Tag: espumantes

  • Tarifaço americano muda mercado de vinhos brasileiros

    Tarifaço americano muda mercado de vinhos brasileiros

    O mercado internacional do vinho brasileiro passou por uma mudança importante em 2026. O Haiti ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a segunda posição entre os principais compradores de vinhos finos e espumantes produzidos no Brasil.

    A mudança acontece em meio aos efeitos do chamado tarifaço norte-americano, que aumentou as barreiras para produtos brasileiros e provocou uma queda significativa nas exportações da bebida para os Estados Unidos. Os dados são do Comex Stat, plataforma oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    Haiti compra mais que os americanos

    Entre janeiro e o primeiro semestre de 2026, o Haiti importou US$ 984,5 mil em vinhos finos e espumantes brasileiros. No mesmo período, os Estados Unidos compraram US$ 453,9 mil.

    Com isso, o país caribenho passou a ocupar o segundo lugar no ranking de destinos da bebida brasileira. O Paraguai permanece na liderança, com US$ 3,44 milhões em compras.

    A diferença chama atenção principalmente porque os Estados Unidos eram um mercado relevante para as vinícolas brasileiras. Porém, as exportações para o país recuaram 39,6% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período deste ano.

    Em valores, os embarques passaram de US$ 750,9 mil para US$ 453,9 mil, uma redução de aproximadamente US$ 297 mil.

    Tarifaço acelera busca por novos mercados

    A queda nas vendas aos Estados Unidos ocorre depois da adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em julho, o governo norte-americano anunciou medidas que incluíram sobretaxas adicionais sobre parte das importações brasileiras.

    Diante desse cenário, as vinícolas passaram a buscar alternativas para reduzir a dependência do mercado norte-americano.

    O movimento já aparece nos números. Além do Haiti, outros países aumentaram significativamente as compras de vinhos brasileiros. A Argentina, por exemplo, registrou alta de 435%, enquanto o Uruguai avançou 124,7%.

    Reino Unido, Suécia e China também apresentaram crescimento nas importações durante o período analisado.

    Vinho brasileiro chega a mais países

    Apesar da queda nas vendas para os Estados Unidos, o desempenho geral das exportações do setor foi positivo.

    No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou US$ 6,79 milhões em vinhos e espumantes, alta de 23,73% em relação aos US$ 5,49 milhões registrados no mesmo período de 2025.

    Os vinhos responderam pela maior parte desse valor, com US$ 5,61 milhões, crescimento de 24,66%. Já os espumantes movimentaram US$ 1,18 milhão, avanço de 19,50%.

    Outro dado mostra a dimensão da estratégia de diversificação: os rótulos brasileiros chegaram a 79 países no primeiro semestre, número 20,4% maior que o registrado um ano antes.

    Assim, mesmo com a perda de espaço nos Estados Unidos, as vinícolas conseguiram ampliar a presença internacional e encontrar novos compradores.

    Estados Unidos continuam importantes para o setor

    A mudança no ranking não significa que o mercado norte-americano deixou de ser relevante para o vinho brasileiro.

    Os Estados Unidos continuam sendo considerados um mercado estratégico para as vinícolas, especialmente pelo alto valor agregado dos consumidores e pelo tamanho do mercado de vinhos no país.

    O cenário, portanto, mostra um movimento de adaptação do setor. Enquanto as novas tarifas dificultam as vendas para os norte-americanos, outros destinos ganham espaço e ajudam a sustentar o crescimento das exportações brasileiras.

    Para o produtor e para as vinícolas, a diversificação reduz a dependência de um único mercado e pode abrir novas oportunidades para os produtos brasileiros no exterior.

  • Os melhores vinhos do Brasil: veja os campeões da maior degustação às cegas do país

    Os melhores vinhos do Brasil: veja os campeões da maior degustação às cegas do país

    O Grupo Baco Multimídia divulgou os campeões da Grande Prova Vinhos do Brasil (GPVB) 2026, a maior degustação às cegas de rótulos nacionais do país. Nesta 11ª edição, o concurso avaliou 1.291 amostras de 10 estados brasileiros. Esse é o maior número já registrado na história do evento, distribuídas em 61 categorias que incluem vinhos, espumantes e sucos de uva integrais.

