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  • América Latina registra superávit de US$ 21 bilhões no comércio de animais aquáticos

    América Latina registra superávit de US$ 21 bilhões no comércio de animais aquáticos

    A produção mundial de animais aquáticos atingiu um novo recorde de 195 milhões de toneladas em 2024, impulsionada principalmente pela expansão da aquicultura. Os dados integram o relatório O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura 2026 (SOFI), lançado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na última terça-feira (16), durante a Conferência Our Ocean, realizada em Mombaça, no Quênia.

    No mesmo período, o comércio internacional de produtos aquáticos,incluindo animais e algas, US$ 186 bilhões, envolvendo 230 países e territórios. No cenário global, a América Latina e o Caribe se destacaram como um dos principais exportadores líquidos do setor, acumulando um superávit comercial de US$ 21 bilhões em 2024.

    “A região desempenha um papel fundamental no abastecimento de produtos da pesca e da aquicultura para os mercados globais, apoiada por ecossistemas marinhos altamente produtivos e por um setor aquícola em rápido crescimento”, afirma Rene Orellana Halkyer, Diretor-Geral Adjunto e Representante Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.

    A região exportou US$ 27 bilhões em produtos de animais aquáticos e importou US$ 6 bilhões no mesmo período, totalizando 6,4 milhões de toneladas exportadas. Isso é o equivalente a 15% das exportações globais do setor. As principais culturas responsáveis por esse desempenho foram a anchoveta peruana e chilena, destinada à produção de farinha e óleo de peixe, o camarão cultivado no Equador e o salmão chileno.

    Pesca de captura lidera a produção regional

    Em 2024, a América Latina e o Caribe responderam por 9% da produção mundial de animais aquáticos, percentual semelhante ao da Europa, mas bem abaixo da Ásia, que concentrou 72% do total global. A pesca de captura dominou a produção regional com 13 milhões de toneladas, 75% do total, sustentada em grande parte pelo altamente produtivo Sistema da Corrente de Humboldt, ao longo da costa oeste da América do Sul. A região detém 15% do total mundial de 92 milhões de toneladas produzidas pela pesca de captura, o que a coloca como o segundo maior polo global, atrás apenas da Ásia.

    O Peru liderou a pesca de captura regional em 2024, com 5,7 milhões de toneladas, ocupando a quarta posição no ranking mundial. O Chile ficou em segundo na região e décimo no mundo. Após a forte queda provocada pelo El Niño em 2023, a anchoveta (Engraulis ringens) se recuperou com vigor: as capturas saltaram quase 65%, de 3,5 milhões para 5,7 milhões de toneladas. A espécie representa cerca de 5% da produção global de pesca de captura e permanece entre as mais importantes do mundo. O relatório destaca que as capturas regionais oscilam de forma significativa em função das condições oceanográficas ligadas ao fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS).

    Aquicultura cresce acima da média mundial

    Embora ainda represente uma fatia menor da produção total, a aquicultura avança rapidamente e já responde por aproximadamente 25% da produção regional de animais aquáticos. Espécies de alto valor, como salmão e camarão, puxam esse crescimento. A produção aquícola na América Latina e no Caribe cresceu em média 7,2% ao ano, acima da média mundial de 4,9%. Portanto, passando de 0,8 milhão de toneladas em 2000 para 4,4 milhões de toneladas em 2024.

    O crescimento concentra-se na América do Sul. Chile (1,4 milhão de toneladas), Equador (1,2 milhão) e Brasil (0,9 milhão) responderam, juntos, por 79% da produção aquícola regional em 2024. Os países da região também ampliam o cultivo de algas, com destaque para Chile, Venezuela e Brasil.

    Pesca marinha emprega mais de 3 milhões na região

    Globalmente, cerca de 65,3 milhões de pessoas trabalhavam no setor primário da pesca e da aquicultura em 2024. Na América Latina e no Caribe, o setor emprega mais de 3 milhões de pessoas,5% do total mundial, sustentando comunidades costeiras e rurais. A pesca marinha responde por 73% dos empregos no setor primário da região. A pesca de pequena escala também cumpre papel essencial na nutrição, na segurança alimentar e na identidade cultural de comunidades costeiras e insulares.

    Apesar de ocupar a segunda posição entre as maiores regiões produtoras, a América Latina e o Caribe registram consumo de alimentos aquáticos abaixo da média mundial. Em 2023, a disponibilidade per capita foi de 10,1 kg, ante uma média global de 21,1 kg. Desde 2000, a disponibilidade total cresceu, mas em ritmo modesto, 1,8% ao ano. Portanto, resultando em ganhos per capita de apenas 0,8% anuais.

