Tag: eventos climáticos

  • Sistema FAEP cobra crédito emergencial após tornado no Paraná

    Sistema FAEP cobra crédito emergencial após tornado no Paraná

    Produtores rurais de diferentes regiões do Paraná enfrentam os impactos provocados pelas fortes tempestades que atingiram o estado no último sábado (8). Diante dos danos, o Sistema FAEP cobra medidas emergenciais dos governos estadual e federal para auxiliar agricultores, pecuaristas e moradores afetados.

    Segundo informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), houve registros de tempestades em municípios como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora.

    Os temporais provocaram danos em áreas urbanas e rurais. Entre os registros estão casas, galpões e granjas danificados, quedas de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

    FAEP pede apoio aos produtores rurais

    O Sistema FAEP afirma que vai formalizar pedidos de ajuda às Secretarias Estaduais da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa), além da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

    Entre as medidas solicitadas estão:

    • Levantamento urgente dos prejuízos;
    • Atendimento da Defesa Civil aos municípios atingidos;
    • Prioridade para o restabelecimento da energia elétrica;
    • Criação de crédito emergencial para produtores rurais e moradores afetados.

    A entidade considera que essas ações são necessárias para que os produtores consigam iniciar a reconstrução das propriedades e retomar as atividades.

    Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a resposta precisa ser rápida e coordenada entre os órgãos públicos.

    A entidade também defende a criação de crédito emergencial pré-aprovado para pessoas e produtores que tiveram prejuízos com as tempestades.

    Paraná registra histórico de eventos extremos

    Além dos danos provocados pelo episódio mais recente, o Sistema FAEP chama atenção para a frequência dos eventos climáticos extremos no estado.

    De acordo com dados apresentados pela entidade, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais na última década.

    As ocorrências teriam atingido os 399 municípios paranaenses, afetado mais de 4,5 milhões de pessoas e causado prejuízos estimados em R$ 32 bilhões.

    Para a FAEP, o histórico reforça a necessidade de ampliar as ações de prevenção e criar mecanismos capazes de acelerar a resposta quando novos eventos atingirem comunidades rurais e urbanas.

    Entidade cobra medidas de prevenção

    A discussão sobre prevenção já havia sido realizada em julho, durante uma reunião na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

    O encontro reuniu representantes do Sistema FAEP, Simepar, Defesa Civil, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Comitê de Governança Climática, Tribunal de Contas do Estado, Associação dos Municípios do Paraná, universidades, prefeituras e outras entidades.

    Na ocasião, foram discutidas estratégias para enfrentar fenômenos como vendavais, granizo e tornados, além dos possíveis efeitos do El Niño no estado.

    Agora, diante dos novos estragos, o Sistema FAEP cobra que as discussões sejam acompanhadas por medidas práticas de prevenção e auxílio.

    Tornado de 2025 ainda afeta produtores

    A entidade também utiliza como exemplo o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, em novembro de 2025.

    O fenômeno provocou danos no município e também afetou áreas de Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Guarapuava e Candói.

    Segundo o Sistema FAEP, parte dos produtores atingidos pelo desastre não foi contemplada pelas condições especiais anunciadas pelo governo estadual.

    Nove meses depois, agricultores e pecuaristas ainda enfrentariam dificuldades para acessar medidas de apoio à reconstrução das propriedades, de acordo com a entidade.

    Para a organização, a situação reforça a necessidade de criar mecanismos de resposta capazes de chegar aos produtores afetados pelos eventos climáticos com maior rapidez.

    A cobrança agora se volta para que os governos estadual e federal adotem medidas emergenciais após os novos temporais e evitem que produtores atingidos fiquem sem condições de reconstruir suas propriedades e retomar a produção.

  • Banco do Brasil inicia renegociação de dívidas rurais

    Banco do Brasil inicia renegociação de dívidas rurais

    O Banco do Brasil iniciou os procedimentos para operacionalizar linhas de crédito destinadas à renegociação de dívidas rurais. A medida beneficia produtores afetados por eventos climáticos extremos e pela queda dos preços agrícolas.