    Um júri de 28 especialistas de oito estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Santa Catarina) conduziu as avaliações. O painel reúne profissionais vinculados à Associação Brasileira de Sommeliers, à Wine & Spirit Education Trust e à International Sommelier Guild, além de especialistas com certificações DipWSET e Court of Master Sommeliers e formação em viticultura e enologia.

    A GPVB 2026 estreou as categorias Nebbiolo, Sangiovese, Riesling Renano, Lorena, Cortes Bordaleses e Espumantes sem álcool. Os Doces e Fortificados, pela primeira vez, aparecem divididos em duas categorias: tintos e brancos.

    Rio Grande do Sul lidera, mas o mapa se expande

    O Rio Grande do Sul manteve a hegemonia: concentra 46 das 67 premiações e o maior volume de inscrições. Ainda assim, a edição reforçou o avanço da vitivinicultura nacional para regiões até então incomuns no cenário de vinhos finos.

    O exemplo mais simbólico vem de Brasília. A vinícola Vila Triacca levou o título na categoria Syrah com o rótulo Seu Claudino Superiore Safra 2023, uma safra produzida no Distrito Federal.

    “A presença de 10 estados, com vinhos chegando de locais inimagináveis até pouco tempo atrás, mostra o quanto podemos vislumbrar um futuro animador, em especial por essa disseminação dos parreirais levar junto a cultura do vinho”, afirma Sergio Queiroz, sócio do Grupo Baco.

    Marcelo Copello, presidente do júri, destaca outro fenômeno da edição: “Os vinhos de dupla poda já representam mais de 20% do total de amostras, o que mostra uma transformação estrutural na produção nacional.”

    Os grandes vencedores

    Entre os tintos, os destaques são o Allumé Cabernet Sauvignon 2022 (Vinícola Pizzato – RS), o Monte Paschoal Gran Reserva Merlot 2020 (Vinícola Basso – RS) e o Eternus Marselan Reserva 2023 (Vinhos Frank – Flores da Cunha – RS).

    Nos brancos, o Zanotto Gewurztraminer 2025 (Vinícola Campestre – Campos de Cima da Serra – RS) e o Monte Sant’Ana Savoir Giallo 2025 (Vinícola Monte Sant’Ana – Serra Gaúcha – RS) conquistaram os júris em suas categorias.

    A entrega dos prêmios acontece no dia 13 de maio, durante a Wine South America, feira realizada entre os dias 12 e 14 de maio em Bento Gonçalves (RS), um dos principais polos vitivinícolas do país.

    Confira os melhores em cada uma das 61 categorias

    BRANCOS

    Chardonnay (empate)

    • Mayos Reserva Chardonnay – Safra 2023 – Vinícola Basso – Serra Gaúcha – RS
    • Maestria – Safra 2024 – Vinícola Philosophia – Divinolândia –SP

    Cortes

    • Vezzi Bianco – Safra 2024 – Vinícola Maximo Boschi – Serra Gáuchs – RS

    Baixa Intervenção

    • Lidio Carraro Faces Do Brasil Chardonnay – Safra 2025 – Vinícola Lidio Carraro – Encruzilhada Do Sul – RS

    Sauvignon Blanc (empate)

    • Sauvignon Blanc Speciale – Safra 2024 – Vila Triacca – Brasília –DF
    • Sauvignon Blanc – Safra 2023 – Vinícola Davo – São Gonçalo Do Sapucaí – MG

    Gewurztraminer

    • Zanotto Gewurztraminer – Safra 2025 – Vinícola Campestre – Campos De Cima Da Serra – RS

    Riesling Itálico

    • Videiras Riesling – Safra 2025 – Vinícola Monte Reale – Serra Gaúcha – RS

    Riesling Renano

    • Fritzen – Safra 2024 – Vinícola Fritzen – São Vendelino – RS

    Alvarinho

    • Alvarinho – Safra 2025 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Moscato

    • Monte Sant’Ana Savoir Giallo – Safra 2025 – Vinícola Monte Sant’Ana – Serra Gaúcha – RS

    Viognier

    • Viognier Gran Reserva – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Lorena

