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  • Colheita de arábica salta a 87% no Cerrado Mineiro; entenda o que preocupa os produtores agora

    Colheita de arábica salta a 87% no Cerrado Mineiro; entenda o que preocupa os produtores agora

    Tempo firme e ausência de chuvas favorece avanço da colheita nas propriedades associadas à Expocacer, mas técnicos pedem atenção redobrada ao café de chão

    A colheita de café arábica avançou para 87% no Cerrado Mineiro até a última sexta-feira, 21 de agosto, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O ritmo ficou levemente atrás do observado no mesmo período do ano passado, quando uma safra menor permitiu que os produtores associados concluíssem 90% da colheita.

    Do total colhido até agora, os produtores já beneficiaram cerca de 70% da produção, com rendimento médio de 495 litros por saca de 60 kg beneficiada.

    Técnicos de campo da Expocacer atribuem o avanço dos trabalhos à estabilidade do tempo. Condições firmes e a ausência de chuvas nas últimas semanas permitiram maior continuidade das operações de colheita nas lavouras da região.

    Qualidade do café e colheita de chão exigem atenção

    Na semana passada, a cooperativa registrou um elevado percentual de catação nos cafés recebidos reflexo direto do avanço da colheita de chão. O indicador voltou a subir e já supera 20% no período.

    Diante desse cenário, os técnicos orientam os produtores a priorizar a colheita do café que caiu no chão nas próximas semanas. Eles recomendam aproveitar o período de tempo seco para concluir essa etapa antes do retorno das chuvas. O que reduz o risco de perdas de produção e de qualidade dos frutos.

    “É importante aproveitar o período de tempo firme para avançar e, sempre que possível, concluir essa operação antes de um eventual retorno das chuvas, reduzindo os riscos de perdas de produção e de qualidade dos frutos que permanecem no solo”, explicam os técnicos.

    Os especialistas também recomendam que os produtores acompanhem de perto as previsões meteorológicas.

    Manejo da irrigação pede ajustes neste período

    Nas áreas irrigadas, a cooperativa recomenda atenção redobrada ao manejo da irrigação, com ajuste das lâminas de acordo com a evapotranspiração e as condições de cada propriedade.

    Segundo os técnicos da Expocacer, este período do ano concentra elevada demanda hídrica e altas taxas de evapotranspiração. Por isso, um fornecimento adequado de água se torna essencial para manter o vigor das plantas. Além de preservar o enfolhamento e garantir boas condições para o pegamento da próxima florada.

    Os técnicos também recomendam que os produtores monitorem e controlem pragas com potencial de causar desfolha, preservando a área foliar das plantas para o próximo ciclo produtivo.

    Como estão as condições climáticas no Cerrado Mineiro

    O período mais recente manteve o cenário predominantemente seco na região de atuação da Expocacer, sem registro de chuvas nos municípios acompanhados. O quadro reforça a baixa disponibilidade hídrica observada nas últimas semanas.

    Para os próximos dias, a previsão não indica mudanças significativas no padrão meteorológico, sem chuvas esperadas até 25 de agosto. As temperaturas máximas devem variar entre 23°C e 32°C, e as mínimas entre 15°C e 20°C. O período deve registrar uma leve elevação das mínimas em alguns dias e uma tendência de queda das máximas até 26 de agosto.

  • Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avançou para 81% até o dia 14 de agosto, segundo o boletim técnico semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O predomínio de tempo seco e firme favoreceu as operações no campo e garantiu mais continuidade e agilidade aos trabalhos.

    Os produtores já beneficiaram cerca de 63% do café colhido na região, com rendimento médio de 500 litros de café em coco para cada saca de 60 kg beneficiada. O tempo seco da semana passada permitiu que as operações de campo ganhassem ritmo, sem as interrupções comuns em períodos chuvosos.

