasil. Com US$ 220 milhões captados em março de 2026 e avaliação de US$ 2 bilhões, a startup entrou de vez no radar do agronegócio global.

    O que é a Halter e como o sistema funciona

    O sistema combina uma coleira solar, uma rede de torres de baixa frequência e um aplicativo de smartphone para que pecuaristas criem cercas virtuais, monitorem cada animal em tempo real e movam seus rebanhos sem sair da sede da fazenda. A proposta elimina dois dos maiores custos fixos da pecuária extensiva: a infraestrutura física de cercamento e a mão de obra para manejo presencial.

    No centro da plataforma está o Cowgorithm, o motor de inteligência artificial da empresa. Ele treina automaticamente o gado para responder a sinais sonoros direcionais emitidos pelo colar digital, permitindo guiar e conter o rebanho sem cercas físicas. O animal aprende a reagir a estímulos de áudio e vibração em cerca de dez dias. Um pulso leve, menos intenso que uma cerca elétrica, serve apenas como último recurso, mantendo o bem-estar animal como prioridade.

    A Halter atende mais de 2.000 pecuaristas em Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos e já vendeu 1 milhão de coleiras solares com GPS. Desde a entrada nos EUA em 2024, pecuaristas americanos criaram mais de 60.000 milhas de cercamento virtual, algo próximo de 96 mil quilômetros de cerca digital. O modelo funciona por assinatura mensal. Os valores ficam em torno de US$ 5 a US$ 8 por animal por mês, incluindo acesso ao aplicativo.

    O impacto direto no manejo e na produtividade

    Ao dar controle preciso sobre onde o rebanho pasta, a Halter pode elevar a produtividade da terra em até 20%, não apenas economizando mão de obra, mas garantindo que o gado paste de forma mais eficiente. O ganho não vem só da redução de custo. Ele vem do melhor aproveitamento de cada hectare.

    Craig Piggott foi direto ao descrever os resultados. “Em alguns casos, vemos clientes literalmente dobrando a produção de suas terras. O teto de retorno é muito, muito alto.”

    Antony Yousefian, parceiro da The First Thirty Ventures, foi além: “Uma vaca leiteira pode gerar US$ 15.000 ou mais em receita bruta ao longo da vida. Identificar um problema de saúde dois dias mais cedo, ajustar um intervalo de parição, melhorar a qualidade da produção, isso expande o valor de cada animal, não apenas reduz custos com cercamento.”

    O sistema transforma o colar em uma fonte contínua de dados que alimenta decisões sanitárias, reprodutivas e de manejo. O rebanho, nesse modelo, deixa de ser um grupo de animais no pasto e passa a ser uma rede monitorada em tempo real.

    Por que o Brasil está na mira da Halter

    O plano de crescimento inclui mercados como Reino Unido, Irlanda, Argentina e Brasil, países com forte presença pecuária e grande potencial de adoção da tecnologia. A empresa foi ainda mais direta em entrevistas. O COO da Halter explicou a atração pela América do Sul com clareza:

    “Brasil tem mais vacas do que qualquer outro lugar. Argentina e Uruguai também.”

    O posicionamento faz sentido produtivo. O Brasil concentra o maior rebanho bovino comercial do mundo, com mais de 230 milhões de cabeças. O país também enfrenta desafios que a Halter se propõe a resolver: custo elevado de cercamento em propriedades de grande escala, escassez crescente de mão de obra rural e pressão por intensificação sem expansão de área. A convergência entre o problema e a solução é direta.

    Vale lembrar que a Halter ainda não opera comercialmente no Brasil. O sistema exige conectividade na propriedade. A empresa mantém equipes de campo que trabalham junto às operações dos clientes, um modelo intensivo que precisará escalar eficientemente à medida que a presença cresce em novos países. Produtores em regiões com conectividade muito precária precisarão avaliar a compatibilidade antes da adoção.

    A pecuária de precisão entrou de vez no jogo

    A revolução digital no campo ganhou um novo capítulo, e desta vez ele vem direto do pescoço das vacas. A Halter representa algo maior do que uma empresa de coleiras. Ela sinaliza uma mudança estrutural na forma como a pecuária vai operar nas próximas décadas. A agrotecnologia deve movimentar US$ 62 bilhões até 2030, e a pecuária é vista como uma das áreas com maior espaço para ganhos de eficiência por meio da digitalização.

