Tag: exportação de carne bovina

  • Minerva sofre queda de 57% no lucro do 2º trimestre

    Minerva sofre queda de 57% no lucro do 2º trimestre

    A Minerva registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre abril e junho de 2025, a companhia havia alcançado lucro de R$ 458,3 milhões.

    Apesar da retração no resultado, a receita líquida da empresa apresentou crescimento. No trimestre, o indicador chegou a R$ 14,1 bilhões, alta de 1,3% na comparação anual.

    No acumulado dos últimos 12 meses, a receita líquida consolidada atingiu R$ 57,2 bilhões, o maior patamar registrado pela companhia nessa base de comparação. O resultado representa avanço de 29,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 1,23 bilhão no segundo trimestre. O valor representa uma redução de 5,5% ante os R$ 1,30 bilhão registrados um ano antes.

    Além disso, a margem Ebitda ajustada também recuou. O indicador ficou em 8,7% no trimestre, ante 9,4% no segundo trimestre de 2025, uma redução de 0,6 ponto percentual.

    Empresa busca diminuir custo da dívida

    Em comunicado, a Minerva destacou que continua avaliando oportunidades para aprimorar a gestão do passivo financeiro.

    A estratégia tem como objetivo construir uma estrutura de capital menos onerosa e mais eficiente.

    Nesse movimento, a companhia citou a recente emissão de US$ 600 milhões em Bonds 2036. A operação registrou demanda 2,5 vezes superior ao volume ofertado.

    Além da emissão internacional, a empresa também destacou outras iniciativas realizadas no mercado de capitais brasileiro. Segundo a Minerva, as operações contribuem para alongar o perfil da dívida e reforçar a estratégia de gestão financeira.

    O desempenho do trimestre ocorre, portanto, em um cenário de crescimento da receita anual, mas com pressão sobre o lucro e sobre o resultado operacional da companhia na comparação com o mesmo período de 2025.

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  • Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    O Dia dos Pais volta a impulsionar as vendas de carne no Brasil. Neste ano, a data movimenta desde o varejo até restaurantes e churrascarias, em um cenário reforçado pelo desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina e por um consumidor que segue priorizando o churrasco como programa central da comemoração.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A VPJ Alimentos, um dos principais fornecedores de carnes nobres do país, projeta aumento de 10% nas vendas de cortes superpremium para o Dia dos Pais. Pedidos antecipados de supermercados, empórios, açougues, restaurantes e operadores de food service sustentam essa expectativa.

    Setor de bares e restaurantes também espera crescimento

    O movimento positivo se estende ao food service. Uma pesquisa da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 76% dos estabelecimentos que abrem no Dia dos Pais esperam vender mais do que em 2025. A maior parte dos empresários, 65%, projeta crescimento de até 20%, enquanto 11% apostam em alta ainda maior. Na comparação com um domingo comum, o otimismo se mantém. 77% dos entrevistados esperam faturamento acima da média, e muitos restaurantes relatam que famílias inteiras escolhem o mesmo estabelecimento há gerações, transformando o almoço em tradição afetiva.

    No varejo alimentar, dados da Scanntech já haviam registrado crescimento de 8,2% no faturamento do Dia dos Pais de 2025 em relação a 2024. Puxado principalmente por carnes e itens voltados a refeições em família. Levantamentos recentes do setor supermercadista para 2026 também apontam alta expressiva em categorias associadas ao churrasco, como frango e suíno in natura, além de acompanhamentos tradicionais como pão de alho e maionese. Portanto, reforçando que o consumidor pensa a data como uma refeição completa, e não como itens isolados no carrinho.

    Exportações recordes sustentam a produção nacional

    O crescimento sazonal do consumo coincide com um momento histórico para a pecuária brasileira. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou o melhor resultado da série histórica nas exportações de carne bovina. Foram 1,705 milhão de toneladas embarcadas e US$ 9,85 bilhões em receita, avanço de 15,5% em volume e 36,2% em faturamento frente ao mesmo período de 2025.

    O resultado consolida o país como um dos principais fornecedores mundiais de proteína bovina e evidencia a necessidade de uma cadeia produtiva cada vez mais eficiente e previsível.

    A preparação começa meses antes da data

    O consumidor percebe o aumento da demanda apenas no momento da compra, mas a produção de carne exige planejamento de longo prazo. A cadeia envolve manejo, nutrição, genética, biosseguridade e programas consistentes de prevenção de doenças. Fatores que garantem que os animais expressem seu potencial produtivo e cheguem ao frigorífico saudáveis.