    Projeções apontam crescimento de 26% na aquicultura até 2034

    A produção de animais aquáticos deve crescer 8% até 2034, impulsionada principalmente pela aquicultura, que projeta expansão de 26%. A América Latina e o Caribe devem manter a segunda posição entre as maiores regiões produtoras, com participação de cerca de 5% na produção aquícola global.

    “O trabalho da FAO na região mostra que a Transformação Azul pode gerar resultados concretos para as pessoas, as economias e os ecossistemas. Portanto, fortalecendo cadeias de valor e melhorando a nutrição em comunidades vulneráveis”, conclui Orellana Halkyer.

  • Consumo de frango dispara e puxa alta histórica da carne no mundo

    Consumo de frango dispara e puxa alta histórica da carne no mundo

    O consumo global de carne cresceu de forma acelerada nas últimas seis décadas, impulsionado principalmente pela carne de frango. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que a oferta mundial do produto quadruplicou desde 1961 e deve continuar em expansão nos próximos anos.

    De acordo com o relatório, o consumo médio de carne passou de 25 kg por pessoa em 1961 para 47 kg em 2022. O destaque vai para o frango, cuja oferta saltou de menos de 3 kg per capita para 17 kg no período. Já a carne suína dobrou, alcançando 15 kg por pessoa, enquanto a bovina permaneceu estável em cerca de 9 kg.

    O avanço no consumo acompanha mudanças estruturais na produção e na renda global, mas também intensifica desafios ambientais. A FAO projeta que as emissões do setor agropecuário devem crescer 7,6% na próxima década, com a pecuária respondendo por aproximadamente 80% desse aumento.

    Além do crescimento da demanda, o relatório chama atenção para perdas ao longo da cadeia produtiva. Cerca de 14% da carne e do leite se perdem durante a produção ou são desperdiçados após chegarem ao varejo e aos serviços de alimentação.

    Desigualdade

    A análise também evidencia forte desigualdade no acesso aos alimentos de origem animal. Em países de baixa e média renda, onde a insegurança alimentar ainda predomina, esses produtos têm custo elevado em relação à renda da população. Já em países ricos, o consumo permanece alto e estável, mesmo diante de recomendações médicas e ambientais para redução.

    Segundo Daniela Battaglia, especialista da FAO e coautora do estudo, o cenário global ainda apresenta distorções importantes. “O acesso continua desigual. Enquanto países de alta renda mantêm consumo elevado, regiões mais pobres enfrentam limitações econômicas para adquirir esses alimentos”, afirmou.

    Brasil é grande produtor de frango. Foto: divulgação – ABPA

    O relatório também dialoga com alertas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que aponta a redução do consumo de carne e a adoção de dietas mais baseadas em vegetais como estratégias eficazes para mitigar emissões. Apesar disso, a FAO não recomenda explicitamente a diminuição do consumo, mesmo reconhecendo o excesso em países desenvolvidos.

    Especialistas independentes criticam essa abordagem. Para Cleo Verkuijl, do Stockholm Environment Institute, o documento reconhece o problema, mas evita conclusões mais diretas sobre a necessidade de redução. Já o pesquisador Matthew Hayek, da Universidade de Nova York, afirma que o relatório minimiza os impactos ambientais do alto consumo de carne.

    Efeito estufa

    Atualmente, a pecuária responde por cerca de 12% a 20% das emissões globais de gases de efeito estufa e figura entre os principais vetores de perda de biodiversidade. O planeta já registra aquecimento de aproximadamente 1,4°C em relação ao período pré-industrial.

    A FAO, por sua vez, defende uma abordagem baseada em eficiência produtiva e inovação tecnológica. A entidade destaca a importância de reduzir emissões, melhorar o uso de recursos e enfrentar problemas como a resistência antimicrobiana, sem necessariamente limitar a produção pecuária.

    Para a organização, o desafio está em equilibrar os benefícios nutricionais dos alimentos de origem animal com a necessidade de reduzir seus impactos ambientais.

  • Brasil tem só uma raça de galinha genuinamente brasileira? Entenda a polêmica

    Brasil tem só uma raça de galinha genuinamente brasileira? Entenda a polêmica

    Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Galinha Sertaneja Balão (GSB) repercutiu nos últimos dias após ele afirmar, durante a chegada de novas aves à Granja do Torto, que a espécie seria a “única raça genuinamente brasileira”. Apesar da fala, o Brasil possui mais de dez raças de galinhas catalogadas, estudadas e preservadas em diferentes regiões do país.

