Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.
Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.
Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.
Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.
As frutas mais consumidas no Brasil
A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.
O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.
Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.
Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.
Por que essas frutas lideram o consumo?
Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.
Banana
Rica em potássio e carboidratos;
Fonte rápida de energia;
Cultivada em mais de 130 países;
Disponível durante praticamente todo o ano.
Laranja e limão
Fontes importantes de vitamina C;
Muito utilizados na produção de sucos;
Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.
Maçãs e uvas
Possuem excelente vida útil pós-colheita;
São consumidas frescas e também processadas;
Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.
Brasil tem papel de destaque na fruticultura
Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.
A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.
O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.
A missão comercial organizada pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), fortaleceu a presença da fruticultura brasileira na Índia e abriu novas oportunidades de negócios no mercado asiático.
Foto: Abrafrutas
A agenda conectou exportadores brasileiros a importadores, redes varejistas e operadores logísticos indianos, com foco em frutas como abacate, limão tahiti e maçã. A ação integrou a estratégia de ampliar as exportações brasileiras para um dos maiores mercados consumidores do mundo.
Com articulação do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, e apoio da Embaixada do Brasil em Nova Délhi, a comitiva percorreu diferentes etapas da cadeia de distribuição local. O grupo realizou reuniões comerciais, visitas técnicas e prospecção direta com compradores.
Na capital indiana, os representantes visitaram o Azadpur Subzi Mandi, maior centro atacadista de frutas e hortaliças de Nova Délhi. Além de mercados tradicionais, lojas especializadas e pontos de venda de produtos importados. Durante os encontros, varejistas locais demonstraram interesse crescente na importação de frutas brasileiras.
Suri Agrofresh
A missão também incluiu visita à Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana. No local, os participantes avaliaram estruturas de armazenagem refrigerada e discutiram logística, exigências sanitárias e condições comerciais para ampliar o acesso das frutas brasileiras ao mercado indiano.
A programação em Nova Délhi terminou com o evento “Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes”, realizado na residência oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e empresários para apresentar produtos brasileiros e fortalecer parcerias comerciais.
Durante o evento, a Adidância Agrícola lançou o Centro de Distribuição Móvel (CDM), ferramenta digital que facilita o acesso a informações sobre produtos, empresas e oportunidades de negócios. A plataforma opera via QR Code e oferece atendimento em português, inglês e hindi.
Fresh India Show
Na sequência, a delegação seguiu para Mumbai, onde participou da feira Fresh India Show 2026, no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita técnica ao Porto de Mumbai para análise das condições logísticas de importação de frutas frescas.
Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia representa um mercado estratégico para a fruticultura brasileira. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume nas exportações de frutas frescas, na comparação anual.
Desde 2023, o país abriu 34 novos mercados para frutas brasileiras, ampliando o alcance internacional do setor e reforçando a competitividade do agronegócio nacional.
O Sebrae comanda dois projetos que preparam produtores rurais e empresas da Serra Gaúcha para exportar frutas ao mercado internacional. As iniciativas focam em qualificar propriedades e packings (pavilhões de processamento pós-colheita) para atender certificações e padrões técnicos que importadores estrangeiros exigem.
O Sebrae desenvolve o primeiro projeto em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). A iniciativa estrutura toda a cadeia produtiva, desde o produtor até os centros de classificação.
“O trabalho envolve desde a formação de preço de venda para o mercado exportador até a adequação das propriedades e packings às certificações exigidas, como GlobalG.A.P. e Halal”, explica Angélica Brandalise, gestora de projetos do Sebrae Serra Gaúcha.
A GlobalG.A.P. (sigla em inglês para Boas Práticas Agrícolas Mundiais) e a certificação Halal (práticas aceitáveis segundo a lei islâmica) representam requisitos fundamentais para acessar mercados europeus e árabes.
Produtores realizam pitch internacional de vendas
O projeto incluiu atividades práticas que começaram no segundo semestre. Na última semana, produtores e representantes dos packings apresentaram simulações de negociação diante de um especialista em comércio internacional.
“Ele trabalha muito com exportação para vários países, e o pessoal apresentou o pitch. Cada um tinha seu horário, e ele fez observações e sugestões para melhorarem a apresentação”, comenta Angélica.