    Carne na tábua
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Nesse processo, a saúde animal cumpre papel estratégico. Investimentos em prevenção reduzem a ocorrência de enfermidades, diminuem perdas produtivas, favorecem o ganho de peso e aumentam a previsibilidade da produção. O que permite a pecuaristas e frigoríficos atender a picos sazonais de demanda com regularidade e qualidade.

    Para Daniel Miranda, gerente técnico da linha de Terminação da Zoetis Brasil, datas como o Dia dos Pais escancaram a importância do planejamento de toda a cadeia. Segundo ele, investimentos em vacinação, biosseguridade e manejo adequado dão mais previsibilidade ao produtor e ajudam a garantir que a proteína chegue ao consumidor com qualidade e segurança.

    Cadeia integrada garante proteína de qualidade na mesa

    Programas sanitários bem estruturados também contribuem para o uso mais racional dos recursos nas propriedades. Eles reduzem impactos econômicos decorrentes de doenças e fortalecem a sustentabilidade da atividade pecuária. Para um país que acumula recordes de produção e exportação, manter padrões sanitários elevados se torna diferencial competitivo diante das exigências dos mercados interno e externo.

    A integração entre pecuaristas, frigoríficos e empresas de saúde animal permite que toda a cadeia responda de forma coordenada aos períodos de maior consumo. Portanto, garantindo disponibilidade de proteína de qualidade e segurança alimentar. O churrasco do Dia dos Pais, afinal, começa muito antes da churrasqueira. Ele nasce no planejamento das fazendas e no compromisso de toda a cadeia com a saúde animal.

  • Brasil vira o maior produtor mundial de carne bovina

    Brasil vira o maior produtor mundial de carne bovina

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) apresentou em Brasília a 11ª edição do Beef Report, publicação que reúne os principais indicadores da pecuária de corte brasileira. O presidente da entidade, Roberto Perosa, conduziu o lançamento ao lado dos diretores da ABIEC, durante coletiva de imprensa com jornalistas.

    Elaborado em parceria com a Athenagro Consultoria, o relatório confirma que 2025 marcou um ano histórico para a pecuária nacional. O país produziu 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC), abateu 47,79 milhões de bovinos e movimentou R$ 1,159 trilhão. As exportações somaram 3,5 milhões de toneladas de carne bovina para 177 países, com faturamento recorde de US$ 18 bilhões. Esse desempenho consolidou o Brasil, pela primeira vez, como o maior produtor mundial de carne bovina e manteve o país na liderança das exportações globais.

    O Beef Report também evidencia os avanços da produtividade brasileira. Entre 1990 e 2025, a produção nacional de carne bovina cresceu 146,6%, ritmo 3,6 vezes superior ao crescimento do rebanho, que avançou 40% no mesmo período. O rebanho brasileiro atingiu 195,5 milhões de cabeças, o maior rebanho comercial do mundo, e o país passou a responder por 16,1% de toda a produção global de carne bovina.

    Exportações atingem novo recorde histórico

    As exportações alcançaram um novo recorde em 2025, com crescimento de 20,6% em volume e de 40% em receita na comparação com 2024. A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, seguida por Estados Unidos, Chile, União Europeia e Rússia. A participação das exportações na produção nacional atingiu 36,7%, o maior patamar da série histórica.

    Carne na tábua
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    A cadeia da pecuária de corte movimentou R$ 1,159 trilhão em 2025, valor equivalente a cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O mercado interno absorveu 7,87 milhões de TEC, correspondentes a 63,3% da produção nacional, enquanto o consumo per capita atingiu 37,04 quilos equivalente carcaça por habitante ao ano.

    Estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) processaram 63,6% dos bovinos abatidos e responderam por 66,5% de toda a carne produzida no país.

    Setor amplia produtividade e reduz área de pastagens

    Os números do Beef Report mostram que a pecuária brasileira segue baseando seu crescimento no aumento da produtividade e no uso mais eficiente da terra. Nos últimos 30 anos, a produtividade cresceu 183%, enquanto a área de pastagens recuou 18%, chegando a cerca de 160 milhões de hectares. Nesse período, o setor converteu aproximadamente 27,9 milhões de hectares de pastagens para agricultura e outras atividades. Atualmente, a vegetação nativa cobre 64% do território brasileiro, enquanto as pastagens ocupam cerca de 19% da área do país.

