Tag: exportação de carne

  • China já utilizou 90% da cota para carne bovina do Brasil

    China já utilizou 90% da cota para carne bovina do Brasil

    As importações de carne bovina brasileira pela China atingiram 90% da cota estabelecida para o Brasil em 2026, segundo aviso divulgado pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM) nesta segunda-feira (10).

    O comunicado indica que o volume importado em 10 de agosto chegou a 90% do limite definido para o país dentro das medidas de salvaguarda aplicadas pela China à carne bovina.

    A medida está em vigor desde janeiro de 2026 e estabelece cotas específicas para os principais fornecedores do mercado chinês.

    O que acontece quando a cota chegar a 100%?

    A regra chinesa prevê a aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre as importações que ultrapassarem a cota destinada a cada país.

    No caso do Brasil, a cota anual de 2026 foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, continuam valendo as alíquotas normalmente aplicáveis ao produto.

    O adicional de 55% ainda não está sendo aplicado ao Brasil apenas porque a utilização chegou a 90%.

    A cobrança depende do esgotamento integral da cota.

    Pelas regras publicadas pelo governo chinês, depois que o volume atingir 100% do limite, a tarifa adicional passa a valer a partir do terceiro dia, inclusive, após o atingimento da cota.

    Brasil se aproxima do limite

    O aviso divulgado em agosto mostra uma aceleração da utilização da cota brasileira.

    Em julho, a Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Produtos Minerais e Químicos da China informou que as importações de carne bovina do Brasil haviam alcançado 80% da cota em 21 de julho.

    Agora, com o percentual em 90%, o mercado brasileiro se aproxima do limite anual estabelecido por Pequim.

    O aviso mais recente não informa, no texto apresentado, o volume restante em toneladas. Por isso, o dado mais seguro para a notícia é o percentual oficial de utilização da cota.

    Por que a medida preocupa o Brasil?

    A China é o principal mercado da carne bovina brasileira. Em 2025, o país asiático respondeu por mais da metade das exportações brasileiras do produto, segundo levantamento citado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Por isso, o esgotamento da cota pode aumentar os custos para a entrada da carne brasileira no mercado chinês.

    O impacto dependerá, entre outros fatores, do ritmo das exportações, da demanda chinesa e da capacidade dos frigoríficos brasileiros de direcionar parte da produção para outros destinos.

    Como funciona a salvaguarda chinesa

    A China adotou a medida após uma investigação sobre o aumento das importações de carne bovina e seus efeitos sobre a indústria doméstica.

    A salvaguarda entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e tem duração prevista de três anos.

    O mecanismo estabelece cotas por país. Quando o limite é atingido, as importações que excedem a cota ficam sujeitas à tarifa adicional de 55%.

    Para o Brasil, o limite de 2026 representa uma parcela relevante do comércio de carne bovina com a China, mas fica abaixo do volume exportado pelo país ao mercado chinês em 2025.

    Próximos passos para o mercado brasileiro

    O principal ponto de atenção agora é o ritmo de utilização da cota.

    Se o limite chegar a 100%, a aplicação da tarifa adicional poderá alterar as condições de competitividade da carne brasileira na China.

    Até lá, a tarifa de 55% não deve ser tratada como uma cobrança já em vigor sobre a carne brasileira.

    O cenário também aumenta a importância da diversificação dos mercados compradores para o setor pecuário brasileiro, especialmente caso a cota chinesa seja totalmente utilizada antes do fim de 2026.

  • Noruega veta carnes brasileiras a partir de setembro

    Noruega veta carnes brasileiras a partir de setembro

    A Noruega deixará de importar carnes e derivados do Brasil a partir de 3 de setembro de 2026. Embora o país nórdico não faça parte da União Europeia (UE), a decisão acompanha o regulamento do bloco europeu para a entrada de produtos de origem animal, especialmente em relação ao uso de agentes antimicrobianos na produção.

    A medida preocupa o setor brasileiro, sobretudo os exportadores de carne bovina. Isso porque, apesar do volume relativamente pequeno vendido à Noruega, empresários temem que o bloqueio provoque desgaste na imagem das proteínas brasileiras no mercado internacional.

    Além disso, o setor já não acredita que o governo federal conseguirá reverter a decisão antes da entrada em vigor do embargo.

    Exportadores criticam atuação do governo

    Executivos do setor avaliam que o Ministério da Agricultura não conseguiu apresentar uma resposta técnica capaz de evitar a restrição europeia.