    • Tempos De Goes – V – São Roque – SP

    Outras Castas

    • Pizzato Sémillon – Safra 2023 – Vinícola Pizzato – Vale Dos Vinhedos Igvv – RS

    TINTO

    Cabernet Sauvignon

    • Allumé Cabernet Sauvignon – Safra 2022 – Vinícola Pizzato – RS

    Tempranillo

    • Miolo Reserva Tempranillo – Safra 2023 – Miolo – Campanha Meridional – RS

    Malbec (empate)

    • Velho Amancio Terras Baixas – Safra 2021 – Vinícola Velho Amâncio – Vale Central Gaúcho – RS
    • Kranz Malbec – Safra 2012 – Vinícola Kranz – Serra Catarinense – SC

    Petit Verdot

    • Parole Di Famiglia Petit Verdot – Safra 2021 – Vinícola Don Affonso – Campos de Cima da Serra – RS

    Teroldego

    • Vaccaro Finito Teroldego Premium – Safra 2024 – Vinícola Vaccaro – Garibaldi – RS

    Montepulciano

    • Mastino – Safra 2021 – Vinícola Leone Di Venezia – São Joaquim – SC

    Sangiovese

    • Sangiovese – Safra 2024 – Vinícola Mena Kaho – Monte Belo Do Sul – RS

    Nebbiolo

    • Viapiana Via1986 Nebbiolo – Safra 2020 – Vinhos Viapiana – Serra Gaúcha – RS

    Merlot

    • Monte Paschoal Gran Reserva Merlot – Safra 2020 – Vinícola Basso – RS

    Super Premium (empate)

    • Enoteca Atilio Dal Pizzol Cabernet Sauvignon – Safra 1999 – Vinícola Dal Pizzol – Serra Gaucha – RS
    • Kranz Fabulosum – Safra 2010 – Vinícola Kranz – Serra Catarinense – SC

    Baixa Intervenção

    • Raro Terroir B – Safra 2022 – Vinícola Lidio Carraro – Vale Dos Vinhedos – RS

    Cortes Bordaleses

    • Miolo Lote 43 – Safra 2022 – Miolo – Vale Dos Vinhedos – RS

    Outros Cortes

    • Angaco Don Costantino – Safra 2023 – Bodega Constantini – Porto Amazonas – PR

    Syrah (empate)

    • Seu Claudino Superiore – Safra 2023 – Vila Triacca – Brasilia – DF
    • Poker Syrah – Safra 2023 – Casa Correa & Medici – Serra Da Mantiqueira – MG

    Tannat

    • Fausto Tannat – Safra 2024 – Vinícola Pizzato – Serra Gaúcha – RS

    Pinot Noir

    • Miolo Single Vineyard Pinot Noir – Safra 2024 – Miolo – RS

    Cabernet Franc (empate)

    • Casa Dorigon Cabernet Fanc – Safra 2023 – Vinícola Casa Dorigon – Serra Gaúcha – RS
    • Philosophia Cabernet Franc – Safra 2023 – Vinícola Philosophia – São Roque-SP

    Marselan

    • Eternus Marselan Reserva – Safra 2023 – Vinhos Frank – Flores Da Cunha – RS

    Touriga Nacional

    • Lotes De Coleção – Safra 2024 – Vinícola Philosophia – São Roque – SP

    Outras Castas

    • Nova Ancellotta – Safra 2025 – Vinícola Nova Aliança – RS

    DOCES E FORTIFICADOS

    Branco

    • Cais Lágrima – Safra – 2017 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Tinto

    • Cais Tawny – Safra 2010 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    ESPUMANTES

    Brut Branco Champenoise

    • 130 Blanc De Blanc – Vinícola Casa Valduga – Vale Dos Vinhedos – RS

    Nature Rosé Champenoise

    • Silvia – Vinícola Adolfo Lona – Serra Gaúcha – RS

    Sur Lie

    • Lírica Crua – Vinícola Hermann – Serra do Sudeste – RS

    Prosecco/Glera

    • Celebration Prosecco – Ponto Nero – Vale Dos Vinhedos – RS

    Demi-Sec Branco

    • Riche – Chandon (Lvmh) – Serra Gaúcha & Serra do Sudeste – RS

    Demi-Sec Rosé

    • Espumante Garibaldi Vero – Safra 2025 – Copp. Vinícola Garibaldi – Serra Gaúcha – RS