    A iniciativa segue as regras da Medida Provisória nº 1.376/2026, publicada em 15 de julho. No entanto, o banco informou que a operação ainda depende da regulamentação complementar do Conselho Monetário Nacional (CMN). Além disso, o Ministério da Fazenda precisa publicar um ato normativo com as regras finais. Essas definições estabelecerão as condições da operação e os critérios para a equalização dos encargos financeiros.

    Medida busca fortalecer o caixa dos produtores rurais

    Segundo o Banco do Brasil, a medida poderá reequilibrar o fluxo de caixa dos produtores elegíveis. Além disso, permitirá a regularização da situação financeira e a continuidade das atividades no campo.

    Por outro lado, a instituição afirmou que ainda não consegue estimar os impactos da medida sobre seus resultados financeiros. De acordo com o banco, esses efeitos dependerão das regras definitivas do governo. Também dependerão do volume de operações renegociadas com produtores enquadrados nos critérios da MP.

    O Banco do Brasil reforçou, ainda, o compromisso com a transparência. Assim, informou que divulgará novos comunicados caso ocorram desdobramentos relevantes.

    MP cria linhas especiais para crédito rural

    A Medida Provisória autoriza a criação de linhas especiais para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural (CPRs). Além disso, a norma permite a participação da União em um fundo garantidor voltado às operações de crédito rural.

    As novas linhas poderão quitar ou renegociar contratos de custeio, comercialização, industrialização e investimentos firmados até o fim de 2025.

    A medida também contempla financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e dos demais programas do Sistema Nacional de Crédito Rural.

    Limites e juros variam conforme o produtor

    A MP estabelece limites diferentes conforme o perfil do produtor. Os agricultores familiares poderão contratar até R$ 400 mil. Já os produtores do Pronamp terão limite de R$ 2 milhões. Os demais produtores poderão acessar até R$ 4 milhões.

    Nos casos de perdas mais severas, os limites aumentam para R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores. As taxas de juros também variam conforme o enquadramento. Nas operações regulares, os juros serão de 6% ao ano no Pronaf, 9% no Pronamp e 12% para os demais produtores. Já nas situações excepcionais previstas pela MP, as taxas caem para 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.

    O prazo de pagamento poderá chegar a oito anos nas operações regulares. Nas condições especiais, o prazo será de até dez anos, com dois anos de carência para o início da amortização do principal.

  • FPA propõe juros menores para renegociação de dívidas rurais

    FPA propõe juros menores para renegociação de dívidas rurais

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pretende apresentar ao Ministério da Fazenda uma proposta para criar condições diferenciadas na renegociação das dívidas rurais, estabelecendo juros menores para produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos extremos em comparação àqueles afetados por oscilações do mercado.

    Segundo a bancada, a medida busca reconhecer que prejuízos causados por seca, excesso de chuvas e outros fenômenos climáticos exigem um tratamento distinto das dificuldades decorrentes da queda nos preços das commodities agrícolas.

    FPA propõe juros menores para perdas causadas pelo clima

    A contraproposta prevê uma linha especial de crédito destinada aos produtores rurais que registraram perdas de pelo menos 30% da renda em duas safras, entre 2019 e 2025, em razão de eventos climáticos.

    Nesse caso, os juros sugeridos seriam de:

    • 4% ao ano para pequenos produtores;
    • 6% ao ano para médios produtores;
    • 8% ao ano para grandes produtores.

    Taxas seriam mais altas para perdas de mercado

    Para produtores que tiveram a mesma redução mínima de 30% da renda, mas por fatores econômicos, como a desvalorização das commodities agrícolas, a FPA propõe taxas um pouco mais elevadas.

    A sugestão estabelece juros de:

    • 5% ao ano para pequenos produtores;
    • 7% ao ano para médios produtores;
    • 9% ao ano para grandes produtores.

    De acordo com o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), coordenador institucional da FPA, o objetivo é diferenciar situações em que o produtor perdeu praticamente toda a capacidade de produção por causa de fenômenos climáticos daquelas provocadas por condições comerciais do mercado.

    “Está em discussão a criação de uma linha com juro diferenciado e com tratamento diferenciado para quem perdeu tudo pela chuva e pela seca, que não é a mesma questão daqueles produtores que perderam por questões comerciais.”

