Tag: Equipamentos Agrícolas

  • Pulverizador agrícola: como escolher o equipamento certo?

    Pulverizador agrícola: como escolher o equipamento certo?

    Quem passa por uma grande lavoura costuma reparar primeiro no tamanho das máquinas. Entre elas, o pulverizador chama atenção pelas barras que, abertas, podem ultrapassar a largura de uma quadra esportiva. Mas a importância desse equipamento vai muito além da aparência. É dele que depende boa parte da eficiência das aplicações realizadas ao longo da safra.

    Na prática, uma pulverização mal executada pode significar desperdício de defensivos, aumento dos custos e menor controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Já um equipamento bem dimensionado para a realidade da propriedade ajuda a distribuir o produto de forma uniforme e melhora o aproveitamento de cada litro aplicado.

    Por isso, a escolha do pulverizador deixou de ser apenas uma decisão sobre máquinas. Hoje, ela faz parte do planejamento técnico e financeiro da fazenda.

    O que faz um pulverizador agrícola?

    O pulverizador é responsável por aplicar produtos líquidos nas lavouras, como defensivos agrícolas, fertilizantes foliares, bioinsumos e, em algumas culturas, reguladores de crescimento.

    O objetivo é simples: fazer com que o produto alcance o alvo na quantidade correta. Parece uma tarefa básica, mas pequenos erros de regulagem ou de operação podem comprometer toda a aplicação.

    Não basta colocar a calda no tanque e seguir para o campo. Pressão, velocidade, tipo de bico, altura da barra e até as condições climáticas interferem no resultado.

    Cada propriedade pede um equipamento diferente

    Não existe um pulverizador ideal para todas as fazendas. O modelo que funciona em uma pequena propriedade dificilmente será a melhor escolha para uma área com milhares de hectares.

    Pulverizador agrícola acoplado ao trator
    Foto: Embrapa/Christiane Congro Comas

    Os pulverizadores costais continuam bastante presentes na horticultura, na fruticultura e em pequenas lavouras. São equipamentos simples, de baixo custo e fáceis de transportar, embora tenham rendimento limitado.

    Nas culturas de grãos, o cenário muda completamente. O pulverizador de barra domina as operações por oferecer maior capacidade de trabalho e uma distribuição mais uniforme da calda. Dependendo da necessidade, ele pode ser montado no trator ou operar em sistema de arrasto.

    Já nas grandes propriedades, os autopropelidos passaram a ocupar espaço cada vez maior. Eles trabalham em alta velocidade, cobrem grandes áreas diariamente e costumam sair de fábrica equipados com piloto automático, controle eletrônico de vazão, desligamento automático de seções e integração com plataformas de agricultura de precisão.

    Nos últimos anos, outro equipamento entrou definitivamente nessa lista: o drone pulverizador. Ele ganhou espaço principalmente em áreas inclinadas, cultivos perenes e locais onde a passagem de máquinas pode causar danos às plantas. Ainda assim, na maior parte das lavouras de grãos, atua como complemento aos pulverizadores convencionais.

    Quanto custa investir em um pulverizador?

    O preço varia bastante conforme o porte do equipamento e o nível de tecnologia embarcada.

    Pulverizador agrícola de costas em propriedade rural
    Foto: Embrapa/Eliana Lima

    Um pulverizador costal manual pode ser encontrado por menos de R$ 200. Já um modelo motorizado costuma custar entre R$ 1.200 e R$ 4 mil.

    Os pulverizadores de barra montados em tratores normalmente variam entre R$ 12 mil e R$ 60 mil. Os modelos de arrasto podem superar R$ 250 mil, dependendo da capacidade e dos opcionais.

    Os drones agrícolas destinados à pulverização aparecem em uma faixa intermediária. Hoje, equipamentos profissionais custam, em média, entre R$ 70 mil e R$ 350 mil.

    No topo da lista estão os autopropelidos. Máquinas com grande capacidade operacional e tecnologias de agricultura de precisão ultrapassam facilmente R$ 2 milhões, podendo chegar perto de R$ 2,5 milhões nas versões mais completas.

    Esses valores são apenas uma referência e variam conforme fabricante, capacidade do tanque, largura das barras, recursos eletrônicos e condições comerciais.

