Tag: empregos

  • Agronegócio bate recorde na geração de empregos

    Agronegócio bate recorde na geração de empregos

    O agronegócio brasileiro atingiu um novo recorde histórico de empregos em 2025: 28,4 milhões de trabalhadores atuam no setor, o equivalente a 26,3% de todo o mercado de trabalho nacional. Os dados constam de pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

    O resultado supera o de 2024, quando o agronegócio respondia por 26,1% das ocupações no país. Em termos absolutos, o setor gerou mais de 600 mil postos de trabalho em um ano, crescimento de 2,2%. Um ritmo superior ao da economia brasileira como um todo, que expandiu 1,7% (ou 1,8 milhão de pessoas) no mesmo período.

    Agrosserviços puxam o crescimento

    O principal motor da expansão foi o segmento de agrosserviços, com alta de 6,1% no número de trabalhadores. Pesquisadores do Cepea/CNA atribuem esse desempenho à retomada das atividades agroindustriais, que vão do processamento de produtos agropecuários à fabricação de insumos, e ao aquecimento da demanda por serviços de apoio e logística, impulsionado por recordes consecutivos de safras e abates de animais.

    O segmento de insumos também avançou, com crescimento de 3,4% frente a 2024. As indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas responderam pelo desempenho positivo, segundo os pesquisadores. Já a agroindústria cresceu 1,4% no mesmo intervalo.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    Na contramão, o segmento primário registrou queda de 1,1% nas ocupações, puxado principalmente pela redução de postos na agricultura. A pecuária manteve relativa estabilidade.

    Mais carteira assinada, mais diploma e mais mulheres

    O perfil dos trabalhadores do agronegócio também mudou. O número de empregos com carteira assinada cresceu 4,6% (440.337 pessoas). E os sem carteira avançaram 0,2% (9.942 pessoas). Ambos os grupos alcançando os maiores níveis da série histórica. Os trabalhadores por conta própria somaram 213.981 novos integrantes, alta de 3,2%.

    A escolaridade no setor melhorou. Em 2025, caiu o número de trabalhadores sem instrução (-7,6%, ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9%, ou 101.876 pessoas). Por outro lado, cresceram os com ensino médio (4,2%, ou 459.556 pessoas) e com ensino superior (8,3%, ou 336.124 pessoas).

    A análise por gênero revela avanço para homens e mulheres: os trabalhadores do sexo masculino somaram 323.761 novos postos (+1,9%), enquanto as trabalhadoras cresceram 2,6% (+278.046 pessoas). O ritmo maior de expansão feminina indica, ainda que de forma gradual, maior participação das mulheres no mercado de trabalho do agronegócio.

  • Turismo no Piauí gera 83% mais empregos e impulsiona economia

    Turismo no Piauí gera 83% mais empregos e impulsiona economia

    A indústria do turismo no Piauí vive um momento de aceleração e gerou 83% mais empregos diretos entre 2022 e 2025. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o setor saltou de 12.490 para 22.905 vagas no período. O resultado consolida o turismo como um dos motores da economia estadual, impulsionado por investimentos públicos em infraestrutura e acesso aos destinos.

    O crescimento do emprego acompanha a melhoria na infraestrutura e o aumento no fluxo de visitantes. Entre 2022 e 2025, o número de passageiros em voos diretos regulares cresceu cerca de 17%, com os aeroportos de Teresina, Parnaíba e São Raimundo Nonato puxando a alta. Em 2025, 553.352 pessoas passaram pelos terminais, o que integra o Piauí às principais rotas turísticas do país.

    O governo estadual revitalizou 22 pontos turísticos em 18 municípios, com investimento de R$ 61,7 milhões. As obras modernizaram áreas históricas, culturais e ambientais, ampliando a capacidade de atendimento e melhorando a experiência dos visitantes. A economia criativa também avança: 601 artesãos se integraram aos polos turísticos entre 2023 e 2025, unindo produção local e mercado.

