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  • Chuvas elevam expectativa de safra recorde de café

    Chuvas elevam expectativa de safra recorde de café

    O clima favorece a safra brasileira de café 2026/27 na maioria das regiões produtoras. Após um dezembro desafiador, 2026 trouxe condições climáticas mais favoráveis ao campo. Em dezembro, altas temperaturas e poucas chuvas prejudicaram o desenvolvimento das lavouras. Desde o início de 2026, no entanto, o cenário climático confirma perspectivas positivas aos produtores.

    Segundo pesquisadores do Cepea, chuvas marcaram a primeira quinzena de março nas regiões produtoras.
    Essas precipitações ajudaram o enchimento dos grãos de café arábica. Além disso, as chuvas contribuíram para o desenvolvimento final do café robusta.

    Com isso, o clima favorável reforça a expectativa de safra recorde de café em 2026/27. A produção de arábica deve impulsionar principalmente esse resultado positivo.

    No caso do robusta, pesquisadores indicavam uma expectativa inicial menos promissora para a temporada.
    Apesar disso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento dessa variedade.
    Embora março registre chuvas menos volumosas, o cenário ainda sustenta projeções otimistas. Assim, agentes do setor passaram a apostar em uma colheita próxima à safra passada.

  • Confira como ficam as vendas de máquinas agrícolas em 2025

    Confira como ficam as vendas de máquinas agrícolas em 2025

    A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) prevê estabilidade nas vendas internas e externas de máquinas autopropulsadas em 2025. Ou seja, a projeção reflete o desempenho misto de 2024, marcado pela recuperação do setor de máquinas de construção e pela retração nas vendas de máquinas agrícolas.

    As vendas de máquinas de construção, como tratores de esteira, retroescavadeiras e escavadeiras hidráulicas, cresceram 22,4% no ano passado. Em resumo, o setor encerrou 2024 com 37.148 unidades vendidas no atacado, o segundo melhor resultado da história no Brasil. A construção civil impulsionou a demanda porque aumentou a participação nas compras de 37% para 42%.

    Para 2025, a ANFAVEA espera crescimento moderado de 3%, totalizando 38.200 unidades. Apesar do avanço no mercado interno, as exportações dessas máquinas caíram 12,5%, com 14.538 unidades embarcadas. Quase metade desse volume foi destinado ao mercado dos Estados Unidos. A expectativa para este ano é de manter o mesmo nível de exportações.

    Máquinas agrícolas sofrem queda pelo segundo ano seguido

    As vendas de máquinas agrícolas recuaram quase 20% em 2024, totalizando 48,9 mil unidades. Em geral, o setor enfrentou desafios como a redução da safra de grãos, a queda nos preços das commodities e o acesso limitado a financiamentos atrativos. A retração foi mais acentuada no segmento de colheitadeiras do que no de tratores.

    As exportações de máquinas agrícolas também diminuíram 31%, com apenas 6 mil unidades embarcadas. Por outro lado, para 2025, a ANFAVEA projeta crescimento tímido de 1%. Afinal, o setor enfrenta ainda o aumento das importações, que transformaram o superávit comercial em déficit. Em geral, em 2024, mais de 55% das máquinas importadas vieram da China, seguida pela Índia, com 26%.

    Márcio de Lima Leite, presidente da ANFAVEA, destacou a preocupação com o impacto das máquinas importadas nas compras públicas. “O crescimento das importações afeta o emprego no Brasil, a competitividade das empresas e a qualidade no atendimento ao cliente, que enfrenta dificuldades com a assistência técnica.”

    Prioridades da ANFAVEA para 2025

    • Recomposição da alíquota do Imposto de Importação para 14%.
    • Políticas de garantia e financiamento para exportação.
    • Reindustrialização da cadeia de fornecedores.
    • Renovação da frota de máquinas agrícolas e de construção.
    • Aperfeiçoamento da política de compras públicas para proteger a indústria local.
    • Expansão de linhas de crédito via Plano Safra e BNDES.

    Ou seja, com essas medidas, a ANFAVEA busca fortalecer o setor e minimizar os impactos do aumento das importações.