Tag: exportações de café

  • Exportações de café do Brasil despencam 21% no 1º trimestre de 2026

    Exportações de café do Brasil despencam 21% no 1º trimestre de 2026

    As exportações brasileiras de café recuaram expressivamente no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques somaram 8,465 milhões de sacas de 60 kg entre janeiro e março, uma queda de 21,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 10,739 milhões de sacas. A receita cambial gerada foi de US$ 3,371 bilhões, 13,6% abaixo dos US$ 3,901 bilhões obtidos no primeiro trimestre de 2025.

    Somente em março, os embarques totalizaram 3,040 milhões de sacas, com receita de US$ 1,125 bilhão. Uma queda de 7,8% em volume e de 15,1% em valor frente a março do ano anterior.

    Entressafra e produtores capitalizados seguram a oferta

    Para o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o resultado negativo é consequência direta do período de entressafra e do comportamento estratégico dos produtores. Segundo ele, os cafeicultores estão capitalizados e aguardando o melhor momento para negociar seus estoques remanescentes, o que reduz a disponibilidade do produto no mercado.

    A retomada da oferta deve começar a partir de abril, com a chegada dos cafés canéforas (robusta e conilon), e se intensificar no final de maio, quando entra em cena a colheita dos arábicas.

    Portos defasados e geopolítica global agravam a situação

    Além da entressafra, a infraestrutura portuária brasileira segue como um entrave estrutural. De acordo com Ferreira, centenas de contêineres estão retidos nos portos aguardando embarque, gerando prejuízos milionários aos exportadores em razão da defasagem da infraestrutura frente à expansão do agronegócio.

    O cenário internacional também contribuiu para frear os embarques. As negociações comerciais com os Estados Unidos seguem sendo retomadas de forma gradual após a imposição de tarifas, em meio a incertezas sobre a política comercial americana. Paralelamente, os conflitos no Oriente Médio complicaram rotas pelo Estreito de Ormuz, elevando fretes e seguros marítimos e desestimulando importadores.

    Alemanha lidera destinos; EUA recuam quase 50%

    A Alemanha manteve a liderança entre os destinos das exportações brasileiras de café no primeiro trimestre, com a compra de 1,192 milhão de sacas. 14,1% do total, embora 15,6% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 936.617 sacas, mas sofreram queda acentuada de 48,3%, refletindo o impacto direto das tensões tarifárias.

    Itália (885.162 sacas, +10,2%), Bélgica (527.456 sacas, +4,5%) e Japão (440.085 sacas, -35%) completam os cinco principais compradores.

    Arábica domina, mas perde participação

    O café arábica seguiu como o tipo mais exportado, com 6,712 milhões de sacas, 79,3% do total, apesar da retração de 25,8% na comparação anual. O café solúvel, com 963.168 sacas e leve queda de 1,5%, respondeu por 11,4% dos embarques. Já os cafés canéforas (conilon e robusta) registraram alta de 11%, totalizando 780.911 sacas e representando 9,2% do volume exportado.

    Os cafés diferenciados, com qualidade superior, certificações sustentáveis ou denominação de especiais, responderam por 19,1% das exportações totais no primeiro trimestre, com 1,618 milhão de sacas. O volume, porém, foi 42,7% menor do que o do mesmo período de 2025. A receita gerada por esse segmento foi de US$ 730,751 milhões, a um preço médio de US$ 451,56 por saca, valor 37,7% inferior ao registrado no primeiro trimestre do ano anterior.

    O Porto de Santos foi responsável por 75,7% de todo o café exportado pelo Brasil no trimestre, com 6,409 milhões de sacas. O complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 20,3% dos embarques (1,716 milhão de sacas), enquanto o Porto de Paranaguá, no Paraná, participou com 108.293 sacas, equivalente a 1,3% do total.

  • Exportação de café para EUA cai 46% em agosto com tarifa de Trump

    Exportação de café para EUA cai 46% em agosto com tarifa de Trump

    As exportações de café do Brasil para os Estados Unidos sofreram uma queda abrupta de 46% em agosto de 2020. Impactadas diretamente pela tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump sobre o produto. Os dados, divulgados pelo Café (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), revelam uma significativa reconfiguração no fluxo comercial do grão.

    Enquanto as vendas para o maior consumidor mundial despencaram para 301 mil sacas de 60 kg (ante 562 mil em 2019), os países da América Latina emergiram como destinos em crescimento explosivo. As exportações para a Colômbia tiveram um aumento extraordinário de 578%, e para o México, a alta foi de 90%.

    A Alemanha manteve sua posição de liderança, se consolidando como o maior importador individual de café brasileiro no período, com a compra de 414.109 sacas, mesmo com uma ligeira contração no volume.