    A definição de uma raça genuinamente brasileira, porém, ainda gera debate. Isso porque o Ministério da Agricultura não reconhece oficialmente aves como nativas da mesma forma que ocorre com bovinos, por exemplo.

    Nesse contexto, a definição mais aceita é a da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Segundo a entidade, aves nativas são populações domésticas que, ao longo de várias gerações, se adaptaram a ambientes específicos, condições climáticas locais e sistemas de criação utilizados por pequenos produtores.

    Atualmente, o mercado avícola comercial brasileiro trabalha majoritariamente com linhagens de origem estrangeira, principalmente dos Estados Unidos. Essas aves são selecionadas para oferecer maior produtividade e volume de produção.

    Por outro lado, as raças nativas brasileiras apresentam características valorizadas por pequenos criadores. De acordo com Marcos Jacob, analista de transferência de tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, essas aves se destacam pela resistência ao clima quente e seco das regiões Norte e Nordeste, além de exigirem menos insumos para criação.

    Segundo o especialista, embora tenham produção em menor escala, essas galinhas desempenham papel importante na segurança alimentar de comunidades locais. Além de garantirem fonte de proteína para pequenos produtores, elas também fazem parte da culinária tradicional brasileira, sendo utilizadas em pratos típicos como galinha ao molho pardo e pirão de parida.

    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mantém projetos de conservação genética dessas aves em diferentes estados brasileiros. O objetivo é preservar materiais genéticos considerados estratégicos para a segurança alimentar e para a manutenção da biodiversidade avícola nacional.

    Conheça algumas das principais raças brasileiras de galinha

    • Carijó
    • Pescoço Pelado
    • Pedrês
    • Rabo de Leque
    • Sura
    • Canela-Preta
    • Barbuda
    • Peloco
    • Frisada
    • Caneluda do Catolé
    • Perna Curta
    • Azulega
    • Caracuta
  • ONU alerta: El Niño pode aprofundar crise alimentar na América Latina e Caribe

    ONU alerta: El Niño pode aprofundar crise alimentar na América Latina e Caribe

    FAO, FIDA e WFP intensificam coordenação para preparar governos da América Latina e do Caribe diante das previsões do El Niño. As três agências da ONU se reuniram em uma mesa redonda de alto nível, realizada em Santiago e na Cidade do Panamá, para discutir medidas de ação antecipada, preparação e fortalecimento da resiliência frente a eventos climáticos extremos.

    O cenário de partida é grave. Mais de 33 milhões de pessoas passam fome na região, 167 milhões enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave e mais de 181 milhões não conseguem custear uma dieta saudável. O continente americano ainda concentra 22% das perdas globais causadas por desastres agrícolas. Um prejuízo estimado em US$ 713 bilhões.

    O El Niño pode empurrar ainda mais famílias para a vulnerabilidade. O fenômeno provoca aridez no Corredor Seco da América Central e altera os padrões de chuva e temperatura em toda a região. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima entre 70% e 80% a probabilidade de o evento atingir sua intensidade máxima até o fim do ano, com consequências de moderadas a graves: aumento de chuvas e risco de inundações na América do Sul, e déficit hídrico na América Central e do Norte.

    Além do clima, as agências alertam para outro fator de pressão: os altos preços internacionais de combustíveis, fertilizantes e alimentos. O encarecimento reduz o poder de compra das famílias e sobrecarrega os sistemas de proteção social e as respostas humanitárias.

    Ação antes do impacto

    A lógica das agências é agir antes que a crise se instale. Com apoio das Nações Unidas, vários países da América Central ativaram planos de ação antecipatória ao detectar limiares meteorológicos que indicam risco de escassez de água. Mais de 76 mil pessoas já recebem mensagens práticas, transferências monetárias, grãos básicos e monitoramento de estações meteorológicas.

    O modelo funcionou no El Niño de 2023–2024. Ações antecipatórias em nove países beneficiaram mais de 100 mil pessoas em 250 comunidades rurais, por meio de transferências de renda, distribuição de insumos agrícolas, reabilitação de sistemas de água, instalação de irrigação, brigadas de saúde animal e fortalecimento de capacidades locais. Em alguns países da América Central, as intervenções resultaram em aumento de até 40% na produção de milho e feijão.