    Com menos de 1% de penetração no rebanho bovino global de 1,5 bilhão de cabeças, o mercado ainda está no começo. Menos arame, mais algoritmo. Menos deslocamento físico, mais gestão pelo celular. Se depender do tamanho do rebanho brasileiro e da relevância do país no cenário pecuário global, o próximo grande salto dessa tecnologia pode acontecer aqui.

  • Fazenda maior que cidade e cavalos de R$ 2 milhões: luxo de Gusttavo Lima impressiona

    Fazenda maior que cidade e cavalos de R$ 2 milhões: luxo de Gusttavo Lima impressiona

    O nome de Gusttavo Lima já ultrapassou há tempos os limites da música. Nos últimos anos, o cantor construiu um império que combina agronegócio, luxo e entretenimento, consolidando sua posição como um dos artistas mais bem-sucedidos do país.

    Ao mesmo tempo, seus investimentos no campo cresceram de forma expressiva. Hoje, suas propriedades chamam atenção não apenas pelo valor, mas também pelo tamanho.

    Fazenda maior que cidades chama atenção

    Entre os ativos mais impressionantes do cantor estão fazendas de grande porte. Algumas dessas propriedades alcançam extensões territoriais que superam, em quilômetros quadrados, municípios brasileiros de pequeno porte.

    Esse dado reforça o nível dos investimentos feitos por Gusttavo Lima no agro. Além disso, evidencia uma tendência entre grandes nomes do sertanejo, que passaram a enxergar a terra como patrimônio estratégico.

    Nessas áreas, o cantor combina lazer, criação de animais e estrutura de alto padrão. Assim, o campo deixa de ser apenas um cenário e passa a ocupar papel central em seus negócios.

    Cavalos de até R$ 2 milhões elevam o padrão

    Outro ponto que chama atenção está no haras. Gusttavo Lima investe na criação de cavalos de elite, com foco em genética e alto valor de mercado.

    Em registros divulgados nas redes sociais, o cantor apresentou animais avaliados em até R$ 2,5 milhões. Esses cavalos, muitas vezes importados, se destacam pela linhagem, estética e desempenho.

    Além disso, ele já participou de leilões e adquiriu exemplares por cerca de R$ 2 milhões cada. Esse tipo de investimento posiciona o artista em um nicho seleto do agronegócio, onde poucos atuam.

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    Luxo como extensão da marca

    O estilo de vida do cantor também reforça sua imagem pública. Mansões, carros de alto padrão, aeronaves e eventos grandiosos fazem parte da rotina.
    Além disso, esse luxo não aparece apenas como ostentação. Ele funciona como extensão da marca pessoal do artista, fortalecendo a narrativa de sucesso construída ao longo da carreira.

    Nas redes sociais, esse universo é frequentemente exibido. Com isso, Gusttavo Lima mantém forte conexão com o público e amplia sua presença além da música.

    Polêmicas ajudam a manter visibilidade

    Ao longo dos anos, o cantor também esteve envolvido em episódios que geraram repercussão. Declarações e decisões pessoais alimentaram debates nas redes sociais e na imprensa.

    Por outro lado, essa exposição constante contribui para manter seu nome em evidência. Em um cenário competitivo, a visibilidade contínua se torna um diferencial importante.

    Um império que vai além da música

    A soma entre carreira consolidada, investimentos no agro e presença digital transformou Gusttavo Lima em um dos nomes mais influentes do país.

    Além disso, seu modelo de atuação reflete uma mudança no perfil dos artistas. Hoje, muitos buscam diversificar receitas e expandir negócios.

    Nesse contexto, o cantor representa uma geração que une entretenimento, empreendedorismo e agronegócio. Assim, seu império não se limita aos palcos, mas se estende ao campo, aos investimentos e ao mercado de luxo.

  • Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    Gigante: Júnior Friboi compra uma das maiores fazendas do Brasil

    O empresário Júnior Friboi voltou a movimentar o agronegócio brasileiro. Desta vez, ele adquiriu uma das maiores fazendas de confinamento do país e reforçou, ainda mais, sua presença no setor.

    Além disso, a compra chama atenção pelo momento estratégico. O mercado passa por mudanças importantes e, por isso, grandes investidores buscam alternativas mais eficientes para produzir.

    Expansão que reforça o poder no agro

    Com essa aquisição, Júnior Friboi amplia seu espaço no agronegócio e consolida sua atuação entre os grandes nomes do setor. Nos últimos anos, ele já vinha fortalecendo sua presença com investimentos relevantes.

