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  • Oportunidade: curso gratuito de cafeicultura orgânica

    Oportunidade: curso gratuito de cafeicultura orgânica

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realiza, nesta sexta-feira, 16 de maio, o curso gratuito “Cafeicultura Orgânica – Amostragens do Solo, Foliar e Materiais Orgânicos” em Araponga, Minas Gerais. O evento acontece das 12h às 18h, na Escola Família Agrícola Puris de Araponga (EFA PURIS). A iniciativa atende cafeicultores locais, com foco especial nos associados à Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo (Coopfam).

    O curso da EPAMIG aborda temas essenciais para a produção orgânica de café. Com destaque para as técnicas corretas de amostragens de solo e folha em diferentes fases da lavoura. A programação inclui atividades teóricas e práticas, realizadas em uma propriedade rural de agricultura familiar. Os participantes poderão acompanhar demonstrações dos processos de amostragem, reforçando o aprendizado adquirido em sala.

    Segundo Waldênia Moura, pesquisadora da EPAMIG, “o curso permitirá que os cafeicultores orgânicos da região realizem as amostragens da lavoura de forma mais eficiente, otimizando as práticas de correção e adubação do solo, com o objetivo de evitar prejuízos econômicos”. Ela destaca ainda que o evento integra conteúdos exigidos por certificadoras de café orgânico e complementa a formação oferecida pela Coopfam aos seus associados.

    Material didático e capacitação técnica

    Durante o evento, a EPAMIG apresentará o material didático que elaborou, com foco na difusão de conhecimentos técnicos e científicos gerados pelas pesquisas em cafeicultura orgânica. O conteúdo visa apoiar a capacitação de técnicos e multiplicadores de informações junto à rede de cooperados da região. Assim,  fortalecendo a pesquisa participativa e a sustentabilidade da produção.

    O curso faz parte do projeto “Desenvolvimento de Tecnologias para a Cafeicultura Orgânica na Região das Matas de Minas Gerais” (PPE-00039-24). E éfinanciado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O projeto contempla avaliação de substratos para mudas, seleção de cultivares promissoras, uso de materiais orgânicos em propriedades familiares e capacitação por meio de cursos e ações de difusão.

    A iniciativa conta com a parceria do Governo de Minas Gerais, da Coopfam, da Escola Família Agrícola Puris de Araponga (EFA), da Fapemig e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Inscrições e informações

    Os participantes devem se inscrever presencialmente no local do evento, das 12h30 às 13h. A organização iniciará a programação logo após o período de inscrições. Mais informações estão disponíveis pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (31) 98631-8331.

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  • Centro de Referência em Cachaça promete revolucionar setor

    Centro de Referência em Cachaça promete revolucionar setor

    Minas Gerais, maior produtor nacional de cachaça de alambique, ganhou um novo impulso para superar desafios como a informalidade e as barreiras à exportação. Foi inaugurado na última semana, em Florestal, o Centro de Referência em Cachaça, laboratório que conectará tecnologia, capacitação e inovação aos produtores mineiros. Com investimento de R$ 3,8 milhões do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura (Seapa) e Fapemig, o projeto visa elevar a qualidade do produto e fortalecer sua inserção no mercado global.

    Tecnologia a serviço da tradição

    O centro, vinculado à Universidade Federal de Viçosa (UFV) – Campus Florestal, oferecerá suporte técnico em todas as etapas da produção: desde o plantio da cana até análises físico-químicas e sensoriais da bebida. Entre as ações estão:

    • Cursos de correção de solo e cultivo de cana-de-açúcar;
    • Treinamentos em boas práticas de fabricação;
    • Desenvolvimento de blends e análises laboratoriais;
    • Elaboração de planos de ação personalizados para produtores.

    Segundo Thales Fernandes, secretário de Agricultura de Minas, o espaço vai além de um laboratório: “É uma ponte entre ciência e tradição. Queremos modernizar processos, reduzir custos e garantir que a cachaça mineira chegue ao mundo com qualidade e valor agregado”.

    Parcerias estratégicas e meta de exportação

    O projeto conta com a colaboração da Emater-MG, IMA, Epamig e Prefeitura de Florestal. Produtores formais e informais receberão assistência técnica baseada em dados laboratoriais, com foco em segurança alimentar e padrões internacionais.

    Lucas Mendes, subsecretário de Ciência e Tecnologia da Sede-MG, destacou: “A cachaça é um produto tecnológico. Com infraestrutura adequada, reduziremos a clandestinidade e abriremos portas para novos mercados”.

    Investimentos e impacto econômico

    O centro, coordenado pelo professor José Carlos Baffa Júnior (UFV), recebeu R$ 3,6 milhões em equipamentos R$ 200 mil em reformas. A previsão é que as operações comecem em outubro de 2024.

    Para Jaqueline Santos, superintendente da Seapa, o laboratório é vital para a economia local: “A cachaça é parte da nossa identidade. Ao unir tradição familiar à ciência, garantimos renda ao produtor e segurança ao consumidor”.

    Por que isso importa?

    Minas Gerais responde por 70% da cachaça artesanal do Brasil, setor que movimenta R$ 4 bilhões anuais. Com o novo centro, o estado busca:

    • Combater a informalidade (que atinge 40% dos produtores);
    • Padronizar a qualidade para exportação;
    • Preservar a cultura secular associada à bebida.

    A iniciativa reforça o legado mineiro enquanto posiciona a cachaça como produto premium no mercado global.

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