    O investimento vai além da compra

    Quem olha apenas para o preço da máquina pode acabar fazendo uma conta incompleta.

    Pulverizador Agrícola em vinhedo
    Foto: Embrapa/Renato Teodoro de Souza

    Todo pulverizador exige manutenção periódica. Bicos sofrem desgaste, filtros precisam de limpeza, mangueiras envelhecem e bombas trabalham sob grande esforço durante a safra.

    Somam-se a isso despesas com combustível, lubrificantes, pneus — quando aplicável — e revisões preventivas. Técnicos do setor costumam estimar que esses gastos representem algo entre 2% e 5% do valor do equipamento por ano, embora esse percentual varie conforme a intensidade de uso.

    Ignorar essas despesas geralmente sai mais caro do que manter a manutenção em dia.

    Tecnologia ajuda, mas não faz milagres

    Os fabricantes investiram pesado em eletrônica embarcada nos últimos anos. GPS, sensores, mapas de aplicação e controladores eletrônicos passaram a fazer parte da rotina de muitas fazendas.

    Esses recursos reduzem sobreposições, evitam falhas e ajudam a economizar produtos. Em algumas situações, sensores identificam plantas daninhas e liberam herbicidas apenas onde existe necessidade.

    Mesmo assim, nenhuma tecnologia compensa uma regulagem mal feita.

    Velocidade excessiva, pressão inadequada, bicos desgastados ou aplicações realizadas sob vento forte continuam entre as principais causas de perdas no campo.

    Pequenos cuidados fazem diferença

    Antes de iniciar qualquer operação, vale conferir se o pulverizador está calibrado.

    Também é importante inspecionar os bicos, limpar filtros, verificar possíveis vazamentos e acompanhar a previsão do tempo. Aplicar produtos durante períodos de calor intenso ou baixa umidade aumenta o risco de deriva e reduz a eficiência da pulverização.

    São medidas simples, mas que costumam fazer diferença no bolso do produtor.

    Como escolher o equipamento certo

    A decisão deve levar em conta muito mais do que o preço.

    Área cultivada, relevo, culturas produzidas, disponibilidade de assistência técnica, custo das peças e capacidade diária de trabalho precisam entrar na conta.

    Em algumas propriedades, um equipamento seminovo pode atender perfeitamente à demanda. Em outras, investir em uma máquina mais moderna reduz desperdícios suficientes para compensar o valor desembolsado ao longo dos anos.

    No fim das contas, o melhor pulverizador não é o mais caro nem o mais tecnológico. É aquele que entrega uma aplicação eficiente, cabe no orçamento da fazenda e acompanha o ritmo da produção sem comprometer a rentabilidade da safra.

  • Stara destaca inovação e tecnologia no Show Rural Coopavel

    Stara destaca inovação e tecnologia no Show Rural Coopavel

    A Stara apresentou suas principais inovações em máquinas agrícolas durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel, no Oeste do Paraná. Com foco em tecnologia, conectividade e agricultura de precisão, a empresa brasileira destacou novos produtos e soluções voltadas à realidade do produtor rural, reforçando seu posicionamento como referência em inovação no agronegócio.

    Durante coletiva de imprensa, a gerente de Marketing da Stara, Cíntia Dal Vesco, resgatou a trajetória da empresa, fundada por uma família de imigrantes holandeses que chegou ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Segundo ela, o País ofereceu as condições necessárias para o crescimento e a consolidação da marca no setor de máquinas agrícolas.

    “Somos uma indústria brasileira de origem familiar, que completou 65 anos em 2025. Desde o início, nossa marca carrega a evolução e a renovação constante, principalmente ao levar tecnologia ao agro, aumentando a produtividade do produtor e contribuindo para a produção de mais alimentos para o mundo”, afirmou.

    Pioneirismo e agricultura de precisão

    Nesse contexto, a executiva destacou o papel pioneiro da Stara no desenvolvimento da agricultura de precisão no Brasil. Em 2000, a empresa foi a primeira indústria nacional a unir estruturas robustas de aço à tecnologia necessária para uso direto no campo. A iniciativa marcou uma virada no setor e ampliou a eficiência das operações agrícolas.