    Café de chão preocupa e exige atenção redobrada

    Os técnicos da Expocacer registraram novo aumento no percentual de café de cataçã, ou seja, aquele colhido diretamente do chão, que já representa pouco mais de 20% do total da safra. Esse crescimento acompanha o avanço da colheita nas etapas finais em diversas áreas da região.

    Diante desse cenário, os especialistas recomendam que os produtores priorizem a retirada dos frutos ainda presentes nas plantas e intensifiquem o recolhimento dos grãos caídos no solo. Segundo eles, essas ações se tornam ainda mais urgentes com a possibilidade de retorno das chuvas, já que o aumento da umidade pode comprometer tanto o andamento dos trabalhos quanto a qualidade final do produto.

    Pós-colheita e monitoramento de pragas entram no radar

    Os técnicos da cooperativa reforçam também a importância de executar os manejos pós-colheita no momento certo. Essa é uma etapa fundamental para a recuperação das plantas e a preparação delas para o próximo ciclo produtivo.

    O monitoramento de pragas ganha destaque neste período. Isso porque a combinação de tempo seco com temperaturas mais altas favorece o desenvolvimento e o crescimento das populações no campo. Os especialistas pedem atenção especial ao bicho-mineiro e ao ácaro-vermelho, com acompanhamento frequente das lavouras para identificar focos logo no início e definir o manejo mais adequado para cada situação.

    Nas áreas irrigadas, a baixa disponibilidade hídrica e as temperaturas elevadas exigem cuidado redobrado com o manejo da irrigação. Os técnicos orientam os produtores a monitorar a umidade do solo e a demanda hídrica das plantas, ajustando lâminas e turnos de rega conforme as condições de cada área. Uma estratégia que otimiza o uso da água e prepara melhor as lavouras para o ciclo seguinte.

    Previsão do tempo reforça tendência de estiagem

    Na semana passada, o tempo firme predominou na região de Patrocínim, com baixa ocorrência de chuvas. Entre os municípios monitorados pela Expocacer, apenas Uberaba registrou precipitação, com um acumulado de 0,3 milímetro.

    A previsão indica continuidade do tempo seco até o dia 20 de agosto, sem chuvas para os municípios acompanhados. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 30°C, enquanto as mínimas seguem em queda gradual, oscilando entre 8°C e 15°C nos próximos dias.

    Esse padrão climático favorece tanto a conclusão da colheita quanto o processo de secagem dos grãos. Ou seja, permitindo que produtores mantenham o ritmo das atividades no campo e nos terreiros. Os técnicos reforçam ainda que este é o momento ideal para retirar os frutos remanescentes das plantas e recolher o café de chão, aproveitando a janela de tempo seco.

    Por outro lado, a extensão do período sem chuvas pode intensificar a perda de umidade do solo. Um fator que exige atenção especial nas áreas mais suscetíveis ao déficit hídrico.

  • Colheita de café avança, mas atraso preocupa produtores

    Colheita de café avança, mas atraso preocupa produtores

    A colheita de café arábica alcançou 51% da área prevista pela Expocacer na safra 2026/27. O levantamento considera os trabalhos até sexta-feira (17). Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Na safra anterior, os produtores já haviam colhido 58% da produção.

    Segundo a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), chuvas isoladas prejudicaram temporariamente a secagem dos grãos nos terreiros. Além disso, a umidade dificultou as operações mecanizadas para recolher o café de chão.

    Por outro lado, o clima favoreceu a colheita dos frutos ainda nas plantas. Com isso, os cooperados conseguiram manter o avanço das atividades no Cerrado Mineiro. Até agora, cerca de 31% do café já passou pelo beneficiamento. O rendimento médio ficou em aproximadamente 520 litros por saca beneficiada. Na última semana, os técnicos observaram aumento da catação, que atingiu 19,7%.

    Ao mesmo tempo, o percentual de grãos com peneira 17 acima caiu para 27,65%. A cooperativa também registrou baixa incidência de broca nos cafés recebidos.