A gestora afirma que os participantes poderão iniciar as primeiras operações de exportação já na próxima safra.
Zanette Frutas lidera grupo de 17 produtores rumo à certificação
A Zanette Frutas, de Caxias do Sul, integra o projeto com 17 produtores parceiros que iniciam o processo de certificação internacional. A diretora Kelin Zanette explica que a empresa buscou a exportação após safras marcadas por grande oferta no mercado interno.
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“A gente percebe que tem uma concorrência muito grande aqui no Brasil, porque precisa vender essa fruta num pequeno período”, explica a diretora.
Caqui brasileiro encontra janela única no mercado global
O caqui lidera a produção da empresa. O Brasil possui uma janela única de produção da fruta, o que abre espaço comercial em mercados que não conseguem produzir na mesma época.
Antes de procurar o Sebrae, a Zanette tentou acessar compradores estrangeiros, mas encontrou uma barreira: a exigência de certificações, especialmente para o mercado europeu.
“É um selo reconhecido mundialmente. Nada mais é do que boas práticas: ambiente limpo, defensivos usados de forma responsável, sustentabilidade, bem-estar das pessoas que trabalham”, descreve Kelin sobre a GlobalG.A.P.
Processo de certificação envolve mudanças culturais
Com apoio do Sebrae, a empresa estruturou um grupo de produtores que agora inicia a certificação Local G.A.P., enquanto o packing da Zanette busca a GlobalG.A.P. A diretora destaca que o processo é longo e demanda registro minucioso de todas as atividades no campo.
Após visitas técnicas e diagnóstico das propriedades, a empresa adequa os locais de armazenamento dos produtos usados nos pomares, seguindo regras específicas de ventilação, estrutura e segurança. Paralelamente, os produtores organizam o caderno de campo, onde registram todas as atividades de manejo.
A escolha dos 17 participantes considerou a presença de sucessores nas propriedades.
“O produtor vai investir se ele vê que vai ter segmento naquilo. Por isso selecionamos propriedades onde se percebe sucessão familiar”, diz Kelin.
Emirados Árabes Unidos lideram interesse de exportação
A Zanette já exporta há cerca de seis anos para países da América do Sul e, nos últimos três anos, enviou frutas para a Europa. No momento, o mercado dos Emirados Árabes Unidos concentra o maior interesse da empresa.
Para a próxima safra, a empresa planeja testar o mercado canadense.
“A gente costuma dar passos, não saltos. Vamos fazer experiências, não grandes volumes, porque ainda precisamos conhecer bem o mercado e entender todas as regras do país”, afirma a diretora.
Silvestrin integra projeto exclusivo com foco em caqui
O Sebrae desenvolve uma segunda ação em parceria exclusiva com a empresa Silvestrin, que envolve 10 produtores rurais. Cada parte aporta 50% dos recursos necessários para executar as consultorias e adequações.
“A equipe técnica do Sebrae está visitando as propriedades indicadas para aplicar checklists, orientar correções e preparar os produtores para a auditoria externa que garante a certificação”, detalha Angélica Brandalise.
O trabalho iniciou no fim de setembro. A expectativa é que, no próximo ano, as propriedades participantes passem pela auditoria e recebam a chancela da GlobalG.A.P.
Empresa familiar mantém contato com 350 agricultores
O diretor-geral da Silvestrin Frutas, Daniel Silvestrin, explica que a iniciativa nasce da história da empresa, formada por uma família de produtores que hoje mantém contato direto com mais de 350 agricultores da região.
Diretor-geral da Silvestrin Frutas, Daniel Silvestrin.Foto: Daniel Silvestrin / Arquivo Pessoal
“Através dessa parceria com o Sebrae, a gente conseguiu achar uma solução que pode proporcionar a evolução das técnicas. O Sebrae tem bastante conhecimento nessa parte de certificação e normatização com as novas tendências mundiais para o campo”, afirma.
Os 10 produtores selecionados trabalham com caqui, cultura que a empresa considera a mais promissora para exportação neste momento. A escolha levou em conta o potencial da fruta para acessar novos mercados e o perfil dos agricultores envolvidos.