    Qualificação profissional

    A qualificação profissional acompanhou a expansão. O número de trabalhadores formados para atuar na cadeia do turismo cresceu mais de 400% no período, com cursos focados em atendimento e serviços. O governador Rafael Fonteles destaca a estratégia: “Acreditamos que a economia criativa é um dos principais polos do potencial de desenvolvimento do Estado. O futuro passa pela economia criativa e pela tecnologia. Precisamos desenvolver e incentivar essas atividades.”

    Aeroporto de Parnaíba. Foto: Gabriel Paulino

    Os números de visitação confirmam a tendência de alta. Em 2023, o estado recebeu 666.868 turistas; em 2024, 703.078; e, até 2025, 520.519, mantendo uma média de expansão anual de 16,7%. As visitações aos principais atrativos saltaram de 630.854 para 833.186 no mesmo período, um aumento de 32%.

    Dados por Polo Turístico:

    • Polo Costa do Delta: os visitações cresceram 28% entre 2024 e 2025, passando de 419.677 para 535.548, com alta de 14% no turismo internacional.
    • Polo das Origens: o número de visitas subiu 24%, de 83.081 para 103.195, com aumento de 32% no público estrangeiro.
    • Polo Teresina: o Bioparque Zoobotânico impulsionou o polo, que registrou salto de 200.954 para 252.994 visitas, um crescimento de 22%.
  • Tarifas dos EUA ainda ameaçam milhares de empregos

    Tarifas dos EUA ainda ameaçam milhares de empregos

    Mais de um terço das mercadorias brasileiras continua sob tarifas de 40% impostas pelos Estados Unidos, mesmo após a retirada de taxas sobre café, carne bovina e frutas há um mês. Produtores de mel, pescados, máquinas e calçados enfrentam riscos crescentes aos negócios e alertam para perdas de competitividade no mercado americano.

    O setor de pescados enfrenta um cenário de encolhimento, segundo a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescado). A entidade estima que o Brasil perdeu cerca de US$ 250 milhões em exportações de pescados aos Estados Unidos em 2025, após perder competitividade para países não tarifados.

    A situação é especialmente crítica para a tilápia. No início de 2025, até 99% da tilápia brasileira tinha como destino os Estados Unidos. Com as tarifas, a PeixeBR (Associação Brasileira da Piscicultura) projeta que esse percentual pode cair praticamente a zero.

    As mercadorias redirecionadas para o mercado interno e outros países encontram preços mais baixos, o que compromete a rentabilidade do setor.

    Calçados e máquinas projetam milhares de demissões

    A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) alerta que a permanência das tarifas pode gerar até 8 mil demissões em 2026. O setor já registrou 1.650 demissões em outubro devido à taxação. Nos últimos quatro meses, o volume de exportações de calçados brasileiros aos EUA caiu 23,4%.

    O setor de máquinas também sofre impacto significativo. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) destaca que as tarifas geraram demissões em diversas empresas. A participação do Brasil no mercado americano despencou de 27% para 13%.

    A associação adverte que novos mercados não conseguem absorver o volume de vendas e as mesmas condições comerciais dos EUA no curto prazo. A demora no corte de impostos pode gerar substituição permanente dos produtos brasileiros por concorrentes estrangeiros.

    Pequenos produtores de mel enfrentam ameaça ao sustento

    A guerra comercial compromete principalmente pequenos produtores e agricultores familiares, que representam a maioria dos produtores de mel no Brasil. A Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel) ressalta que 53% do mel produzido no país tem como destino os Estados Unidos.

    A entidade pede que o governo solucione a taxação por meio de diplomacia estratégica, alertando para os riscos à cadeia produtiva.

    Café solúvel perde liderança no mercado americano

    A Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) aponta “risco de perda permanente de mercado”. Os EUA são o principal destino do café solúvel brasileiro, mas as vendas ao país caíram 52% em volume desde agosto, quando começou a taxação.

    Em outubro, a Rússia assumiu o lugar dos EUA como principal destino do café solúvel brasileiro. No entanto, o mercado russo não absorve a mesma demanda americana.