    Atraso pode comprometer a próxima safra

    A Expocacer alerta que os produtores precisam acelerar a colheita para reduzir o atraso em relação à média histórica. Segundo os técnicos, manter a carga por mais tempo nas plantas aumenta o estresse fisiológico das lavouras. Além disso, essa situação reduz o intervalo entre o fim da colheita e o início da florada.

    Como consequência, as plantas têm menos tempo para recuperar reservas nutricionais e energéticas. Esse cenário pode prejudicar o desenvolvimento vegetativo, reduzir a uniformidade da florada e limitar o potencial produtivo da próxima safra.

    Tempo seco deve favorecer operações

    A previsão indica tempo seco até 22 de julho, sem chuvas significativas na região. De acordo com a Expocacer, esse cenário deve acelerar a colheita nas propriedades. Além disso, o aumento gradual das temperaturas favorece as operações mecanizadas.

    O clima também melhora a secagem dos cafés nos terreiros, aumentando a eficiência operacional e preservando a qualidade dos grãos. Mesmo assim, os técnicos recomendam que os produtores acompanhem as condições específicas de cada município. Segundo eles, a distribuição das chuvas pode variar e influenciar o ritmo da colheita e da pós-colheita.

    Expocacer projeta produção de 2,8 milhões de sacas

    A Expocacer reúne mais de 800 produtores associados e faturou cerca de R$ 3 bilhões em 2025. Para 2026, a cooperativa estima produzir 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação.

    Atualmente, a entidade possui 19,4 mil hectares certificados em cafeicultura regenerativa. Além disso, outros 29 mil hectares adotam manejo regenerativo. A cooperativa também se tornou a primeira do mundo a conquistar a certificação Regenagri® em Agricultura Regenerativa. Recentemente, a Expocacer ainda validou seus processos junto à Rainforest Alliance.

    A cooperativa integra a governança da Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem para café do Brasil. A região reúne 55 municípios, mais de 4.500 produtores e cerca de 250 mil hectares destinados à produção de cafés com Indicação Geográfica.

  • Colheita de café arábica avança 40% no Cerrado Mineiro

    Colheita de café arábica avança 40% no Cerrado Mineiro

    A colheita de café arábica atingiu 40% da área de atuação da Expocacer, no Cerrado Mineiro, até 10 de julho. O clima seco acelerou os trabalhos e favoreceu a qualidade das operações. A cooperativa informou que 22% do café colhido já passou pelo beneficiamento. Além disso, o rendimento médio alcançou cerca de 520 litros por saca beneficiada.

    Nas lavouras, 35% dos frutos permanecem no estágio cereja. Esse ponto é considerado ideal para a colheita de café arábica. Mesmo com o avanço, a colheita segue atrás do ritmo registrado em 2025. No mesmo período do ano passado, os trabalhos já alcançavam 45% da área. O atraso ocorreu porque a safra de 2026 é maior. Além disso, as chuvas de junho reduziram o ritmo da colheita de café arábica. Para esta temporada, a cooperativa estima uma produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos.

    Influência do clima

    O boletim semanal da Expocacer destaca que o tempo seco registrado na última semana acelerou a colheita e a pós-colheita. As condições climáticas também favoreceram a secagem dos grãos nos terreiros e o beneficiamento.

    A cooperativa informou que o índice médio de catação permanece próximo de 15%. No entanto, parte dos lotes ainda apresenta reflexos das chuvas anteriores. Esses cafés tiveram dificuldades durante a secagem nos terreiros. Por isso, alguns lotes registraram índices de catação próximos de 25%.

    Em contrapartida, a classificação por peneiras confirma a boa formação dos grãos. Os técnicos destacam o elevado percentual de cafés classificados nas peneiras 17 e 18.

    Chuva preocupa

    Agora, a maior preocupação envolve a previsão de chuva no Cerrado Mineiro. As precipitações previstas para esta semana exigem atenção dos produtores durante a pós-colheita. Segundo a Expocacer, o manejo correto na secagem e no armazenamento será decisivo para preservar a qualidade do café arábica e reduzir perdas.