    Ao mesmo tempo, o movimento acompanha uma tendência clara. Cada vez mais produtores apostam no confinamento para aumentar produtividade e reduzir riscos. Dessa forma, conseguem manter resultados mais previsíveis, mesmo diante de oscilações no mercado.

    Por que o confinamento cresce no Brasil

    O confinamento vem ganhando espaço no país porque oferece mais controle sobre a produção. Diferente do modelo tradicional a pasto, esse sistema permite que o produtor acompanhe de perto a alimentação e o desenvolvimento dos animais.

    Consequentemente, o gado ganha peso mais rápido e atinge o ponto ideal de abate em menos tempo. Assim, o ciclo produtivo se torna mais eficiente e o retorno financeiro tende a aumentar.

    Além disso, o modelo reduz a dependência de fatores externos, como clima e qualidade das pastagens.

    Um modelo que acompanha o novo agro

    Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro passou por uma transformação significativa. Hoje, o setor valoriza tecnologia, escala e eficiência.

    Nesse contexto, estruturas modernas como grandes confinamentos ganham destaque. Isso acontece porque permitem maior padronização da produção, algo essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exportações.

    Por esse motivo, investidores seguem ampliando operações nesse formato.

    O que essa compra revela sobre o setor

    A aquisição feita por Júnior Friboi não representa apenas um negócio isolado. Na verdade, ela reflete um movimento maior dentro do agronegócio.

    Atualmente, produtores e empresários buscam produzir mais em menos espaço, com maior controle e melhor retorno financeiro. Dessa forma, o confinamento se consolida como uma das principais estratégias do setor.

    O agro em constante evolução

    O agronegócio brasileiro continua em expansão e, ao mesmo tempo, se torna cada vez mais competitivo. Por isso, investimentos desse porte indicam o caminho que o setor deve seguir nos próximos anos.

    Enquanto novas tecnologias surgem, grandes nomes continuam apostando em eficiência e escala. Como resultado, o Brasil mantém sua posição entre os maiores produtores de carne do mundo.

  • Eduardo Costa impressiona com fazenda milionária no interior

    Eduardo Costa impressiona com fazenda milionária no interior

    O cantor sertanejo Eduardo Costa voltou a chamar atenção ao mostrar detalhes de sua fazenda avaliada em cerca de R$ 30 milhões.

    A propriedade reúne elementos que vão além do luxo e reforça uma tendência cada vez mais presente entre artistas: o investimento no campo.

    Estrutura chama atenção

    Localizada no interior, a fazenda conta com uma estrutura ampla e diversificada. Entre os destaques estão lago, cachoeira e áreas destinadas à criação de cavalos. Além disso, o espaço combina lazer e produção, algo comum em propriedades de alto padrão ligadas ao agronegócio.

    Foto: Reprodução/Instagram

    Esse tipo de estrutura não apenas valoriza o imóvel, mas também amplia as possibilidades de uso da área.

    Criação de cavalos ganha destaque

    Um dos principais focos da fazenda é a criação de cavalos.

    A atividade tem forte ligação com o universo sertanejo e, ao mesmo tempo, movimenta um mercado relevante dentro do agro. Além disso, a criação exige investimento em genética, manejo e estrutura adequada.
    Por isso, propriedades como a do cantor acabam se tornando referência nesse segmento.

    Trajetória no sertanejo

    Aos 47 anos, Eduardo Costa construiu uma carreira consolidada na música sertaneja.

    Com diversos sucessos ao longo dos anos, ele se tornou um dos nomes conhecidos do gênero. Ao mesmo tempo, manteve forte ligação com o estilo de vida rural, algo que aparece tanto nas músicas quanto na vida pessoal. Esse vínculo ajuda a explicar o investimento em uma propriedade desse porte.

    Famosos ampliam presença no agro

    Nos últimos anos, artistas passaram a investir com mais frequência no campo.

    Além da valorização da terra, o setor oferece oportunidades em áreas como pecuária, equinocultura e turismo rural. Dessa forma, o agro deixa de ser apenas um espaço produtivo e passa a integrar estratégias de investimento.

    No caso de Eduardo Costa, a fazenda representa tanto um espaço de lazer quanto um ativo relevante dentro desse cenário.