    Com a proximidade de 3 de setembro, portanto, a expectativa de reversão da medida diminuiu. Agora, a principal preocupação dos exportadores está em um possível efeito dominó.

    Isso porque países africanos podem seguir as orientações da União Europeia e também restringir a entrada de proteínas brasileiras.

    Segundo uma fonte do setor, países de língua francesa na África já deram sinalizações nesse sentido.

    Noruega retirou Brasil da lista de países autorizados

    A informação sobre o bloqueio norueguês chegou ao Ministério da Agricultura e aos exportadores brasileiros há poucos dias, por meio do posto diplomático do Brasil em Oslo.

    A Mattilsynet, Autoridade de Segurança Alimentar da Noruega, informou que o Brasil foi retirado da lista de países autorizados a exportar proteínas animais para o mercado europeu.

    De acordo com o órgão, a decisão ocorreu pela falta de informações consideradas suficientes para comprovar a implementação das medidas exigidas sobre o uso de antimicrobianos.

    Com isso, certificados sanitários emitidos a partir de 3 de setembro de 2026 não poderão ser utilizados para importar essas mercadorias do Brasil.

    A restrição permanecerá válida até que o país possa ser novamente incluído na lista de países terceiros autorizados.

    Cargas com certificados antigos ainda serão aceitas

    Apesar do bloqueio, a Noruega estabeleceu uma regra de transição.

    Os carregamentos acompanhados de certificados sanitários emitidos até 2 de setembro de 2026 poderão entrar no país. Além disso, mercadorias que chegarem ao controle de fronteira depois dessa data também poderão ser aceitas, desde que os documentos sanitários tenham sido emitidos dentro do prazo permitido.

    Portanto, a data de emissão do certificado será determinante para a entrada das cargas brasileiras.

    Noruega compra pouco, mas efeito pode ser maior

    Os dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, mostram que a Noruega representa uma parcela pequena das exportações brasileiras de proteínas.

    Em 2025, os noruegueses compraram:

    • 279 toneladas de carne bovina, no valor de US$ 3,8 milhões;
    • 45 toneladas de carne de frango;
    • 43,8 toneladas de pescados;
    • 41,2 toneladas de ovos.

    Ao todo, as compras da cesta de proteínas que agora entram na mira do bloqueio comercial movimentaram US$ 4,5 milhões para os exportadores brasileiros em 2025.

    O valor, portanto, é pequeno diante do tamanho das exportações brasileiras de proteínas. Ainda assim, o impacto potencial preocupa o setor.

    Isso porque o principal receio não está apenas na perda das vendas para a Noruega. O temor maior é que a decisão seja seguida por outros mercados.

    Setor teme efeito dominó nas exportações

    A possibilidade de outros países adotarem medidas semelhantes aumentou a preocupação entre os exportadores.

    Nesse cenário, a eventual adesão de países africanos às regras europeias poderia ampliar o número de destinos afetados pelas restrições.

    Por isso, o setor acompanha a movimentação internacional com atenção. Além da perda de mercados, uma sequência de bloqueios poderia pressionar a percepção sobre a qualidade e a segurança sanitária das proteínas brasileiras.

    Enquanto isso, o Brasil terá de apresentar as informações e medidas necessárias para tentar recuperar sua posição na lista de países autorizados.

  • China acelera compra de carne bovina da Argentina e já consome 50% da cota anual

    China acelera compra de carne bovina da Argentina e já consome 50% da cota anual

    A China atingiu um novo marco nas importações de carne bovina da Argentina. Segundo o Ministério do Comércio chinês, o país asiático já utilizou 50% da cota de 511 mil toneladas destinada às compras sob o regime de salvaguarda. O volume divulgado nesta quarta-feira (5) não considera as cargas que ainda estão em trânsito, cuja viagem entre os dois países leva cerca de 45 dias.

    O avanço das aquisições evidencia que a demanda chinesa continua aquecida, mesmo diante das medidas adotadas por Pequim para controlar o ritmo das importações e fortalecer a produção doméstica.

    Cota anual é menor que a registrada em 2025

    O governo chinês estabeleceu para 2026 um limite de 2,69 milhões de toneladas de carne bovina importada. O volume é inferior às 2,80 milhões de toneladas adquiridas ao longo de 2025, indicando uma estratégia para reduzir a oferta externa e ampliar o espaço para os produtores locais.