    Os modelos meteorológicos indicam aumento da instabilidade nos próximos dias. A previsão inclui chuvas em Patrocínio, Araxá, Uberaba, Serra do Salitre, Patos de Minas e Monte Carmelo. Caso as precipitações se confirmem, elas poderão atrasar a colheita de café arábica, o transporte e a secagem dos grãos. O impacto será maior nas áreas com café espalhado nos terreiros.

    Diante desse cenário, a Expocacer recomenda que os produtores antecipem, sempre que possível, o recolhimento do café dos terreiros. A cooperativa também orienta o planejamento das operações de colheita, transporte e secagem para preservar a qualidade dos lotes e evitar atrasos no campo.

     

     

     

     

     

  • China aposta em cafés produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro

    China aposta em cafés produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro

    O café especial produzido por mulheres brasileiras vai ganhar espaço no mercado premium da China. A cooperativa Expocacer firmou um acordo com a empresária chinesa Jian Xueya, conhecida no Brasil como “Dona Jane”, fundadora da marca Lady Coffees, para exportar lotes exclusivos de cafés cultivados por produtoras associadas.

    A iniciativa busca fortalecer a presença do café brasileiro no mercado asiático e, ao mesmo tempo, valorizar o trabalho feminino na cafeicultura nacional. Cada embalagem comercializada na China levará o nome da produtora responsável pelo lote, aproximando os consumidores da origem do produto.

    Cafés especiais terão identidade das produtoras

    Segundo a empresária Jian Xueya, a proposta é destacar a história de cada mulher que participa da produção dos cafés especiais brasileiros.

    Além da venda ao consumidor final, parte dos lotes será distribuída para cafeterias chinesas por meio de um parceiro local especializado em torrefação, ampliando a presença dos cafés brasileiros no segmento de alto valor agregado.

    Quatro produtoras participam da primeira exportação

    Os primeiros embarques incluem cafés produzidos por quatro cooperadas da Expocacer:

    • Celia Regina Alves Nunes, da Fazenda Claudio;
    • Mariana Velloso Heitor, da Fazenda Gigante Leal;
    • Sarah Mendes Nascimento, da Fazenda São Pedro de Alcântara;
    • Vera de Oliveira Nunes Figueiredo, da Fazenda Freitas.

    Os lotes foram selecionados para atender a um pedido específico da importadora chinesa, que buscava cafés delicados e com diferentes perfis sensoriais para atender públicos distintos no país.

    De acordo com Sandra Moraes, gerente de Cafés Especiais da Expocacer, a diversidade de sabores e aromas foi um dos fatores decisivos para a escolha dos produtos.

    Consumo de café cresce na China

    Embora o consumo per capita ainda seja inferior ao registrado em mercados tradicionais, a demanda por cafés especiais cresce rapidamente na China, impulsionada principalmente pelos consumidores mais jovens e pela busca por bebidas de maior qualidade.

    Para Sandra Moraes, esse movimento representa uma oportunidade importante para ampliar a presença do café brasileiro no país asiático.

    Segundo ela, a valorização de produtos premium abre espaço para que os cafés especiais brasileiros conquistem novos consumidores e fortaleçam sua participação em um dos mercados mais promissores do mundo.

    Estratégia aposta no segmento premium

    Jian Xueya afirma que a estratégia da Lady Coffees é posicionar o café brasileiro em um nicho premium, acompanhando a mudança no perfil de consumo dos chineses.

    Historicamente, o mercado local esteve concentrado em bebidas com leite e preparações adoçadas. No entanto, cidades como Xangai vêm registrando aumento do interesse por cafés puros e de maior qualidade.

    Segundo a empresária, o objetivo é oferecer um produto diferenciado, focado em excelência, mesmo com preço mais elevado.