    Em nota, o presidente da Cecafe, Márcio Ferreira, atribuiu a turbulência diretamente às medidas tarifárias. “As tarifas perturbaram o mercado e abriram a porta para movimentos especulativos”, afirmou. Ferreira também descartou a possibilidade de o setor usar rotas de terceiros países, como México ou Colômbia, para burlar a tarifa e acessar o mercado americano, classificando a prática como de fácil detecção pelas autoridades dos EUA.

    Café solúvel e inflação em alerta

    O segmento de café solúvel foi um dos mais atingidos. De acordo com a ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), as exportações para os EUA desse produto caíram 59,9% em agosto.

    A escalada da tensão comercial preocupa entidades globais e nacionais. Tanto a Organização Internacional do Café (OIC) quanto a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) já alertaram que as tarifas podem elevar os preços globais da commodity. Para o Brasil, que é o segundo maior consumidor do mundo, o aumento dos custos internacionais pode se refletir na inflação doméstica. Como destacou Celirio Inácio, da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café). “O café está ficando mais caro… e isso contribuirá diretamente para a inflação aqui no Brasil”, projetou.

  • Exportações de café do Brasil caem 17,5% em agosto

    Exportações de café do Brasil caem 17,5% em agosto

    As exportações brasileiras de café registraram queda significativa em agosto de 2025, com o país enviando ao exterior 3,144 milhões de sacas de 60 kg, representando uma redução de 17,5% em comparação ao mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) em seu relatório estatístico mensal.

    Apesar da diminuição no volume exportado, a receita cambial apresentou crescimento expressivo de 12,7%, atingindo US$ 1,101 bilhão. O resultado reflete o cenário atual do mercado internacional de café, marcado por alta volatilidade nos preços.

    Tarifas americanas alteram ranking de importadores

    O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explica que a queda nas exportações já era esperada devido à menor disponibilidade do produto após os embarques recordes de 2024 e a uma safra que ficou abaixo do potencial máximo produtivo.

    “O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre os cafés brasileiros exportados para os Estados Unidos potencializou essa redução”, destaca Ferreira.

    Como consequência dessas medidas, os Estados Unidos perderam a posição de maior comprador mensal do café brasileiro, sendo superados pela Alemanha. Em agosto, os americanos importaram 301 mil sacas – uma queda de 46% em relação ao mesmo mês de 2024 e de 26% comparado a julho de 2025. Enquanto isso, a Alemanha importou 414 mil sacas no período.

    Impacto nas cotações internacionais

    As tarifas americanas também provocaram forte volatilidade no mercado internacional de café. Segundo Ferreira, entre 7 de agosto, quando a taxação entrou em vigor, e o final do mês, o café arábica subiu 29,7% na bolsa de Nova York, saltando de US$ 2,978 para US$ 3,861 por libra-peso.

    Foto: Agência Agro em Campo

    “Os fundamentos já são favoráveis para a alta há algumas safras, com oferta e demanda muito ajustadas, mas o tarifaço desordenou o mercado e deu abertura para movimentos especulativos”, analisa o presidente do Cecafé.

    Perspectivas para o mercado americano

    Ferreira projeta que, caso as tarifas persistam, as exportações brasileiras para os EUA continuarão inviáveis, criando um cenário inflacionário no país norte-americano. “Não há oferta de outros países para suprir a ausência brasileira no mercado dos Estados Unidos”, alerta.

    Desempenho acumulado de 2025

    No acumulado entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 25,323 milhões de sacas, registrando queda de 20,9% em relação aos mesmos oito meses de 2024. Contudo, a receita cambial bateu recorde para o período, alcançando US$ 9,668 bilhões.

    Principais destinos mantêm posições no ano

    Apesar das mudanças mensais, no acumulado de 2025, os Estados Unidos permanecem como principal importador do café brasileiro, com 4,028 milhões de sacas (15,9% do total). O ranking dos cinco maiores compradores inclui:

    • Estados Unidos: 4,028 milhões de sacas (-20,8%)
    • Alemanha: 3,071 milhões de sacas (-32,9%)
    • Itália: 1,981 milhão de sacas (-23,6%)
    • Japão: 1,671 milhão de sacas (+15,6%)
    • Bélgica: 1,517 milhão de sacas (-48,3%)

    Arábica lidera exportações por tipo

    O café arábica continua sendo a espécie mais exportada, representando 79,8% do total com 20,209 milhões de sacas nos primeiros oito meses do ano. Na sequência aparecem:

    • Canéfora (conilon + robusta): 2,570 milhões de sacas (10,1%)
    • Café solúvel: 2,508 milhões de sacas (9,9%)
    • Café torrado e moído: 36.700 sacas (0,1%)

    Crescimento dos cafés diferenciados

    As exportações de cafés com certificados de sustentabilidade ou qualidade superior totalizaram 5,1 milhões de sacas (20,1% do total), gerando receita de US$ 2,178 bilhões – 54,2% superior ao mesmo período de 2024, com preço médio de US$ 427,05 por saca.