    Campo como estilo de vida

    Mais do que um investimento, a vida no campo também reflete uma escolha de estilo.
    Ambientes mais amplos, contato com a natureza e atividades rurais têm atraído cada vez mais interesse. Por isso, propriedades como essa ganham destaque não apenas pelo valor, mas pelo modo de vida que representam.

  • Fazenda 4x maior que São Paulo é vendida por R$ 430 milhões

    Fazenda 4x maior que São Paulo é vendida por R$ 430 milhões

    Um dos maiores impérios pecuários privados dos Estados Unidos foi vendido nesta semana por cerca de US$ 79,5 milhões, valor que, pela cotação atual, equivale a aproximadamente R$ 431,8 milhões. A fazenda impressiona e tem uma área 4x maior do que a cidade de São Paulo.

    Localizado no Estado de Wyoming, o Pathfinder Ranches ocupa 3.335 quilômetros quadrados. O complexo rural foi anunciado por US$ 79,5 milhões, valor que, pela cotação atual, corresponde a cerca de R$ 431,8 milhões, cifra rara no mercado fundiário.

    Embora ninguém tenha divulgado o preço final, corretores confirmam que a operação figura entre os maiores negócios de terras privadas já realizados nas Montanhas Rochosas.

    Dividido em quatro grandes propriedades, o rancho reúne 12 chácaras, casas, celeiros, currais e até uma igreja. A infraestrutura lembra uma pequena cidade rural.

    Foto: Swan Land Company

    No campo produtivo, o Pathfinder Ranches mantém mais de três mil vacas. Além disso conta com centenas de touros e cavalos, sustentando uma operação pecuária de escala quase industrial.

    Ao mesmo tempo, a propriedade se espalha por quatro condados de Wyoming. A aréa conecta planícies, vales e cadeias montanhosas que moldam uma paisagem contínua de produção e preservação.

    Dentro de seus limites, o rancho inclui o reservatório Pathfinder e 32 quilômetros do rio Sweetwater. A fazenda conta com corredores naturais que garantem água, biodiversidade e logística para a atividade rural.

    Foto: Swan Land Company

    Detalhes da fazenda

    Por isso, o anúncio da Swan Land Company, responsável pela venda, descreve a fazenda como rara. É uma combinação de escala, recursos hídricos, vida selvagem e patrimônio histórico.

    O rancho abriga a Pedra da Independência, marco da expansão americana. Por lá, viajantes do século 19 deixaram seus nomes gravados enquanto cruzavam o Oeste em busca de novas terras.

    Além do valor histórico, a área abriga um dos principais habitats do tetraz-das-pradarias e lidera os esforços de restauração do carneiro-selvagem nos Estados Unidos.

    Foto: Swan Land Company

    “Você olha de uma cadeia de montanhas para a outra e a percepção te atinge: tudo entre elas é Pathfinder”, afirmou Scott Williams, corretor da Swan Land Company, ao apresentar o ativo.

    “É uma vasta extensão de pastagens, rios, vida selvagem e vento; em resumo, é liberdade”, completou, ao tentar traduzir em palavras a dimensão física do rancho.

    Histórico de profissionalização

    Nos últimos 20 anos, a Sammons Enterprises administrou as terras produtivas e profissionalizou tanto a pecuária quanto os programas ambientais da propriedade.

    Foto: Swan Land Company

    Segundo a empresa, a venda ocorre apenas porque o ativo deixou de se encaixar no portfólio estratégico. financeiro do rancho.

    “Este é um dos últimos grandes impérios pecuários e tem sido administrado como tal”, afirmou Ryan Lance, presidente do Pathfinder Ranches, ao comentar a decisão.

    Enquanto isso, analistas observam que grandes áreas como essa se tornaram alvos de investidores globais, que buscam ativos ligados a alimentos, água e estabilidade climática.

    Foto: Swan Land Company

    Nesse cenário, o Pathfinder Ranches deixa de ser apenas uma fazenda gigantesca e passa a funcionar como um ativo estratégico, capaz de influenciar cadeias produtivas inteiras.

    Assim, a negociação mostra que, mesmo em um mundo dominado por dados e tecnologia, a terra fértil e bem localizada continua sendo um dos bens mais disputados do planeta.