    Entretanto, um dos principais desafios ao longo desse processo foi a conectividade nas áreas rurais. “A internet chegava às cidades, mas não à lavoura. Isso limitava o uso pleno das tecnologias disponíveis”, explicou Cíntia.

    Dessa forma, a Stara passou a investir em soluções que garantissem conectividade estável no campo. A parceria com a Starlink, por meio da internet via satélite, surge como resposta a essa demanda. Com isso, a empresa busca potencializar o uso de sistemas embarcados e ampliar a precisão das operações agrícolas.

    Ainda durante a feira, a Stara apresentou cinco novidades, entre lançamentos e tecnologias consideradas estratégicas para o avanço da produtividade no campo.

    Novos produtos e pacote tecnológico

    O diretor-presidente da Stara, Átila Stapelbroek Trennepohl, ressaltou o significado de dar continuidade a um projeto iniciado há quatro gerações. “É um orgulho fazer parte dessa história e seguir algo que começou com meu bisavô”, disse.

    Segundo ele, a empresa levou ao Show Rural Coopavel novos produtos da linha de plantio, como a Cinderela e a Princesa, além de soluções já consolidadas, como o Spartacus, que atua como pulverizador e distribuidor, e o Hércules 9.0, voltado exclusivamente à distribuição.

    Além disso, a grande novidade apresentada foi o pacote tecnológico Land Space. A solução integra conexão via satélite, sinal de GPS de alta precisão e internet embarcada de fábrica nas máquinas. “Essas tecnologias, combinadas aos softwares desenvolvidos internamente pela Stara, permitem automatizar processos e simplificar operações que antes limitavam o trabalho no campo”, explicou Trennepohl.

    Com isso, os equipamentos passam a operar com mais precisão, eficiência e segurança, atendendo diferentes perfis de produtores rurais.

    Spartakus amplia versatilidade no campo

    Outro destaque da coletiva foi o Spartakus, apresentado como um conceito inédito no mercado. A máquina reúne, em um único autopropelido, funções de distribuição de fertilizantes, pulverização e semeadura por barras, reforçando a vocação inovadora da Stara.

    Spartakus, considerado pela empresa o primeiro distribuidor por barra e pulverizador do mundo – Foto: Pedro H. Lopes

    De acordo com Trennepohl, o equipamento foi desenvolvido a partir de sistemas já consagrados da empresa, com foco na redução e otimização de custos. “É uma máquina pensada para o produtor que busca eficiência operacional e alta precisão em suas atividades”, afirmou.

    A principal inovação está na possibilidade de realizar a distribuição de fertilizantes diretamente nas barras, por meio de um sistema pneumático com faixa de aplicação de 30 metros.

    Além de permitir ao operador controlar a taxa de aplicação e desligar as seções individualmente, o que garante mais praticidade, assertividade e economia de fertilizantes.

    Outro ponto destacado, o equipamento facilita a calibração e dispensa ajustes complexos, independentemente do produto utilizado. O Spartakus também permite a semeadura em áreas de cultivo de cobertura e incorpora soluções avançadas na pulverização, como os sistemas Bico a Bico e Recirculante Contínuo.

    Para completar, a máquina conta com recursos como Giro Inteligente nas quatro rodas, sistema Sobe e Desce e barras centrais, que ampliam a estabilidade operacional. A cabine ampla, confortável e silenciosa também foi apontada como diferencial importante para o operador.

  • Agricultura familiar em Rondônia cresce com entrega de equipamentos agrícolas modernos

    Agricultura familiar em Rondônia cresce com entrega de equipamentos agrícolas modernos

    O governo de Rondônia entregou cerca de 200 equipamentos agrícolas ao setor produtivo de 49 municípios do estado. A ação foi realizada no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. E visa apoiar a agricultura familiar, aumentar a produtividade no campo e fortalecer a cadeia produtiva local.

    A frota entregue inclui plantadeiras, distribuidores de calcário, roçadeiras, vagões, caminhões-pipa, caminhões basculantes e retroescavadeiras. Essas máquinas facilitam desde o preparo do solo até a colheita, garantindo eficiência em diversas etapas da produção agrícola.

    O governador Marcos Rocha destacou que cada equipamento representa mais renda e empregos para Rondônia. “Com esta entrega, o governo fortalece o produtor rural e o agronegócio do estado,” afirmou.