    Proposta prevê prazo maior para pagamento

    Além das taxas diferenciadas, a bancada defende que a nova linha de renegociação ofereça oito anos para quitação da dívida, com dois anos de carência antes do início dos pagamentos.

    A proposta foi aprovada pelos integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e será encaminhada ao Ministério da Fazenda, que avaliará a possibilidade de incorporar as medidas às políticas de crédito voltadas ao setor agropecuário.

  • BNDES libera R$ 7,5 bi a produtores afetados pelo clima

    BNDES libera R$ 7,5 bi a produtores afetados pelo clima

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 7,5 bilhões em créditos a produtores afetados por crises climáticas. O banco destinou os recursos ao programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais. O governo federal reservou R$ 12 bilhões para a iniciativa.

    O programa encerrou as operações no dia 10 de fevereiro. O BNDES criou a linha para financiar agricultores com perdas significativas de safra. Além disso, os produtores enfrentaram dificuldades para honrar compromissos financeiros após os prejuízos nas lavouras. O financiamento oferece prazo de até nove anos e também inclui até um ano de carência.

    Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o programa permitiu reorganizar contas e quitar débitos. Ele afirmou que pequenos e grandes produtores voltaram a produzir. Além disso, Mercadante destacou impactos na economia. De acordo com ele, a retomada da produção ajudou a reduzir o valor da cesta básica.

    Assim, o país registrou queda nos preços no segundo semestre de 2025. Consequentemente, houve impactos positivos na inflação e no orçamento das famílias.

    Balanço do programa

    O programa começou em 16 de outubro de 2025. Durante a vigência, o BNDES contratou 27.796 operações. Os contratos envolveram produtores de 754 municípios. Além disso, as operações alcançaram 22 Estados. O tíquete médio ficou em R$ 270 mil.

    Do total liberado, R$ 4,8 bilhões atenderam beneficiários do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). Os recursos também contemplaram produtores do Programa Nacional de Apoio aos Médio Produtores (Pronamp). Esses segmentos somaram 25.041 operações.

    Por outro lado, o banco destinou R$ 2,7 bilhões a outras linhas de crédito agrícola. Essas operações totalizaram 2.755 contratos. Os produtores puderam usar os recursos para liquidar ou amortizar crédito rural de custeio. Também utilizaram os valores para investimentos e para quitar Cédulas de Produto Rural. Inclusive, o programa aceitou contratos mais recentes.

    No entanto, o produtor precisou comprovar impacto de eventos climáticos. Além disso, o interessado teve de atender aos critérios estabelecidos. O acesso ocorreu por meio de instituições financeiras credenciadas ao BNDES.

    A medida contemplou produtores rurais, associações, condomínios e cooperativas agrícolas. Por fim, o banco seguiu listas de elegibilidade do Ministério da Agricultura. As listas indicaram regiões com maior recorrência de problemas climáticos.

  • Eventos climáticos em SC: agricultores buscam recuperação de lavouras

    Eventos climáticos em SC: agricultores buscam recuperação de lavouras

    Os produtores rurais de Santa Catarina enfrentam um desafio duplo em 2025: recuperar lavouras arrasadas por chuvas intensas, ventos fortes e granizos — que atingiram especialmente o norte do estado — e se preparar para eventos climáticos cada vez mais frequentes. De acordo com a Secretaria da Agricultura e Pecuária de SC, culturas como milho, feijão, banana e hortaliças foram as mais afetadas, com perdas que ameaçam a segurança alimentar e econômica de pequenos e médios agricultores.

    “Após eventos climáticos severos, o primeiro passo é avaliar os estragos e identificar quais áreas ainda possuem potencial de recuperação. O manejo correto pode evitar perdas adicionais e garantir que a lavoura volte a expressar seu máximo potencial produtivo“, explica Julia Savieto, agrônoma e coordenadora técnica de mercado da Nitro, empresa especializada na produção de insumos agrícolas biológicos e de nutrição. Segundo ela, a utilização de bioestimulantes e fertilizantes de alta eficiência é fundamental nesse processo. “A aplicação de produtos ricos em aminoácidos e extratos vegetais, por exemplo, fortalece as plantas e melhora a absorção de nutrientes, ajudando na retomada do desenvolvimento“, acrescenta.

