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  • Expointer bate recordes de público e faturamento da agricultura familiar

    Expointer bate recordes de público e faturamento da agricultura familiar

    A 48ª Expointer entrou para a história com números inéditos de visitantes e vendas na agricultura familiar. A feira ocorreu no Parque Assis Brasil, em Esteio. Neste domingo (7), o governo do Rio Grande do Sul apresentou o balanço oficial em coletiva no Pavilhão Internacional.

    Recorde de público

    Durante os nove dias de programação, 960.144 pessoas visitaram a feira até as 14h30 do domingo (7). O público superou o recorde de 2023, quando 822 mil compareceram. Em 2024, foram 662 mil visitantes. O crescimento de 2025 alcançou 16,8% em relação ao melhor resultado anterior.

    Força da agricultura familiar

    Foto: divulgação – Expointer/Ascom/João Pedro Rodrigues

    O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou o maior faturamento da história, com R$ 13,6 milhões em vendas. Ou seja, o número superou em 25% o recorde de 2024, quando o faturamento foi de R$ 10,8 milhões.
    Além disso, o espaço também reuniu 456 empreendimentos expositores, número inédito que ampliou a diversidade de produtos e experiências. Para o secretário Vilson Covatti, o resultado reforça a relevância do setor. Ele destacou que cada venda representa renda, qualidade de vida e inovação no campo.

    Participação de animais

    Foto: divulgação – Expointer/Ascom/Luis André

    A feira também registrou recorde na participação de animais, com 6.696 exemplares inscritos em competições e exposições. As vendas, no entanto, somaram R$ 15,4 milhões, abaixo dos R$ 18,9 milhões de 2024.
    Segundo o secretário Edivilson Brum, a feira foi excelente, apesar da retração em alguns segmentos. Ele explicou que a queda reflete a redução dos preços, que impactou a renda e agravou o endividamento dos produtores gaúchos.

    Balanço de negócios

    O setor automobilístico fechou R$ 590 milhões em negócios. Já máquinas e implementos agrícolas tiveram queda expressiva, com R$ 3,7 milhões em 2025, contra R$ 7,4 milhões em 2024.

    Próxima edição já tem data

    Mesmo sem recordes em todos os segmentos, a Expointer 2025 consolidou sua posição como a maior vitrine do agronegócio brasileiro. A próxima edição já tem data marcada: de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026.

  • Morango do amor movimenta economia; oportunidade de lucrar

    Morango do amor movimenta economia; oportunidade de lucrar

    Enquanto alguns dizem que não aguentam mais ver morango do amor no feed, essa febre veio na hora certa para aquecer o mercado, tanto do lado dos produtores quanto dos pontos de vendas.

    Enquanto o morango some das prateleiras e a oferta não supre a demanda, muitos confeiteiros também estão faturando alto com a produção dos doces. Lojas com filas, pessoas esperando ansiosamente sua vez de comprar, encomendas batendo recordes e morango faltando no mercado.

    Amanda Mandita, da Amandita Doces, de Caucaia, em São Paulo, comemorou em suas redes sociais o sucesso: “Foram mais de 200 unidades em um único dia. E isso me fez lembrar o quanto é importante esperar as coisas acontecerem no tempo de Deus. Pois quem acredita no propósito nunca estará só ! A demanda altíssima me fez entender que estou no caminho certo , e que crescer de pouquinho em pouquinho é importante , pois temos que estar preparado para o extraordinário. Obrigada a todos os clientes que passaram por aqui hoje. E agradecer a cada motoboy que fez esse dia mais incrível ainda , fazendo com que todos os produtos chegassem em segurança!

     

    Pessoas inclusive que estavam em dificuldades para manter seus negócios viram a situação mudar em poucos dias. A confeitaria da Sá, no Espírito Santo, estava passando por dificuldades, pois seu ponto físico teria que sair do local atual. E o morango do amor chegou com tudo.

    Frenesi ocorre em todas as regiões

    Já em Santarém, a situação também é igual. Fabi Lira, da FabiLira Confeitaria, comemora o sucesso das vendas. E só lamenta a falta de mais morangos, para conseguir mais vendas. O estoque de morango na cidade não dá conta da produção dos doces.

