Tag: exportação frango

  • Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    No Dia da Avicultura, celebrado nesta quinta-feira (28 de agosto), o Brasil tem motivos de sobra para comemorar. A avicultura nacional alcançou um marco histórico ao exportar mais de US$ 5,47 bilhões em carnes de frango e miudezas apenas nos primeiros sete meses de 2025, consolidando o país como potência mundial no setor.

    Os números impressionam: foram 2,9 milhões de toneladas de carnes e miudezas de frango exportadas entre janeiro e julho, enquanto as exportações de ovos somaram US$ 123,78 milhões no mesmo período, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa).

    28 de agosto é o Dia da Avicultura

    A data celebra uma atividade que tem raízes profundas na história brasileira, já que as aves chegaram ao país com os colonizadores portugueses por volta de 1500, embora a comercialização tenha se iniciado efetivamente em 1860. A avicultura brasileira nasceu como uma prática familiar, voltada inicialmente para subsistência, com comercialização apenas dos excedentes em feiras livres.

    “A avicultura é motivo de orgulho para o Brasil. Esse setor gera milhões de empregos, garante alimento de qualidade para os brasileiros e conquista mercados em todo o mundo”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Mercados internacionais impulsionam crescimento

    O sucesso da avicultura brasileira no mercado internacional reflete a qualidade e competitividade dos produtos nacionais. Os principais destinos das carnes de frango brasileiras são:

    • Arábia Saudita – maior importador
    • China – mercado estratégico em crescimento
    • Emirados Árabes Unidos – porta de entrada para o Oriente Médio
    • Japão – mercado premium exigente
    • México – parceiro tradicional das Américas
    • Filipinas – crescente consumidor asiático

    Já as miudezas de frango encontram forte demanda em China, Hong Kong, Gana e Arábia Saudita, demonstrando a diversificação geográfica das exportações brasileiras.

    As perspectivas para o setor continuam promissoras. A Companhia de Abastecimento Nacional (Conab) projeta que a produção de carne de frango atinja um novo recorde em 2025, com estimativa de 15,48 milhões de toneladas – um crescimento de 1,5% em comparação a 2024.

    Superação de desafios sanitários fortalece setor

    A avicultura brasileira demonstrou sua resiliência em 2025 ao enfrentar com eficiência o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em plantel comercial, registrado em maio no município de Montenegro, Rio Grande do Sul.

    A resposta do Ministério da Agricultura foi imediata e exemplar: medidas de contenção, controle sanitário rigoroso e comunicação transparente com organismos internacionais. Após cumprir o vazio sanitário de 28 dias, o Brasil se autodeclarou novamente livre da doença em junho.

    “Respondemos com agilidade à gripe aviária, com base em ciência e tecnologia, com um controle sanitário rigoroso. Esse compromisso é o que nos permite ampliar mercados, garantir segurança alimentar e fortalecer ainda mais a confiança na avicultura brasileira”, ressaltou o ministro Fávaro.

    Como resultado desta resposta eficaz, quatro países retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil apenas esta semana, demonstrando a confiança internacional no sistema sanitário brasileiro.

    Pilar do agronegócio nacional

    A avicultura se consolidou como um dos pilares fundamentais do agronegócio brasileiro, gerando milhões de empregos diretos e indiretos. Desde a produção de grãos para ração até o processamento industrial e distribuição.

    Foto: Divulgação – ABPA

    “Os avicultores brasileiros são o pilar de um sistema que alimenta o país e o mundo. São homens e mulheres quem, junto com técnicos e toda a força sanitária envolvida, garantem a biosseguridade das granjas, adotam as boas práticas de produção e respondem com agilidade diante dos desafios sanitários. A força da nossa cadeia está na base — e essa base tem nome: os avicultores”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    O setor não apenas garante proteína animal de qualidade para a mesa dos brasileiros, mas também se tornou uma importante fonte de divisas para o país, contribuindo significativamente para a balança comercial nacional.

    Futuro promissor

    Com tecnologia de ponta, sistemas de biossegurança avançados e uma cadeia produtiva integrada, a avicultura brasileira está posicionada para manter sua trajetória de crescimento sustentável. Consolidando o Brasil como líder mundial em produção e exportação de carne de frango.

    Os números de 2025 já indicam que este será mais um ano histórico para o setor, reafirmando a importância estratégica da avicultura para a economia brasileira e para a segurança alimentar global.

  • Exportações de frango brasileiro se mantêm estáveis em maio

    Exportações de frango brasileiro se mantêm estáveis em maio

    As exportações brasileiras de carne de frango (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 393,4 mil toneladas em maio, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado representa uma queda de 12,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram embarcadas 451,6 mil toneladas.

    Apesar da redução, o setor avalia o desempenho como positivo, considerando as suspensões temporárias impostas por cerca de 20 países após a detecção de um foco de Influenza Aviária em uma granja comercial no Paraná em maio. A receita gerada no mês chegou a US$ 741,1 milhões, 9,5% menor que os US$ 818,7 milhões registrados no ano anterior.

    Redirecionamento de cargas compensa perdas em mercados suspensos

    De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, o setor conseguiu minimizar os impactos das restrições sanitárias com o redirecionamento de cargas para outros mercados.

    “Mesmo com as suspensões, os embarques se mantiveram próximos das 400 mil toneladas. Isso mostra que o redirecionamento está funcionando e mantendo o fluxo comercial”, afirmou Santin.

    Destaques do desempenho por mercado

    • China: maior comprador, mas com queda de 28% (35,8 mil t)
    • África do Sul: recuo de 20,5% (25,5 mil t)
    • México: redução de 18,8% (16,6 mil t)
    • União Europeia: crescimento expressivo de 46,2% (24,8 mil t)

    Acumulado do ano ainda está em alta

    Nos cinco primeiros meses de 2024, as exportações de carne de frango somaram 2,256 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2023. A receita acumulada chegou a US$ 4,234 bilhões, 10,18% maior que no ano passado.

    O setor projeta uma retomada gradual das exportações para os mercados que impuseram restrições, à medida que o Brasil comprovar a resolução do caso de Influenza Aviária. Enquanto isso, a diversificação de destinos e a demanda aquecida da União Europeia devem ajudar a sustentar os volumes.

    O Brasil segue como o maior exportador mundial de carne de frango, com expectativa de superar 5 milhões de toneladas em 2024.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Ring Neck: ave encanta ao tentar tocar “Pintinho Amarelinho” no celular

    + Agro em Campo: CJ Selecta anuncia investimento de R$ 180 milhões em Minas Gerais