    Apesar da limitação, os números mostram que as compras seguem em ritmo acelerado. Entre janeiro e junho de 2026, a China importou 1,53 milhão de toneladas de carne bovina, resultado 17,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

    Demanda chinesa impulsiona preços internacionais

    O forte interesse dos importadores chineses, aliado às restrições regulatórias impostas pelo governo, já começa a provocar reflexos no mercado internacional da carne bovina.

    De acordo com relatório do Rosgan, ligado à Bolsa de Comércio de Rosário, os preços da carne bovina nos portos argentinos apresentaram valorização entre US$ 200 e US$ 300 por tonelada nas últimas semanas.

    A alta demonstra que, mesmo com o controle sobre as importações, a necessidade de abastecimento do mercado chinês continua sustentando a valorização da proteína bovina exportada pela Argentina.

    Mercado segue atento aos próximos movimentos

    A evolução das compras chinesas deverá continuar sendo acompanhada de perto pelo mercado internacional, já que o país permanece como o principal destino das exportações globais de carne bovina.

    Caso a demanda permaneça elevada ao longo dos próximos meses, analistas avaliam que os preços internacionais poderão seguir pressionados, especialmente para fornecedores estratégicos como a Argentina, um dos principais parceiros comerciais da China no segmento.

  • Exportação de carne bovina cresceu 15,5% no primeiro semestre

    Exportação de carne bovina cresceu 15,5% no primeiro semestre

    A exportação de carne bovina brasileira segue em ritmo recorde em 2026. O Brasil embarcou 1,705 milhão de toneladas entre janeiro e junho, volume 15,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita alcançou US$ 9,85 bilhões, crescimento de 36,2%.

    Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), com base nas estatísticas do Governo Federal.

    Somente em junho, o país exportou 317,3 mil toneladas de carne bovina, alta de 16,6% na comparação anual. A receita somou US$ 1,975 bilhão, avanço de 38,1%, estabelecendo o melhor resultado mensal da série histórica tanto em volume quanto em faturamento.

    China impulsiona as exportações brasileiras

    A China permaneceu como o principal destino da carne bovina brasileira no primeiro semestre.

    Entre janeiro e junho, o país asiático importou 794,7 mil toneladas, crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelas vendas ao mercado chinês atingiu US$ 4,87 bilhões, alta de 49,4%.

    Em junho, os chineses compraram 161,9 mil toneladas da proteína brasileira, aumento de 19% na comparação anual. O faturamento chegou a US$ 1,08 bilhão, crescimento de 39,5%.

    Segundo a Abiec, o desempenho foi favorecido pela intensificação das compras dentro da cota chinesa de importação com tarifa reduzida, de 1,1 milhão de toneladas.

    Estados Unidos mantêm segunda posição

    Os Estados Unidos seguiram como o segundo maior comprador da carne bovina brasileira.

    No primeiro semestre, o mercado norte-americano importou 205 mil toneladas, gerando US$ 1,35 bilhão em receita. O crescimento foi de 13% em volume e de 29,8% em valor.

    Apesar do avanço no acumulado do ano, o desempenho de junho foi mais moderado. O Brasil embarcou 26,4 mil toneladas para os Estados Unidos, queda de 8,3% frente ao mesmo mês de 2025.

    Mesmo com o recuo no volume, a receita aumentou 16,4%, alcançando US$ 192,9 milhões.

    Outros mercados ampliam compras

    Além de China e Estados Unidos, outros destinos ampliaram significativamente as compras de carne bovina brasileira em junho.

    O Chile ocupou a terceira posição, com 12,9 mil toneladas embarcadas, crescimento de 67,5%, enquanto a receita avançou 56,8%, chegando a US$ 81,7 milhões. Já o México apareceu em seguida, com 11,8 mil toneladas, alta de 153,9%.

    O faturamento alcançou US$ 74 milhões, avanço de 136,6%.

    Em receita, a União Europeia ocupou a quarta colocação em junho, com US$ 75,2 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

    Exportações seguem fortalecidas no agronegócio

    No acumulado do semestre, o Chile importou 70,7 mil toneladas, movimentando US$ 420,2 milhões, com crescimento de 20% em volume e de 33,2% em receita.

    A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, alta de 53,8% no volume e de 58,9% no faturamento, que chegou a US$ 284,1 milhões.

    Já a União Europeia importou 51,2 mil toneladas de carne bovina brasileira no período, gerando US$ 452,3 milhões. O bloco registrou crescimento de 18,2% em volume e de 53,5% em receita.