    “Diante do El Niño, as ações antecipatórias implementadas junto a governos e parceiros em nove países da região beneficiaram centenas de comunidades rurais, com apoio direto, reabilitação de sistemas de água e irrigação, distribuição de insumos e fortalecimento de capacidades, protegendo meios de subsistência e aumentando em até 40% a produção de cultivos básicos”, afirmou Rene Orellana Halkyer, subdiretor-geral e representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe.

    Investimentos em comunidades rurais

    A diretora regional do FIDA para América Latina e Caribe, Rocío Medina Bolívar, defendeu o investimento de longo prazo nas comunidades rurais. “Construir resiliência hoje significa criar condições para gerar emprego, ampliar oportunidades e melhorar a qualidade de vida nos territórios rurais”, disse.

    Lena Savelli, diretora regional do WFP, destacou que a combinação de seguros, crédito e serviços financeiros digitais permite que governos e comunidades resistam a secas, inundações e tempestades sem esperar o impacto para agir. “Estamos transformando as respostas humanitárias como as conhecemos, para que os sistemas de proteção social não deixem ninguém para trás”, afirmou.

    A preparação antecipada também responde a uma pressão orçamentária crescente: enquanto os recursos humanitários diminuem globalmente, as necessidades impulsionadas pelo clima aumentam. Investir em resiliência antes das crises, argumentam as agências, economiza recursos no longo prazo.

  • Muito além do mel: por que as abelhas são essenciais para a alimentação humana e o equilíbrio do planeta

    Muito além do mel: por que as abelhas são essenciais para a alimentação humana e o equilíbrio do planeta

    Pense em um animal cuja existência sustenta boa parte do que está no seu prato. Provavelmente, as abelhas não são a primeira resposta que vem à mente. No entanto, deveriam ser.

    Esses insetos são responsáveis por 70% da polinização das plantas agrícolas no Brasil, segundo a ONU. Além disso, atuam diretamente na regeneração de florestas, na manutenção da biodiversidade e na qualidade nutricional dos alimentos que consumimos diariamente. Portanto, proteger as abelhas é, antes de tudo, proteger a nossa própria alimentação.

    Sem abelhas, sem comida: os números que impressionam

    A dependência da agricultura em relação às abelhas é maior do que a maioria das pessoas imagina. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO, 70% das culturas agrícolas globais dependem diretamente da polinização realizada por esses insetos.

    Os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reforçam essa realidade. Segundo o levantamento, 100% das amêndoas dependem das abelhas para se desenvolver. O mesmo vale para 90% das maçãs e mirtilos, 48% dos pêssegos, 27% das laranjas, 16% do algodão e 5% da soja.

    Ou seja: sem abelhas, a produção agrícola mundial entraria em colapso.

    Muito mais que mel: a diversidade que poucos conhecem

    Um erro comum é associar as abelhas apenas à produção de mel e às picadas. Na prática, porém, a grande maioria das espécies não produz mel e tampouco possui ferrão.

    No mundo, existem mais de 20 mil espécies de abelhas, com diferentes tamanhos, cores e hábitos. Na América Latina, as nativas são as meliponas, conhecidas como abelhas sem ferrão, que representam a maioria das mais de quatro mil espécies da região.

    “Uma parcela significativa da população relaciona as abelhas apenas ao mel e às picadas, o que seria um erro, já que a maioria das nossas abelhas não possui ferrão”, explica o diretor da ONG Bee or not to Be.

    (Imagem: Divulgação)

     

    Além disso, a maior parte das abelhas é solitária e não vive em sociedade. Ainda assim, todas atuam como polinizadoras essenciais para os ecossistemas.

    Passaporte Equestre, novos mercados e capacitação: as prioridades do setor equestre em 2026

    A polinização: o trabalho invisível que sustenta a vida

    O papel das abelhas acontece, em grande parte, nos bastidores do meio ambiente. Para suprir sua necessidade alimentar, esses insetos visitam uma grande variedade de flores, coletando pólen, sua fonte de proteína, e néctar, fonte de carboidratos.

    Esse movimento, aparentemente simples, tem consequências profundas. Ao transportar o pólen de flor em flor, as abelhas permitem a fertilização das plantas e garantem sua reprodução. Em algumas espécies, esse processo é indispensável para a sobrevivência. Em outras, especialmente nas frutíferas, a polinização influencia diretamente a qualidade nutricional dos frutos.

    “Este serviço de polinização permite a fertilização das plantas e sua reprodução. Em espécies frutíferas, a polinização também está ligada à qualidade nutricional da fruta”, afirma Marina Arbetman, exploradora da National Geographic e doutora em biologia.