“A gente selecionou produtores que querem evoluir, querem se adequar e têm um volume condizente para justificar os investimentos”, explica o diretor.
Rastreabilidade completa atende exigências do mercado europeu
As propriedades já começaram um processo de correções e melhorias, orientado pelas visitas técnicas do Sebrae. As adequações incluem infraestrutura para armazenamento e destinação correta de resíduos, uso apropriado de EPIs e preenchimento rigoroso das cadernetas de campo.
Silvestrin destaca que esses registros são essenciais para atender às normas legais e às exigências dos mercados importadores, especialmente o europeu, que trabalha com rastreabilidade completa das frutas.
“Se encontrar qualquer inconformidade lá no destino, a gente tem até a obrigação de apresentar de onde esse produto saiu. Isso é importante para que o produtor não seja lesado e que os demais também não sejam prejudicados”, destaca.
Certificação abre portas para supermercados europeus
A certificação amplia significativamente as oportunidades de exportação, já que redes de supermercados na Europa só negociam com fornecedores que atendem integralmente aos protocolos internacionais.
Atualmente, a Silvestrin envia frutas para a Espanha, de onde seguem para outros países europeus, além de comercializar regularmente para o Canadá e Argentina. Com a certificação, a empresa pretende fortalecer esses destinos antes de buscar novos mercados.
“No momento, esses mercados ainda têm espaço de crescimento bem significativo. A gente não quer capilarizar e abrir muitos países. O foco é dar consistência onde já estamos iniciando”, conclui o diretor.
A pitaya, também conhecida como fruta-do-dragão, transformou-se em um dos produtos mais promissores do agronegócio brasileiro. Esta fruta nativa das Américas Central e do Sul Unimed Fortaleza apresenta aparência única, com casca escamosa em tons vibrantes de rosa, vermelho ou amarelo, que lembra as escamas de um dragão mitológico.
A área cultivada de pitaya no Brasil ultrapassa os 6.000 hectares, com produção anual estimada em cerca de 60.000 toneladas Insumoagricola. Os agricultores brasileiros descobriram na pitaya uma alternativa rentável, especialmente para a agricultura familiar. No Ceasa de São Paulo, o volume comercializado saltou de 600 toneladas anuais para mais de 4 mil toneladas Investe SP, demonstrando o crescimento acelerado da demanda.
Produção nacional ganha força em todas as regiões
O cultivo no Brasil começou a partir de 1990, com as primeiras pesquisas e a elaboração de estudos sobre a cultura Canal Rural. Hoje, os principais polos produtores no Brasil são os estados de São Paulo, Pará e Santa Catarina Canal Rural, mas a fruta já alcança todas as regiões do país.
O Censo Agropecuário 2017 contabilizou 640 estabelecimentos produzindo pitaya, que colheram 1.422 toneladas em 530 hectares Paraná. São Paulo lidera a produção nacional com aproximadamente 40% do total, seguido por Santa Catarina, Minas Gerais e Pará.
A produtividade impressiona os agricultores. A árvore de pitaya necessita de várias podas que dão vigor às plantas e mantém a qualidade dos frutos, com média de volume de 30 a 40 quilos por pé na colheita Investe SP. Produtores investem em técnicas avançadas de cultivo, utilizando sistemas com tutores que facilitam o manejo e aumentam a produtividade.
Mercado internacional abre portas para exportação
O Brasil entrou no mercado exportador da fruta em 2021, quando foram enviadas para o exterior cerca de 330 mil toneladas, com faturamento de US$ 1,4 milhão Paraná. A tendência de crescimento continua: em 2022, o Brasil faturou mais de US$ 1.773,2 nas exportações de pitaya, crescimento de quase 80% em relação ao ano anterior ABRAFRUTAS.
Os principais destinos incluem países da União Europeia, Canadá e Reino Unido. Produtores brasileiros apostam na qualidade diferenciada e na certificação orgânica para conquistar mercados internacionais exigentes.