    Tarifaço teve redução parcial há um mês

    Trump anunciou a retirada de tarifas sobre café, carne bovina, frutas, suco de laranja, cacau e madeira em novembro, após meses de negociações com o governo brasileiro. O tarifaço havia atingido mais de 200 produtos.

    Atualmente, 36,5% dos produtos brasileiros seguem taxados, segundo a Câmara de Comércio Brasil-EUA. Máquinas, calçados, roupas, pescados, mel e café solúvel estão entre os itens que mantêm a sobretaxa de 40%.

    Brasil diversifica mercados e registra crescimento nas exportações

    O total de exportações agrícolas do Brasil cresceu 1,7% entre janeiro e novembro de 2025, segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). As vendas aos EUA caíram 38% entre agosto e novembro, em comparação ao mesmo período de 2024.

    Carla Beni, economista da FGV, avalia que o impacto negativo das tarifas foi muito menor do que o esperado. A situação obrigou o Brasil a diversificar mercados, o que pode aquecer a economia do país.

    “Quanto mais parceiros comerciais, melhor”, afirma Beni. A maior presença de produtos brasileiros em novos mercados, como a Europa, pode facilitar novos acordos comerciais, como o esperado entre União Europeia e Mercosul.

    Café prevê retomada de vendas em 2026

    O CNC (Conselho Nacional do Café) projeta que a queda de 30% nas exportações aos EUA deve ser retomada no ano que vem. O otimismo se baseia na queda dos impostos e nos baixos estoques no país norte-americano.

    Silas Brasileiro, presidente do CNC, explica que o café não tem validade curta, o que permitiu que produtores estocassem parte das sacas até a solução do problema. Ele destaca que a diversificação de destinos muda para sempre a dinâmica setorial e reduz a dependência futura dos Estados Unidos.

    Setor de carnes mostra resiliência e redireciona vendas

    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) já registra retomada de vendas após a queda de tarifas. O setor tinha grande presença em muitos países antes das taxações.

    Para evitar 50% de impostos sobre mercadorias nos EUA, 60 mil toneladas foram rapidamente redirecionadas para mais de 160 destinos, incluindo Ásia, Europa, Chile e Rússia.

    A troca de compradores apertou o lucro, mas o setor mostrou resiliência. “De janeiro a novembro já exportamos 244,5 mil toneladas e US$ 1,4 bilhão para os EUA, superando todo o resultado de 2024”, destaca Roberto Perosa, presidente da Abiec. O setor espera recuperação total do volume de vendas de 2024 durante 2026.

    Tarifas elevam preços nos EUA

    Ulisses Ruiz de Gamboa, professor de Economia do Insper, explica que a taxação de produtos estrangeiros aumentou preços de itens do cotidiano dos americanos, como café, hambúrguer e suco de laranja.

    O professor ressalta que a maioria dos exportadores brasileiros conseguiu encontrar alternativas. O maior impacto no Brasil ficou localizado em setores específicos que tinham exportação dependente dos EUA.

  • Paraguaçu Paulista inaugura planta de biometano. Setor pode gerar até 20 mil empregos em SP

    Paraguaçu Paulista inaugura planta de biometano. Setor pode gerar até 20 mil empregos em SP

    O governador Tarcísio de Freitas participou da inauguração da segunda planta 100% de biometano no estado. O evento aconteceu no sábado (27) na usina Cocal, localizada em Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo.
    A nova estrutura produz até 60 mil metros cúbicos de biocombustível por dia. Autoridades estaduais e municipais compareceram ao evento, incluindo o secretário executivo Alberto Amorim e deputados federais e estaduais.

    A planta utiliza vinhaça e torta de filtro, resíduos nobres da cana-de-açúcar, para produzir biogás. A empresa também aproveita esterco animal de granjas regionais no processo produtivo. “A unidade representa um marco na transição energética”, afirma Carlos Ubiratan Garms, membro do conselho da Cocal. “Com nossas duas plantas ativas, nossa região se torna uma das principais produtoras mundiais de biometano.”