    Segundo a FAO, cerca de 85% das plantas com flores presentes em matas e florestas dependeram, em algum momento, da ação de polinizadores como as abelhas.

    Guardiãs do equilíbrio ambiental

    Além da polinização, as abelhas desempenham outro papel fundamental: o de bioindicadoras da qualidade do meio ambiente. Sua presença (ou ausência) em um ecossistema revela muito sobre o estado de conservação daquele território.

    “As abelhas garantem a variação genética tão importante ao desenvolvimento e reprodução das plantas e, com isso, garantem o equilíbrio dos ecossistemas e que existam plantas suficientes para a produção de oxigênio”, explica Ana Bueno, bióloga da ONG Bee or not to Be.

    Portanto, preservar as abelhas não é apenas uma questão ambiental. É, sobretudo, uma questão de segurança alimentar, saúde dos ecossistemas e futuro do planeta.

  • Brasil propõe sediar nova conferência mundial sobre reforma agrária

    Brasil propõe sediar nova conferência mundial sobre reforma agrária

    O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, defendeu nesta semana a reforma agrária como fundamento para a paz e a segurança alimentar global. A declaração ocorreu durante a abertura da 2ª Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), em Cartagena, na Colômbia, que reúne lideranças de mais de 100 países sob o lema “Terra para trabalhar, terra para comer, terra para a vida”.

    O evento celebra os 20 anos da histórica conferência realizada em Porto Alegre, em 2006. E reafirma o papel do Brasil como referência mundial em políticas agrárias e agricultura familiar. Teixeira lembrou o massacre de Eldorado do Carajás. E destacou que a atual política do governo busca “reparar injustiças históricas e fortalecer a produção no campo”.

    Segundo o ministro, “a reforma agrária representa a justa distribuição da terra, a defesa dos territórios tradicionais e o fortalecimento da agricultura familiar, com enfrentamento ao uso excessivo de agrotóxicos”.

    Brasil reforça liderança regional e apoia produtores familiares

    Com discurso firme, Teixeira afirmou que o Estado brasileiro não é neutro em conflitos agrários e defende o lado dos agricultores familiares. “O governo brasileiro tem lado: o do agricultor que luta pela terra e pela manutenção de suas comunidades”, declarou.

    A fala foi recebida com apoio de representantes indígenas, camponeses, pescadores e organizações internacionais. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, endossou o posicionamento brasileiro e reforçou que a reforma agrária é fundamental para conter a inflação dos alimentos.

    “Produzir mais comida depende de garantir terra, crédito e assistência técnica ao campesino”, disse Petro.

    Proposta de nova conferência no Brasil e cobrança à FAO

    Ao encerrar seu discurso, Paulo Teixeira propôs que a próxima edição da ICARRD seja realizada no Brasil, em dois anos, para acompanhar metas de desconcentração fundiária e enfrentamento da crise climática.

    Durante o evento, Teixeira também fez um apelo direto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ao lado do economista-chefe da entidade, Maximo Torero, o ministro cobrou que a FAO adote a reforma agrária como prioridade global.

    “O Brasil levará essa pauta à FAO já na próxima semana. É hora de a principal agência internacional do setor assumir esse compromisso”, afirmou.

    A ICARRD+20 segue até o dia 28 de fevereiro debatendo temas estratégicos como sucessão rural entre jovens, autonomia das mulheres no campo e segurança alimentar global. Consolidando o debate sobre o papel da terra no combate à fome e na construção da paz.

  • Preços globais de alimentos caem pelo terceiro mês seguido, aponta FAO

    Preços globais de alimentos caem pelo terceiro mês seguido, aponta FAO

    Os preços globais de alimentos voltaram a cair em novembro e completaram três meses seguidos de recuo. Isso segundo o Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O indicador, que mede uma cesta de commodities alimentares negociadas internacionalmente, ficou em 125,1 pontos, queda de 1,2% em relação a outubro.​

    Com o resultado, o índice está 2,1% abaixo do nível de novembro de 2024. E 21,9% abaixo do pico registrado em março de 2022, logo após o início da guerra na Ucrânia. O patamar atual também representa a menor leitura desde janeiro deste ano, o que sinaliza algum alívio nas cotações internacionais.​

    A FAO explica que a baixa em novembro refletiu quedas nos subíndices de lácteos, carnes, açúcar e óleos vegetais, que mais do que compensaram a alta dos cereais. Açúcar liderou o recuo, com tombo de 5,9% frente a outubro e preços no menor nível desde dezembro de 2020. Isso pois foi mpulsionado por expectativa de oferta abundante, com boa safra no Centro-Sul do Brasil, início positivo da colheita na Índia e melhora nas perspectivas de produção na Tailândia.​