    O sucesso do “morango do amor” nas redes sociais impactou diretamente no mercado. A alta procura pelo doce viral impulsionou os preços tanto em feiras quanto em supermercados.

    Disparada nos preços do morango no Brasil

    A demanda explosiva pelo famoso doce fez os preços dispararem em todo território nacional. No Ceará, o quilograma do morango no atacado subiu 44,6% e chegou a R$ 50,00. Em algumas capitais nordestinas, o quilo da fruta está custando em torno de R$ 40,00.

    O Sudeste apresenta variações significativas nos preços. Enquanto alguns mercados vendem a caixinha por R$ 10,00, outros cobram valores bem mais altos. Em Campo Grande (MS), o quilo do morango está cotado a R$ 23,00.

    Para o morango de qualidade superior, os preços são ainda mais elevados. O morango orgânico comercializa por R$ 48,00 o quilo. Já o morango convencional de alta qualidade chega a R$ 30,00 por quilo. Para os demais tipos, o preço médio gira em torno de R$ 20,00 o quilo.

    Produção brasileira de morango

    O Brasil concentra sua produção de morango em regiões específicas. Os estados de Minas Gerais e São Paulo respondem por 66% da produção nacional. Cerca de 80% da produção brasileira está concentrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

    O Sul de Minas se destaca como o maior polo produtor. A região responde por cerca de 90% da produção estadual de morangos em Minas Gerais. A região de Pouso Alegre é responsável por 87,5% da safra mineira. A previsão para 2024 indica que o Sul de Minas deve alcançar 173 mil toneladas de morango.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    O cultivo do morangueiro representa uma atividade em expansão no Brasil. A produção é relativamente expressiva, mas extremamente dispersa em pequenas propriedades pelo país. Essa característica torna o morango uma alternativa importante de renda para a agricultura familiar.

    A colheita ocorre de 50 a 100 dias após o plantio. O cultivo do morango também estimula a sucessão rural, despertando o interesse dos jovens pela atividade agrícola em diferentes regiões.

    Impacto econômico e social

    A febre do morango do amor trouxe benefícios diretos para toda a cadeia produtiva. Produtores rurais viram seus lucros aumentarem significativamente. Confeiteiros relatam vendas recordes e filas constantes em seus estabelecimentos. Desde o campo até o varejo, passando pela confeitaria e food service, todos os elos da cadeia foram beneficiados pela alta demanda.

    Para a agricultura familiar, o morango representa uma oportunidade valiosa. A fruta permite o sustento da família, mantém as contas em dia e ainda possibilita investimentos na propriedade. A alta rentabilidade da cultura a torna uma opção atrativa para pequenos produtores.

    Sebrae entra na trend

    Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o doce, que se assemelha à tradicional maçã do amor, é um exemplo de como as redes sociais podem impulsionar vendas.

    “Um vídeo bonito, um nome criativo, uma imagem que dá vontade de comer — e pronto. Em poucos dias tá todo mundo querendo experimentar”, endossa a especialista em Mercados e Transformação Digital do Sebrae, Janaína Camilo.

    Foto: Reprodução Mandita Doces

    Quem já tem um negócio, o momento é de oportunidade de escalar a esteira de produtos. “O moranguinho do amor tem apelo visual, é fácil de fazer, tem baixo custo e pode ser vendido tanto na rua quanto em uma doceria ou lanchonete”, salienta o Sebrae.

    O sucesso é tanto que até a comunicação do Governo Federal entrou na onda.

    Ampliação da produção

    A atual escassez do produto nos mercados evidencia a necessidade de ampliação da produção. Muitos estabelecimentos enfrentam dificuldades para manter o estoque adequado. Essa situação abre espaço para novos produtores entrarem no mercado.

    A tendência de alta nos preços pode se manter enquanto a demanda permanecer aquecida. Para os produtores já estabelecidos, o momento representa uma oportunidade única de maximizar lucros e investir na expansão da cultura.

    O sucesso do morango do amor demonstra como as redes sociais podem impactar diretamente a economia real. Um fenômeno digital transformou-se em oportunidade concreta de negócios para milhares de pessoas.