    Com os resultados do primeiro semestre, a exportação de carne bovina reforça o bom desempenho do agronegócio brasileiro no mercado internacional e mantém a proteína entre os principais produtos da pauta exportadora do país.

  • Frigoríficos dão férias coletivas após limite de exportação à China

    Frigoríficos dão férias coletivas após limite de exportação à China

    Frigoríficos brasileiros começaram a anunciar férias coletivas e redução dos abates de bovinos diante da expectativa de esgotamento da cota anual de exportação de carne bovina para a China. A medida deve afetar unidades em diferentes estados a partir de julho.

    O movimento ocorre porque o mercado acredita que o limite de 1,106 milhão de toneladas autorizado pelo governo chinês será atingido antes do fim do ano. Com isso, importadores da China devem retomar as compras apenas em outubro, utilizando a cota prevista para 2027.

    Produção será reduzida

    No fim de 2025, a China passou a adotar cotas de importação para seus principais fornecedores de carne bovina, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos.

    Dentro da cota brasileira, a tarifa de importação é de 12%.

    Após o limite ser atingido, a cobrança sobe para 67%, tornando as exportações menos competitivas.

    Embora ainda seja junho, o setor considera que o limite está próximo porque a China contabiliza os embarques conforme a chegada da carga aos seus portos, e não pela data de saída do Brasil.

    Segundo dados divulgados pelo governo chinês em 23 de junho, o Brasil já havia utilizado 65,4% da cota até maio.

    Empresas anunciam férias coletivas

    Diversos frigoríficos decidiram reduzir temporariamente suas operações.

    Entre eles estão a Frigol, Better Beef, Iguatemi Beef e Plena Alimentos.

    As empresas afirmam que a redução da demanda chinesa inviabiliza manter o ritmo atual de produção.

    Frigol reduzirá abates no Pará

    A Frigol concederá férias coletivas de 18 dias para cerca de mil funcionários da unidade de Água Azul do Norte (PA), a partir de 1º de julho.

    Segundo o CEO Luciano Pascon, aproximadamente 70% da produção dessa planta era destinada ao mercado chinês.

    Mesmo após o retorno dos trabalhadores, a expectativa é que a operação continue reduzida entre 30% e 40%.

    Segundo o executivo, a empresa não consegue direcionar integralmente essa produção para outros mercados.

    Better Beef suspenderá uma unidade

    A Better Beef interromperá temporariamente as atividades da planta de Araçatuba (SP) entre 20 de julho e 10 de agosto.

    Durante esse período, a empresa utilizará sua unidade de Rancharia para atender o mercado brasileiro e exportações destinadas aos Estados Unidos, Chile e países do Oriente Médio.

    A expectativa de crescimento da companhia para 2026 também foi revisada após a mudança no cenário das exportações.

    Iguatemi Beef também reduz operações

    A Iguatemi Beef concederá férias coletivas para cerca de 650 funcionários de sua unidade em Mato Grosso do Sul.

    A fábrica exporta entre 90% e 95% da produção, sendo aproximadamente 80% destinada à China.

    Segundo a empresa, a redução dos abates ajudará a controlar custos enquanto a demanda chinesa permanece limitada.

    Ao mesmo tempo, os estoques estão sendo direcionados para mercados como EUA, Reino Unido e Oriente Médio.

    Outras empresas acompanham o movimento

    A Plena Alimentos também confirmou férias coletivas para aproximadamente 1,5 mil colaboradores das unidades de Goiás e Tocantins.

    Já a Astra Foods pretende ampliar as vendas no mercado interno durante o período de menor demanda da China.

    Grandes frigoríficos buscam alternativas

    Empresas de maior porte tendem a sofrer menos impacto por atuarem em diversos mercados internacionais.

    A Minerva Foods deve manter as plantas brasileiras abastecendo principalmente os Estados Unidos, enquanto unidades da Argentina, Uruguai e Colômbia continuarão atendendo clientes chineses.

    A Friboi, controlada pela JBS, já havia anunciado a interrupção da produção de cortes específicos destinados à China. A empresa, no entanto, não informou se também adotará férias coletivas.

    Apesar das medidas, o setor espera que os importadores chineses retomem as compras a partir de outubro, quando começarem os embarques que serão contabilizados dentro da cota de 2027.

