Tag: exportações brasileiras

  • Exportações de frango do Brasil disparam com a reabertura da China

    Exportações de frango do Brasil disparam com a reabertura da China

    As exportações brasileiras de carne de frango aceleram e apontam para um cenário de crescimento em 2025, impulsionadas pela recente reabertura do mercado chinês. A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    Em outubro, o setor registrou seu segundo melhor desempenho mensal da história, com o embarque de 501,3 mil toneladas. O volume supera em 8,2% o registrado no mesmo mês de 2023, que foi de 463,5 mil toneladas.

    Esse resultado forte em outubro praticamente equilibrou o desempenho acumulado do ano. Entre janeiro e outubro, as exportações totalizaram 4,378 milhões de toneladas, um número apenas 0,1% menor frente ao período anterior.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, comemora o desempenho. “Com os expressivos embarques de outubro, que são os maiores desde o recorde de março de 2023, revisamos nossas projeções. Agora, prevemos um provável crescimento em toneladas embarcadas para os doze meses de 2025”, afirmou Santin.

    Em valor, a receita de outubro ficou em US$ 865,4 milhões, uma queda de 4,3% na comparação com 2023. No acumulado do ano, o faturamento totaliza US$ 8,031 bilhões.

    Destinos em alta e a volta da China

    A África do Sul se consolidou como o principal destino em outubro, com uma importação de 53,7 mil toneladas, um aumento impressionante de 126,9% em relação ao ano anterior. Outros mercados também mostraram alta significativa:

    • Emirados Árabes Unidos: 40,9 mil t (+32%)
    • Arábia Saudita: 36,63 mil t (+66,1%)
    • Filipinas: 34 mil t (+38,2%)

    O Japão foi uma exceção, com queda de 25,5%. Santin ressalta, no entanto, que a retomada das compras pela China deve influenciar positivamente o fechamento do ano. “A China será um novo fator a impactar de forma significativa e positiva o resultado na reta final de 2024”, destacou.

    Liderança dos estados exportadores

    O Paraná mantém a liderança como maior estado exportador, com 205,1 mil toneladas enviadas em outubro (+7,9%). Na sequência, aparecem:

    • Santa Catarina: 111,6 mil t (+5,8%)
    • Rio Grande do Sul: 60,9 mil t (+8,8%)
    • São Paulo: 32,2 mil t (+12,3%)
    • Goiás: 27,3 mil t (+44,4%)
  • TCP lidera embarques de gergelim e feijão

    TCP lidera embarques de gergelim e feijão

    A abertura do mercado chinês para o gergelim brasileiro transformou o cenário das exportações em menos de um ano. A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, exportou 249 mil toneladas de gergelim até setembro de 2025, volume que representa crescimento de 184% em relação às 88 mil toneladas do mesmo período de 2024.

    O Terminal conquistou 71% de participação de mercado no volume total que o Brasil embarca. A China sozinha absorve 46% de todo o gergelim que sai pela TCP, seguida por Índia (21%) e Vietnã (8%).

    Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, destaca o impacto do mercado asiático. “A China consome mais de um terço do gergelim mundial. A abertura desse mercado e as recentes habilitações de empresas brasileiras fizeram os embarques dispararem. Em menos de um ano, o país asiático já se tornou o principal destino do gergelim que exportamos”, afirma o executivo.

    Conectividade marítima garante vantagem competitiva

    A TCP opera oito serviços semanais com destino à Ásia, fator que proporciona flexibilidade e maior capacidade de embarque. Enquanto o Brasil expandiu suas exportações de gergelim em 42%, a TCP absorveu alta de 184%, segundo Carolina Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP.

    “Os três maiores mercados para o gergelim brasileiro concentram-se no continente asiático. Nossa conectividade marítima traz vantagem competitiva e evidencia a preferência do mercado por embarcar a carga pelo Terminal”, explica Brown.

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE) confirmam o recorde: o Brasil exportou 349,67 mil toneladas de gergelim entre janeiro e setembro de 2025, maior volume da série histórica, superando as 246,65 mil toneladas do mesmo período de 2024.