    Estado lidera políticas públicas para biocombustíveis

    A Secretaria de Agricultura incentiva ativamente o uso do biometano como fonte renovável. Em 2024, parcerias com SEMIL e CETESB estabeleceram procedimentos de licenciamento ambiental para plantas do setor sucroenergético.

    Alberto Amorim, secretário executivo da SAA, destaca a posição estratégica paulista. “São Paulo ocupa apenas 3% da superfície brasileira, mas demonstra liderança em inovação e gestão energética.”

    A empresa distribui o biometano através de GNC (gás comprimido em cilindros). Caminhões transportam o combustível para clientes industriais e comerciais em todo o país. O objetivo da Cocal inclui substituir diesel por biometano nos veículos de transporte. Esta estratégia criará um ciclo completo com zero emissões desde a produção até a entrega final.

    “Pré-sal caipira” impulsiona economia verde

    São Paulo cultiva aproximadamente 5,5 milhões de hectares de cana-de-açúcar. O estado lidera a produção nacional e aproveitará resíduos como bagaço, palha e vinhaça para gerar energia.

    O setor ganhou relevância estratégica durante a Crise do Petróleo nos anos 1970. O etanol de cana reduziu a dependência brasileira do petróleo importado e consolidou alternativas energéticas.

    Biometano pode gerar 20 mil empregos até 2030

    O gás biometano resulta da purificação do biogás gerado pela decomposição orgânica. Após o tratamento, adquire propriedades similares ao gás natural convencional. Estudos da Fiesp e Governo de SP indicam potencial para criar 20 mil empregos diretos e indiretos. A produção pode aumentar de 0,4 milhão para 6,4 milhões de m³/dia.

    A expansão do biometano contribuirá para reduzir 16% das emissões previstas nas metas climáticas estaduais. A projeção estima cobertura de 40% da demanda atual de gás natural.
    Presidente Prudente receberá distribuição prioritária do biometano produzido. A estratégia fortalece a matriz energética regional e atrai investimentos sustentáveis.

  • China dispara e compra 51% mais alimentos do Brasil enquanto EUA aplicam sobretaxa

    China dispara e compra 51% mais alimentos do Brasil enquanto EUA aplicam sobretaxa

    O Brasil exportou US$ 5,9 bilhões em alimentos industrializados durante agosto, registrando queda de 4,8% em relação a julho e de 1% comparado ao mesmo mês de 2024. O recuo interrompe a sequência de crescimento e reflete diretamente o impacto da tarifa adicional de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

    Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) mostram uma clara mudança no cenário exportador: enquanto os EUA reduziram drasticamente suas importações, a China consolidou sua posição de maior comprador, adquirindo US$ 1,32 bilhão em produtos brasileiros – alta de 51% em relação a agosto de 2024.

    EUA perdem protagonismo com nova política tarifária

    A sobretaxa americana atingiu em cheio os principais produtos da pauta exportadora brasileira. Os açúcares foram os mais afetados, com queda brutal de 82,3% comparado a agosto de 2024, praticamente zerando as vendas no período. As proteínas animais, segundo item mais relevante nas exportações para os EUA, despencaram 43,3% na mesma comparação.

    “O resultado das exportações para os EUA em agosto reforça a necessidade de diversificação de mercados”, analisa João Dornellas, presidente executivo da ABIA. A participação norte-americana no total exportado pelo setor caiu de 7,4% para 7%.

    A entidade estima que as vendas de alimentos atingidos pela tarifa para o mercado americano podem despencar até 80% entre agosto e dezembro, representando perda potencial de US$ 1,35 bilhão.

    China assume liderança absoluta no ranking de destinos

    Contrastando com o cenário americano, a China disparou nas compras de alimentos brasileiros. Com US$ 1,32 bilhão em agosto, o gigante asiático representa agora 22,4% de todas as exportações do setor, puxado principalmente por proteínas animais (US$ 909,7 milhões, +67%) e açúcares (US$ 326,7 milhões, +20,2%).