    O índice de lácteos recuou 3,1% no mês, na quinta queda consecutiva, em meio a aumento da produção de leite e maior oferta exportável em grandes regiões produtoras. As cotações de carnes e de óleos vegetais também diminuíram, contribuindo para suavizar os custos globais de importação de alimentos.​

    Cereais sobem

    Na direção oposta, o subíndice de cereais subiu cerca de 1,8% em relação a outubro, mas ainda permanece mais de 5% abaixo do nível de um ano antes. O movimento reflete ajustes nas cotações de trigo, milho e arroz, influenciados por condições climáticas em grandes produtores, competição entre exportadores e novos acordos comerciais.​

    Especialistas ouvidos por agências internacionais avaliam que a tendência recente traz algum respiro para países importadores, mas não elimina riscos. Eles lembram que choques climáticos, tensões geopolíticas e mudanças em políticas de comércio e biocombustíveis podem voltar a pressionar os preços, em especial em mercados mais sensíveis como o de cereais.​

  • Fortaleza e Juazeiro recebem eventos do Dia Mundial da Alimentação

    Fortaleza e Juazeiro recebem eventos do Dia Mundial da Alimentação

    Quatro organizações internacionais promovem entre 15 e 17 de outubro uma série de eventos em Fortaleza (CE) e Juazeiro (BA) para celebrar o Dia Mundial da Alimentação (DMA) 2025. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) organizam atividades no 2º Festival Ceará Sem Fome e no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia.

    A programação marca os 80 anos da FAO e traz o slogan “De Mãos Dadas por uma alimentação melhor e um futuro melhor”. As entidades focam na promoção de sistemas agroalimentares inclusivos e sustentáveis como estratégia para combater a insegurança alimentar.

    Projeto beneficiará 5 mil produtores em três países

    Durante os eventos, o FIDA lançará o projeto “Melhoramento Participativo dos Recursos Genéticos e Sistemas de Sementes para a Produção Agroecológica – Raízes Agroecológicas”. A iniciativa, financiada pela União Europeia e executada pelo IICA em parceria com a Embrapa, beneficiará mais de 5 mil pequenos produtores agroecológicos do Brasil, Argentina e Bolívia.

    O projeto capacitará agricultores em técnicas de melhoramento genético participativo e conservação da agrobiodiversidade. A ação também promove a inclusão e o empoderamento de mulheres, comunidades indígenas e tradicionais, enfrentando a escassez de recursos no setor.

    Fortaleza recebe projeções e debates sobre segurança alimentar

    Na quarta-feira (15/10), as organizações instalam o estande do Dia Mundial da Alimentação no 2º Festival Ceará Sem Fome, evento organizado pelo governo estadual. O espaço oferece materiais promocionais sobre o trabalho das agências e exibe vídeos institucionais, incluindo um minidocumentário sobre o 80º aniversário da FAO.

    Os representantes das agências da ONU – Jorge Meza (FAO), Daniel Balaban (WFP) e Hardi Vieira (FIDA) – participam da abertura oficial ao lado do governador Elmano de Freitas, da primeira-dama Lia de Freitas e do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira.

    O painel “De mãos dadas por alimentos melhores e um futuro melhor” acontece às 11h e representa um dos momentos centrais da programação. As autoridades concedem coletiva de imprensa às 13h40, seguida pela solenidade institucional às 14h.

    Capital cearense ganha projeção mapeada e iluminação especial

    Na quinta-feira (16/10), data oficial do DMA, Fortaleza se destaca nacionalmente com intervenções visuais. A fachada do Museu da Imagem e do Som (MIS), em frente ao Palácio da Abolição, recebe às 18h30 uma projeção mapeada com vídeo produzido pela FAO. O conteúdo convida o público a refletir sobre alimentação saudável e incentiva ações coletivas pela erradicação da fome, desnutrição e insegurança alimentar.

    No mesmo dia, às 19h, a Arena Castelão recebe iluminação azul, cor oficial da FAO, reforçando a visibilidade da campanha na capital cearense.

    Juazeiro sedia abertura do Congresso de Agroecologia

    Em Juazeiro (BA), o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia acontece de 15 a 18 de outubro na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A Associação Brasileira de Agroecologia organiza o evento, que conta com participação das agências da ONU.

    Na quarta-feira (15/10), às 19h, o diretor-país do FIDA, Arnoud Hamleers, representa as organizações na Conferência de Abertura. No dia seguinte (16/10), às 17h30, Meza e Hamleers participam de ato público na Orla ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do ministro do MDA.