    Programa fortalece protagonismo feminino

    O interesse pelos cafés produzidos por mulheres surgiu em 2022, durante uma visita da empresária à Expocacer, quando conheceu o programa Elas no Café.

    A iniciativa reúne atualmente 140 produtoras, que representam cerca de 20% do quadro de associados da cooperativa. Juntas, elas produzem aproximadamente 534 mil sacas de café em uma área de 13,4 mil hectares.

    O programa busca ampliar a participação feminina na cafeicultura, incentivar a produção de cafés especiais e agregar valor à origem dos grãos.

    China ganha importância para o café brasileiro

    A China vem ampliando sua participação entre os principais compradores do café brasileiro.

    Segundo dados do Cecafé, o país importou 1,123 milhão de sacas de 60 quilos em 2025, volume equivalente a 2,8% das exportações brasileiras do produto. Com esse desempenho, o mercado chinês passou a ocupar a décima posição entre os principais destinos do café nacional.

    O novo acordo firmado pela Expocacer reforça essa tendência e evidencia o potencial dos cafés especiais produzidos por mulheres brasileiras para conquistar espaço em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

  • Chuvas atrasam colheita de café e preocupam produtores

    Chuvas atrasam colheita de café e preocupam produtores

    A colheita de café segue em ritmo mais lento nas principais regiões produtoras do Brasil. O motivo são as chuvas registradas no fim de junho. Em Minas Gerais, estado responsável por cerca de metade da produção nacional, apenas 30% da safra foi colhida. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a média histórica para este período é de 40%.

    Além do atraso, o excesso de umidade preocupa produtores. Isso porque as condições climáticas podem reduzir a qualidade dos grãos e afetar a próxima safra.

    Chuvas dificultam a colheita

    As precipitações atingiram principalmente o Cerrado Mineiro e o Sul de Minas. Como resultado, o avanço das máquinas ficou mais lento. Além disso, aumentou a queda de frutos no chão.

    Segundo a Emater-MG, novas chuvas podem ocorrer nos próximos dias devido aos efeitos do El Niño. Caso isso aconteça, os cafezais podem florescer antes do período ideal. Durante a colheita, essas flores acabam sendo derrubadas. Dessa forma, o potencial produtivo da próxima safra pode diminuir.

    Apesar desse cenário, a expectativa ainda é positiva. A Emater-MG projeta uma produção de 31,8 milhões de sacas em Minas Gerais. O volume continua superior às 25,7 milhões de sacas registradas na temporada passada.

    Beneficiamento também avança lentamente

    O coordenador técnico da Emater-MG, Sérgio Regina, afirma que ainda é cedo para medir as perdas de qualidade. Segundo ele, apenas uma pequena parte do café beneficiado chegou ao mercado.

    Depois das chuvas, muitos produtores interromperam a colheita temporariamente. O objetivo foi recolher os grãos que caíram no solo e iniciar a secagem. No entanto, esse processo é mais caro e exige mais tempo. Por isso, toda a operação acaba sendo atrasada.

    Colheita nacional segue abaixo do ano passado

    De acordo com a Safras & Mercado, a colheita brasileira alcançou 52% da safra 2026/27 até 1º de julho. No mesmo período de 2025, o índice já era de 60%.

    Embora o ritmo tenha acelerado na última semana, a oferta do café ainda permanece limitada. Isso acontece porque grande parte da produção continua em fase de secagem e beneficiamento.

    Cooperativas também registram atraso

    A Cooxupé informou que a colheita atingiu 24,9% da área dos cooperados até o fim de junho. No mesmo período do ano passado, o índice era de 31,4%.

    Já a Expocacer informou que os trabalhos chegaram a 32% da produção estimada até o início de julho. Ainda assim, o desempenho permanece abaixo do registrado em 2025.

    Assim, os números mostram que o atraso ocorre nas principais regiões produtoras do país.