    O relatório também destaca o avanço da intensificação da produção. Em 2025, os sistemas de confinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP) responderam por 23% dos bovinos abatidos, e cerca de 19 milhões de animais receberam dietas com altos níveis de concentrado. Um indicador do avanço tecnológico da pecuária brasileira e de seu potencial para ampliar a produção sem expandir a área ocupada. O documento aponta ainda participação recorde das fêmeas no abate formal (46,8%), reflexo do avanço do descarte técnico e dos ganhos de produtividade dos rebanhos.

    O estudo de descarbonização incorporado ao Beef Report estima que a modernização da pecuária poderá reduzir em pelo menos 79,9% a intensidade das emissões por quilo de carne até 2050. Com desmatamento zero, adoção das tecnologias do Plano ABC+, redução da idade de abate e uso de aditivos para mitigação de metano, essa redução poderá alcançar 92,6%.

    Projeção de expansão de 23% na produção até 2035

    Além de retratar o desempenho atual da cadeia, o Beef Report traça perspectivas para o futuro da pecuária brasileira. As projeções indicam que a produção poderá atingir 15,18 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC) até 2035, crescimento de cerca de 23% em relação a 2025. As exportações deverão avançar de 4,53 milhões para 7,09 milhões de TEC, alta de 56,5%. Mesmo diante da expectativa de acomodação da produção em 2026, o relatório destaca que o Brasil reúne as melhores condições para responder ao crescimento da demanda mundial por carne bovina, sustentado pelos ganhos de produtividade, competitividade e abertura de mercados.

    Ao comentar os resultados, Roberto Perosa afirmou que o Beef Report retrata um dos momentos mais importantes da história da pecuária brasileira. Segundo o presidente da ABIEC, os números comprovam que o setor consegue produzir mais com maior eficiência, sustentabilidade e competitividade. Uma evolução que consolidou o Brasil como maior produtor e exportador mundial de carne bovina. E que posiciona o país para atender à crescente demanda global por proteína de qualidade.

  • Agro confia mais nos EUA do que na China, aponta FGV

    Agro confia mais nos EUA do que na China, aponta FGV

    Apesar de a China ser o principal destino das exportações brasileiras de soja e carne bovina, produtores e moradores da fronteira agrícola demonstram maior confiança nos Estados Unidos do que no país asiático.

    A conclusão faz parte de uma pesquisa realizada pela FGV RI (Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas) em municípios da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil no fim de 2025.

    O levantamento revela uma diferença significativa entre dependência econômica e confiança política.

    Dependência comercial não significa confiança

    A China concentra atualmente cerca de 80% das exportações brasileiras de soja e 86% das vendas externas de carne bovina.

    Mesmo assim, os entrevistados demonstraram maior confiança nos Estados Unidos.

    Segundo a pesquisa:

    21,8% consideram os EUA “muito confiáveis”;

    12,6% atribuem a mesma avaliação à China.

    A diferença supera nove pontos percentuais.

    O estudo também aponta que a confiança na China caiu quase 20 pontos percentuais em comparação com 2017, período em que as relações comerciais entre os dois países continuaram avançando.

    Segundo os pesquisadores, o resultado mostra que laços econômicos e alinhamentos políticos seguem caminhos distintos.

    “A fronteira agrícola vende para a China sem confiar nela e confia nos Estados Unidos sem depender deles comercialmente. A pesquisa mostra que confiança política e dependência econômica são coisas distintas e seguem lógicas diferentes”, afirmou Matias Spektor, diretor da FGV RI e um dos autores do estudo.

    Leia mais: Robôs de ordenha transformam a pecuária leiteira

    União Europeia gera percepção dividida

    A pesquisa também avaliou como os entrevistados enxergam as exigências ambientais da União Europeia para produtos agrícolas.

    De um lado, 74,3% acreditam que atender às normas ambientais europeias fortalece a reputação internacional do Brasil.

    Por outro:

    66,9% afirmam que as exigências reduzem a competitividade dos produtos brasileiros;

    61,5% entendem que as regras atendem principalmente aos interesses econômicos da própria União Europeia.

    Segundo os pesquisadores, essas avaliações não são contraditórias.

    A interpretação é que o setor vê as exigências como uma condição necessária para manter acesso a um mercado estratégico, mesmo sem compartilhar integralmente os valores defendidos pelo bloco europeu.

    Fronteira agrícola tem perfil mais conservador

    O levantamento também traçou um panorama político dos moradores da região.

    De acordo com os dados:

    83,5% se identificam como de direita ou centro;

    16,5% se declaram de esquerda.

    A pesquisa aponta ainda que:

    55,9% acreditam que o governo interfere excessivamente na vida das pessoas;

    64,3% avaliam que a regulação estatal gera mais efeitos negativos do que positivos para os negócios.