    O lançamento oficial do projeto “Raízes Agroecológicas” ocorre na sexta-feira (17/10), das 14h às 16h, em formato híbrido com tradução simultânea português-espanhol.

    FAO completa 80 anos de atuação global

    A FAO nasceu após a Segunda Guerra Mundial com a missão de apoiar a recuperação da produção de alimentos em países devastados pelos conflitos. Atualmente, a organização trabalha para construir sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos e sustentáveis, sem deixar ninguém para trás.

    Este ano, o DMA contará com comemorações especiais em 150 países. Em Roma, sede da organização, inaugura-se o Museu e Rede de Alimentação e Agricultura (FAO MuNe), que oferece ao público uma experiência imersiva nas tradições alimentares e agrícolas e apresenta inovações do setor. A cerimônia oficial conta com a presença do Papa Leo XIV e do Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

    Serviço

    FORTALEZA (CE)

    • Festival Ceará Sem Fome – Centro de Eventos do Ceará
    • Av. Washington Soares, 999 – Salão Mundaú
    • Painel “De mãos dadas por alimentos melhores e um futuro melhor”
    • 15/10 | 11h às 12h
    • Coletiva de imprensa com agências da ONU e Governo do Ceará
    • 15/10 | 13h40
    • Solenidade de abertura oficial com autoridades
    • 15/10 | 14h
    • Estande da FAO + Vídeos institucionais e minidoc FAO 80 anos
    • 15/10 | 8h às 18h
    • Projeção mapeada do vídeo da FAO – Museu da Imagem e do Som
    • Av. Barão de Studart, 410 – Meireles
    • 16/10 | 18h30
    • Iluminação especial da Arena Castelão (cor azul FAO)
    • 16/10 | 19h

    JUAZEIRO (BA)

    • 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia – UNIVASF Juazeiro
    • Av. José de Sá Maniçoba, s/n – Centro
    • Conferência de Abertura com representantes da ONU
    • 15/10 | 19h
    • Ato público na Orla com autoridades federais e estaduais
    • 16/10 | 17h30
    • Lançamento do projeto “Raízes Agroecológicas”
    • 17/10 | 14h às 16h
    • Formato híbrido, com tradução português-espanhol
  • Missão do Brasil à Itália celebra o protagonismo do café brasileiro

    Missão do Brasil à Itália celebra o protagonismo do café brasileiro

    Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) marcou presença em uma série de eventos estratégicos realizados na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma. A missão brasileira foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, acompanhado de representantes técnicos do governo e da pesquisa agropecuária nacional.

    A agenda incluiu participação em três eventos centrais da FAO: o lançamento das novas diretrizes da Parceria para Avaliação Ambiental e Desempenho da Pecuária (LEAP), o seminário “Celebrating Coffee: Sustainability, Culture and Development” e a conferência ministerial “FAO Global Conference on Sustainable Livestock Transformation”.

    Durante a abertura da conferência sobre pecuária sustentável, Luís Rua apresentou as políticas públicas brasileiras voltadas à redução do desmatamento e recuperação de pastagens degradadas. O secretário destacou os sistemas integrados de produção (lavoura-pecuária-floresta), que já ocupam cerca de 17 milhões de hectares no país.

    “O modelo brasileiro alia produtividade e conservação. É um sistema que produz, preserva e contribui para a segurança alimentar global”, afirmou Rua, ressaltando ainda o papel da Embrapa na disseminação de tecnologias agrícolas sustentáveis em diversos continentes.

    Café brasileiro em destaque: qualidade, tradição e parceria com a Itália

    O protagonismo do café brasileiro foi celebrado em dois momentos especiais. No Dia Internacional do Café, promovido pela Embaixada do Brasil em Roma em parceria com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). E também no evento da FAO dedicado à sustentabilidade na cafeicultura.

    Foto: MAPA

    A Itália, que figura entre os quatro maiores compradores de café brasileiro, tem no expresso um de seus símbolos culturais mais fortes. “Quatro em cada dez xícaras de café consumidas na Itália têm origem no Brasil”, destacou Rua, enfatizando a importância estratégica dessa parceria comercial e cultural.

    Os debates trouxeram à tona a capacidade do café de unir tradição, inovação e compromisso ambiental, consolidando o Brasil como referência mundial em produção sustentável e de alta qualidade.