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  • Clima e consumo elevado mantêm preço do café em alta

    Clima e consumo elevado mantêm preço do café em alta

    A escalada no preço do café deve continuar nas próximas semanas. A previsão é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), que atribui a alta às condições climáticas adversas e ao aumento da demanda global. Ao mesmo tempo, a colheita da nova safra, prevista para abril ou maio, pode ajudar a estabilizar o mercado.

    Em geral, o consumo mundial de café segue em expansão, impulsionado pela entrada da China como novo mercado consumidor. Portanto, segundo a Abic, esse cenário deve manter os preços elevados por mais dois ou três meses. A estabilização pode ocorrer com a chegada da nova safra, mas uma queda significativa nos valores só é esperada a partir de 2026.

    Mercado global sente impacto

    Desde novembro do ano passado, o café registra valorização expressiva, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. O país lidera as exportações globais, respondendo por quase 40% da produção mundial, seguido por Vietnã (17%) e Colômbia. Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica atingiram recordes históricos. Nesta quarta-feira (5), a cotação bateu US$ 3,97 por libra-peso.

    O presidente da Abic, Pavel Cardoso, destaca que a alta também reflete a participação crescente de fundos de investimento no setor. “Essa escalada uma hora vai parar, mas ainda não sabemos quando”, afirmou.

    Safras de café afetadas pelo clima

    A produção de café enfrenta dificuldades desde 2020. Apesar do recorde naquele ano, os ciclos seguintes foram marcados por perdas. Em 2021, uma forte geada comprometeu cerca de 20% da safra de arábica. No ano seguinte, a lavoura não conseguiu se recuperar. Em 2023, o El Niño trouxe estiagem prolongada e temperaturas elevadas. Já em 2024, o La Niña resultou em chuvas excessivas.

    “Isso prejudica a lavoura”, explica Cardoso. A previsão é que a safra deste ano seja ligeiramente menor que a de 2023. O impacto acumulado dos eventos climáticos, somado ao aumento da demanda global, impulsiona a alta dos preços.

    Custos elevados pressionam o setor

    A indústria do café também enfrenta aumento expressivo nos custos. Segundo a Abic, os gastos com matéria-prima subiram mais de 200%, levando a repasses ao consumidor de aproximadamente 38%. Esse movimento se reflete diretamente nos preços da commodity nas bolsas internacionais.

    “A oferta restrita pressiona o mercado. Com a chegada da nova safra, esperamos alguma estabilidade, mas a previsão para 2026 é mais otimista”, avalia Cardoso. A expectativa do setor é que a próxima colheita possa superar o recorde de 2020, elevando a oferta e reduzindo os preços.

    Consumo e faturamento crescem

    O consumo de café no Brasil cresceu 1,11% entre novembro de 2023 e outubro de 2024, de acordo com a Abic. O país é o segundo maior consumidor mundial da bebida, com 21,9 milhões de sacas em 2024, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

    O faturamento da indústria de café torrado no mercado interno atingiu R$ 36,82 bilhões em 2023, um aumento de 60,85% em relação ao ano anterior. O segmento de cafés especiais teve reajuste de 9,8% no período. Além disso, as categorias Gourmet, Superior e Tradicional registraram altas de 16,17%, 34,38% e 39,36%, respectivamente. Cafés em cápsulas também ficaram mais caros, com aumento de 2,07%.

    Nos últimos quatro anos, a matéria-prima subiu 224%, enquanto o preço do café no varejo aumentou 110%. Apenas no último ano, a alta foi de 37,4%, bem acima da inflação da cesta básica, que ficou em 2,7%.

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  • Setor de suco de laranja tem recorde de faturamento

    Setor de suco de laranja tem recorde de faturamento

    O setor de suco de laranja fechou a safra 2023/2024 com um faturamento recorde. As exportações de suco de laranja (FCOJ equivalente a 66 Brix) somaram US$ 2,5 bilhões, um aumento de 21,29% em comparação aos US$ 2,070 bilhões da safra anterior. Incluindo os subprodutos, as exportações atingiram US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em comparação com 1.060.186 toneladas na safra anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

    Desafios climáticos

    Os problemas climáticos nas últimas cinco safras reduziram a oferta e valorizaram o produto. “A oferta de suco está abaixo da demanda”, explica Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR. Ele ressalta, contudo, a preocupante queda no consumo em mercados importantes.