  • Argentina leva 500 kg de carne para a Copa e mantém tradição do churrasco

    Argentina leva 500 kg de carne para a Copa e mantém tradição do churrasco

    Além do futebol, a carne bovina ocupa um lugar de destaque na cultura argentina e acompanha a seleção nacional até mesmo nos maiores eventos esportivos do planeta. Durante a Copa do Mundo de 2026, a Associação Argentina de Futebol (AFA) decidiu manter viva uma das tradições mais emblemáticas do país: o churrasco.

    No último sábado (20), a delegação argentina participou de um momento de confraternização marcado por música típica e uma grande variedade de cortes bovinos. Imagens divulgadas pelo presidente da AFA, mostraram que alguns atletas também assumiram funções na churrasqueira.

    Entre eles estavam o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez e o atacante Lautaro Martínez, que participaram ativamente do preparo das carnes durante o encontro.

    Leia mais: Seleção norueguesa embarcou 300 kg de peixe para a Copa; entenda o motivo

    https://www.instagram.com/reel/DZyxPDHMxbi/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    A tradição veio acompanhada de uma grande logística, já que a delegação transportou mais de 500 quilos de carne para a América do Norte. Assim, os atuais campeões mundiais puderam manter o consumo dos cortes mais tradicionais da gastronomia argentina, como vazio, lombo, matambre, costela e bife de chorizo.

    Argentina busca vaga no mata-mata

    Dentro de campo, a equipe comandada por Lionel Scaloni mantém o bom desempenho no torneio. Após estrear com uma vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, com hat-trick de Lionel Messi, os argentinos voltaram a vencer na segunda rodada do Grupo J ao superar a Áustria por 2 a 0.

    Com o resultado, a Argentina garantiu sua classificação para a fase eliminatória e reforçou sua condição de uma das favoritas ao título.

  • Mato Grosso coloca carne na mesa de 1 em cada 8 brasileiros

    Mato Grosso coloca carne na mesa de 1 em cada 8 brasileiros

    Quando o apito inicial soa nos estádios da Copa do Mundo de 2026, milhões de brasileiros já estão em frente às grelhas. E boa parte da carne que vai chegar às mesas nesses dias de jogo atravessou as fazendas, frigoríficos e rodovias de Mato Grosso antes de chegar ao prato.

    O estado responde por 13% de toda a carne bovina disponível para consumo no Brasil. A conta é simples e expressiva: a cada oito quilos ingeridos pelo brasileiro, um quilo teve origem mato-grossense.

    Os dados são do Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e cobrem o ano de 2025. Mato Grosso produziu 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina no período. Desse total, 978 mil toneladas seguiram para 92 países: uma presença no mercado externo que coloca o estado entre os principais exportadores de proteína animal do mundo. Mas o dado que chama atenção desta vez é o que ficou dentro do país: 1,027 milhão de toneladas, suficiente para garantir uma oferta média de 4,82 quilos de carne bovina por habitante ao longo do ano.

    A discussão sobre exportação costuma dominar o noticiário do agronegócio mato-grossense, e não sem razão. Os números de 2025 deixam evidente que o mercado interno também depende da produção do estado de forma estrutural.

    “Esses dados mostram algo igualmente importante: a contribuição da nossa cadeia
    produtiva para a alimentação dos brasileiros”, diz Bruno de Jesus Andrade, diretor
    de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).

    Para ele, a Copa amplifica esse papel.

    “Em um período de grande mobilização, quando aumenta o consumo de carne em confraternizações e eventos, Mato Grosso segue desempenhando um papel estratégico para garantir o abastecimento do mercado interno”, afirma.

    O fluxo que transforma o campo em proteína envolve fazendas de criação, plantas frigoríficas e uma extensa rede logística — tudo concentrado em um estado que ocupa posição de liderança no rebanho nacional há anos. A Copa passa. A demanda por carne, não.

  • Brasil celebra 20 anos sem febre aftosa

    Brasil celebra 20 anos sem febre aftosa

    Em 2026, o Brasil completa 20 anos sem registros de focos de febre aftosa. A conquista ocorre um ano após o país receber o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando um dos avanços sanitários mais importantes para o setor pecuário.

    O último registro da doença em território brasileiro ocorreu em 2006, quando focos foram identificados nos estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul.

    No entanto, especialistas alertam que o cenário exige atenção permanente. Segundo o auditor fiscal federal agropecuário João Cavallero, a doença continua presente em diferentes partes do mundo e pode voltar a atingir países que já haviam conseguido controlá-la.