    Cooperação técnica e diálogo bilateral ampliam parcerias

    Além da participação nos eventos oficiais, a delegação brasileira realizou reuniões bilaterais com representantes de países africanos e centro-americanos, como Quênia, Guatemala e Burkina Faso. Os encontros abordaram temas como restauração de áreas degradadas, questões sanitárias e cooperação técnica no setor agropecuário.

    “Seguimos as diretrizes do ministro Carlos Fávaro na busca por oportunidades que melhorem a vida dos nossos produtore. E ampliem o acesso dos alimentos brasileiros no mundo”, concluiu o secretário Luís Rua, reafirmando o compromisso do Brasil com a segurança alimentar global e o diálogo multilateral.

    A missão consolidou o papel do Brasil como ator protagonista na promoção da agropecuária sustentável e no fortalecimento das relações internacionais no setor agroalimentar.

  • FAO inicia comemorações de 80 anos no Semiárido Show de Petrolina

    FAO inicia comemorações de 80 anos no Semiárido Show de Petrolina

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) escolheu Petrolina para dar início às comemorações de seus 80 anos no Brasil. O evento acontece durante o Semiárido Show, feira de inovação tecnológica voltada para agricultura familiar, entre 26 e 29 de agosto.

    A FAO ocupará um pavilhão compartilhado com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O espaço oferecerá atividades práticas e pedagógicas sobre agricultura sustentável. Na terça-feira (26), às 12h, autoridades federais e locais participam de uma cerimônia especial sobre a atuação da FAO no país.

    “A FAO tem muito a comemorar com o Brasil. Nossa parceria tem sido muito bem-sucedida”, declara Jorge Meza, representante da FAO no Brasil. Ele destacou que o país “sempre mostrou determinação na busca de soluções e tornou-se exemplo no combate à fome mundial, saindo novamente do Mapa da Fome em 2025”.

    Programação técnica

    Durante a semana, a FAO realizará oficinas sobre práticas do projeto REDESER (Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil). As atividades abordam conservação de solo e água, manejo florestal na Caatinga, recuperação de áreas degradadas e sistemas agroflorestais.

    A organização também participará de seminários sobre mudanças climáticas na produção alimentar, inovação inclusiva e inserção da juventude rural nas estratégias de combate à desertificação. O evento debaterá ainda o novo marco normativo da Resolução CONAMA para Manejo Florestal Sustentável no Bioma Caatinga.

    O projeto REDESER resulta de parceria entre FAO, MMA e organizações não governamentais, com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). A iniciativa promove ações contra a desertificação com resultados positivos.

    Histórico no semiárido

    A escolha de um município do semiárido brasileiro para iniciar as celebrações de 2025 não foi casual. A FAO atua no fortalecimento da agricultura familiar no Nordeste desde sua instalação no Brasil. Entre 1951 e 1971, a organização desenvolveu o Programa de Irrigação do Rio São Francisco, que atravessa as regiões Central e Nordeste.

    O projeto colaborou com levantamentos de solo e recursos hídricos na região. Também realizou estudos de viabilidade para desenvolver a agricultura irrigada. A fruticultura irrigada consolidou o polo Petrolina-Juazeiro como vetor de desenvolvimento regional, gerando transformações econômicas significativas.

    Os projetos da FAO adotam abordagens participativas com comunidades rurais locais. Incluem transferência de tecnologia para melhorar a resistência à seca, aumentar a produtividade agrícola e a renda das famílias. As iniciativas reduzem a dependência de ajuda emergencial alimentar e capacitam gestores públicos para políticas adequadas às necessidades locais.

    Trajetória institucional

    A FAO surgiu em 1945, numa conferência em Quebec, Canadá. Trinta e quatro países participaram da fundação, incluindo o Brasil. A instituição iniciou atividades no país em 1949, no contexto pós-guerra de reconstrução e necessidade de insumos agrícolas.

    Desde a criação, a FAO foca no desenvolvimento de áreas rurais, onde vivem 70% das pessoas em situação de fome mundial. As ações incluem combate a doenças de animais e plantas, renovação de sementes de cereais e avaliação de impactos ambientais. A organização apoia desde grandes obras de infraestrutura até desenvolvimento rural em microrregiões.

    SERVIÇO:

    Evento: Estande da FAO no Semiárido Show

    Data: 26 a 29 de agosto de 2025

    Local: Campos Experimentais da Embrapa Semiárido

    Endereço: Rodovia BR 122, Km 50 (BR 428, Km 148)

    Pavilhão: Estandes Institucionais D7, D8, D9

    Contato: +55 61 3038-2286 | www.fao.org/brasil