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  • Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, se tornou o epicentro de operações logísticas esta semana.  Além de receber as máquinas que disputarão o Grande Prêmio de São Paulo, de Fórmula 1, em Interlagos, o terminal aproveitou o retorno das aeronaves para impulsionar a exportação de frutas brasileiras.

    No embarque de volta, os aviões saíram carregados de manga, mamão, limão e gengibre, com destino a cidades como Amsterdã, Lisboa e Paris.

    Rita Lourenço, chefe do sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) de Viracopos, destacou a sinergia entre a logística aérea e o agronegócio: “Essa é a beleza do agro. Sempre que há espaço em aeronaves, as oportunidades de ampliar as exportações são aproveitadas.”

    O Vigiagro, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é responsável por inspecionar produtos agropecuários, garantindo a segurança fitossanitária do Brasil.

    Volume expressivo e logística ágil

    Segundo dados fornecidos por Rita, as frutas exportadas totalizaram 110.601 quilos. Embora os aeroportos de São Paulo lidem rotineiramente com o embarque internacional de frutas, o fim de semana teve um volume mais alto que o usual, impulsionado pela intensa movimentação relacionada ao evento da Fórmula 1.

    No final de semana em que máquinas chegaram em Campinas, volume de exportação foi maior porque havia mais aeronaves disponíveis

    O processo logístico se destaca pela agilidade. As frutas são descarregadas de caminhões nas docas do aeroporto e, após uma série de inspeções fitossanitárias e documentais, são rapidamente paletizadas e embarcadas. “A logística exige sincronia total”, explicou Rita.

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    Caminhões descarregaram as cargas pela manhã e, em poucas horas, as frutas já estavam a caminho de seus destinos europeus. Ela destacou que o fim de semana anterior ao evento automobilístico costuma ser um dos períodos mais agitados para as operações do Vigiagro.

    Inspeção e segurança agropecuária

    O trabalho da equipe do Vigiagro é fundamental para proteger a produção nacional de pragas e doenças que podem ameaçar o setor agrícola.

    A inspeção garante que os produtos atendam aos padrões exigidos pelos mercados internacionais, assegurando a qualidade e sanidade das exportações brasileiras.

    As frutas, inspecionadas e certificadas no mesmo dia, seguem sem necessidade de armazenamento em câmaras frias, acelerando ainda mais o processo.

    Com essa integração entre a chegada das máquinas da Fórmula 1 e a exportação de produtos agrícolas, Viracopos demonstra sua importância estratégica, tanto para o setor esportivo quanto para o agronegócio brasileiro, ao aproveitar cada oportunidade logística para, assim, ampliar as exportações e, consequentemente, fortalecer a economia.

  • Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    O setor agropecuário do Brasil teve um desempenho significativo em julho, com um aumento de 8,3% nas exportações, totalizando US$ 30,9 bilhões no mês e US$ 198,2 bilhões no acumulado do ano. Os dados foram divulgados na última terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e mostram um superávit de US$ 7,6 bilhões em julho e de US$ 49,6 bilhões no acumulado de 2024.

    As exportações gerais do país cresceram 9,3% em julho em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento foi de 2,4% em relação aos sete primeiros meses de 2023. As importações, por sua vez, atingiram US$ 23,3 bilhões. Um aumento de 15,7% em relação a julho de 2023, resultando em uma corrente de comércio de US$ 54,2 bilhões e um superávit de US$ 7,6 bilhões.

    Desempenho do setor agropecuário

    No que diz respeito ao setor agropecuário, as exportações aumentaram em US$ 0,55 bilhões, representando um crescimento de 8,3% em julho deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, no entanto, houve uma queda de US$ 3,03 bilhões (6,1%) nas exportações em relação ao mesmo período de 2023.

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    Em relação às importações, o setor agropecuário registrou um crescimento de US$ 0,13 bilhões (35,9%) quando comparado a julho de 2023. No acumulado do ano, as importações também aumentaram, com um crescimento de US$ 0,73 bilhões (27,6%).

    Soja, café e açúcar

    O relatório da Secex revelou que as exportações de soja totalizaram 75,4 mil toneladas nos primeiros sete meses de 202. Uma variação de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023. A China se destacou como o maior comprador da soja brasileira, importando 73% do total, impulsionada pela queda da safra norte-americana em 2023 e questões geopolíticas.

    Além disso, o Brasil importou 752 mil toneladas de soja de janeiro a julho de 2024. O maior volume desde 2003, com uma variação de 707,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    As exportações de café (verde e solúvel) em julho totalizaram 3,513 milhões de sacas de 60 kg. Isso representa um crescimento de 41,95% em comparação a julho de 2023, quando foram exportadas 2,475 milhões de sacas. A receita também aumentou 57,20%, passando de US$ 581,284 milhões para US$ 913,754 milhões.

    O Brasil também exportou 3,782 milhões de toneladas de açúcares e melaços em julho. Um aumento de 28,50% em relação ao mesmo mês de 2023, com a receita subindo 16%, de US$ 1,491 bilhão para US$ 1,729 bilhão.

    O setor agropecuário brasileiro continua a mostrar resiliência e potencial de crescimento, com aumentos significativos nas exportações de produtos-chave como soja, café e açúcar. Esses resultados são promissores e indicam um futuro positivo para o agronegócio no Brasil.