    Produtores relatam perdas e queda na qualidade

    No Sul de Minas e no Cerrado Mineiro, agricultores relatam aumento da queda de grãos. Além disso, enfrentam dificuldades para operar máquinas devido ao excesso de umidade.

    Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a qualidade do café. Muitos produtores afirmam que houve aumento de grãos fermentados. Como consequência, cresce a presença de cafés classificados como riado e rio, categorias que possuem menor valor comercial.

    Em algumas propriedades, parte dos grãos permaneceu no solo por mais tempo. Por isso, houve casos de mofo e deterioração. Nesses casos, o café torna-se impróprio para consumo.

    Indústria acompanha cenário com preocupação

    Para representantes da indústria cafeeira, o maior problema não é apenas o atraso da colheita. A principal preocupação é a qualidade dos primeiros lotes produzidos.

    Segundo o Sindicato da Indústria de Café de Minas Gerais (Sindicafé-MG), já existem registros de cafés com fermentação logo no início da safra. Esse cenário acende um alerta para produtores, cooperativas e exportadores.

    Se o clima úmido continuar nas próximas semanas, os impactos poderão ser maiores. Nesse caso, a rentabilidade tende a diminuir. Além disso, a oferta de cafés de maior qualidade destinados à exportação também poderá ser reduzida.

  • ExpoCerrado 2026 movimenta R$ 50,9 milhões e bate recorde no Cerrado Mineiro

    ExpoCerrado 2026 movimenta R$ 50,9 milhões e bate recorde no Cerrado Mineiro

    A ExpoCerrado 2026 alcançou um resultado histórico ao movimentar R$ 50,9 milhões em negócios no Cerrado Mineiro. O valor supera o desempenho de 2025, quando a feira registrou R$ 50,3 milhões, e consolida o evento como um dos principais da cafeicultura brasileira.

    Realizada nos dias 5 e 6 de maio, em Patrocínio (MG), a feira reuniu mais de 2,4 mil participantes e bateu recorde de público. O crescimento ocorre em um momento desafiador para o agronegócio. Segundo o Agropec Futuro, o mercado de insumos agrícolas recuou entre 10% e 15% nesta safra, pressionado pelo aumento do preço do gás natural, conflitos internacionais e gargalos logísticos.

    A ExpoCerrado integrou a feira de negócios da Expocacer ao 25º Fórum de Mercado e Políticas do Café da Acarpa. O evento reuniu produtores, empresas, especialistas, autoridades e instituições, com foco em geração de negócios, inovação e fortalecimento da cafeicultura do Cerrado Mineiro, referência mundial em café de qualidade e origem controlada.

    A realização contou com parceria entre Expocacer, Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Acarpa e Prefeitura de Patrocínio. A iniciativa reforça a atuação conjunta entre cooperativas, entidades e poder público no desenvolvimento regional.

    Durante a abertura, lideranças do setor destacaram a importância da integração entre produtores, cooperativas e empresas. Para Mariana Heitor, presidente do Conselho de Administração da Expocacer, o evento evidencia a força do cooperativismo e a capacidade de adaptação do agro diante de cenários adversos.

    Negócios impulsionam a feira

    A área de negócios concentrou grande parte dos resultados da ExpoCerrado 2026. Empresas de máquinas, insumos, tecnologia e serviços movimentaram mais da metade do faturamento total, o que reforça o papel da feira como plataforma estratégica para o produtor rural.

    Mesmo com a redução nas operações de barter e o aumento dos custos, o evento manteve alto nível de negociações. As operações de barter e mercado futuro representaram 16,77% do total, com queda de R$ 13,8 milhões em 2025 para R$ 8,5 milhões em 2026.

    O segmento financeiro respondeu por 24% do volume negociado, o que mostra a relevância do crédito rural e do relacionamento com instituições financeiras no atual cenário.