    “A febre aftosa continua sendo uma preocupação em diversos países. Mesmo nações que já haviam controlado a doença voltaram a registrar surtos nos últimos anos. Isso demonstra que a vigilância não pode ser relaxada”, observa.

    Um exemplo é o Uruguai, país vizinho da região Sul do Brasil. A nação chegou a conquistar o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação, mas posteriormente registrou novos casos da enfermidade. Como consequência, retomou a vacinação dos rebanhos, prática que permanece em vigor até hoje.

    Além disso, a preocupação com a circulação do vírus permanece em outras regiões do mundo. Em abril deste ano, a China comunicou a ocorrência de dois focos da doença em duas províncias. O episódio envolveu mais de 6 mil bovinos, dos quais 219 apresentaram sintomas compatíveis com a febre aftosa.

    Diante desse cenário, Cavallero destaca que a condição sanitária alcançada pelo Brasil resulta de um esforço contínuo de monitoramento e controle.

    “O status sanitário brasileiro não é permanente nem acontece por acaso. Ele depende de um sistema estruturado, baseado em vigilância ativa e análise de risco para impedir a entrada de enfermidades que possam comprometer a pecuária nacional”, explica.

    Impactos econômicos preocupam o setor

    A febre aftosa é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e outros animais de casco fendido. Devido à sua rápida disseminação, surtos da doença costumam gerar elevados prejuízos econômicos, principalmente pelos custos relacionados ao controle sanitário e pelas restrições impostas ao comércio internacional de carnes e produtos pecuários.

    Por isso, representantes do setor defendem a manutenção dos investimentos em vigilância e prevenção.

    De acordo com o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani, o retorno do vírus é considerado uma possibilidade concreta. O principal desafio, segundo ele, é garantir que o país esteja preparado para responder rapidamente a uma eventual emergência sanitária.

    “A dúvida não é se a aftosa vai reaparecer no Brasil, mas quando ela vai retornar e como vamos reagir”, afirma o vice-presidente do Sindan.

    Vizinhos seguem no radar das autoridades

    Entre os países vizinhos, a maior preocupação dos especialistas está relacionada à Venezuela, que ainda não possui reconhecimento sanitário oficial para a doença e apresenta limitações na divulgação de informações sobre sua situação epidemiológica.

    Por outro lado, a Bolívia recebeu há duas semanas o certificado de país livre de febre aftosa sem vacinação concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

    Status sanitário aumenta responsabilidade da cadeia pecuária

    Na avaliação dos auditores fiscais agropecuários, a conquista do reconhecimento internacional amplia a responsabilidade de toda a cadeia produtiva na preservação da sanidade animal.

    Além da atuação dos produtores rurais, o trabalho de fiscalização, monitoramento e controle de fronteiras é considerado essencial para evitar a entrada de enfermidades que possam comprometer a competitividade da pecuária brasileira.

    Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo, a manutenção desse patrimônio sanitário exige investimentos permanentes.

    “A credibilidade sanitária do Brasil é um ativo estratégico. A manutenção desse status depende de investimentos contínuos, estrutura adequada e valorização dos auditores fiscais federais agropecuários que atuam na proteção dos rebanhos, da economia e da imagem do país perante o mundo”, completa.

  • Frigoríficos brasileiros negociam retomada de embarques à Venezuela

    Frigoríficos brasileiros negociam retomada de embarques à Venezuela

    O Brasil intensificou os esforços para retomar as exportações de carne bovina para a Venezuela, mercado que já esteve entre os principais destinos do produto brasileiro no exterior. Nesta semana, uma missão multissetorial organizada pelo Ministério das Relações Exteriores cumpre agenda em Caracas para discutir oportunidades comerciais.

    As vendas de carne bovina brasileira para o país vizinho permanecem praticamente interrompidas desde meados de 2015. Naquele período, a forte queda dos preços internacionais do petróleo, somada ao início das sanções impostas pelos EUA, agravou a crise econômica venezuelana e reduziu significativamente o poder de compra local.

    Antes desse cenário, a Venezuela representava um mercado relevante para a proteína brasileira. Em 2014, auge da relação comercial entre os dois países nesse segmento, os embarques alcançaram 160 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 852 milhões.

    A programação, iniciada nesta semana, inclui encontros de negócios entre empresas brasileiras e venezuelanas. Durante as reuniões, os participantes avaliam possibilidades de ampliação do comércio bilateral e oportunidades de investimentos.

