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  • Exportações chinesas de fosfatados caem ao menor nível em mais de uma década

    Exportações chinesas de fosfatados caem ao menor nível em mais de uma década

    As exportações chinesas de fertilizantes fosfatados de alta concentração recuaram 18% em 2025, atingindo 5,3 milhões de toneladas, o menor volume desde 2013, segundo relatório da StoneX. A queda reduziu a oferta global de fertilizantes e ajudou a sustentar os preços no mercado internacional.

    A menor disponibilidade de produtos da China intensificou a disputa entre importadores e forçou a busca por fornecedores alternativos. “A redução da oferta aperta o balanço global e impede quedas expressivas de preços. Especialmente em períodos de maior demanda”, afirma Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    Bangladesh, Brasil, Etiópia, Vietnã e Tailândia se mantiveram entre os principais destinos dos embarques chineses em 2025. Com a retração das exportações, esses países sentiram os efeitos de forma mais imediata. Mesmo mercados menos dependentes da China enfrentaram aumentos de preços, já que a escassez global elevou as cotações nos principais polos produtores.

    Planejamento complicado

    No Brasil, o encarecimento do MAP ao longo de 2025 dificultou o planejamento de compras e pressionou as margens dos produtores rurais. O cenário impulsionou a demanda por alternativas de menor concentração, como o superfosfato simples (SSP), diante do custo mais alto dos fertilizantes de alta concentração.

    Embora a China tenha representado apenas 3% das importações brasileiras de MAP e DAP no ano passado, o mercado nacional segue exposto aos efeitos indiretos da menor oferta global. Rússia e Arábia Saudita, que responderam por 44% e 25% das compras do Brasil, respectivamente, continuam entre os principais fornecedores.

    A retração nas exportações reflete a política comercial chinesa, que tende a restringir embarques em períodos de maior demanda interna ou recomposição de estoques, priorizando o abastecimento doméstico. Para 2026, analistas já projetam que Pequim deve manter o controle sobre as vendas externas de fosfatados.

    “Se as limitações persistirem, os compradores brasileiros precisarão acompanhar atentamente as relações de troca e ampliar o uso de produtos de menor concentração como estratégia para reduzir custos”, avalia Pernías.