Tag: farinha de trigo

  • Alta do trigo pressiona alimentos

    Alta do trigo pressiona alimentos

    O preço da farinha de trigo deve subir em abril em São Paulo. A alta já começa a se formar com o aumento dos custos ao longo da cadeia, especialmente no transporte e na compra da matéria-prima.

    Frete mais caro pressiona cadeia

    Nos últimos meses, o aumento do diesel elevou o custo do frete. Como resultado, o transporte do trigo e da farinha ficou mais caro.

    Além disso, esse impacto se espalha por toda a cadeia, já que o cereal percorre longas distâncias até chegar aos moinhos e, depois, ao varejo. Por isso, o custo logístico ganha peso direto no preço final.

    Cenário internacional amplia pressão

    Ao mesmo tempo, o mercado global também pressiona os preços. A cotação do trigo segue sensível a fatores climáticos e geopolíticos. Problemas como seca em regiões produtoras e tensões internacionais afetam tanto a oferta quanto os custos de produção.

    Além disso, a disponibilidade de fertilizantes ainda enfrenta incertezas, o que pode impactar a produtividade nas próximas safras.

    Produção pode cair

    Outro ponto de atenção está na intenção de plantio. Produtores já sinalizam possível redução da área cultivada no próximo ciclo.

    Com isso, a oferta pode diminuir nos próximos anos. Dessa forma, o mercado tende a trabalhar com maior volatilidade, o que mantém os preços pressionados.

    Mudança tributária eleva custos

    Além dos fatores externos, mudanças na tributação também aumentam o custo da matéria-prima.

    A nova legislação reduz créditos fiscais e altera a cobrança sobre produtos importados. Como resultado, o trigo comprado no exterior fica mais caro para os moinhos. Assim, o impacto se soma aos demais custos e reforça a tendência de alta.

    Impacto chega ao consumidor

    Com todos esses fatores combinados, a alta da farinha tende a chegar ao consumidor final.

    Produtos como pão, massas e biscoitos devem sentir o impacto, já que dependem diretamente do trigo. Ao mesmo tempo, a pressão sobre os alimentos pode influenciar os índices de inflação.

    Setor busca equilíbrio

    Diante desse cenário, o setor acompanha de perto os custos e tenta evitar repasses mais bruscos.

    Ainda assim, a combinação entre frete elevado, custo global e tributação mantém o mercado em alerta. Por isso, os próximos meses devem ser marcados por ajustes nos preços e maior atenção à oferta.

  • Moagem de trigo no Brasil cresce 3% em 2024

    Moagem de trigo no Brasil cresce 3% em 2024

    A moagem de trigo no Brasil registrou crescimento de 3% em 2024, atingindo 13,19 milhões de toneladas processadas nas 150 indústrias do setor, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). O aumento de 380 mil toneladas em relação a 2023 reforça a importância do cereal para a segurança alimentar do país, mesmo diante de desafios econômicos e logísticos.

    Principais destaques do setor em 2024:

    • Panificação lidera consumo (30% da farinha produzida)
    • Indústria de massas e biscoitos respondem por 27,3% da demanda
    • Norte e Nordeste dependem mais de trigo importado (quase 100% do processado)
    • Brasil ainda importa cerca de 50% do trigo consumido

    Crescimento acima da média populacional

    O presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, destacou que o aumento na moagem superou o crescimento populacional, indicando maior adoção de produtos à base de trigo na alimentação dos brasileiros.

    Foto: divulgação Abitrigo

    “Os números reforçam a resiliência do setor e sua relevância para a economia. Precisamos avançar em políticas que reduzam a dependência de importações e fortaleçam a produção nacional”, afirmou Barbosa.

    Desafios: importações e infraestrutura de armazenagem

    A pesquisa revelou que as Regiões Norte e Nordeste são as mais dependentes de trigo importado, principalmente da Argentina e Paraguai.

    A falta de silos e estoques estratégicos ainda é um gargalo, levando à exportação precoce na safra e necessidade de importação posterior.

    Barbosa defendeu linhas de financiamento para expansão da armazenagem, evitando perdas e garantindo abastecimento estável.

    Oportunidades para o setor

    • Aumento da produção nacional em regiões com alta demanda
    • Melhoria logística para escoamento e distribuição
    • Incentivos à industrialização em estados com menor acesso ao trigo brasileiro

    Por que esses números importam? O trigo é essencial para alimentos básicos, como pães, massas e biscoitos.

    A redução da dependência externa pode trazer mais estabilidade de preços. E investimentos em armazenagem e produção podem gerar empregos e impulsionar o agronegócio.

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