    Medidas recomendadas por especialistas

    • Aplicação de bioestimulantes: Produtos com aminoácidos e extratos vegetais fortalecem plantas e melhoram absorção de nutrientes.
    • Monitoramento de doenças: Períodos de alta umidade aumentam riscos de fungos e bactérias. Fungicidas e biodefensivos são essenciais.
    • Nutrição equilibrada: Reposição de nutrientes e uso de antioxidantes reduzem estresse oxidativo causado por secas ou calor extremo.
    • Práticas conservacionistas: Investir em irrigação eficiente e estruturação do solo aumenta resiliência a futuros eventos.

    Dados oficiais e riscos climáticos

    Segundo Savieto, estresses hídricos e térmicos — comuns em culturas como soja e milho — geram radicais livres que degradam células vegetais. “A degradação acelera perdas, mas antioxidantes podem frear esse processo”, destaca. A especialista também alerta para a necessidade de revisão do planejamento agrícola, incluindo ferramentas de enraizamento e sistemas de alerta meteorológico.

    Com a intensificação de eventos extremos, a adaptação tornou-se prioridade. “A agricultura exige resiliência. Com manejo correto e suporte técnico, é possível recuperar áreas e garantir ciclos sustentáveis”, reforça Savieto. A estruturação do solo e a diversificação de cultivos são apontadas como estratégias-chave para mitigar riscos.

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  • Embrapa identifica áreas suscetíveis a impactos climáticos extremos no Paraná

    Embrapa identifica áreas suscetíveis a impactos climáticos extremos no Paraná

    A Embrapa Florestas, em colaboração com diversas instituições, está desenvolvendo uma pesquisa para identificar áreas suscetíveis a eventos climáticos extremos no Paraná. A iniciativa visa criar uma base de dados que integre informações sobre geologia, geomorfologia, solos e vegetação. E contribuir para o aprimoramento do sistema de alerta da Defesa Civil no estado.

    Com base nos eventos climáticos que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024, o Paraná busca estratégias para minimizar os impactos de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos. O sistema GeoDC da Defesa Civil paranaense será fortalecido com os dados coletados pela Embrapa, melhorando a resposta emergencial em situações críticas.

    Ação conjunta para prevenção de desastres naturais

    A pesquisa conta com a participação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), Defesa Civil, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e outras entidades estaduais e federais. O objetivo é desenvolver estratégias eficazes de mitigação e resposta a eventos climáticos extremos, utilizando diagnósticos técnicos e lições aprendidas com as tragédias climáticas recentes.

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    No final de novembro, a Embrapa Florestas coordenará uma discussão sobre áreas vulneráveis sob a perspectiva geopedológica. O pesquisador Gustavo Curcio destaca que as semelhanças entre o relevo e os solos do Paraná e do Rio Grande do Sul podem intensificar os impactos das chuvas intensas. “Com nosso conhecimento sobre geologia, solos e vegetação do Paraná, podemos identificar áreas de risco iminente”, afirma Curcio.

    Mapas de solos e vegetação

    A análise dos mapas de solos e vegetação, tanto antigos quanto atuais, será fundamental para embasar as decisões da Defesa Civil. O Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil no Paraná (PronaSolos PR) e a Ação Integrada de Solo e Água (AISA) estão elaborando mapas detalhados que visam melhorar o uso sustentável dos recursos naturais.

    O trabalho está integrado ao sistema GeoDC da Defesa Civil paranaense, considerado um dos mais completos do Brasil. Anderson Gomes das Neves, chefe do Centro Estadual de Gerência de Riscos da Defesa Civil, afirma que os novos dados aumentarão a precisão das respostas emergenciais no estado. “O GeoDC é o sistema mais robusto de defesa civil do país. Com os dados da Embrapa, poderemos validar informações com nosso banco de dados e tomar decisões mais assertivas”, conclui Neves.