    Veja o vídeo da fazenda:

  • Fazenda Cabuçu de “Renascer” está à venda por R$ 2,6 milhões

    Fazenda Cabuçu de “Renascer” está à venda por R$ 2,6 milhões

    A porteira range devagar, como quem anuncia que o tempo ali tem outro ritmo. Do lado de dentro, a Fazenda Cabuçu, em Itaboraí, cidade do interior do Rio de Janeiro, parece suspensa no ar. O vento atravessa as janelas antigas e traz um cheiro de terra molhada, de madeira antiga e de lembranças que a ficção deixou para trás.

    Foi ali que o coronel Egídio, interpretado por Vladimir Brichta, viveu seus dias de glória e queda em Renascer. Lá também que Dona Patroa (Camila Morgado) enfrentou os silêncios do casamento e onde Eliana (Sophie Charlotte) chegou para desarrumar tudo. Hoje, o mesmo casarão que serviu de cenário para paixões e vinganças está à venda por R$ 2,6 milhões, segundo o anúncio de corretores locais.

    A fazenda onde o tempo ainda mora

    Reprodução: OLX

    A Cabuçu é mais que uma fazenda — é uma lembrança viva. Construída no século XVIII, ocupa 51 hectares de terra, o equivalente a mais de 70 campos de futebol. A propriedade fica a cerca de 30 quilômetros de Niterói, distância suficiente para parecer distante da cidade, mas perto o bastante para um passeio de final de semana.

    A sede principal, com 1.300 metros quadrados, tem 11 quartos, três salas, duas cozinhas e dois banheiros. As paredes revelam as marcas do tempo. As janelas de madeira deixam a luz da manhã entrar suave, quase preguiçosa. No entorno há casa de funcionários, lago, campo de futebol, curral, galinheiro e duas represas que espelham o céu de Itaboraí com uma calma que parece ensaiada.

    Reprodução: OLX

    O palco das emoções de Renascer

    Na novela, a fazenda foi o coração das disputas e ressentimentos. Cada corredor serviu de palco para uma tensão, cada varanda foi testemunha de um segredo. As câmeras da Globo transformaram o casarão em personagem: forte, imponente e cheio de cicatrizes.

    Quando as gravações acabaram, o silêncio voltou, mas a sensação de que algo ainda habita o lugar continua. Quem passa pela estrada diminui a velocidade. O casarão aparece ao longe, cercado de verde, e parece pedir atenção — como se ainda esperasse o próximo “ação!”.

    Entre o passado e o presente

    O preço pedido, R$ 2,6 milhões, não é apenas o valor da terra. É o valor da memória. Poucos lugares conseguem misturar com tanta naturalidade vida rural, história e ficção. Mesmo depois que as câmeras foram embora, a Cabuçu manteve o carisma e a força de cenário vivo.

    Reprodução: OLX

    Quem visitar o local não vai encontrar luxo. Vai encontrar atmosfera. O som da água correndo, o cheiro do mato, o canto dos pássaros e a sensação de que a fazenda respira — devagar, mas com orgulho.

    O último ato da casa do coronel

    Reprodução: OLX

    Vista de longe, a casa lembra um velho ator que se recusa a deixar o palco. Enquanto isso, as palmeiras se movem com o vento, num gesto silencioso de reverência. Logo depois, quando a porteira se abre, o ferro canta, e então o som se espalha lentamente pela tarde. Assim, o ar parece se encher de lembrança e expectativa. Por fim, é o anúncio claro de que o passado ainda vive ali, teimoso, à espera de um novo dono.

    Reprodução: OLX

    Por R$ 2,6 milhões, quem comprar a Fazenda Cabuçu não vai adquirir apenas um imóvel. Vai levar um pedaço da história da televisão brasileira, um retrato da alma rural do Rio de Janeiro e talvez a sensação de que, num entardecer qualquer, o coronel Egídio ainda possa surgir na varanda, ajeitando o chapéu e observando o sol cair sobre as montanhas de Itaboraí.

  • Tecnologia: robôs fazem sucesso nas fazendas

    Tecnologia: robôs fazem sucesso nas fazendas

    A Fazenda MelkStad, localizada em Carambeí (PR), está colhendo resultados expressivos com a adoção da ordenha robotizada. Com 2.200 vacas em lactação, a propriedade produz atualmente 95 mil litros de leite por dia, sendo 84 mil litros pelo sistema rotativo (média de 42 litros por vaca) e 11 mil litros pelos robôs Lely, que apresentam média de 55 litros por vaca — um aumento de 13 litros em relação ao sistema tradicional.