    O crescimento chinês demonstra a capacidade do mercado asiático de absorver a produção brasileira, oferecendo alternativa concreta às barreiras comerciais americanas.

    México emerge como surpresa positiva

    Uma das principais novidades do cenário exportador foi o salto das vendas para o México, que totalizaram US$ 221,15 milhões em agosto (3,8% do total exportado). O crescimento foi impulsionado especialmente por proteínas animais, com alta impressionante de 368,5% em relação a agosto de 2024.

    “O avanço do México coincide com a retração das vendas aos Estados Unidos, indicando possível redirecionamento de fluxos comerciais”, explica Dornellas.

    Setor mantém dinamismo interno apesar de pressões

    Mesmo enfrentando turbulências no mercado externo, a indústria alimentícia brasileira mantém performance sólida no mercado interno. Nos primeiros sete meses de 2025, o faturamento alcançou R$ 780 bilhões, representando crescimento nominal de 10,2% comparado ao mesmo período de 2024.

    As vendas reais cresceram 2,8%, enquanto a produção física avançou 2% – números que contrastam positivamente com a desaceleração da economia brasileira no segundo trimestre.

    O setor de alimentos registrou 2,114 milhões de postos de trabalho formais em julho, crescimento de 3,3% em relação a julho de 2024. Foram criadas 67,1 mil novas vagas no período, totalizando 226 mil empregos em toda a cadeia produtiva.

    Atualmente, a cadeia da indústria alimentícia emprega 10,5 milhões de pessoas, correspondendo a 10,3% da população ocupada no país.

    Pressão de custos desafia competitividade

    O setor enfrenta pressão crescente nos custos de produção. Insumos como milho, leite, cacau e café mantiveram preços elevados no primeiro semestre, enquanto embalagens subiram mais de 15% no comparativo anual.

    O custo industrial de produção de alimentos acumulou alta de 7,9%, ligeiramente superior à inflação de alimentos e bebidas do IPCA (7,27%) no período janeiro-agosto.

    A ABIA projeta que as exportações gerais do setor podem recuar 4,5% no pior cenário entre agosto e dezembro, com queda anual de 2%. O faturamento da indústria deve ter recuo de 0,6% no ano.

    “A relação comercial Brasil-Estados Unidos no setor de alimentos é sustentada por cadeias produtivas integradas. Preservá-la por meio de diálogo equilibrado é fundamental para garantir empregos e segurança alimentar em ambos os países”, destaca o dirigente da ABIA.

    Principais números de agosto 2025:

    • Exportações totais: US$ 5,9 bilhões (-4,8% vs julho)
    • China: US$ 1,32 bilhão (+51% vs agosto 2024)
    • EUA: US$ 332,7 milhões (-27,7% vs julho)
    • México: US$ 221,15 milhões (+368,5% em proteínas)
    • Empregos: 2,114 milhões de postos (+3,3% anual)
  • Agropecuária lidera criação de empregos no Brasil com 206 mil novas vagas

    Agropecuária lidera criação de empregos no Brasil com 206 mil novas vagas

    O setor agropecuário brasileiro conquistou a liderança na geração de empregos durante o segundo trimestre de 2025. O segmento registrou crescimento de 2,7% na ocupação. Agricultura, pecuária, produção florestal e pesca criaram 206 mil novas vagas de trabalho.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que confirmam a recuperação do mercado de trabalho nacional. A taxa de desocupação atingiu 5,6%, menor índice desde 2012. O resultado demonstra o aquecimento da economia brasileira.

    Outros segmentos também registraram alta na geração de empregos. Transporte, informação e comunicação expandiram suas equipes. A indústria contratou mais trabalhadores. Administração pública e serviços sociais ampliaram seus quadros funcionais.

    Três grupamentos de atividade puxaram o crescimento da ocupação no trimestre. O setor de informação, comunicação e atividades financeiras cresceu 2,0%. Esse aumento representa 260 mil novas pessoas empregadas. A administração pública registrou crescimento de 2,8%. O resultado equivale a 522 mil novos postos de trabalho.