    Consumo ainda é desafio para o setor

    Apesar das perspectivas positivas, a retomada do mercado enfrenta obstáculos importantes. Entre eles estão a continuidade das dificuldades econômicas no país e o baixo consumo de carne bovina pela população.

    Antes da crise, cada venezuelano consumia, em média, 21 quilos de carne bovina por ano. No entanto, esse volume caiu drasticamente nos anos seguintes. Em 2019, o consumo per capita atingiu apenas três quilos por habitante.

    Desde então, houve recuperação gradual. Ainda assim, a média atual permanece em torno de nove quilos por pessoa ao ano, número bastante inferior ao registrado no Brasil, onde o consumo médio anual é de aproximadamente 35 quilos por habitante.

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    Mercado estratégico para a carne brasileira

    Mesmo diante das dificuldades, a indústria exportadora considera que a Venezuela continua oferecendo oportunidades relevantes no longo prazo.

    Segundo Julio Ramos, diretor de Assuntos Estratégicos da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e integrante da missão empresarial em Caracas, o mercado vizinho não deve ser ignorado.

    “Temos uma tendência natural de olhar para mercados muito distantes, e, muitas vezes, deixamos de observar oportunidades importantes em nossa própria região. A Venezuela já foi um grande mercado para a carne bovina brasileira e continua sendo um país estratégico”, afirmou.

    Além disso, a estrutura exportadora já está preparada para atender uma eventual ampliação da demanda. Atualmente, quase 80 frigoríficos brasileiros possuem habilitação para exportar carne bovina ao mercado venezuelano.

    De acordo com dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura que reúne estatísticas do comércio exterior do agronegócio, a Venezuela importou 25,3 mil toneladas de carne bovina brasileira entre 2016 e 2026.

  • Exclusão do Brasil é mantida pela UE após revisão das regras para exportação de carnes

    Exclusão do Brasil é mantida pela UE após revisão das regras para exportação de carnes

    A União Europeia (UE) publicou nesta sexta-feira (5) um novo regulamento de execução que consolida as exigências relacionadas ao uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal destinada à exportação. Com a medida, o Brasil permanece fora da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para consumo humano aos europeus a partir de setembro.

    Além disso, o regulamento reúne normas publicadas anteriormente e atualiza a relação de países que comprovaram o cumprimento das exigências sanitárias impostas pelo bloco.

    As regras europeias proíbem a importação de carnes e derivados de animais tratados com antibióticos para promoção de crescimento ou aumento de rendimento produtivo, bem como de produtos que contenham substâncias reservadas ao tratamento de determinadas infecções em humanos.

    As exigências abrangem as cadeias de bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, aves, aquicultura, leite, ovos, coelhos, carne de caça, mel e tripas.

    Brasil não apresentou garantias exigidas

    De acordo com o regulamento, o Brasil não forneceu à Comissão Europeia informações suficientes para comprovar que implementou, até 3 de setembro de 2026, as medidas necessárias para garantir o cumprimento das exigências relativas ao não uso de antimicrobianos em cadeias de bovinos, equinos, aves, aquicultura, mel e tripas.

    Embora as normas europeias tenham sido publicadas em 2023, o regulamento que exigia a comprovação dos controles entrou em vigor em outubro de 2024.

    Nas últimas semanas, autoridades brasileiras intensificaram as negociações para tentar reverter a restrição antes do início da vigência das novas regras. No entanto, segundo fontes ligadas às tratativas, os avanços foram limitados.

    O principal impacto potencial recai sobre as exportações de carne bovina — Foto: Embrapa

    Países habilitados ampliam presença no mercado europeu

    Segundo o regulamento, diversos países e territórios conseguiram apresentar as garantias exigidas pela Comissão Europeia.

    Entre os países aprovados estão Amênia, Benim, Belize, Irã, Quênia, Sri Lanka, Nigéria, Indonésia, Índia e Guernsey.

    Brasil é o único país citado por falta de informações

    O regulamento destaca que o Brasil foi o único país mencionado especificamente por não apresentar as informações e garantias necessárias dentro do prazo.

    Atualmente, segundo o novo regulamento de execução, 92 países ou regiões estão habilitados a exportar ao menos um produto de origem animal para a União Europeia, desde que cumpram as exigências relacionadas ao controle e à não utilização de antimicrobianos proibidos pelo bloco.