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  • Pesquisador da Embrapa ingressa no Hall da Fama da Citricultura Brasileira

    Pesquisador da Embrapa ingressa no Hall da Fama da Citricultura Brasileira

    O engenheiro-agrônomo Walter dos Santos Soares Filho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e líder do Programa de Melhoramento Genético de Citros da Embrapa, recebe nesta terça (26), às 9h45, em Cordeirópolis (SP), o Prêmio GConci 2026 – Hall da Fama da Citricultura Brasileira, ofertado pelo Grupo de Consultores em Citros (Gconci).


    O Hall da Fama da Citricultura Brasileira é uma homenagem feita pelo GConci para profissionais que se destacam pela contribuição durante sua vida profissional ao setor citrícola. Ele é concedida anualmente durante a abertura da 51a Semana da Citricultura e 47a Semana da Citricultura, realizadas pelo Instituto Agronômico (IAC) no Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” entre os dias 26 e 29 de maio.

    O GConci é uma associação técnica, sem fins lucrativos, e tem sede instalada em Cordeirópolis. Seus integrantes prestam consultoria técnica direta a mais 40 milhões de plantas cítricas. Isso representa quase 20% da citricultura brasileira.

    História

    Trabalhando na Embrapa Mandioca e Fruticultura desde 1976, Walter Soares é doutor em Agronomia (com área de concentração Genética e Melhoramento de Plantas), tem contribuições decisivas para a sustentabilidade da citricultura, com foco maior na obtenção de variedades porta-enxerto eficientes no uso da água e/ou tolerantes à seca e à salinidade e resistentes/tolerantes às principais doenças da cultura e coordena uma rede nacional de pesquisa da cultura.

    “A homenagem do GConci é, na verdade, não só prestada a mim. Mas a toda uma rede de colaboradores Brasil afora, envolvida no trabalho que a Embrapa desenvolve em favor da citricultura brasileira. Esse é um trabalho feito a várias mãos e que mostra a importância do que estamos realizando não só para a citricultura de São Paulo, especificamente, uma vez que o GConci é sediado em São Paulo, mas em todo o País. Fico muito grato e estendo esse reconhecimento a toda uma imensa equipe, composta por centenas de pessoas, envolvendo não só a Embrapa diretamente, como universidades, institutos federais e várias outras instituições, como o próprio IAC e, notadamente, uma grande rede de citricultores espalhada por todo esse nosso imenso país”, afirma.

    Soares é o quarto pesquisador da Embrapa a receber o prêmio desde 1997, depois de Eduardo Sanches Stuchi (2021), falecido em 2022, Orlando Sampaio Passos (2023) e Eduardo Girardi (2024), todos da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

    Na programação da Semana de Citricultura, Walter Soares e Eduardo Girardi participam, no dia 27 às 10h30, como debatedores da mesa-redonda “Variedades de citros no Brasil”, da sessão Tecnologias para implantação de pomares. Girardi é o coordenador da Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (UMIPTT) Cinturão Citrícola, instalada nas cidades de Araraquara e de Bebedouro (SP).

  • Capim-capeta avança e acende alerta no Brasil

    Capim-capeta avança e acende alerta no Brasil

    O avanço do capim-capeta (Sporobolus spp.) preocupa produtores e especialistas em todo o Brasil. A planta daninha, considerada uma das mais agressivas das pastagens, pode reduzir a capacidade de lotação em até 40%, comprometendo a produção de carne e leite e desvalorizando propriedades rurais. Em alguns casos, áreas fortemente infestadas tornam-se inviáveis para a pecuária.

    Foto: Divulgação

    O impacto econômico é expressivo. Em uma fazenda com capacidade inicial de 2,0 unidades animais por hectare (UA/ha), a presença do capim-capeta pode gerar perda de 0,8 UA/ha. Com o preço médio da arroba a R$ 250,00 e produção de 16 arrobas por unidade animal ao ano, a perda chega a 12,8 arrobas por hectare, equivalente a cerca de R$ 3,2 mil por hectare por ano.

    Disseminação rápida aumenta o risco

    O potencial de propagação do capim-capeta é o principal motivo de alerta. Uma única touceira produz até 200 mil sementes por ano, com capacidade de permanecer viáveis no solo por até dez anos. As sementes se espalham facilmente por pneus, equipamentos agrícolas, fezes de animais e até pela água da chuva, o que acelera a colonização de novas áreas.