    Foto: Agência Agro em Campo

    O Porto de Santos permanece como principal porta de saída do café brasileiro, responsável por 80,2% dos embarques (20,310 milhões de sacas). O complexo portuário do Rio de Janeiro responde por 15,8% (4,010 milhões de sacas), seguido pelo Porto de Paranaguá com 1% (245.100 sacas).

    O relatório completo das exportações está disponível no site oficial do Cecafé.

  • Exportações de café de Rondônia batem recorde

    Exportações de café de Rondônia batem recorde

    Rondônia acaba de alcançar um marco histórico: as exportações de café registraram um salto impressionante, passando de US$ 66,8 mil em 2019 para US$ 130,9 milhões em 2024. O crescimento consolida o estado como o maior produtor de café da Região Norte e o 5º maior do Brasil. São mais de 48 mil hectares cultivados e uma produção que supera 2,8 milhões de sacas de café robusta.

    Nos últimos anos, Rondônia investiu em políticas agrícolas estratégicas, como o programa Plante Mais (distribuição de mudas) e o Concurso de Qualidade e Produtividade do Café (Concafé). Essas iniciativas, lideradas pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e pela Emater-RO, foram essenciais para modernizar a produção e elevar a qualidade dos grãos.

    Além disso, a alta no consumo mundial de café e a redução da oferta em outras regiões produtoras – devido a crises hídricas – impulsionaram os preços. Em agosto de 2024, a saca de café atingiu patamares históricos, permitindo que Rondônia competisse em igualdade com os grandes exportadores nacionais.

    Café robusta de Rondônia conquista mercados

    A qualidade do café robusta rondoniense ganhou destaque internacional após a 1ª Feira Robustas Amazônicos, que apresentou os grãos como produtos especiais, sustentáveis e de alta qualidade. Atualmente, o estado exporta para Vietnã, Alemanha, Bélgica, Itália, Estados Unidos e Índia, entre outros mercados exigentes.

    O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, destacou: “Esse salto é fruto de um trabalho consistente, que vai desde o suporte técnico ao produtor até o fortalecimento da imagem do nosso café lá fora.”

    Governo celebra resultados e projeta futuro sustentável

    O governador Marcos Rocha reforçou o papel das políticas públicas nessa transformação: “Com uma política agrícola consistente, fomento à produção e incentivo à modernização, alcançamos essa competitividade. Hoje, Rondônia colhe os frutos de um trabalho visionário.”

    Com mais de 17 mil famílias envolvidas na cafeicultura, o setor se consolida como uma das principais forças da economia rural do estado. Apoio técnico, inovação e promoção internacional foram fundamentais para esse sucesso.

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  • Exportações de café no Sudeste Asiático

    Exportações de café no Sudeste Asiático

    As exportações de café no Sudeste Asiático apresentam sinais de recuperação, com a Indonésia superando as expectativas e o Vietnã mostrando avanço sazonal. No entanto, a volatilidade do mercado preocupa, especialmente em relação à produção brasileira e aos impactos nos preços.

    Vietnã: embarques seguem sazonalidade, mas produção ainda preocupa

    No Vietnã, as exportações de café seguiram o padrão sazonal, crescendo entre o final de 2024 e o início de 2025. O acumulado da safra entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025 atingiu 11,44 milhões de sacas. Apesar do aumento, o volume ainda está abaixo das 13,24 milhões de sacas do ciclo anterior, reflexo da menor produção e estoques reduzidos.

    Indonésia: recuperação da safra impulsiona exportações

    Na Indonésia, as exportações de café superaram a média histórica, impulsionadas pela recuperação da safra 2024/25 e pelos preços atrativos. Os embarques acumulados entre abril de 2024 e janeiro de 2025 somaram 6,49 milhões de sacas, acima das 5,41 milhões exportadas no mesmo período da temporada 2023/24. A expectativa é de um crescimento de 15% nos embarques totais para 2024/25, atingindo 7,9 milhões de sacas. A primeira estimativa para a safra 2025/26 da Indonésia é de 11,6 milhões de sacas, um avanço de 3,7% em relação à temporada 2024/25.

    Apesar do bom desempenho no Sudeste asiático, os preços elevados do café podem reduzir o consumo e as exportações, mesmo que estes se mantenham dentro da média dos últimos anos.

    Brasil: clima e demanda em foco

    A volatilidade do mercado deve persistir devido às incertezas sobre a produção de arábica no Brasil. O contrato Maio/25 atingiu 410 c/lb na última semana, impactado pelo clima adverso e pela menor oferta brasileira. Apesar disso, os futuros recuaram com a previsão de chuvas e preocupações sobre o impacto dos altos preços na demanda, enquanto varejistas resistem a repassar os custos, dificultando as negociações em todo o mundo.

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