    Comparação anual mostra resultados positivos

    A comparação com o mesmo período de 2024 revela crescimento em cinco setores principais. A indústria geral liderou com alta de 4,6%. O segmento criou 580 mil vagas. O comércio e reparação de veículos cresceu 2,1%. Esse setor adicionou 398 mil trabalhadores.

    Transporte e armazenagem registraram expansão de 6,5%. O crescimento gerou 360 mil empregos. Informação e comunicação mantiveram trajetória positiva com alta de 3,8%. O resultado representa 480 mil novas oportunidades. Administração pública cresceu 3,7% e criou 677 mil vagas.

    A massa de rendimento dos trabalhadores brasileiros atingiu patamar histórico. O valor chegou a R$ 352,3 bilhões no período analisado. O crescimento foi de 2,5% no trimestre. Na comparação anual, o aumento alcançou 6,4%.

    O aumento resulta da combinação de dois fatores. Mais pessoas conseguiram emprego. O rendimento médio dos trabalhadores também subiu. Esses elementos impulsionaram o resultado recorde.

    Rendimento médio cresce em múltiplos setores

    O rendimento médio real habitual dos trabalhadores alcançou R$ 3.484. O valor cresceu 1,3% no trimestre. A alta anual foi de 3,8%. Administração pública liderou o crescimento trimestral com alta de 1,8%.

    Cinco categorias registraram aumento salarial na comparação anual. Agricultura, pecuária e produção florestal subiram 7,2%. Construção civil cresceu 7,0%. Informação e comunicação avançaram 5,3%. Administração pública expandiu 3,2%. Serviços domésticos registraram alta de 5,0%.

    Especialista analisa cenário positivo

    William Kratochwill, analista do IBGE, destacou o momento favorável do mercado de trabalho. “Os indicadores estão atingindo patamares de destaque”, afirmou. As medidas de subutilização chegaram próximo dos níveis mínimos históricos.

    O especialista observou crescimento marginal nos rendimentos da maioria dos setores. Militares e funcionários públicos estatutários registraram maiores aumentos. Esses grupos contribuíram para elevar o rendimento médio nacional.

    A recuperação do mercado de trabalho brasileiro demonstra resiliência da economia. O agronegócio consolida seu papel estratégico na geração de empregos. Outros setores acompanham essa tendência positiva e fortalecem o cenário de crescimento.

  • Setor de pescado pede crédito para enfrentar tarifa dos EUA

    Setor de pescado pede crédito para enfrentar tarifa dos EUA

    A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) solicitou crédito emergencial ao governo federal para apoiar o setor exportador. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (21) no Palácio do Planalto e se destina ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Tarifa de Donald Trump

    A medida tenta reduzir o impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras de pescado. Em geral, segundo a Abipesca, os EUA são o destino de 70% do pescado exportado pelo Brasil.

    Com a nova taxação, cerca de R$ 300 milhões em produtos estão parados em portos, embarcações e unidades industriais. A proposta da entidade prevê liberação de R$ 900 milhões em crédito com carência de seis meses e pagamento em até 24 meses. A associação afirma que a tarifa causou uma grave crise de capital de giro nas indústrias do setor. Além disso, o mercado interno, já abastecido, não consegue absorver os cortes específicos voltados à exportação.

    Empregos em risco

    Sem ajuda imediata, 35 indústrias e 20 mil trabalhadores podem ser afetados por cortes e paralisações. Entre os trabalhadores estão pescadores artesanais, diretamente impactados pela medida norte-americana.

    No documento, a Abipesca também cobra ações para reabrir o mercado europeu, fechado desde 2017 às exportações brasileiras de pescado. Ou seja, a associação quer que o governo brasileiro intensifique as negociações com a União Europeia.

    Negociação

    No dia 9, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a nova tarifa em carta enviada ao presidente Lula. Trump justificou a medida alegando “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres” e “violações à liberdade de expressão”.