    Segundo Wellis Caixeta, coordenador da feira, o produtor adotou uma postura mais estratégica. Ele priorizou investimentos com retorno direto em produtividade, qualidade e eficiência, o que indica decisões mais técnicas e foco no longo prazo.

    Conteúdo técnico e tendências

    O 25º Fórum da Acarpa levou conteúdo técnico ao público, com debates sobre mercado, inovação e gestão no campo. Entre os destaques, Miguel Cavalcanti abordou tendências e desafios do agronegócio.

    Especialistas como Luiz Otávio Viana, Rodolfo San Juan, Alexandrius Barbosa, Leonardo Pedron e Marcos Kim apresentaram práticas voltadas à produtividade, qualidade e tomada de decisão na cafeicultura.

    Segurança, reconhecimento e experiência

    A feira também trouxe iniciativas voltadas ao campo. O lançamento do Programa Safra Segura reuniu forças de segurança e produtores para ampliar a proteção durante a colheita.

    Outro momento marcante foi a homenagem ao produtor Osvaldo Aparecido Ninin, reconhecido por sua contribuição à cafeicultura da região.

    A presença de influenciadores e comunicadores ampliou o alcance do evento, conectando o agro a novos públicos. No encerramento, o sorteio de uma Fiat Strada 0 km premiou o cooperado José Carlos da Cunha.

    Parcerias ampliam alcance

    A edição de 2026 também avançou ao integrar a programação da Femcafé (Feira Mundial do Café), o que amplia a relevância nacional do evento e fortalece a conexão entre diferentes agendas do setor.

    Empresas e instituições participaram em diferentes cotas de patrocínio, contribuindo diretamente para o sucesso da feira. A diversidade de parceiros reforça a ExpoCerrado como uma plataforma estratégica de negócios, inovação e conexão na cadeia produtiva do café.

  • Projeto “Vivenciando a Prática: Café” conecta jovens do Cerrado Mineiro ao setor exportador

    Projeto “Vivenciando a Prática: Café” conecta jovens do Cerrado Mineiro ao setor exportador

    Alunos do ensino médio da Escola Estadual Professor Ormy Araújo Amaral, em Patrocínio (MG), conheceram de perto a rotina do setor exportador de café durante as atividades do projeto “Vivenciando a Prática: Café”, realizadas nos dias 19 e 20 de março. A iniciativa reúne o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) e a associação De Olho no Material Escolar.

    Segundo Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, o projeto busca aproximar os jovens da cadeia produtiva e exportadora do café. Valorizando a identidade local e ampliando suas perspectivas profissionais.

    Imersão na cadeia do café

    Durante as visitas à Expocacer, os estudantes acompanharam todas as etapas da jornada do grão, da produção à exportação, com foco em qualidade e sustentabilidade. Eles conheceram processos de classificação, torrefação, armazenagem, comercialização e industrialização, além de diferentes métodos de preparo utilizados nas cafeterias.

    Para Raquel Paza Lazzarin, diretora de Desenvolvimento Organizacional da Expocacer, a ação oferece uma verdadeira imersão nas práticas sustentáveis da cafeicultura do Cerrado Mineiro, destacando o conceito de agricultura regenerativa, que busca restaurar recursos naturais.

    Ela lembra que os critérios de governança ambiental e social (ESG) fazem parte do dia a dia da cooperativa. E ajudam a manter a competitividade da região nos mercados internacionais.

    Consciência e integração com o campo

    As equipes da Expocacer também apresentaram aos alunos ações simples que podem ser aplicadas no cotidiano, como reciclagem e o uso racional da água. Para Silvia Pizzol, mais do que uma aula fora da escola, a experiência reforça a conexão entre campo e cidade e evidencia o papel do café na cultura e na economia do Cerrado Mineiro.

    “Muitos dos estudantes têm ligação familiar com a cafeicultura e, por meio do projeto, descobrem novas oportunidades de carreira no setor”, afirma Silvia.