Variedades cultivadas no país oferecem opções diversas
Os pomares brasileiros cultivam principalmente três variedades de pitaya. A pitaya branca apresenta casca rosa e polpa branca salpicada de pequenas sementes pretas, sendo a mais comum nos supermercados nacionais. Seu sabor delicado e levemente adocicado agrada a diversos paladares.
A pitaya vermelha exibe casca rosa intensa e polpa de cor vermelho-púrpura. A pitaya vermelha contém betacianinas e fibras que podem ajudar a reduzir a resistência à insulina e regular os níveis de açúcar no sangue Tua Saúde. Esta variedade concentra mais antioxidantes e apresenta sabor mais marcante.
Já a pitaya amarela surpreende com sua casca dourada e polpa branca. Considerada a mais doce entre as três variedades, sua casca possui pequenos espinhos que exigem cuidado no manuseio, mas o sabor compensa o trabalho extra.
Sabor que lembra frutas conhecidas com toque especial
Muitos descrevem o sabor da pitaya como uma combinação entre kiwi e pera, com notas sutis de melão. A textura suave e refrescante da polpa conquista quem busca frutas tropicais não muito ácidas. As pequenas sementes pretas espalhadas pela polpa proporcionam um leve contraste crocante, semelhante ao kiwi.
Para cada 100 g de fruta, estima-se um valor nutricional de aproximadamente 50 calorias Pão de Açúcar, tornando a pitaya uma opção ideal para quem busca alimentação saudável e balanceada. O consumo pode ocorrer de diversas formas: in natura, em sucos, smoothies, saladas de frutas, geleias, sorvetes e até em pratos salgados.
Para preparar a pitaya, basta cortar a fruta ao meio e retirar a polpa com uma colher. A casca não é comestível, mas serve como recipiente decorativo para servir saladas de frutas. A fruta combina perfeitamente com iogurte, aveia, outras frutas tropicais e pode ser congelada para uso em bebidas refrescantes.
Benefícios nutricionais elevam a pitaya ao status de superalimento
A pitaya é rica em fibras, vitamina C, ferro, magnésio, fósforo, cálcio e compostos antioxidantes como polifenóis, flavonoides e betacianinas Tua Saúde. Esta composição nutricional impressionante garante propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunológicas.
Estudo desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical mostrou que a pitaya possui potencial para auxiliar no controle do colesterol, da glicemia e da ansiedade BOALI. Os testes demonstraram redução do colesterol total, do LDL e dos triacilgliceróis, além da elevação do HDL em animais.
Os oligossacáridos presentes na pitaya aumentam a produção de probióticos que ajudam na digestão e no tratamento de infecções intestinais Unimed Fortaleza. As fibras solúveis melhoram o trânsito intestinal e previnem a constipação quando combinadas com boa hidratação.
A pitaya contém vitamina C, um nutriente que estimula a produção de colágeno, proteína essencial para manter a firmeza e a elasticidade da pele Tua Saúde. O consumo regular pode ajudar a prevenir rugas e linhas finas, além de favorecer a cicatrização.
Oportunidade econômica para pequenos produtores
O preço do quilo da pitaya pode chegar ao consumidor final a quase R$ 50,00 Insumoagricola, enquanto o preço pago ao produtor pelo quilo da fruta varia entre 5 a 15 reais, dependendo da época do ano e da demanda ABRAFRUTAS. Esta margem atrativa estimula novos investimentos na cultura.
A pitaya necessita de várias podas que dão vigor às plantas e mantém a qualidade dos frutos Investe SP. O manejo relativamente simples, aliado à adaptabilidade da planta a diferentes condições climáticas brasileiras, facilita a entrada de pequenos produtores no mercado.
Perímetros irrigados produzem cerca de 400 toneladas ao ano, com toda a produção tendo selo orgânico certificado que garante ao consumidor que a fruta não foi produzida com adubação química GOV.BR. A certificação orgânica agrega valor significativo ao produto e abre portas no mercado internacional.
Futuro promissor para a cultura no Brasil
A busca por uma alimentação mais saudável aumentou a demanda por frutas e o mercado das consideradas exóticas ganhou um impulso Frutas do Brasil. A pitaya se beneficia desta tendência, conquistando consumidores que valorizam alimentos nutritivos, naturais e visualmente atrativos.