    Embarques de feijão crescem 79% e TCP alcança 87% do mercado brasileiro

    O feijão brasileiro expande presença no mercado internacional. O IBRAFE aponta que as exportações nacionais atingiram 361,86 mil toneladas até setembro de 2025, maior volume da série histórica, com crescimento de 4% sobre o ano anterior.

    A TCP embarcou 315 mil toneladas de feijão entre janeiro e setembro de 2025, crescimento de 79% em relação às 176 mil toneladas de 2024. O resultado posiciona o Terminal de Contêineres de Paranaguá como o maior corredor de exportação de feijão do Brasil, com 87% de participação de mercado.

    A Índia lidera os destinos do feijão exportado pela TCP, com 64% do volume, seguida por Portugal (6%) e África do Sul (5%).

    Guidolim ressalta que a eficiência operacional faz a diferença para produtos perecíveis. “O feijão exige fumigação e os produtores buscam agilidade para que as remessas cheguem no prazo. A parceria do Terminal com armazéns da retroárea de Paranaguá e o alinhamento contínuo com órgãos intervenientes tornam o embarque de pulses por Paranaguá mais ágil e rentável”, explica o executivo.

    Feijão-mungo-preto lidera exportações brasileiras

    O relatório do IBRAFE destaca que o feijão-mungo-preto liderou as exportações brasileiras, com 171 mil toneladas embarcadas. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) lançou oficialmente a variedade em 2024. Antes disso, agricultores não cultivavam o produto no país. O feijão-caupi branco ficou em segundo lugar, com 66 mil toneladas.

    Diferente do feijão carioca e do feijão preto, os mais consumidos internamente, o feijão-mungo-preto e o feijão-caupi branco atendem o mercado externo e integram a culinária de países asiáticos.

    O IBRAFE esclarece que essas exportações não comprometem o abastecimento interno. O feijão-carioca, que representa 65% da produção nacional, permanece voltado ao consumo doméstico.

  • CNI classifica conversa entre Lula e Trump sobre tarifaço como “avanço concreto”

    CNI classifica conversa entre Lula e Trump sobre tarifaço como “avanço concreto”

    A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) classificou como “avanço concreto” a videoconferência entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta segunda-feira (6). O encontro virtual reforça o respeito mútuo entre as duas nações, segundo a entidade.

    Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou a importância das negociações para o setor industrial. “Para a indústria, é muito relevante esse avanço das tratativas. Desde o início, nós defendemos o diálogo, pautado pelo respeito e pela significância desta parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível”, afirmou o dirigente.

    Durante a conversa, Lula solicitou a Trump a revogação das tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A CNI calcula que o governo americano pode isentar US$ 7,8 bilhões em exportações brasileiras caso aceite a demanda.

    Alban enfatizou que o Brasil busca recuperar espaço comercial, não obter vantagens extras. “O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial. A possibilidade de integrar o anexo [Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners] significa devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”, declarou.

    Anexo americano prevê isenção para 1.908 produtos

    A Ordem Executiva dos EUA nº 14.346, apresentada em 5 de setembro, criou o anexo “Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners” (Potencial Ajuste Tarifário para Parceiros Aliados). O documento prevê possíveis isenções tarifárias para 1.908 produtos mediante compromissos em comércio e segurança.

    Foto: Divulgação – Ministério de Portos e Aeroportos / José Fernando Ogura / ANPr

    Segundo análise da CNI, o anexo abrange 18,4% do total que o Brasil exportou ao mercado americano em 2024. Esse percentual se somaria aos 26,2% já isentos de tarifas adicionais. Café, cacau, frutas e produtos metálicos estão entre os itens que podem receber benefícios.

    Balança comercial registra queda de 20,3% nas exportações

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou hoje os dados da balança comercial bilateral referentes a setembro. Os números mostram retração de 20,3% nas exportações brasileiras ao mercado americano, enquanto as importações de produtos dos EUA cresceram 14,3% no período.