    Brut Branco Charmat

    • Espumante Brut Bertoletti – Safra 2024 – Vinícola Bertoletti – Serra Gaúcha – RS

    Moscatel Branco

    • Moscatel – Moscato D’Alegria – Safra 2025 – Vinícola Casa Geraldo – Andradas – MG

    Moscatel Rosé

    • Monte Paschoal Moscatel Rosé – Vinícola Basso – Farroupilha – RS

    Baixa Intervenção

    • Névoa Das Encantadas – Safra 2025 – Chandon (Lvmh) – Serra do Sudeste – RS

    Brut Rosé Champenoise

    • Pizzato Brut Rosé Tradicional DOVV – Safra 2023 – Vinícola Pizzato – Vale Dos Vinhedos – RS

    Brut Rosé Charmat

    • Terranova Brut Rosé – Miolo – Vale Do São Francisco – BA

    Extra-Brut Branco Champenoise

    • Extra Brut Don Candido – Vinícola Dom Cândido – Vale Dos Vinhedos – RS

    Branco CharmatExtra-Brut 

    • Espumante Garibaldi VG Extra Brut – Safra 2025 – Copp. Vinícola Garibaldi – Serra Gaúcha – RS

    Extra-Brut Rosé

    • Cave Geisse Rose Extra-Brut – Safra 2021 – Vinícola Geisse – Pinto Bandeira – RS

    Nature Branco

    • Valmarino Espumante Branco Nature 50 – Safra 2020 – Vinícola Valmarino – Pinto Bandeira – RS

    FRISANTE

    Branco

    • Quinta São Roque – Safra 2025 – Vinícola Arbugeri – Serra Gaúcha – RS

    Rosé

    • Freebie Rosé – Ponto Nero – Vale Dos Vinhedos – RS

    ROSÉ

    • Terroir Pinot Noir Rosé – Safra 2025 – Vinícola Terrafiel – Serra Gaúcha – RS

    SUAVE

    Branco

    • Nostrofruto Elegance Bianco – Safra 2025 – Vinícola Arte Viva – Serra Gaúcha – RS

    Rosé

    • Videiras Dolce Rosé – Safra 2025 – Vinícola Monte Reale – Serra Gaúcha – RS

    Tinto

    • Manacá Cabernet Sauvignon – Safra 2023 – Vinícola Araucária – São José Dos Pinhais – PR

    LARANJA

    • Mayos Orange – Safra 2024 – Vinícola Basso – Farroupilha – RS

    ESPUMANTE SEM ÁLCOOL

    • Serra Dos Critais Moscato Zero Álcool – Vinícola Castanho – São Roque – SP

    SUCO DE UVA INTEGRAL

    Branco

    • Suco De Uva Branco Integral Campino – Safra 2025 – Vinícola Casa Geraldo – RS

    Rosé

    • Casa Santini Suco De Uva Rosé Integral – Safra 2026 – Vinícola Casa Santini – Serra Gaúcha – RS

    Tinto

    • Suco De Uva Integral Tinto Bertoletti Lote 28 – Safra 2026 – Vinícola Bertoletti – Bituruna – PR
  • Setor de vinhos e espumantes projeta novo ciclo de expansão no Brasil

    Setor de vinhos e espumantes projeta novo ciclo de expansão no Brasil

    O mercado brasileiro de vinhos e espumantes fechou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, avanço de cerca de 9% em relação a 2024, segundo levantamento da Ideal.BI. O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo aumento das vendas de produtos de maior valor agregado, tendência que reforça o processo de “premiumização” do consumo no país.

    Foto: César Silvestro/ Vagão Filmes/Divulgação

    O setor debaterá o cenário e as perspectivas até 2027 durante a próxima edição da Wine South America, marcada para 12 a 14 de maio em Bento Gonçalves (RS). O evento figura entre as principais feiras profissionais de vinhos da América Latina.