A indústria alimentícia brasileira já utiliza a pitaya em produtos diversos: sucos, polpas congeladas, geleias, sorvetes, cervejas artesanais e até cosméticos. A melhor época de produção ocorre entre os meses de dezembro a maio Unimed Fortaleza, mas técnicas de manejo permitem estender o período de colheita.
Produtores organizam-se em associações estaduais e na Associação dos Produtores de Pitayas do Brasil, realizando simpósios anuais para discutir desafios, trocar experiências e desenvolver novas técnicas de cultivo. Este movimento fortalece a cadeia produtiva e posiciona o Brasil como protagonista no mercado mundial de pitaya.
A fruta-do-dragão chegou para ficar no agronegócio brasileiro, combinando viabilidade econômica, benefícios nutricionais e apelo visual que conquistam consumidores em todo o mundo.
A colheita do caqui está em pleno andamento em Turvolândia, no Sul de Minas Gerais, município que lidera a produção da fruta no estado. Segundo estimativas da Emater-MG, a expectativa para 2025 é de uma produção aproximada de 2 mil toneladas, número que representa cerca de metade da produção mineira. O período de colheita se estende até julho, com o pico concentrado entre abril e maio.
Apesar do volume expressivo, a safra deste ano deve ser 20% menor em relação à média dos anos anteriores. O extensionista da Emater-MG, Fábio Firmo, atribui a redução às condições climáticas adversas registradas no fim de 2024, como altas temperaturas, baixa incidência de chuvas e uma recente queda de granizo, que prejudicou parte das lavouras locais. Atualmente, Turvolândia conta com 200 hectares dedicados ao cultivo do caqui.
Diversificação e tradição fruticultora
A tradição na produção de caqui em Turvolândia remonta à década de 1970, com a chegada da colônia japonesa. Isso transformou o município em um polo de fruticultura diversificada. Além do caqui, os agricultores locais cultivam abacate, ameixa, atemóia, goiaba, laranja, pêssego e lichia, o que permite uma melhor distribuição de renda ao longo do ano e reduz a concentração de trabalho e custos em um único período.
De acordo com Deny Sanábio, coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, a diversificação das safras é fundamental para a sustentabilidade econômica do produtor rural. A maior parte do caqui produzido no Brasil é consumida in natura, mas a fruta também é utilizada na fabricação de vinagre e passa, produtos apreciados especialmente pela comunidade de descendentes de japoneses.
Ações de capacitação e cooperativismo fortalecem o setor
Recentemente, a Emater-MG e a Cooperativa Agrícola do Sul de Minas (Casm) promoveram um dia de campo em Turvolândia. O evento reuniu cerca de 100 participantes entre produtores, compradores e representantes do setor agropecuário. E teve como objetivo promover a troca de experiências e o aprimoramento técnico dos produtores locais. Sempre reforçando a importância do planejamento e da gestão eficiente na fruticultura.
O gerente da Casm, Marcelo Batista, destaca o papel do cooperativismo na expansão da atividade, agregando valor à produção, facilitando o acesso a mercados e reduzindo custos operacionais. Atualmente, o preço do caqui comercializado no município gira em torno de R$ 2,00 por quilo.
Turvolândia exporta frutas e consolida polo de fruticultura
A produção de frutas de Turvolândia abastece mercados em São Paulo, Belo Horizonte, Espírito Santo, estados do Nordeste e até o exterior, como a atemóia exportada para o Canadá. Uma planta adulta de caqui, em pomares bem manejados, pode render de 100 a 150 kg de frutos por ano. A colheita ocorre quando os frutos perdem a coloração verde e adquirem tonalidade amarelo-avermelhada, indicando o ponto ideal de consumo.
A atemoia, fruta híbrida resultante do cruzamento entre a cherimoia e a fruta-do-conde, está em plena safra e ganhando cada vez mais espaço no mercado nacional. Com seu formato de coração, polpa cremosa e sabor equilibrado entre doce e cítrico, a fruta se destaca tanto para consumo in natura quanto para preparações como sucos, sorvetes e sobremesas.