    Concurso de redação e novas oportunidades

    O projeto promoverá o concurso de redação “Café e futuro profissional: o que aprendi nas visitas à cadeia produtiva do café”. Incentivando os alunos a expressarem suas percepções e aprendizados. Os autores dos três melhores textos e seus professores receberão tablets, kindles e smartwatches como prêmio, segundo Nádia Fernandes Jacintho, diretora do “Vivenciando a Prática” pela associação De Olho no Material Escolar.

    Os melhores colocados também participarão do programa “Expocacer Teens”, que prepara jovens do Cerrado Mineiro para atuar de forma protagonista e inovadora nos negócios do café.

    As próximas visitas dos estudantes à Expocacer estão marcadas para 13 e 14 de abril, encerrando esta primeira etapa do projeto. No segundo semestre, será realizada a cerimônia de premiação dos alunos.

    Com o “Vivenciando a Prática: Café”, o setor exportador pretende inspirar novas gerações. E contribuir para formar cidadãos conscientes, conectados às suas origens e preparados para os desafios do futuro.

  • Expocacer elege a primeira presidente mulher do conselho de administração

    Expocacer elege a primeira presidente mulher do conselho de administração

    Em um marco histórico para a cafeicultura, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) elegeu Mariana Velloso Heitor como a primeira mulher a presidir seu conselho de administração. Heitor, parte da terceira geração de uma família de cafeicultores, assume o cargo após 12 anos de gestão na fazenda do grupo. E com uma trajetória consolidada na Expocacer, onde ocupava a vice-presidência.

    “Me sinto lisonjeada por fazer parte deste marco histórico, agradeço a confiança do conselho em me escolher para o cargo. Estarei à disposição dos nossos cooperados para ouvi-los e, juntamente com o Vice-Presidente Antonio Mazzo e a Diretoria Executiva, realizarmos iniciativas que tragam as soluções necessárias, com o objetivo de promover a Expocacer, os nossos cooperados e uma cafeicultura de qualidade com impacto positivo”, afirma Heitor.

    Mulheres conquistando espaço no café

    A nomeação de Mariana Heitor reflete uma tendência crescente de maior representatividade feminina na indústria do café. Dados da International Coffee Organization apontam que mulheres gerem entre 20% e 30% das fazendas de café globalmente, respondendo por até 70% da mão de obra na produção, dependendo da região. No Brasil, 13,2% dos estabelecimentos do setor são liderados por mulheres.

    A nova presidente expressa que seu legado se encontra no movimento criado ao longo dos anos para valorizar o papel da mulher no setor.

    “Um exemplo é o projeto Elas no Café, que criamos há 10 anos. E visa capacitar e incentivar a presença feminina no setor por meio de cursos teóricos e práticos. Este é um projeto que considero um marco no meu caminho e no da cooperativa. Estima-se que ao longo do programa mais de 400 mulheres foram capacitadas. E isto só reafirma que estamos no caminho certo, com compromisso a diversidade e inclusão. Nós, mulheres, fizemos diferença na história da cafeicultura e vamos continuar fazendo por meio das próximas gerações”, afirma a Presidente.

    Trajetória reconhecida

    Mariana Heitor acumula experiência como conselheira de Administração e Fiscal da Expocacer, além de ser ativa participante em programas como a plataforma Sebrae/Educampo. Seu trabalho na cafeicultura rendeu-lhe o Prêmio Mulher do Agro 2022, promovido pela Bayer e pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

    Simão Pedro de Lima, Diretor Presidente Executivo da Expocacer, demonstra confiança na nova gestão: “A diretoria executiva está alinhada aos propósitos da Expocacer e às diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Administração. Maria Heitor e Antonio Mazzo, agora como presidente e vice-presidente respectivamente, darão sequência ao planejamento estratégico da cooperativ. Liderando com a qualidade, competência, dedicação e experiência que os caracterizam como excelentes administradores. Uma ótima escolha feita pelo Conselho de Administração”.

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