    Robôs
    Foto: Divulgação MelkStad

    Segundo Júlio Meirelles, gerente administrativo e financeiro da MelkStad, “o sistema rotativo estava próximo do limite, e os robôs nos permitiram crescer de forma escalonada, com melhor rentabilidade”. Ele ressalta que o modelo robotizado combina alta produtividade com sustentabilidade econômica, e que a fazenda planeja expandir essa tecnologia em toda sua operação futura.

    Motivos do sucesso

    Meirelles explica que o sucesso está no equilíbrio entre frequência de ordenha, lotação por robô e desempenho individual das vacas. “Não se trata apenas de ordenhar mais vezes, mas de otimizar todo o sistema para extrair o máximo de leite com o mínimo de estresse”. Ele destaca que vacas adaptadas ao robô, especialmente na terceira ou quarta lactação, apresentam melhor conformação de tetos e maior eficiência na ordenha.

    A automação também transformou a gestão da equipe. “Precisamos de técnicos ágeis para manutenção, mas as tarefas diárias são mais tranquilas e precisas, determinadas dentro de processos pré-definidos, que são geridos pelo programa de gestão dos robôs Lely, Horizon”, comenta Meirelles. O resultado é uma equipe mais estável e motivada, com menor rotatividade.

    No aspecto do bem-estar animal, a tecnologia reduz pela metade o tempo que as vacas ficam longe do confinamento, diminuindo o estresse. “As vacas dos robôs são ainda mais dóceis do que o restante do rebanho”, afirma Diogo Vriesman, sócio-diretor da fazenda. Ele acrescenta: “Elas produzem mais leite porque ficam em paz. Ninguém está conduzindo, tocando ou pressionando o animal o tempo todo, como ocorre na ordenha convencional”.

    Com 1.400 hectares dedicados à produção de alimentos como alfafa, milho e soja, e uma equipe de 150 colaboradores, a MelkStad tem uma base sólida para continuar crescendo. “Aprendemos muito nos últimos quatro anos. E hoje temos um modelo comprovadamente escalável e rentável”, conclui Meirelles, reforçando que automação e inteligência de manejo caminham juntas no futuro da pecuária leiteira.

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    Assista: cobra caninana faz ataque mortal

    Com direito a  narração e torcida, flagrante da vida na fazenda faz sucesso nas redes ao mostrar o ataque de uma cobra, da espécie caninana, a um rato em um telhado.

    A cobra dá o bote mortal rapidamente, sem chances de fuga para o rato, que virou lanche da serpente. Tudo devidamente registrado.

    Mas o que mais diverte os internautas é a narração e a torcida pela cobra, contra o pobre rato ladrão de ração.

    Um usuário elogiou a filmagem, a locução e o comentarista, dando nota 10 em tudo e comentado que o canal Discovery está perdendo feio. Outros elogiam o câmera, que não perdeu o lance. E muitos comentam que a natureza é linda, apesar de assustadora.

    A postagem foi feita por Fabio Yoshida em seu Instagram.

    Cobra Caninana: conheça a espécie

    A caninana (Spilotes pullatus), também conhecida como cobra-papa-pinto ou cobra-tigre, é uma das serpentes mais impressionantes e mal compreendidas da fauna brasileira. Com até 2,5 metros de comprimento e padrões de cores que variam entre amarelo, preto e branco, essa espécie não peçonhenta destaca-se pela agilidade e comportamento curioso.

    Encontrada em florestas tropicais, cerrados e até áreas urbanas da América Central e do Sul, a caninana é diurna e arbórea, subindo em árvores com facilidade para caçar aves, lagartos e pequenos mamíferos. Seu nome popular deriva do hábito de invadir ninhos para se alimentar de ovos – daí o apelido “papa-pinto”.

    Foto: Butantan

    Apesar do visual intimidador, a caninana é inofensiva aos humanos. Quando ameaçada, adota postura defensiva: infla o pescoço, emite sons sibilantes e pode dar botes rápidos, mas sem veneno. “É uma espécie crucial para o equilíbrio ecológico, controlando pragas como roedores”, explica o biólogo Carlos Freitas, do Instituto Butantan.

    Apesar de não estar ameaçada, a destruição de habitats preocupa especialistas. Sua adaptabilidade a ambientes alterados pelo homem, porém, ajuda na sobrevivência. Curiosamente, filhotes já nascem independentes e replicam os hábitos dos adultos.

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