    No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras caíram 0,6%, enquanto as importações aumentaram 11,8%. Os Estados Unidos ampliaram o superávit comercial em relação ao Brasil para US$ 5,1 bilhões.

    As sobretaxas impostas às exportações brasileiras geram distorções na corrente de comércio e provocam efeitos adversos para empresas e consumidores de ambos os países. Siderurgia, alumínio, máquinas e equipamentos, madeira, químicos e manufaturados industriais figuram entre os setores mais afetados.

    Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, considera o diálogo presidencial um passo importante para construir soluções que mitiguem esses impactos. “O comércio Brasil–EUA é sustentado por uma ampla rede de empresas, investimentos e interesses mútuos. Esperamos que o diálogo entre os presidentes abra caminho para negociações que devolvam previsibilidade e permitam preservar e expandir o comércio e os investimentos bilaterais”, afirmou.

  • Gulfood 2025: exportadores projetam US$ 500 Milhões em exportações

    Gulfood 2025: exportadores projetam US$ 500 Milhões em exportações

    A participação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos do Oriente Médio, foi um sucesso, segundo os participantes. Durante os cinco dias do evento, realizado entre 17 e 21 de fevereiro no World Trade Centre, em Dubai, foram concretizados US$ 47 milhões em negócios.

    Para os próximos 12 meses, as empresas participantes projetam negócios da ordem de US$ 560 milhões, apenas com os contatos realizados durante o evento. Essa ação foi a maior já realizada pelo projeto setorial da ABPA e ApexBrasil em todas as edições da Gulfood, reforçando a presença brasileira no mercado internacional.

    Ações realizadas

    Além da realização de encontros de negócios, foram promovidas ações de imagem para o setor, com a exibição de vídeos e o lançamento do novo branding do Brazilian Chicken, marca internacional mantida pelo setor. Também foi realizada a degustação de produtos avícolas brasileiros, destacando a qualidade dos produtos nacionais para os visitantes do evento.

    “Existe forte demanda pelos produtos brasileiros no mercado internacional, e a Gulfood foi um termômetro desse momento. As boas expectativas de negócios gerados em Dubai serão primordiais para a consolidação do resultado positivo previsto para as exportações do setor em 2025”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

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  • ApexBrasil: recorde de empresas brasileiras na Gulfood em Dubai

    ApexBrasil: recorde de empresas brasileiras na Gulfood em Dubai

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está coordenando a participação de uma delegação recorde de 113 empresas brasileiras na Gulfood. Esta é a maior feira de alimentos e bebidas do mundo árabe, que acontece de 17 a 21 de fevereiro em Dubai. A expectativa é que sejam gerados mais de US$ 3,2 bilhões em negócios durante a feira e em contratos futuros.

    A Gulfood atrai mais de 150 mil visitantes de 120 países e milhares de compradores, apresentando as principais tendências de mercado do setor e mobilizando formadores de opinião e mídia especializada. A inauguração oficial do pavilhão brasileiro acontecerá no dia 17 de fevereiro, com a presença do diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro.

    O Brasil, reconhecido por sua produção agrícola diversa e sustentável, busca fortalecer sua posição na Gulfood como um dos principais exportadores mundiais de alimentos e bebidas. Para facilitar a conexão entre compradores internacionais e empresas brasileiras, a ApexBrasil oferece a plataforma digital Buy Brazil. Ela permite encontrar produtos brasileiros de alta qualidade e fornecedores confiáveis, incluindo café, feijão, carne, amendoim, açaí, grãos, castanha e muito mais.

    Delegação abrange diversos setores

    Além das 67 empresas presentes nos quatro pavilhões brasileiros organizados pela ApexBrasil, outras 53 se juntarão à delegação em pavilhões organizados por projetos setoriais da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE).

    Durante a feira, os visitantes poderão degustar produtos brasileiros nos pavilhões, com drinks não alcoólicos, receitas locais com ingredientes nacionais e churrasco com carnes halal. Na edição de 2024, os pavilhões brasileiros organizados pela ApexBrasil contaram com a participação de 71 empresas. E geraram expectativas de negócios de US$ 1,9 bilhão.

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