    “Em três ou quatro anos, o capim-capeta pode dominar grandes extensões, especialmente onde há falhas de cobertura ou degradação das pastagens. Embora não cause a degradação inicial, ele agrava o problema e dificulta a recuperação da área”, explica Gustavo Corsini, engenheiro agrônomo.

    A preocupação aumenta diante da relevância da pecuária nacional. Segundo a Embrapa, o Brasil possui 213,7 milhões de bovinos, e quase 90% da carne é produzida em sistemas a pasto. São cerca de 160 milhões de hectares de pastagens que sustentam mais de 200 milhões de animais.

    Controle do capim-capeta requer tecnologia

    Especialistas alertam que o enfrentamento do capim-capeta exige mudança de estratégia. O uso de herbicidas modernos e práticas de manejo integradas torna-se indispensável para conter o avanço da planta. “O momento pede modernização das técnicas e uso de soluções tecnológicas eficazes no controle dessa invasora”, afirma Iuri Cosin, engenheiro agrônomo e gerente de Produtos Herbicidas da IHARA.

    Em um setor que depende da qualidade das pastagens, investir em manejo eficiente significa mais do que combater uma planta daninha. É garantir produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. “Cuidar do pasto é fortalecer toda a base produtiva, assegurando rebanhos mais saudáveis e maior retorno econômico”, conclui Gustavo Corsini.

  • Desafios para o sucesso da safrinha de milho

    Desafios para o sucesso da safrinha de milho

    A segunda safra de milho representa aproximadamente 77% da área total de milho plantada no Brasil, com maior concentração no Centro-Oeste. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma colheita de 122 milhões de toneladas de milho para a safra 2024/25, um aumento de 5,5% em relação ao ciclo anterior. Para a safrinha, a expectativa é de um crescimento de 6,4%, atingindo 96 milhões de toneladas.

    A safra de 2025, assim como nos últimos anos, enfrenta desafios climáticos como chuvas irregulares e altas temperaturas, impactando o desenvolvimento das lavouras. Dauto Carpes, engenheiro agrônomo da FertiSystem, destaca a importância do planejamento estratégico para garantir a estabilidade da produção. As primeiras semanas de desenvolvimento são cruciais, com fatores como luminosidade e disponibilidade hídrica influenciando diretamente o crescimento.

    Manejo do solo e nutrição eficiente

    Carpes ressalta que o milho safrinha sucede a extração de nutrientes pelo cultivo da soja, tornando fundamental um manejo eficiente do solo e um planejamento nutricional adequado para um crescimento equilibrado. A escolha correta de cultivares e o manejo de pragas e doenças também são determinantes.

    Ao selecionar híbridos de milho, os produtores devem considerar a adaptação ao zoneamento climático de cada região, com características como resistência a pragas e tolerância a estresses hídricos influenciando a produtividade. Carpes exemplifica que o milho cultivado no Sul enfrenta temperaturas mais amenas no fim do ciclo. Já no Centro-Oeste o desafio é a redução da umidade do solo no outono.

    Adubação e monitoramento rigoroso

    A adubação para o milho safrinha geralmente repõe os nutrientes utilizados pela cultura anterior, com produtores investindo em uma reposição mais econômica, complementando os nutrientes essenciais. O engenheiro agrônomo alerta para a necessidade de monitoramento rigoroso das áreas plantadas. Pragas como lagartas e percevejos podem comprometer a produtividade se não forem controladas nos estágios iniciais.

    O cenário econômico também impacta a rentabilidade do milho safrinha. A produção recorde nos Estados Unidos e as oscilações no mercado internacional podem levar à queda dos preços. O custo de produção, especialmente de fertilizantes, é uma preocupação crescente devido à valorização do dólar.

    Diante da baixa liquidez e da incerteza sobre os preços de venda, os produtores estão cautelosos com os investimentos. Carpes observa que os produtores estão mais reticentes em investir, pois os preços da soja caíram e o milho safrinha precisa ser rentável para equilibrar os custos da lavoura.

    Dicas para o cultivo de milho safrinha em 2025

    • Planejamento Antecipado: Escolha de cultivares adaptadas e análise do calendário agrícola.
    • Preparação do Solo: Análise e correção da fertilidade, utilizando técnicas de manejo conservacionista.
    • Manejo Nutricional: Planejamento de adubação equilibrada com fertilizantes de liberação controlada.
    • Controle Fitossanitário: Monitoramento constante e integração de estratégias biológicas e químicas.
    • Gestão Hídrica: Utilização de sistemas de irrigação e conservação de água no solo.

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