Originária dos Estados Unidos em 1908, a atemoia chegou ao Brasil na década de 1950, inicialmente cultivada em São Bento do Sapucaí e Caçapava (SP). Hoje, o país se consolida como um dos principais produtores mundiais, com São Paulo e Minas Gerais respondendo por mais de 90% da produção nacional, segundo dados do IBGE (2017).
Além do sabor agradável, a atemoia é rica em fibras, vitaminas do complexo B e antioxidantes, contribuindo para a digestão e o fortalecimento do sistema imunológico. A Cooperativa Agroindustrial APCC, de Pilar do Sul (SP), revela que 60% da produção é exportada. Mas a demanda interna vem crescendo, podendo inverter essa proporção nos próximos anos.
Desafios no cultivo: o combate à antracnose
Apesar do sucesso, os produtores enfrentam um grande desafio: a antracnose, doença causada pelo fungo Colletotrichum theobromicola, que ataca ramos e frutos, reduzindo a produtividade. O problema foi identificado há oito anos em Caçapava (SP). E desde então, CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e Instituto Biológico trabalham em conjunto com agricultores para desenvolver estratégias de controle.
Uma das soluções em teste é o uso de bioinsumos, como bactérias do gênero Bacillus, que podem reduzir a dependência de defensivos químicos. “A combinação balanceada entre produtos biológicos e químicos é a melhor estratégia para o manejo sustentável da doença”, explica Ricardo Harakava, pesquisador do Instituto Biológico.
Atemoia TEC: tecnologia e cooperação no campo
Com o objetivo de compartilhar conhecimento e soluções, a equipe organizadora criou o Atemoia TEC, evento anual que reúne produtores, pesquisadores e consultores. A última edição, em março de 2025, em Capão Bonito (SP), atraiu mais de 250 participantes de 28 cidades. Incluindo representantes de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. A próxima edição será em Holambra II (SP), em 2026.
Com colheita até outubro, a atemoia segue como uma aposta promissora para a fruticultura brasileira, unindo sabor, nutrição e oportunidades de negócio.
As exportações brasileiras de frutas frescas e secas registraram um crescimento notável de 49% na última década, saltando de 733,2 milhões de toneladas em 2014 para 1,1 bilhão de toneladas em 2024. Os dados são do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Apesar de um crescimento relativamente menor se comparado aos números totais do agronegócio, este volume evidencia a relevância da fruticultura para a economia nacional, caracterizada pela produção familiar, geração de empregos, valorização de produtos com alto valor agregado e diversificação da economia agrícola.
Em termos financeiros, as exportações de frutas geraram US$ 1,3 bilhão em 2024, em comparação com US$ 840,8 milhões em 20145. O agronegócio como um todo apresentou um montante de US$ 164,4 bilhões em 2024 e US$ 140,8 bilhões há dez anos.
Entre as frutas frescas mais exportadas, destacam-se manga, limão e lima, melão, mamão e melancia5. No entanto, banana, maçã e uva sofreram impactos negativos devido a condições climáticas adversas.
Principais destinos
Os principais destinos das frutas brasileiras em 2024 foram os Países Baixos (37%), Reino Unido (15%), Estados Unidos (13%) e Espanha (10%). A Argentina, na América do Sul, importou 3,3% das frutas exportadas.
O aumento das exportações impulsiona a economia local, diversifica os produtos agrícolas e garante uma oferta contínua ao longo do ano5. Muitos pequenos e médios produtores adotam práticas sustentáveis, recebendo incentivos para a produção de qualidade5. A expectativa para 2025 é de que as exportações continuem a crescer, impulsionadas pelo dólar valorizado e pela retomada da produção de algumas culturas.
A Abrafrutas, em parceria com a ApexBrasil, busca fortalecer a expansão das exportações de frutas brasileiras através de ações estratégicas junto aos fruticultores. O objetivo é aumentar o volume de exportações, ampliar a base de clientes e fortalecer a competitividade do Brasil no mercado global.
Para os próximos anos, os principais desafios do setor incluem agregar valor ao produto e utilizar tecnologias para minimizar os danos climáticos.