    As tarifas entram em vigor no dia 1º de agosto e atingem todo o pescado exportado aos EUA. Em entrevista à Rádio CBN, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil continuará negociando com os norte-americanos. Haddad garantiu que o governo prepara planos de contingência para apoiar os setores mais afetados.

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  • Conepe condena isenção de imposto sobre sardinha importada

    Conepe condena isenção de imposto sobre sardinha importada

    O Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe) expressou forte oposição à decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre conservas de sardinha. A medida, segundo a entidade, coloca em risco a indústria nacional, que sustenta mais de 50 mil empregos diretos e indiretos no Brasil.

    Cadu Villaça, presidente do Conepe, criticou a falta de consulta prévia ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). “É preocupante. Uma medida com potencial de afetar profundamente nossa indústria tenha sido tomada sem a participação das entidades que compreendem a complexidade e importância da pesca no Brasil”, afirmou.

    Cadeia produtiva consolidada

    A sardinha brasileira é um recurso historicamente abundante, com capturas superiores a 100 mil toneladas em 2024. A cadeia produtiva é robusta e gera milhares de empregos. O Conepe alerta que isentar impostos para produtos importados pode abrir espaço para uma concorrência desleal. E assim, colocar em risco a atividade primária e toda a estrutura de suporte vinculada.

    A medida pode desestimular a produção local e afetar a sustentabilidade econômica das comunidades que dependem da pesca. Produtos importados de regiões asiáticas, como China e Tailândia, possuem custos de produção inferiores devido a subsídios e condições regulatórias menos rigorosas.

    Ações do Conepe

    Diante disso, o Conepe busca sensibilizar o Palácio do Planalto e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para reverter a decisão. “Nosso objetivo é garantir que o setor pesqueiro brasileiro continue forte e competitivo. Valorizando a produção nacional e assegurando os empregos que dela dependem”, finalizou Villaça.

    A isenção de impostos sobre a sardinha enlatada importada foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) com uma cota de 7,5 mil toneladas, apesar das críticas da indústria nacional. O setor pesqueiro brasileiro tem enfrentado desafios com a concorrência internacional, e a medida pode agravar a situação.

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  • Mercado de trabalho atinge patamar histórico no agronegócio

    Mercado de trabalho atinge patamar histórico no agronegócio

    O agronegócio brasileiro alcançou um novo marco histórico no terceiro trimestre de 2024, gerando trabalho para 28,4 milhões de pessoas, um aumento de 1,9% (aproximadamente 533 mil pessoas) em comparação ao mesmo período do ano anterior. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) divulgou esses dados em colaboração com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A participação do setor no total de ocupações do país permaneceu em 26% entre julho e setembro de 2024.

    Crescimento nas Agroindústrias e Agrosserviços

     O crescimento no número de empregados foi impulsionado principalmente pelo aumento nas agroindústrias, que registraram um avanço de 6,7%, correspondendo a cerca de 303 mil pessoas. No entanto, o maior crescimento ocorreu nos agrosserviços, com um aumento de 6,3%, ou aproximadamente 611 mil pessoas.

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    Pesquisadores do Cepea/CNA destacam que as atividades agroindustriais que mais contribuíram para o crescimento dos postos de trabalho foram:

    • Massas e outros alimentos: 13,8% (55.355 pessoas)
    • Móveis de madeira: 11,3% (54.284 pessoas)
    • Açúcar: 24,7% (31.025 pessoas)
    • Moagem e produtos amiláceos: 12,5% (30.984 pessoas)
    • Têxteis de base natural: 8,4% (9.326 pessoas)

    Esses segmentos juntos adicionaram 198.166 trabalhadores, refletindo uma demanda crescente por serviços devido à complexidade operacional das atividades industriais.

    Perfil do Trabalhador no Agronegócio

    O aumento na população ocupada no agronegócio também se relacionou a um crescimento no número de empregados com e sem carteira assinada, além de uma maior formalização do emprego. Observou-se um aumento significativo na participação feminina no setor, assim como uma elevação no nível educacional dos trabalhadores.