    Sistema GeoDC amplia monitoramento e prevenção de desastres no Paraná

    O GeoDC reúne mapas detalhados de rodovias, redes hidrográficas e áreas municipais vulneráveis a vendavais, alagamentos, enchentes e estiagens. Futuras atualizações incluirão informações sobre os tipos de solo em cada região.

    A iniciativa é conduzida por um amplo consórcio, incluindo a Secretaria de Agricultura (Seab), Defesa Civil, Embrapa e Itaipu Binacional, que defendem estratégias para minimizar impactos climáticos, como evacuações, sinalização de áreas de risco e soluções ambientais.

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    Inspirado no trabalho de diagnóstico realizado no Rio Grande do Sul após enchentes, o sistema utiliza dados regionais para prever desastres com maior precisão. Estudos sobre solos e vegetação, somados ao cruzamento de informações paranaenses e gaúchas, ajudam a mapear áreas de maior risco, permitindo planejamento preventivo eficaz.

    “O planejamento integrado entre governo e iniciativa privada é essencial para evitar tragédias como as ocorridas no Rio Grande do Sul”, destacou Breno Menezes de Campos, da Seab.

    Abordagem integrada é essencial para mitigar riscos climáticos no Paraná

    José Gustavo de Oliveira Franco, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, destaca a importância de uma abordagem integrada para enfrentar os riscos climáticos no estado. Ele defende a criação de um modelo de planejamento baseado em políticas públicas que assegurem que os municípios considerem esses riscos ao planejar a infraestrutura e o uso do solo. “Precisamos estabelecer planos de contingência, infraestrutura de evacuação e, principalmente, políticas públicas que ajudem a mitigar os impactos de eventos extremos”, afirma Franco.

    União de esforços para aumentar a resiliência

    A criação de um núcleo de planejamento interinstitucional é vista como uma estratégia fundamental para aumentar a resiliência do Paraná diante de eventos climáticos extremos. Izabella Brito, coordenadora da Casa Civil, afirma que o estado está comprometido em desenvolver estratégias sustentáveis e eficientes. “Estamos criando um planejamento para garantir que as comunidades mais vulneráveis estejam preparadas para os desafios climáticos. E também fortalecer a capacidade de resposta do estado diante de desastres”, declara.

    Brito acredita que a colaboração entre diferentes entidades e o uso de dados científicos têm o potencial de transformar o Paraná em um exemplo de prevenção e preparação para desastres climáticos. Ela ressalta que a interação entre a Defesa Civil, universidades, Embrapa e outras instituições não apenas melhora a precisão das previsões, mas também fortalece a rede de ações em resposta e recuperação.

    Importância do planejamento interinstitucional

    Breno Menezes de Campos, diretor do Departamento de Florestas Plantadas da Seab e coordenador do Grupo Gestor Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+), enfatiza a necessidade da união entre as instituições. “Para saber como agir e evitar surpresas, como ocorreu no Rio Grande do Sul, é preciso planejamento. A cooperação interinstitucional é crucial e deve envolver mais secretarias para ampliar sua abrangência”, prevê.

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    Durante as reuniões, foram apresentados cenários hipotéticos que podem ocorrer em eventos climáticos extremos, destacando que a formação geológica do Paraná pode resultar em desastres significativos. “Fomos sensibilizados a iniciar esse trabalho”, conta Menezes.

    Previsão e planejamento eficazes

    Os pesquisadores explicam que projeções sobre chuvas intensas são fundamentais para prever processos destrutivos como fluxos de massa e deslizamentos, que podem devastar vilas e cidades em regiões vulneráveis. “Assemelham-se ao Rio Grande do Sul em termos de relevo e solos”, afirma Gustavo Curcio. Ele ressalta que a parceria estabelecida pode gerar mapas que identifiquem áreas críticas e suas interações com diversos atributos das paisagens paranaenses.

    A iniciativa busca construir um planejamento estratégico que envolva todos os níveis de governo – federal, estadual e municipal – além da iniciativa privada. Isso inclui a análise das infraestruturas existentes e a criação de planos de contingência para evacuação quando necessário. “O planejamento conjunto entre instituições públicas e privadas pode ser a chave para evitar os impactos de eventos extremos”, conclui Breno Menezes.