    Para Felipe Galtaroça, CEO da Ideal.BI, a expansão reflete uma mudança consistente no comportamento do consumidor brasileiro. “O aumento do tíquete médio e o interesse por rótulos premium sustentaram o crescimento de 2025. O consumidor está mais exigente e busca qualidade e novas experiências”, analisa.

    Entre as categorias que mais se destacaram, os espumantes mantiveram ritmo forte de expansão, com 4,5 milhões de caixas de 9 litros vendidas em 2025. Uma alta de 8% frente ao ano anterior e novo recorde histórico.

    Nos últimos anos, os espumantes brasileiros deixaram de estar restritos a datas comemorativas. E ganharam espaço no consumo cotidiano, consolidando-se como símbolo de qualidade do país. “O espumante continua sendo uma grande bandeira do Brasil, com reconhecimento crescente também no exterior. É um produto que fortalece a imagem do setor e abre novas oportunidades de mercado”, destaca Panizzi, representante do setor.

  • Marca brasileira fica entre os 10 melhores espumantes do mundo

    Marca brasileira fica entre os 10 melhores espumantes do mundo

    A Salton acabou de provar, mais uma vez, que o espumante brasileiro tem lugar garantido no cenário mundial. O Salton Ouro Moscatel conquistou o júri do Effervescents du Monde e garantiu posição entre os 10 melhores espumantes do planeta. O resultado, divulgado essa semana, marca a quarta vez que a vinícola gaúcha alcança o top 10 do concurso francês. Um feito inédito entre as marcas brasileiras.

    O evento rolou entre 18 e 21 de novembro no Château des Ravatys, na região da Borgonha. Foram 393 amostras de 15 países diferentes, todas avaliadas por mais de 80 jurados internacionais com credenciais de peso no mercado. O Effervescents du Monde (que traduzindo significa “espumantes do mundo”) acontece anualmente na França e carrega o título de maior e mais respeitado concurso do segmento.

    A conquista do Salton Ouro Moscatel chama atenção especialmente pelo perfil da categoria. Enquanto nas edições anteriores (2018, 2022 e 2024) o destaque ficou com o Salton Prosecco, agora é a vez do Moscatel brilhar no palco internacional. O rótulo chamou a atenção dos jurados pela elegância, frescor e pelo equilíbrio que consegue entre doçura natural e acidez.

    “O mundo reconhece cada vez mais a viticultura brasileira e os resultados dela, e isso nos motiva a seguir investindo em tecnologia, pesquisa e na valorização dos espumantes, estilo querido pelos brasileiros e de enorme potencial internacional”, explica Gregório Salton, diretor técnico e enólogo da vinícola.

    Mais medalhas para casa

    O Salton Ouro Moscatel não veio sozinho nessa conquista. A marca emplacou outros três rótulos com distinções no Effervescents du Monde: o Salton Prosecco Rosé e o Ouro Brut levaram medalha de Ouro, enquanto o Salton Moscatel ficou com a Prata.

    Esse desempenho reforça a consistencia da Salton, que há mais de 15 anos lidera o mercado brasileiro de espumantes. Com 115 anos de história, a vinícola segue apostando em inovação, qualidade e pesquisa para consolidar o Brasil como produtor relevante no mapa mundial dos espumantes.

    Elaborado 100% com uvas Moscato, o espumante se destaca pelo perfil aromático intenso e pelas borbulhas finas e persistentes. É daqueles rótulos versáteis, que funcionam tanto em celebrações formais quanto em momentos mais descontraídos. A harmonização vai bem com sobremesas, culinária leve e até aperitivos.

    A trajetória do Salton Ouro Moscatel em 2024 já vinha robusta. Antes da conquista francesa, o rótulo tinha levado Duplo Ouro no concurso Vinus, na Argentina, além de medalhas de ouro no Sommeliers Choice Awards e no USA Wine Ratings, ambos nos Estados Unidos.

    Terroir brasileiro ganha força

    A presença constante da Salton entre os destaques do Effervescents du Monde evidencia a evolução do terroir brasileiro. O país vem ganhando reconhecimento internacional não apenas pela qualidade técnica, mas pela capacidade de criar produtos com identidade própria,características que os jurados internacionais tem valorizado nas últimas edições.