    Rondônia se destaca como referência nacional na agricultura, e a chegada desse maquinário permitirá maior capacidade produtiva e o uso de tecnologias avançadas, ampliando a competitividade da agropecuária local.

    O secretário estadual de Agricultura, Luiz Paulo, ressaltou que o investimento atende a mais de 40 municípios e reforça o compromisso do governo com a modernização do campo. “Queremos que cada produtor tenha as ferramentas para aumentar sua eficiência e contribuir para o crescimento do estado,” afirmou.

    Em São Miguel do Guaporé, o secretário municipal de Agricultura, Vonei de Ros, comemorou a chegada de oito equipamentos ao município. “Oferecemos esses maquinários sem custo ao pequeno produtor, beneficiando culturas como café e pecuária,” destacou.

    Leudy Barros, secretária de Agricultura de Candeias do Jamari, salientou que os equipamentos chegam em momento oportuno para corrigir o solo e apoiar o pequeno produtor.

    A entrega dos maquinários marca um avanço significativo no apoio à agricultura familiar em Rondônia, com investimentos que promovem desenvolvimento e prosperidade em diversas regiões do estado.

    Municípios beneficiados

    Alto Alegre dos Parecis, Alto Paraíso, Alvorada do Oeste, Ariquemes, Buritis, Cabixi, Cacoal, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari. Castanheiras, Cerejeiras, Chupinguaia, Colorado do Oeste, Corumbiara, Costa Marques, Cujubim, Espigão do Oeste, Governador Jorge Teixeira, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste, Jaru, Ji-Paraná, Machadinho do Oeste. Ministro Andreazza, Mirante da Serra, Monte Negro, Nova Brasilândia do Oeste, Nova Mamoré, Nova União. Novo Horizonte do Oeste, Parecis, Pimenta Bueno, Pimenteiras do Oeste, Porto Velho, Presidente Médici. Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia do Oeste, São Felipe do Oeste, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, Teixeirópolis, Theobroma, Urupá, Vale do Anari, Vale do Paraíso, Vilhena.

  • Empresa investe R$ 50 milhões em fábrica em Uberaba

    Empresa investe R$ 50 milhões em fábrica em Uberaba

    A Oxbo do Brasil Equipamentos Agrícolas inaugurou uma nova fábrica em Uberaba, no Triângulo Mineiro, após um investimento de R$ 50 milhões. A unidade, que ocupa uma área de 96 mil metros quadrados, vai gerar cerca de 70 empregos diretos no primeiro ano de funcionamento.

    A fábrica da Oxbo em Uberaba será responsável por desenvolver, fabricar e dar assistência técnica a colheitadeiras de café, equipamentos de sementes de milho e outras máquinas especializadas. Além disso, a empresa fornece equipamentos para colheita de acerola, ervilha e milho verde no Brasil.

    Atração de investimentos

    O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Invest Minas, desempenhou um papel crucial na atração da Oxbo para o estado. A secretária Mila Corrêa da Costa destacou que a inauguração reforça a proatividade do governo em criar um ambiente favorável à competitividade de negócios.

    As negociações com a Oxbo começaram em 2021. Foi quando a Invest Minas apresentou as oportunidades do estado, incluindo tratamento tributário setorial, financiamento pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e infraestrutura adequada. A escolha por Uberaba foi estratégica, devido à sua localização próxima às regiões produtoras de café e sementes de milho.

    Com sede em Roosendaal, na Holanda, a Oxbo é uma empresa global especializada em máquinas para colheitas de culturas especiais. Ela atende mercados de tratos culturais, forragens, frutas, sementes de milho, vegetais e raízes. O CEO da empresa, Roel Zeevat, destacou que o Brasil é um mercado importante para a Oxbo, devido à sua liderança na produção de café e sementes de milho.

    Detalhes da Fábrica

    • Localização: Uberaba, Minas Gerais
    • Área: 96 mil metros quadrados
    • Investimento: R$ 50 milhões
    • Empregos: Cerca de 70 empregos diretos no primeiro ano
    • Produtos: Colheitadeiras de café, equipamentos de sementes de milho, entre outros

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