    Segundo os autores, essas percepções influenciam a forma como a população da fronteira agrícola avalia parceiros internacionais como Estados Unidos, China e União Europeia.

    Peso político do agro pode crescer

    O estudo destaca ainda o aumento da relevância eleitoral da fronteira agrícola brasileira.

    Os estados que compõem essa região representam aproximadamente 15% do eleitorado nacional.

    Para os pesquisadores, esse crescimento pode ampliar a influência das preferências regionais nos debates sobre política externa e nas relações do Brasil com Washington, Pequim e Bruxelas.

    “Uma política externa que presume que a fronteira agrícola seguirá seus interesses comerciais em direção ao alinhamento político com qualquer parceiro individual interpreta equivocadamente a realidade da região”, concluiu Matias Spektor.

    Leia mais: Frutas em miniatura conquistam produtores e consumidores

  • JBS encerra produção voltada à China diante de tarifas

    JBS encerra produção voltada à China diante de tarifas

    A JBS, uma das maiores empresas globais do setor de carne bovina, deve interromper a partir deste sábado (20) a produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês. A medida busca evitar que cargas brasileiras desembarquem na China após o preenchimento da cota de importação, o que resultaria em elevadas sobretaxas.

    Segundo Renato Costa, CEO da Friboi, marca pertencente ao grupo JBS, a companhia passará a priorizar a logística de exportação e a organização dos embarques.

    “Nós estamos organizados para, a partir do dia 20, só concentrar embarques, não produção. Então, a partir do dia 20, concentra os embarques, define os portos, organiza, porque se chegar fora da cota, tem uma sobretaxa muito alta”, afirmou o executivo.

    De acordo com estimativas da indústria, as exportações brasileiras seguem seguras até o final de junho, sem risco de ultrapassar a cota de 1,1 milhão de toneladas estabelecida para 2026. No entanto, dados consolidados pelo governo chinês indicam que o Brasil já havia utilizado mais de 50% do volume autorizado até 9 de maio.

    Além disso, o elevado número de cargas em trânsito aumenta a cautela entre frigoríficos e importadores. Somente no mês passado, o Brasil embarcou quase 154 mil toneladas de carne bovina para o mercado externo.

    Costa alertou que o impacto tarifário pode inviabilizar operações fora da cota.

    “O que entra hoje é 12% dentro da cota, fora da cota são mais 55%, vai para 67%. Aí realmente inviabiliza”, destacou.

    No início de junho, algumas plantas habilitadas para exportar à China já haviam reduzido o ritmo de abates e a produção de cortes específicos destinados ao país asiático.

    Estratégias variam

    Além de comandar a Friboi, Renato Costa preside o conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Segundo ele, cada empresa vem adotando estratégias próprias diante da proximidade do esgotamento da cota chinesa.

    “Nós, como JBS, não vemos impacto de volume, nós distribuímos isso. Já o preço é o mercado que vai ditar”, afirmou.

    Por outro lado, o executivo reconheceu que não há expectativa de ampliação da cota brasileira ainda em 2026. Mesmo assim, o setor produtivo e o governo brasileiro solicitaram às autoridades chinesas a redistribuição de volumes não utilizados por outros países exportadores.

    A cota total destinada a todos os fornecedores internacionais soma 2,6 milhões de toneladas.

    “O ministro [da Agricultura] André de Paula, na feira Sial na China, já colocou isso, para que, no final, quem não cumpriu a cota, faz-se a redistribuição da cota. Aí a gente vê como possibilidade, mas dentro desse ano, não”, explicou.

    Enquanto isso, a China informou nesta quinta-feira (18) que a Austrália atingiu integralmente sua cota de 205 mil toneladas. Dessa forma, a partir de sábado (20), as cargas australianas que chegarem aos portos chineses passarão a pagar uma sobretaxa de 55%.

    Mudanças de hábitos alimentares favorecem consumo de proteína

    Outro fator apontado pela companhia para o fortalecimento das vendas é a mudança nos hábitos de consumo da população, incluindo o uso crescente das chamadas canetas para emagrecimento.

    Segundo Costa, esse movimento tem reforçado a procura por alimentos ricos em proteína.

    “Isso tem tido um efeito e vem comprovar o que a gente sempre acreditou, que a proteína é a principal fonte de tudo, de energia do corpo humano como um todo. O futebol e essa mudança do hábito alimentar têm incentivado muitas vendas”, concluiu.

  • Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    O Brasil terá participação recorde na Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo. Ao todo, 82 empresas brasileiras exportadoras estarão presentes no evento, que começa nesta segunda-feira (18), em Xangai. A expectativa do setor é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, também participará da feira em sua primeira missão internacional desde que assumiu o cargo. Após a agenda em Xangai, ele seguirá para Pequim, onde se reunirá com representantes do governo chinês para discutir novas aberturas de mercado e melhorias nas relações comerciais entre os países, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina brasileira.

    A Sial China é vista como estratégica para ampliar a presença dos produtos brasileiros não apenas entre importadores chineses, mas também junto a compradores de diferentes países asiáticos. O maior espaço será dedicado à carne bovina, sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, com a participação de 25 frigoríficos.

    O projeto Brazilian Beef, criado pela entidade para promover a carne bovina brasileira no exterior, contará com um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados. Na edição passada da feira, os negócios fechados durante o evento somaram US$ 265,2 milhões, enquanto a projeção para os 12 meses seguintes alcançou US$ 2,24 bilhões.

    Estratégia para o agronegócio brasileiro

    O evento também contará com um espaço exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, iniciativa voltada à internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. Nesta edição, 10 cooperativas brasileiras apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos ligados à biodiversidade brasileira.

    Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a missão reforça a importância estratégica da China para o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

    “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou.

    Atualmente, a China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de todas as exportações do setor. Entre 2019 e 2025, o mercado chinês abriu 25 novas oportunidades para produtos brasileiros, incluindo itens do complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, além de DDG de milho utilizado na alimentação animal.

  • Brasil bate recorde em exportação de carne mesmo com tarifas

    Brasil bate recorde em exportação de carne mesmo com tarifas

    O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de carne bovina em 2025, superando obstáculos comerciais e alcançando volumes históricos. Segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o país demonstra resiliência mesmo após a imposição de tarifas elevadas pelos Estados Unidos.

    Em julho de 2025, os Estados Unidos aumentaram as tarifas sobre a carne bovina brasileira de 26,4% para 76,4%, reduzindo drasticamente a competitividade do produto. A medida favoreceu concorrentes como Austrália e Canadá no mercado americano, avaliado em mais de US$ 1 bilhão anuais.

    “Apesar disso, os dados de agosto revelaram a força do setor: o Brasil registrou o maior volume mensal de exportações de carne bovina de sua história”, afirma Larissa Barbosa Alvarez, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    China e México lideram demanda por carne brasileira

    A diversificação de mercados foi fundamental para o sucesso brasileiro. A China ampliou sua participação para quase 60% das compras, impulsionada pela antecipação de estoques para o Ano Novo Lunar.

    O México surpreendeu ao superar os Estados Unidos como segundo maior comprador em junho, triplicando suas aquisições em relação a 2024. Outros mercados emergentes também ganharam destaque:

    • Indonésia: aumento de seis vezes nas compras
    • Rússia, Chile e Filipinas: crescimento expressivo
    • União Europeia e Oriente Médio: expansão consistente

    Números comprovam momento histórico

    De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o Brasil exportou 268 mil toneladas de carne bovina em agosto, crescimento de 23,5% em relação a agosto de 2024.

    No acumulado de janeiro a agosto, os embarques somaram 1,8 milhão de toneladas, contra 1,5 milhão no mesmo período de 2024. Com esse ritmo, o país deve superar o recorde histórico de 2,5 milhões de toneladas exportadas em 2024.

    O último trimestre de 2025 apresenta cenário favorável para o consumo doméstico. Fatores sazonais como comemorações de fim de ano e pagamento do décimo terceiro salário ampliam o poder de compra das famílias.

    “A carne bovina, por seu valor simbólico e cultural, mantém-se como protagonista nas celebrações”, destaca Larissa Alvarez.

    A competição entre proteínas também favorece a carne bovina. Após a recuperação dos preços do frango, a oferta interna dessa proteína reduziu, reforçando a atratividade da carne bovina no mercado doméstico.

    Oferta e estratégia de abate

    O último trimestre é marcado pelo início da estação de monta e maior disponibilidade de animais terminados em confinamento, especialmente para demanda asiática.

    Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), cerca de 40% dos abates concentram-se em animais com menos de 24 meses. As escalas de abate estão mais longas, refletindo contratos antecipados pelos frigoríficos.

    “A capacidade de redistribuição geográfica da oferta, somada à flexibilidade logística e à eficiência operacional da indústria brasileira, evidencia a maturidade do setor exportador”, conclui Larissa Alvarez.

    Mesmo diante de incertezas comerciais, o Brasil mantém-se como referência global em qualidade, volume e confiabilidade na produção de carne bovina, preparando-se para consolidar novo recorde histórico em 2025.