    Para o setor vitivinícola nacional, conquistas como essas abrem portas no mercado externo. E fortalecem a imagem do Brasil como produtor de espumantes de alto nível. A Salton, como protagonista desse movimento, segue investindo pesado em tecnologia e pesquisa para manter a trajetória ascendente.

    O próximo capítulo dessa história promete ser ainda mais interessante. Especialmente considerando que o mercado global de espumantes continua em expansão e os consumidores buscam cada vez mais produtos diferenciados e com boa relação custo-benefício. Exatamente onde os espumantes brasileiros vem se destacando.

  • Rio Grande do Sul celebra safra histórica de uvas em 2025

    Rio Grande do Sul celebra safra histórica de uvas em 2025

    O Rio Grande do Sul está prestes a fechar a maior safra de uvas da última década, com previsão de colheita de 750 mil toneladas em 2025 – um aumento de 38,5% em relação a 2024. Os dados, divulgados pelo Consevitis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura), revelam um cenário promissor para vinhos, espumantes e sucos gaúchos, com destaque para a Serra Gaúcha, responsável por 70% da produção estadual.

    Safra “das safras” impulsiona mercado nacional e internacional

    A combinação de clima seco, tecnologia avançada e recuperação pós-chuvas de 2024 resultou em uvas com aromas intensos, maturação uniforme e alto teor de açúcar. “Esta será a safra das safras de uvas. Temos qualidade para competir globalmente”, afirma Luciano Rebelatto, presidente do Consevitis-RS. A expectativa é que o setor vitivinícola gaúcho amplie suas exportações, principalmente para EUA, China e Europa, com apoio de campanhas da Agavi (Associação Gaúcha de Vinicultores).

    Darci Dani, diretor da Agavi, reforça: “Queremos mostrar ao mundo que os vinhos brasileiros são uma escolha premium. A safra 2025 é nosso cartão de visitas”.

    Clima favorável evita tragédias e garante qualidade

    Após as chuvas devastadoras de maio de 2024, o Estado registrou um inverno rigoroso e primavera estável, essenciais para a brotação das videiras. “Tivemos um ciclo quase perfeito: geadas controladas, dias ensolarados e noites frias, que intensificaram a cor e o aroma das uvas”, explica Carlos Azambuja, enólogo de Pinto Bandeira.

    Dados da Embrapa Uva e Vinho comprovam:

    • Apenas 6 dias com temperaturas abaixo de 10°C durante a primavera;
    • 657 mm de chuva entre agosto e fevereiro (20% abaixo da média histórica);
    • Redução de doenças nas videiras graças à baixa umidade.

    “A seca relativa permitiu maturação técnica impecável, especialmente para as variedades Bordô e Niágara, usadas em vinhos de mesa e sucos”, destaca Henrique Pessoa dos Santos, pesquisador da Embrapa.

    Enólogos projetam vinhos “potentes” e espumantes equilibrados

    A safra 2025 já é considerada a melhor em 10 anos por especialistas. Mário Lucas Ieggli, presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), antevê:

    • Vinhos tintos: estrutura robusta e teor alcoólico elevado;
    • Espumantes: equilíbrio entre acidez e açúcar;

    Brancos e rosés: intensidade aromática graças às noites amenas.

    Na região dos Campos de Cima da Serra, os enólogos André Donatti e Delto Garibaldi reforçam o otimismo: “Os tintos estão em fase de desenvolvimento, mas os brancos já têm personalidade única. É uma safra para marcar época”, afirma Garibaldi.

    Apesar do cenário positivo, o setor alerta para a necessidade de investimentos em logística e políticas de exportação. “Precisamos vencer barreiras tributárias e melhorar a distribuição para consolidar o Brasil como player global”, conclui Rebelatto.

    Enquanto os primeiros rótulos da safra 2025 chegam ao mercado em setembro, produtores já planejam ações para atrair enoturistas à Serra Gaúcha, com roteiros de degustação e colheita participativa.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Tamarillo: conheça o tomate-de-árvore
    + Agro em Campo: Cana Summit 2025 discute fortalecimento do setor canavieiro em Brasília