    Principais mercados

    A Europa continua a ser o principal mercado para o suco brasileiro, com 504.299 toneladas embarcadas. Isso representa uma queda de 11,78% em relação às 571.621 toneladas do período anterior. Apesar disso, o faturamento no continente europeu aumentou 22,51%, atingindo US$ 1,38 bilhão. Contudo, o consumo da bebida na Europa recuou 0,23% na safra 2023/2024, de acordo com um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Estados Unidos

    Nos Estados Unidos, os embarques caíram 6,07%, totalizando 315.743 toneladas em comparação com 375.764 toneladas na safra anterior. O faturamento, no entanto, aumentou 15,49%, passando de US$ 691,5 milhões para US$ 798,2 milhões. Segundo a consultoria Nielsen, o consumo no mercado americano caiu 22,6% em comparação com o período pré-pandemia de 2019. Em relação a abril de 2020, a queda foi de 44,5%, quando as vendas atingiram seu pico nos últimos cinco anos. “Os números dos Estados Unidos são preocupantes, sendo o menor patamar em uma série histórica de 24 anos”, alerta Netto.

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    O Japão registrou uma queda de 15,98% nas exportações, passando de 32.928 toneladas na safra anterior para 27.668 toneladas na safra 2023/2024. Em receita, os embarques totalizaram US$ 86,2 milhões, ou seja, um aumento de 26,53% em comparação com os US$ 68,1 milhões da safra anterior.

    Na China, as exportações permaneceram estáveis, com 81.808 toneladas em comparação com 81.288 toneladas na safra anterior, representando um crescimento de 0,64%. O faturamento, no entanto, aumentou 41,03%, alcançando US$ 142 milhões em comparação com US$ 100 milhões no período anterior.

    “O setor vive um bom momento, com demanda superior à oferta. Porém, a rápida queda no consumo nos principais mercados pode reduzir a demanda a um nível inferior ao esperado, trazendo novos desafios para o futuro”, conclui Netto.

     

  • Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    Exportações crescem 9% e faturamento avança 3% no quadrimestre

    O agronegócio brasileiro mantém seu vigor ao atender às demandas internas e externas por fibras, alimentos e energia. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, baseadas em dados do MDIC e Siscomex, o faturamento com exportações agropecuárias alcançou US$ 52 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Isso representa um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2023.

    Exportações crescem 9%

    Pesquisadores do Cepea destacam que o aumento no faturamento está ligado ao crescimento de 9% no volume exportado pelo Brasil no primeiro quadrimestre. Esse crescimento ocorreu apesar de uma queda de 6% nos preços em dólar. As exportações do setor foram impulsionadas pelo algodão, cujo volume exportado cresceu 230% em comparação com o mesmo período de 2023. Outros produtos com aumento significativo nas vendas externas incluem açúcar (+80%), café (+50%), carne bovina in natura (+41%), farelo de soja (+21%), soja em grãos (+10%), papel (+24%) e carne suína (+3%).

    A China permanece como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, embora sua participação no valor total das exportações tenha diminuído. Em contrapartida, os Estados Unidos e países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentaram suas participações. Outros países que intensificaram as relações comerciais com o Brasil incluem Índia, Egito, México e Turquia.

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    Expectativas para 2024

    Os pesquisadores do Cepea preveem que a demanda por alimentos, fibras e energia continuará forte em 2024. Mesmo com perspectivas de taxas de crescimento mais baixas para as principais economias mundiais, o aumento da população mundial e da renda dos países importadores deve sustentar a demanda.

    No lado da oferta, a atenção nos próximos meses se voltará para a evolução da colheita no Hemisfério Norte. Enquanto isso, países do Hemisfério Sul, como Brasil e Argentina, concluirão a colheita de grãos e se prepararão para o novo ciclo produtivo de 2024/25. Qualquer variação na oferta mundial em relação às expectativas do mercado poderá impactar os preços internacionais dos produtos agropecuários.