    Ou seja, essa tendência histórica reflete um movimento em direção à inclusão e à valorização da mão de obra qualificada dentro do agronegócio.

    Em resumo, o agronegócio brasileiro não apenas consolidou sua importância econômica ao empregar uma parte significativa da população, mas também demonstrou um potencial crescente para inovação e expansão em diversos segmentos, fortalecendo sua posição como pilar da economia nacional.

  • Salários no agro; empregos de até R$ 200 mil, revela pesquisa

    Salários no agro; empregos de até R$ 200 mil, revela pesquisa

    Os salários no agro continuam em alta, podendo atingir até R$ 200 mil por mês. De acordo com o Guia Salarial Agro 2024, publicado pela consultoria Fox Human Capital, que atua no Brasil e nos Estados Unidos, revela que as remunerações em cargos estratégicos e analíticos estão em ascensão, refletindo a competitividade do setor.

    Salários em Cargos de Alta Liderança

    Os salários no agro para posições de alta liderança, como CEO, variam entre R$ 60 mil e R$ 200 mil, com uma média de R$ 130 mil.

    Para diretores comerciais, essenciais para o crescimento das empresas, as remunerações podem chegar a R$ 75 mil.

    Henrique Dallo, headhunter da Fox Agro, observa que “o setor continua a oferecer oportunidades consideráveis”, especialmente nas áreas de Comercial, Suprimentos e Logística. Ele acrescenta que “a área comercial está sempre aquecida”, enfatizando a necessidade de uma visão sistêmica por parte dos compradores.

    Cargos de Liderança e Gestão no Agro:

    Cargo Faixa Salarial (R$) Média (R$)
    CEO 60.000 – 200.000 130.000
    Diretor Financeiro (CFO) 44.500 – 87.930 76.275
    Diretor de Suprimentos 38.650 – 79.000 61.000
    Diretor de Operações (COO) 38.500 – 79.000 59.200

    Valorização em Cargos Intermediários

    As posições de média gestão, por sua vez, têm mostrado uma valorização significativa. Para os gerentes no setor agroindustrial, por exemplo, os salários variam atualmente entre R$ 25 mil e R$ 40 mil.

    Dallo destaca que “manter a estrutura de suprimentos eficiente é essencial”, sublinhando a importância da atenção constante aos custos e à demanda de estoque.

    Cargos de Gestão Intermediária:

    Cargo Faixa Salarial (R$) Média (R$)
    Gerente de TI 28.250 – 40.000 35.877
    Gerente de Operações 25.707 – 40.000 34.041
    Gerente Comercial 21.500 – 39.650 28.050
    Gerente de Logística 20.000 – 33.500 25.000

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    Cargos Técnicos e Especialistas:

    Além disso, o setor valoriza cargos técnicos e especialistas, oferecendo remunerações médias que variam entre R$ 13,2 mil e R$ 18,5 mil para coordenadores.

    Cargo Faixa Salarial (R$) Média (R$)
    Coordenador Comercial 13.000 – 23.650 18.500
    Especialista em Derivativos 14.000 – 19.000 17.220
    Coordenador Agrícola 9.000 – 16.320 13.200

    Perspectivas Futuras e Inovações

    A expectativa para o futuro é otimista, impulsionada por investimentos em sustentabilidade e biotecnologia. O mercado de bioinsumos, por exemplo, deve se destacar como um diferencial estratégico para o agro brasileiro nos próximos anos.

    Reinaldo Bonnecarrere, diretor de biológicos Latam da Indigo Agricultura, afirma que, sendo assim, “o mercado de bioinsumos no país atingiu mais de R$ 6 bilhões em 2023”, prevendo um crescimento anual robusto até a safra 2027/28.

    Diante desse panorama, o agronegócio brasileiro se reafirma como um dos principais motores da economia nacional. Portanto, os salários no agro são promissores para profissionais qualificados em diversas áreas do setor, empregando milhões e apresentando oportunidades.